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CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

Entre os problemas estão o estado de sujeira e o acúmulo de barro após período chuvoso. Confira!

Mostrando postagens com marcador Universidade. Mostrar todas as postagens
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Comunidades da Jaguara e Palmital são reconhecidas como Quilombos


As comunidades Jaguara e Palmital são agora, oficialmente, comunidades quilombolas.  Elas receberam, no dia 24 de novembro, a certificação oficial da fundação Palmares e foram intituladas Quilombolas em publicação no Diário Oficial da União. Situadas no município de Nazareno, as comunidades somam cerca de 210 moradores que, agora, terão mais direitos e sua identidade reconhecida.

A certificação aconteceu durante a visita de professores e alunos da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e contou com a presença da assistente social de São João del-Rei Merelane Emanuele Cardoso, bem como do prefeito de Nazareno João Caetano Leite, da secretária de cultura da cidade Betânia Oliveira e do secretário de Obras de Nazareno  Venerando Gualberto, que até então era responsável pela administração dos quilombos.

O fato teve colaboração importante do projeto “História e Cultura Africana e Afro-Brasileira: Curso de Educação Continuada para Professores de Ensino Médio, Fundamental e Extensão nas Comunidades Quilombolas”, criado pelo professor do Departamento de Ciências Sociais (Decis) da UFSJ Manuel Jauará. Desde 2003, o projeto trabalha a memória cultural das comunidades e busca melhorias para as pessoas que vivem nelas. Para Jauará, o reconhecimento é uma grande conquista. “Essa é uma etapa que nós construímos junto à comunidade. A próxima será organizar o funcionamento da Associação Quilombola”, conta.

Para decidir as novas diretrizes, foi convocada uma Assembleia Geral para eleger os líderes comunitários e definir as prioridades, como saneamento e saúde, ainda precários na região. Além disso, enfatizou-se a importância de se resgatar a memória cultural local para maior consolidação do grupo como quilombo.

Integrante do projeto e moradora da região, a adolescente Valéria se diz orgulhosa do acontecimento. “Antes tínhamos vergonha de morar em um lugar sem identidade. As futuras gerações não vão precisar sentir o mesmo”, diz satisfeita.

VAN/Mayara Mateus
Foto: Mayara Mateus


Alunos do Nast Araçá apresentam o espetáculo “Vidas Insustentáveis”


Neste fim de semana, os alunos do Núcleo de Arte e Sustentabilidade, programa de extensão da Universidade Federal de São João del – Rei (UFSJ) que atua em diversas comunidades promovendo vivências artísticas, visando ampliar o debate sobre a sustentabilidade, apresentam o espetáculo “Vidas Insustentáveis”, às 20h, no Solar da Baronesa.

De acordo com o diretor do Programa de Extensão e professor do curso de Teatro Adilson Siqueira, o evento é uma “performance comunitária ecopoética” que dialoga com os principais temas que configuram o conceito de Sustentabilidade, a saber: Justiça Social, Autodeterminação, Cultura de paz, Democracia, Qualidade de vida e Meio Ambiente. 

Ele afirma ainda que os alunos membros do Programa realizaram, ao longo do ano de 2012, vivências, exercícios e debates que levaram à criação cênica construída a partir destes temas, relacionados com a comunidade onde vivem, tendo como resultado uma obra que discute problemas enfrentados pelos alunos, crianças e jovens entre 8 e 14 anos.

Segundo Adilson Siqueira, as oficinas foram conduzidas pelos Arte-vivenciadores Comunitários e pelos bolsistas do Programa Camila Ribeiro e Genilson Ferreira, além de Victor Góis, colaborador voluntário do Programa. 

“Já estamos há um ano trabalhando com o espetáculo. O interessante é que tudo foi feito por eles, só demos uma organizada. Apesar de ser amador, a expectativa é ótima.”, comenta Genilson.

O resultado é uma “performance em movimento”, em que o público é conduzido pelos próprios atores para o local onde ocorrerão as cenas. A estreia é nessa sexta, 28, e vai até o domingo. A entrada é franca.

VAN/Mayara Mateus
Foto: Mayara Mateus

II Mostra de Profissões é promovida pela UFSJ


No próximo dia 23 de novembro, a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) promoverá a II Mostra de Profissões. Além de expor todos os 38 cursos oferecidos pela instituição, a segunda edição do evento viabiliza aos vestibulandos a oportunidade de decidir de forma dinâmica e pratica o que cursar e também de ter a Universidade entre as opções para se cursar o ensino superior. A mostra será realizada no Campus Santo Antônio, de 9 às 19 horas.

Alunos de todos os períodos e de todos os cursos estão participando da mostra. Para Charlie Alves, estudante do curso de Zootecnia e que participa pela primeira vez, a mostra tem a finalidade de apresentar seu curso a possíveis futuros estudantes. “É muito gratificante participar e saber que estamos ajudando, principalmente os estudantes, mostrando e tirando algumas duvidas do curso que poderão escolher para a vida. A iniciativa é muito importante e, com certeza, os alunos que vierem ao stand de Zootecnia vão sair querendo cursar [essa] faculdade”, aposta Charlie. 

Segundo Thalita Carvalho, estudante do 4º período de administração e uma das idealizadoras da mostra de profissões, o projeto nasceu dentro da Dinâmica Empresa Jr e, depois que foi estruturado, o mesmo foi apresentado para a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade. “Após a aprovação, iniciamos a organização. As expectativas em relação ao evento deste ano são as melhores possíveis: estamos esperando cerca de 1500 pessoas, sendo o objetivo auxiliar os vestibulandos na sua escolha profissional, além de fazer com que saiam da mostra de profissões com a UFSJ entre as instituições que eles queiram estudar”, explica Thalita.

A estudante do quarto período de Engenharia Elétrica, Bruna Carrano,  já participou da mostra como espectadora, agora nessa edição ela apresentará seu curso a prováveis graduandos. Bruna faz parte da Empresa Júnior do curso de Engenharia Elétrica (EJEL),  e conta que participar da organização de um evento, principalmente como integrante do Movimento Empresa Júnior (MEJ) é extremamente enriquecedor. “Adquirimos uma imensa gama de conhecimentos no que diz respeito a habilidades técnicas e operacionais, bem como no desenvolvimento dos relacionamentos interpessoais”, declara a estudante.
         
Cada curso vai ficar alocado em uma sala com projetos de extensão, estágios, pós-graduação, mestrado, todos os projetos que estão dentro do curso e as mesmas ficarão abertas à visitação. Mais informações pelo site www.ufsj.edu.br/mostradeprofissoes 

VAN/Iolanda Pedrosa
Foto: Divulgação

Campus Dom Bosco (UFSJ) sedia Conferência Municipal


No próximo sábado, 23, de 08h às 17h, será realizada a 1ª Conferência Municipal Livre – Políticas Públicas de Esporte e Lazer - no anfiteatro do Campus Dom Bosco da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). O objetivo é reunir ideias para a realização de projetos e eventos relacionados ao esporte. Interessados podem fazer suas inscrições através do e-mail esportelazersjdr@gmail.com ou na Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, situada na Praça Frei Orlando, 90 – Centro.

A conferência contará com a presença do Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UFSJ, Prof. Paulo Henrique Caetano, que promoverá a discussão do eixo temático Comunicação, mapeando possibilidades concretas e estratégicas que se relacionam com as políticas públicas de esportes em São João del-Rei. Além desse, os outros eixos temáticos do evento são Financiamento, Formação, Programas e Esportes. Todos os grupos apresentarão propostas que serão redigidas e encaminhadas à Conferência Estadual, transcendendo à Conferência Nacional, quando poderão ser aprovadas.

Por fim, haverá, ainda, a indicação dos novos conselheiros que irão compor o Conselho Municipal de Esporte e Lazer no próximo biênio.

VAN/Jéssica Loures
Foto: Divulgação

Movére mescla performance, música e interação em releitura da obra de Hilda Hist


A obra “Tu não te moves de ti”, da escritora Hilda Hist, ganhou cara nova em releitura feita nesse fim de semana, no Centro Cultural Feminino, por integrantes do Movére, grupo de pesquisa da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), processo ecopoético de treinamento para o ator-dançarino e de construção da cena espetacular que busca desenvolver novas poéticas cênicas, técnicas e dramaturgias corporais baseadas numa cultura de sustentabilidade.

O espetáculo, que já vinha sendo montado há mais de um ano, combinou o texto da autora, vídeos, música e interação com o público, que foi inserido na encenação. O enredo girou em torno do casal de mortos vivos Ruth (Giselle Mara) e Tadeu (Genilson Ferreira) em seus momentos, ambientes e personagens que se confundem. 

Para a espectadora Telma Freitas, que assistiu à peça duas vezes, foi muito bacana a proposta de integrar e movimentar o público de acordo com o espetáculo. “Nada estava cem por cento preparado, cada cena foi um encaixe diferente que superou minhas expectativas”, completa a atriz Giselle.

O professor do curso de Teatro da UFSJ e diretor do espetáculo Adilson Siqueira elogiou a atuação do grupo e comentou sobre a recepção do público. “Eles se saíram muito bem, colocando em prática o treinamento feito no decorrer do ano. Quanto ao público, sempre há os dois lados, teve gente que voltou para ver e os que simplesmente não gostaram”, afirma Adilson.

O projeto “Tu Não Te Moves de Ti” teve o elenco composto pelos alunos de Teatro: Ana Flor Rocha, Camila Ribeiro, Genilson Ferreira, Giselle Mara, Priscilla de Seixas, Thaissa Gömöry e Zilvan Lima. A produção e direção técnica contaram com Fernanda Junqueira e Virgílio Dangelo.

Mayara Mateus e Thais Lacaz
Foto: Mayara Mateus

UFJF sedia Erecom e Politicom


Entre os dias 15 e 18 foi realizado, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o XI Encontro Regional de Comunicação (ERECOM) e o XII Congresso Brasileiro de Comunicação e Marketing Político (POLITICOM). A temática central do evento foi “Comunicação Política e Consolidação Democrática no Brasil e na América Latina”, atraindo muitos comunicadores, em sua maioria graduandos de comunicação.

Dentre os diversos trabalhos apresentados e discutidos, esteve o de Ricardo Rios, 20, estudante de comunicação da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Com o título "A popularidade de Vladimir Putin nos órgãos de comunicação russo brasileiros”, Ricardo afirma que “foram muito boas as discussões nos grupos de trabalho. Eu acabei não tendo oportunidade de participar das oficinas, pelo horário em que cheguei, mas o pessoal falou que foi excelente. Pelo o que eu vi, o evento está de parabéns”, analisa.

O evento recebeu congressistas de várias partes do país e da América Latina. Rakel de Castro, do Rio Grande do Norte, faz doutorado em comunicação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e diz que “esta é a primeira vez que participo do evento. A estrutura é a que eu esperava e, na verdade, as expectativas foram superadas, tanto na questão da infraestrutura quanto na questão da organização”.

Para o idealizador do evento da UFJF Paulo Roberto Figueira Leal, este tipo de evento ajuda a inserir a universidade nas grandes redes nacionais de pesquisa. “A ideia é tentarmos, ao máximo possível, conectar a nossa universidade às comunidades científicas, de modo a apresentar o que já fazemos aqui e criar mecanismos de conversação com pesquisadores de alto nível do país inteiro”, finaliza Paulo.

 No próximo ano, o POLITICOM será realizado na Universidade de São Paulo (USP), mas o tema ainda não foi definido. Segundo os organizadores, o congresso busca atingir alunos de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e profissionais interessados na interface Comunicação-Política.

VAN/Iolanda Pedrosa
Foto: Reprodução

Seminário de Cultura Surda é realizado pela primeira vez na região


No último sábado, 19, o anfiteatro do Campus CTAN, da Universidade Federal de São João del-Rei, foi palco do primeiro Seminário de Cultura Surda das. A realização foi idealizada por Lucas Sacramento, membro da Associação de Surdos de São João del-Rei , em parceria com  a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) e com a UFSJ. O objetivo era buscar promover o fortalecimento da acessibilidade e da inserção da comunidade surda. As intérpretes Cleuzilaine Vieira e Andreia Del Rei transmitiram todas as palestras em tempo real aos ouvintes participantes.

Foram abordadas temáticas relativas à cultura e identidade surda, assim como a trajetória de vida, o profissional e a associação de surdos. O evento promoveu também  um debate sobre a inserção do surdo em diferentes áreas, camadas sociais e profissionais. Além disso, foram discutidas as questões familiares e pessoais que interferem na formação e no cotidiano do surdo.

O organizador e palestrante surdo, Lucas Sacramento, afirma que a realização do evento foi uma experiência inovadora, na medida em que ele buscou elementos da cultura surda que seriam pertinentes à comunidade surda são joanense. Tendo sido a sua primeira palestra sobre o tema, ele ressalta que participar ativamente do evento foi bastante gratificante: “Esta é a minha primeira vez, estava cheio de ideias e amei participar do seminário e ajudar a realizá-lo!”, afirma Lucas, que lembra ainda sobre a importância da participação da comunidade e da família do surdo em seminários como este. 

A palestrante surda convidada pela associação, Inês Guerreiro, abordou o tema do profissional surdo e sua cultura na comunidade, apontando aspectos importantes para aprimorar a participação do surdo no mercado de trabalho e na comunidade em que está ou irá se inserir. “O surdo vai conhecer muitos elementos de culturas diferentes pelos vários lugares por onde ele passar. E ele deve buscar, nessas comunidades, os elementos de cultura e conhecimento, e absorvê-los, pois é muito importante buscar o conhecimento”, explica Inês.

Antônio Abreu, surdo palestrante de Belo Horizonte, relatou suas experiências de vida nas associações de surdos pelo Brasil, além de falar sobre a importância das Associações, onde os surdos podem se relacionar, buscar e trocar conhecimentos e elementos culturais. “A associação deve ser um local com múltiplas finalidades, de buscar conhecimento, de realizar interação, de se divertir. Não deve ser só um ponto de encontro, pois ela tem uma finalidade e tem regras, que contribuirão para o fortalecimento da comunidade e da cultura surda”, concluiu.

O evento contou com, aproximadamente, 50 pessoas, dentre surdos e ouvintes de São João del-Rei e região. . As intérpretes Cleuzilaine Vieira e Andreia Del Rei transmitiram todas as palestras em tempo real aos ouvintes participantes.

VAN/Sávio Souza
Foto: Sávio Souza

Coletivo discute questões feministas na atualidade


Conhecido como “águia-brasileira”, o Carcará foi imortalizado na canção de João do Vale e José Cândido através da interpretação de Maria Bethânia, em 1965, no Teatro Opinião.  A ave nordestina, que simboliza a resistência no sertão, foi também a escolha de batismo de um Coletivo de Mulheres nascido em São João del-Rei, no ano de 2011.

A concepção do grupo aconteceu no 8º Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV), organizado pelo Diretório Central de Estudantes (DCE). Esse Estágio tem como proposta criar um diálogo do Movimento Estudantil brasileiro com os Movimentos Sociais - como o MST (Movimento dos Sem Terra), MAB (Movimento de Atingidos por Barragens) e MMM (Marcha Mundial das Mulheres) -, por exemplo.

Através do contato inicial com a MMM, as meninas que participaram do EIV começaram a se reunir para estudar, a fim de entenderem melhor o que seria o feminismo e, assim, criar a identidade do grupo. No início, o Coletivo auto organizado contava com cinco mulheres estudantes da UFSJ e, após de mais de dois anos de caminhada e rotatividade de membros, o Carcará conta atualmente com oito alunas fixas de cursos diversos, como Pscicologia, Economia, Jornalismo e Filosofia.  Elas se organizam sem hierarquias ou papéis pré-estabelecidos em encontros semanais no Campus Dom Bosco. As tarefas são distribuídas de acordo com cada demanda surgida. Elas se consideram mulheres que resistem e lutam por seu espaço na sociedade, assim como a águia que as nomeia.

Feminismo

Para o senso comum, o feminismo é o contrário de machismo, porém estudos  evidenciam que a definição de feminismo é mais abrangente e se encontra em constante modificação. Segundo a mestranda em Teoria Literária e Crítica da Cultura Laís Maria Oliveira, ser feminista não é deixar de ser feminina, e sim poder exercer seus direitos de ser humano sem que o órgão sexual seja considerado um diferencial político, visto como simples ferramenta para a imposição de hierarquias. “Sabemos que ao longo da história, as mulheres foram rebaixadas socialmente, consideradas enquanto objeto de manipulação masculina”, afirma. Ela ainda lembra que, com a emancipação feminina, alcançada gradualmente através de união e luta, pode-se dizer que as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço, seja no mercado de trabalho, na política, na academia. Porém, ela afirma que o pensamento “homem x mulher”, como ferramenta de manipulação, permanece: a violência contra a mulher e a proibição do aborto e de práticas anticoncepcionais são exemplos de como a sociedade ainda vê o feminino enquanto corpo servil para procriação e usufruto.

Para o grupo Carcará, o termo feminismo é o mesmo que o entendido pela Marcha, marcado por ser popular: um feminismo anticapitalista. “Entendendo que, nesse sistema, as maiores vítimas são as mulheres”, diz Mahara Jneesh, uma das fundadoras do Coletivo.

Ações 

O Coletivo apresenta-se como um espaço de ação e reflexão sobre o papel social das mulheres, dando visibilidade à vida das mesmas. O grupo declara que, com essa visibilidade, as mulheres já constroem algo diferente do sistema, que as explora através do trabalho doméstico - predominantemente feminino, salários menores no mercado de trabalho, empregos precários, padrão de feminilidade estereotipado e tripla jornada. O Carcará, enquanto coletivo, tem como objetivo principal explicitar tais situações e mostrar que as mulheres têm feito novas escolhas. O papel do grupo é conscientizar as mulheres, buscando que elas tenham voz e que seus direitos sejam legitimados.

Nesse ano, o Coletivo Carcará foi convidado pela reitora da UFSJ, Valéria Kemp, para mapear projetos já existentes na instituição (Iniciação Científica e Extensão) com a temática feminista. A reitora, por sua vez, foi convidada pela vice-prefeita, Cristina Lopes, para ser membro do Conselho Municipal da Mulher. Esse conselho está sendo construído desde 2011, após a participação do Carcará e da vereadora Vera do Polivalente na Conferência da Mulher, na capital mineira. O objetivo do Conselho é debater políticas públicas da cidade para as mulheres, principalmente para aquelas que estão em situação de vulnerabilidade de qualquer tipo, seja financeira, seja de violência. O Conselho ainda precisa ser aprovado, assim como há necessidade de que ele seja formado, como explica Vera Polivalente. “A lei já está pronta e foi entregue para o prefeito Helvécio. Basta agora a Câmara aprovar”. A intenção do projeto é a criação de uma Secretaria de Mulheres e até uma Casa Abrigo, mas, segundo a vereadora Vera, é imprescindível fundar o Conselho para, depois, mapear os anseios e necessidades das mulheres da cidade. 

As meninas do Coletivo se encontram satisfeitas pelo envolvimento e reconhecimento da universidade e da prefeitura em relação a elas, uma vez que esse diálogo entre eles já existe desde o surgimento do grupo. O Coletivo Carcará continuará “avoando que nem avião” por São João del-Rei, cantando seu grito de luta pela igualdade entre homens e mulheres.

VAN/Marlon Bruno de Paula e Mariana Chaves
Foto: Reprodução

São João del-Rei recebe a 6ª edição da Semana do Animal


A 6ª Semana do Animal, em São João del-Rei, está acontecendo desde o dia 4 de Outubro e se estende até o dia 19. Essa é a 2ª edição que ocorre na cidade, sendo que as edições anteriores ocorreram em Salvador e Poços de Caldas. Em São João del - Rei, o evento encontrou o apoio da Universidade Federal de São João del – Rei, através de projetos de extensão, como a UFSJ Bio Agradável e o Amigos de 4 patas, além da Sociedade Protetora dos Animais.

Segundo Rogério Alvarenga, coordenador do projeto de extensão UFSJ Bio Agradável, a importância dessa Semana gira em torno de construir uma cidade que respeita seus animais, o meio ambiente e que, consequentemente, acaba respeitando os próprios seres humanos, uma vez que os problemas que envolvem os animais refletem diretamente no ser humano. “Quando a gente tira um animal da rua, a gente está ajudando a construir uma cidade melhor e vai proporcionar uma melhor qualidade de vida para os cidadãos”, completa Rogério.

A conscientização nas escolas é um dos carros chefes da programação e é a atividade que mais tem gerado repercussão. O trabalho é feito com cerca de 1000 crianças, especialmente do 3º e 4º ano do Ensino Fundamental, em dez escolas envolvidas. A mensagem passada sobre maus tratos aos animais e posse consciente tem chegado até as famílias das crianças, que contam o que aprenderam com a exibição do vídeo “Fulaninho: o cão que ninguém queria” e com o trabalho dos voluntários, por meio da cartilha da Semana do Animal, que contém várias atividades lúdicas para crianças.

“A Semana tem gerado uma repercussão muito boa, levando muitas pessoas a refletirem sobre os temas que ela traz, como os animais abandonados, o uso dos animais em pesquisas científicas e, até mesmo, o uso dos animais na alimentação”, revela Rogério.

Mara Nogueira Souto, presidente da Sociedade Protetora dos Animais de São João del-Rei, conta que, na edição passada, a feira de adoção de animais funcionou aberta ao publico, na avenida. Com isso, voltaram com mais animais abandonados do que chegaram lá. “As pessoas chegavam com caixas de ninhadas e diziam que já haviam conversado comigo e que eu tinha deixado”. Esse ano, para evitar tal transtorno, a feira aconteceu na Associação dos Sargentos, em um local fechado, o que tornou o evento mais tranquilo. Para Rogério, “se conseguíssemos um único lar para um cão abandonado, já seria uma vitória e, na feira de adoção, conseguimos dez”.

Para Leila Gaya, coordenadora do projeto de extensão Amigos de 4 patas, todos os eventos que envolvem a causa do bem estar dos animais, como o controle de natalidade, a guarda responsável e a ética, são fundamentais para o desenvolvimento e crescimento da cidade.” A própria imagem turística do município é afetada quando a saúde pública é comprometida por causa dos animais de rua” acrescenta Leila.

Segundo o coordenador da UFSJ Bio Agradável, espera-se que estudantes, servidores, técnicos e professores, funcionários da prefeitura, vereadores e cidadãos comuns estejam presentes nas palestras e que possam entender o que é o maltrato ao animal e refletir se o uso dos animais em pesquisas científicas se faz necessário. As palestras “Crimes de maus tratos”, proferida pela Dra. Silvana Lobo e “Uso de animais em pesquisas científicas”, proferida pela Dra. Edna Cardoso Dias acontecerão nesta quinta-feira, 10 de Outubro, às 19h, no Teatro do Campus Santo Antônio da UFSJ.

“Há planos de repetir e ampliar o evento para outras cidades em 2014”, afirma Rogério. Já existe um processo de conversa com outras cidades para que, na próxima edição da Semana do Animal, as atividades se alastrem por municípios diferentes.

Como participar

Para quem deseja se voluntariar e ajudar nas organizações no próximo ano, basta entrar no Facebook da Sociedade Protetora dos Animais, dos Amigos de 4 Patas, da UFSJ – Bio Agradável ou até mesmo da própria Semana do Animal e mandar uma mensagem, ou apenas entrar em contato com os responsáveis por cada uma delas. 

VAN/Lis Maldos
Foto: Mara Nogueira Souto

Temas ligados à cidade de São Tiago tornam-se produtos acadêmicos em instituições de ensino superior da região


A cidade de São Tiago muito rica culturalmente em várias categorias como História, Memória, Religiosidade, Gastronomia, Artesanato, Atrativos, Personalidades torna-se uma fonte inspiradora para acadêmicos de muitas instituições de ensino superior nos trabalhos universitários. 

A Festa do Café com Biscoito e Sicoob Credivertentes já foram temas de muitas monografias pelo estado desde cursos de bacharelado à licenciatura nas áreas administrativas, econômicas, sociais e pedagógicas.

Na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) personalidades da história local ganharam documentário, “Crispim” apresentado pelos acadêmicos Douglas Caputo e Michele Santana; “Antônia da Percília” apresentado por Caio Sena e Marcus Santiago. Como trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo, “A história de São Tiago através da música”, história e depoimentos de pessoas ligadas à corporação musical “Lira Imaculada Conceição”, seu fundador, seus principais expoentes e precursores, defendida pelos alunos Bruno Caputo e Michele Santana orientados pela professora Ms. Luciene Tofóli e “Face Regional: São Tiago a Terra do Café com Biscoito” trata-se de uma revista relacionada à história, memória, cultura, culinária, tradição, personalidades atípicas e folclóricas de São Tiago. 

O produto inclui entrevistas e relatos históricos sobre a formação da população de São Tiago aos dias atuais, progressos com um tom de memória nostálgica de velhos tempos que construíram o presente, defendida pelo aluno Marcus Santiago orientado pelo professor Dr. Jairo Faria Mendes. 

Elaborar trabalhos como esses e apresentá-los a outros públicos são importantes para legitimação dos bens materiais e imateriais que caracterizam a cidade no seu jeito de ser, e consequentemente dando ampla visibilidade ao município em seu lado histórico, cultural, atrativos turísticos e eventos. O próprio filósofo Wilhelm Diltey justifica a necessidade de  inserir o homem em contextos diversos: “O homem não vive mais em universo somente físico, mas também em universo simbólico. A linguagem, o mito, a arte e a religião são partes desse universo, são fios que constituem o tecido simbólico, a intricada trama da experiência humana. Todo progresso no campo do pensamento e da experiências e adensa essa malha.” 

VAN/Marcus Antônio Santiago
Foto: Reprodução

Cursos superiores de medicina chegam a São João del Rei


Diante de tantas e divergentes opiniões sobre a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil, nos deparamos com a chegada do curso de Medicina nas duas principais universidades da cidade de São João del - Rei: a Universidade Federal de São João del -  Rei (UFSJ) e o Instituto Presidente Tancredo Neves (IPTAN).

Alguns aspectos precisam ser considerados. Existe uma carência na saúde pública e faltam profissionais disponíveis para atender às demandas que certas regiões exigem.  O estudante de medicina João Roberto Resende Fernandes explica que os estudantes são preparados nas faculdades para a realidade do país. “Se cada região do nosso país já tem suas diferenças em relação à cultura, doenças, imagina entre diferentes países? Vivemos em uma realidade diversa daquela que é vivenciada na Europa e na América central. Possuímos parasitoses, climas, culturas, idioma, remédios completamente diferentes. De acordo com a cultura, cada povo tem aquele seu ‘remédio caseiro’ que, se desconhecido pelo médico, poderá causar uma interação com os outros medicamentos que poderão a vir ser prescritos, levando a complicações” explica.

 Segundo ele, convivemos com doenças que, para leigos, podem parecer de fácil diagnóstico, mas um especialista formado em um outro continente talvez não saberia lidar com certas patologias, desconhecidas para ele. “Eles não estudaram sobre essas doenças e seus sintomas batem com muitas outras doenças que possuem tratamentos completamente antagônicos” , finaliza.

Já Alberto José, funcionário público são joanense, acredita que a população brasileira está passando por uma oportunidade única e deveria acolher de bom grado esses médicos, pois essa é uma iniciativa do governo de tentar trazer melhorias para a saúde pública.  Sobre a vinda do curso de medicina para as universidades de São João del – Rei, ele afirma: “Tenho uma filha cursando o ensino médio. Seu sonho sempre foi ser médica e eu não teria condições de bancar seus estudos em outra cidade. Fico muito satisfeito com a chegada do curso para o campus de SJDR. Acredito que a saúde pública da região das vertentes crescerá de forma positiva, com profissionais jovens e dispostos a exercer com maestria sua função”, observa. 

De acordo com uma nota disponibilizada pela assessoria de comunicação da universidade em Junho de 2012, quando foram aprovados recursos docentes, técnicos e orçamentários, pelo MEC, para a implantação do curso de Medicina no campus SJDR, o então reitor da UFSJ Helvécio Reis declarou que o curso de Medicina em São João del-Rei é um curso novo e oferecerá 40 vagas anuais para alunos, com a contratação de novos professores e técnicos e a disponibilização de recursos orçamentários para a infraestrutura física e funcionamento do projeto acadêmico. Já o Instituto Presidente Tancredo Neves (IPTAN) aguarda, há cerca de quatro anos, o reconhecimento do MEC para colocar em prática o projeto de trazer o curso de Medicina para a instituição.

VAN/ Isabela Mesquita
Foto: Barbara Barreto

Alunos do curso de Jornalismo foram premiados em concurso do Ministério Público


Os estudantes Raquel Lopes e Thallysson Alves, do curso de Comunicação Social- Jornalismo da UFSJ, ficaram em segundo lugar no 4º Prêmio Escola Superior do Ministérios Público da União (ESMPU) de Jornalismo Universitário. Foram premiados com uma viagem até Brasília, onde receberão 3 mil reais.

“Ficamos sabendo do edital, pelos e-mails que a Coordenadoria enviou a todos os alunos. A matéria tinha que se adequar ao tema: “A atuação do Ministério Público da União no combate à improbidade administrativa e à corrupção”. “Encontramos uma pauta e trabalhamos nela” conta Thallysson.

Os alunos, que cursam o quinto período, apontaram algumas dificuldades que ocorreram ao decorrer da produção da matéria até seu envio. “Organizar a matéria de forma simples e interessante foi uma das dificuldades por ser um tema extenso que deve ser bem abordado. Para isso, contamos com a orientação do professor Ivan Vasconcelos. Outra dificuldade foi o tempo, mas essa é comum na vida dos jornalistas” declarou Raquel.

Um dos critérios de obrigatoriedade do concurso era a matéria ser veiculada em jornal laboratório da instituição de ensino dos estudantes, que aproveitaram do Programa de Extensão – Vertentes Agência de Notícias – VAN/UFSJ do curso, para publicarem. “A equipe VAN nos deu um grande apoio nos ajudando com a postagem da matéria no prazo certo”, contou Raquel. 

Segundo os alunos, a professora Alessandra de Falco foi fundamental pra cumprir os prazos, com respeito aos documentos necessários pra enviarem. “A premiação é uma vitrine para os demais alunos do curso, pois agora, com o exemplo do trabalho do Thallyson e da Raquel, acreditam que podem investir em outros prêmios e projetos fora da sala de aula, mas com a ajuda dos professores”, explica a professora de Falco. 

A coordenadora do curso de Comunicação Social da UFSJ, Vanessa Maia, destaca a importância de um prêmio como esse para o curso. “O prêmio torna o curso conhecido academicamente e passa a ser visto com o mesmo nível de excelência de outros cursos de jornalismo já renomados”, pondera. 

“A dica é correr atrás sempre. A importância maior é o aprendizado e experiência que se ganha. Assim todos têm a oportunidade de já começar a trabalhar na área e chance real de ganhar qualquer prêmio“ segundo Thallysson.

VAN/ Rhafaela Resende; Lis Maldos
Foto: Reprodução

MPF garante mais transparência sobre gastos da FAUF


Acordo entre as entidades resulta em Portal para que cidadãos controlem e fiscalizem a gestão da fundação universitária




A população já pode saber, em tempo real, os valores gastos pela Fundação de Apoio à Universidade Federal de São João del-Rei (FAUF) em licitações e projetos desenvolvidos pela entidade em parceria com instituições públicas. A consulta via internet começou em março deste ano, após o pedido do Ministério Público Federal (MPF).

O acordo entre a FAUF e o MPF põe fim às dúvidas geradas sobre como as fundações de apoio às universidades devem se enquadrar na Lei de Acesso à Informação. A regulamentação foi publicada há dois anos e garante que o cidadão controle os gastos e ações governamentais.

De acordo com o presidente da FAUF, Jucelio Sales, o portal não entrou no ar antes por falta de orientação. Sales explica que a conversa com o Ministério Público foi necessária para o desenvolvimento do sistema de transparência na internet. “O MPF nos ajudou na discussão dos dados a serem disponibilizados,” comenta.

A proposta do MPF ocorreu após reclamações de cidadãos sobre a falta de transparência na fundação, conta o procurador da República, Antonio Mendes. Na avaliação do procurador Mendes, o mecanismo “facilita o controle e a fiscalização pela sociedade e por vários órgãos públicos, inclusive pelo Ministério Público Federal”.

Sales ressalta que a criação do Portal demandou tempo de estudo para desenvolver a melhor forma de publicar as informações do órgão na internet. O site vai além de uma simples página de consulta a gastos públicos, integrando também uma ferramenta de gestão financeira direcionada a docentes da universidade, denominada Sistema de Informação Gerencial (SIG). Com o programa, o Portal é atualizado automaticamente a cada dado lançado no SIG.

Após o trabalho de dar transparência às ações da fundação, o novo desafio é divulgar a importância da ferramenta para a população, comenta o presidente da fundação da UFSJ O estudante Daniel Gouvêa desconhecia o Portal da Transparência da FAUF. No entanto, Gouvêa acredita que o sistema é de vital importância. “É preciso ter visibilidade dos gastos e os investimentos da instituição,” diz. Já o restaurador de objetos artísticos, Diego Garcia, tinha acessado o Portal e considera válido o acordo. “Eu não sabia das transações que envolvem a UFSJ”, explica. Para a representante do Diretório Central dos Estudantes da universidade (DCE-UFSJ), Rafaella Dotta, a transparência on-line é uma conquista para o movimento estudantil. “O DCE precisa conhecer como funciona a universidade para conseguir definir um posicionamento [sobre as ações]” conclui.

Sobre a fundação

A FAUF é uma entidade sem fins lucrativos que elabora e executa projetos culturais e educacionais ligados a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) situada no Campo das Vertentes, em Minas Gerais. O Portal de Transparência pode ser acessado através do endereço: https://sig-fauf.ufsj.edu.br/transparencia/
MPF e a Lei de Acesso à Informação

O acordo feito entre MPF e FAUF garantiu o cumprimento do que diz a Lei de Acesso à Informação, promulgada em 18 de novembro de 2011. A lei determina que gastos, estruturas, licitações e contratos, entre outros, sejam divulgados na internet.


VAN/
Raquel Stefania Ferreira Lopes, Thallysson Alves Ferreira Eliseu
Foto: Raquel Ferreira

Alunos de jornalismo da UFSJ ficam entre os finalistas em prêmio nacional




Stands e Exposições no Encontro Nacional de História Mídia

Alunos do curso de graduação em Jornalismo da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) ficaram entre os finalistas no 2º Prêmio Nacional de História da Mídia José Marques de Melo. O prêmio aconteceu durante o 9º Encontro Nacional de História da Mídia, nos dias 30 de maio e 1º de junho, em Ouro Preto (MG). Seu objetivo foi reconhecer os melhores trabalhos em pesquisa de iniciação científica, com temáticas pertinentes à história da mídia brasileira.

O artigo "A História da Imprensa de Lavras Através das Eras Políticas Brasileiras", escrito por Ian Agostini, Mario Sá, Moema Vianna, Ricardo Rios e Thallyson Eliseu, começou a ser desenvolvido em 2011.

Inicialmente, como atividade em sala de aula na disciplina de História do Jornalismo, era um trabalho sem grandes aspirações. Porém, diante da qualidade do mesmo, a professora e orientadora, Filomena Bonfim, sugeriu que se transformasse em um artigo científico. O trabalho foi também apresentado no 2º Encontro Regional Sudeste de História da Mídia, em Vilha Velha (ES) e no XVII Intercom Sudeste, em Ouro Preto (MG).

O resultado surpreendeu até mesmo os autores, pois não imaginavam que, dentre os 300 trabalhos apresentados, seriam um dos 14 finalistas. "A construção do artigo foi bem despretensiosa. Jamais imaginaria que pudéssemos receber algum prêmio por causa dele. Os colegas que fizeram o artigo sabem das dificuldades que tivemos para reunir todo o material histórico presente no trabalho. Mas a recompensa por este esforço veio no sábado", conta Ricardo Rios, um dos premiados.

Já para Thallysson Eliseu, também autor do artigo, essa era uma produção que visivelmente tinha grande potencial. "Pela forma como o trabalho se configurava, a qualidade e a relevância, eu sempre achei que seria simplesmente uma questão de tempo e oportunidade". 
Ele ressalta ainda que a premiação significou muito mais do que uma conquista pessoal. "É sempre bom ter um trabalho reconhecido. Foi uma satisfação também por escrever uma página da história do nosso curso. É um curso novo, mas de ótima qualidade, e que, através do trabalho e cooperação de todos, vai, com certeza, se desenvolver e progredir."

Apesar do fim do ciclo de apresentações do artigo, as conquistas não param por aí. Além do prestígio já alcançado, ele será lançado em um livro sobre o jornalismo da região do Campo das Vertentes, organizado pela professora e orientadora, Filomena Bonfim.


Ricardo Rios, estudante da UFSJ premiado

"Tudo tem um começo, um clímax e um fim. Acredito que o reconhecimento do Prêmio José Marques de Melo seja a melhor maneira de encerrarmos. Perpetuamos na academia dados seculares de aspectos de um povo, e isso é extremamente importante na consolidação de uma recuperação histórica. Por isso, esperamos que novos pesquisadores possam usar a nossa produção para descobrir novos aspectos sobre a imprensa de Lavras", destaca Ricardo.

Filomena Bonfim ressalta ainda que essas oportunidades podem ser aproveitadas por todos os estudantes dentro da universidade. "Qualquer aluno disciplinado e comprometido com um bom desempenho em sala de aula pode produzir trabalhos científicos que merecem destaque na academia". 

Para aqueles que ainda estão dando os seus primeiros passos na carreira acadêmica, ela alerta: "Que todos se informem sobre as possibilidades institucionais de produção de trabalhos, mas que, antes de tudo, dediquem-se a descobrir o foco do seu interesse, que eu chamo de 'objeto de desejo'. Tendo esse objeto, as tarefas deixam de ser trabalho para se tornarem processos de realização pessoal, comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa", afirma.


VAN/Mayra Coimbra
Foto: Rhafaela Resende

Vida de universitário: trabalho, estudo e diversão


Amanda Graziela, estudante de Ciências Contábeis (UFSJ).


Conciliar trabalho e estudo é algo frequente para muitos universitários brasileiros. Porém,  estudantes da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) afirmam que têm dificuldades para adaptar seu curto espaço de tempo a possibilidades de lazer. As várias atividades exercidas e o tempo gasto para realizar cada uma delas acabam impossibilitando que os horários de diversão sejam extensos.


“Costumo dizer que a minha vida, hoje, se resume em trabalho e estudo, pois lazer eu quase não tenho. Trabalho nove horas por dia na prefeitura da minha cidade e a faculdade eu não posso deixar de lado. São aos domingos que eu me distraio um pouco com a minha família. É algo raro poder ir a uma festa e, às vezes, vou a churrascos com os amigos. Mas uma vez por mês e olhe lá”, declara a aluna da UFSJ, Vera Lopes, 28 anos, de São Brás do Suaçuí - MG.

Nessa fase de formação acadêmica, é comum que alguns ainda queiram conciliar a faculdade com outras atividades que irão complementar os conhecimentos e proporcionar  experiência profissional. O estudante Thales Dias afirma que organiza o tempo de acordo com aquilo que está mais próximo de acontecer. “Se eu tenho uma prova, estudo e deixo o lazer um pouco de lado. Eu também participo da empresa júnior dos cursos de administração e contábeis, com dedicação de 12 horas por semana. Quando está tranquilo, eu gosto de me divertir nas festas de república”, ressalta Thales, 20 anos, de Varginha – MG, que se mudou para a cidade histórica a fim de estudar.

Muitos alunos da UFSJ que vêm de outras cidades precisam fazer a viagem de ida e volta todos os dias. Rosana Carvalho, que cursa Ciências Contábeis na instituição, diz como administra o trabalho, o estudo e o lazer. “Eu trabalho seis horas por dia. De manhã, estudo as matérias da faculdade e, à noite, eu venho para a aula. No fim de semana, tiro um dia para estudar e gosto de me distrair indo ao cinema, viajando e saindo para comer algo em barzinhos. Quando eu tenho provas, estudo de madrugada”, declara a barbacenense, de 25 anos.

A estudante universitária Adriana Salomão trabalha em horário comercial e acaba tendo que estudar nos finais de semana também. “Durante a semana, eu trabalho 8 horas por dia e faço faculdade à noite. Nos fins de semana, eu também estudo e, aos sábados, quando tenho um pouquinho de lazer, gosto de ir a festas e churrascos para me divertir”, ressalta Adriana, 26 anos, de São Tiago - MG.

Para a maioria das pessoas que estudam e trabalham, o lazer acontece apenas nos finais de semana, pois, nos outros dias, em geral, não há tempo disponível. “Eu trabalho 8 horas por dia em um escritório de contabilidade. É difícil conciliar trabalho, estudo e lazer. O trabalho não dá para deixar de fazer, e o estudo eu vou deixando 'de ladinho' às vezes, porque a faculdade é bem puxada e falta tempo. Lazer durante a semana não tem. Só aos sábados e domingos que eu tiro para passear ou ir a alguma festa de familiares”, opina Michelle Bertolin, 29 anos, da cidade de Barbacena - MG.


VAN/Marina Ratton
Foto:Marina Ratton



Zuenir Ventura no 8º Felit


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