PLANO DIRETOR É DISCUTIDO EM CARRANCAS

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ONG ATUAÇÃO AJUDA A ELIMINAR RESÍDUOS DA NATUREZA

Dentre os objetos recolhidos na cidade estão materiais escolares e de saúde bucal. Veja!

ENSAIO FOTOGRÁFICO: CAVALGADA DA INCONFIDÊNCIA

Os cavaleiros percorreram a Estrada Real, no trecho entre Tiradentes e São João del-Rei. Confira!

ÍDOLOS DO FUTEBOL FRANCÊS COMANDAM PROJETO NO SOCIAL

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CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

Entre os problemas estão o estado de sujeira e o acúmulo de barro após período chuvoso. Confira!

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Comerciantes de SJDR apostam na Semana Santa apesar da crise


Considerada uma das mais tradicionais no Brasil, a Semana Santa em São João del-Rei movimenta todos os setores da cidade, entre eles o da economia. Por ser uma cidade histórica tradicional em se tratando de religiosidade, SJDR atrai pessoas de vários lugares do país. Esses turistas movimentam a economia local com compras de artigos religiosos e turísticos, com hospedagens em hotéis, pousadas e também com a procura pelos vários restaurantes da cidade.

A Prefeitura tem a estimativa de receber até 30 mil visitantes  durantes os dias de evento. A instituição apoia as missas e demais programações das igrejas que se localizam na zona urbana e rural; além disso, a Feira Mineira de Artesanato, que acontece entre os dias 2 e 5 de abril, das 10h às 22h,  promove significativa circulação de turistas. Os visitantes também são atraídos para a cidade pela missa de Ofício de Trevas, que é toda realizada em latim nos moldes antigos.

A programação da cidade conta com missas na Igreja São Francisco de Assis, na Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar, nas Paróquias São João Bosco,  São Judas Tadeu e  Senhor Bom Jesus do Matosinhos. Há também a confecção dos tapetes de rua produzidos no largo de São Francisco, local por onde as procissões passam.

Todas essas atrações são procuradas pelos turistas que acabam se encantando com a cidade e com o seu patrimônio religioso e histórico. Os que ganham com isso, além da cidade, são os comerciantes de souvernirs e artigos religiosos, cuja procura aumenta nesse período festivo religioso.                  

Com a crise econômica, a busca por vagas em hotéis caiu bastante em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com Alessandro de Almeida, funcionário do hotel Calcinfer, o estabelecimento faz uma preparação especial dos funcionários para o atendimento aos hóspedes.


De acordo com a administração da rodoviária da cidade, em datas como essa, tem-se um aumento da segurança devido ao grande fluxo de pessoas que chegam à cidade. Algumas viações de ônibus estão preocupadas, pois até a presente data não houve grande procura de passagens, dispensando assim, um aumento significativo da frota. Entretanto, os funcionários afirmaram que as empresas estão preparadas para viagens de última hora.

As lojas de estanho acreditam que, apesar da crise, haverá  procura de seus produtos nesse feriado. A comerciante Clarisse Nascimento contou estar com baixa expectativa para as vendas, mas que seu estoque está preparado para o feriado. Já a comerciante de artesanatos, Eunice Pereira, afirmou estar bem otimista apesar da crise. "Se não mantiver a expectativa pode ser pior, temos que pensar positivo".

Texto: Carolina Monteiro Colombi/ VAN
Foto: Carolina Colombi

#EVU - O dilema, república, pensionato ou “carreira solo”?



Universidade, cidade diferente, pessoas novas e uma dúvida, onde morar? Um dos dilemas dos jovens após a aprovação em um vestibular é mesmo decidir onde estabelecer morada, podendo optar, em geral, entre república, um pensionato ou mesmo a possibilidade de morar sozinho.

Pensionatos

Os pensionatos se destacam por serem lugares regrados já estruturados com espaço alugado para os moradores. Nesses casos há regras de conservação, manutenção e comportamento para inquilinos que não necessariamente se conhecem e passam a conviver juntos em contrapartida à tranquilidade de não precisar comprar móveis e alegadamente ter como única preocupação os estudos.

É o que diz a jovem Camilla Correa, de 19 anos. A estudante de Psicologia explica que também buscou por repúblicas quando chegou a São João del-Rei, onde viver em casas alugadas pelo próprio grupo, com despesas, regras e formas de convivência autônomas custa, em média, R$400.

No entanto, foi em um pensionato – com valor um pouco mais alto – que se sentiu mais confortável. Segundo ela, o que mais gostou no pensionato foi a recepção das meninas com quem hoje mora. Para a graduanda, isso pesou para se adaptar melhor à nova rotina principalmente pelo fato de que todas as outras moradoras estavam, na época, passando pela mesma fase de vida que ela. “A experiência é boa. A gente chega meio perdida e a pensão se torna um lugar acolhedor”, garante.

Os valores de pensionatos em São João variam de acordo com as comodidades oferecidas. Em lugares onde é servido somente o café da manhã as mensalidades variam entre R$420 (para quartos divididos) e R$500 (em acomodações individuais). Nas casas em que o almoço é incluindo entre as facilidades o total pago pode chegar a R$630.

Independência x República

O recém formado em Ciências Econômicas Walace de Souza, 23 anos, tem mais do que a experiência de formatura para contar. Na trajetória em São João del-Rei, ele conheceu a realidade tanto da “carreira solo”, morando sozinho; quanto a da vivência em repúblicas.

Ele conta que quando chegou à cidade histórica procurou as melhores opções pensando no financeiro e na comodidade de morar próximo ao campus em que estudaria. Exatamente por isso, Souza lembra que durante sei meses foi mais viável morar sozinho em uma kitnet. “Com as pesquisas de preço, qualidade dos locais de moradia e a distância do campus Santo Antônio, preferi morar sozinho”.

Hoje, no município-sede da UFSJ, espaços menores, com três cômodos, são alugados por em média R$400. Em alguns casos, taxas de água, luz e internet já estão inclusos no valor. Mas o total, somado a investimentos em alimento e lazer acabam superando a opção das repúblicas. Exatamente por isso, depois de um período, as coisas mudaram para Souza: “Refleti muito e, devido ao tempo de curso e à aprovação de um amigo meu que também viria para a UFSJ, decidi abrir uma república com ele”, diz em referência a opção de convivência e divisão de contas – incluindo as de supermercado e outros pequenos luxos – que alcançam média de R$450 em São João.

Walace pontuou, porém, que na vida nova um dos maiores problemas enfrentados na república foi conviver com os hábitos e costumes das outras pessoas com quem morava. Tudo isso sem deixar de frisar que, por outro lado, a situação lhe ensinou a lidar com diferenças.

E você? Como vive? O que pesou na hora de decidir onde morar até o fim da faculdade? Deixe seus comentários!

Texto: Carol Colombi/ VAN

* #EVU - O Especial Vida Universitária é resultado de uma oficina de texto dada pela jornalista Mariane Fonseca para integrantes da Vertentes Agência de notícias e sairá às segundas-feiras até 16/02/2015.

Turismo fortalece a economia em Carrancas


Com as férias ­se aproximando, os municípios da região se preparam para receber os visitantes e antigos moradores. Em Carrancas isso não é diferente. Polo do ecoturismo, a cidade, que possui menos de 5.000 habitantes, vem sendo descoberta por turistas de todo o país por conta de suas belas paisagens e cachoeiras.

A expectativa de movimento no município é sempre muito grande. Todos os setores do comércio e hotelaria já estão preparados para a época de alta temporada. Iara Teixeira, Secretária de Turismo e Cultura, explicou como está funcionando um projeto de conscientização e preservação ambiental para os visitantes desde o feriado do dia 8 de dezembro, dia da padroeira da cidade:

– “Estamos propondo uma Blitz Educativa, onde pessoas ficam no início da cidade e entregam folhetos com orientações sobre os atrativos da cidade e cuidados com o meio ambiente”.

Os moradores do município percebem como o turismo interfere nas atividades locais. “De uns anos pra cá, o turismo aumentou muito, o que gera mais empregos. Isso é muito bacana, só que sempre tem de melhorar para que o turista volte e continue a garantir a renda da cidade”, ressaltou a assistente social, Oldineia Ribeiro, carranquense que mora na cidade de Lavras e veio passar o fim de ano com a família.

O turismo já é considerado a segunda fonte da economia de Carrancas, gerando empregos e renda para todos os setores. Estruturalmente, a cidade está preparada para receber visitantes o ano todo. Porém, alguns problemas já ameaçam a realidade local. “Estamos precisando de políticas públicas voltadas para o turismo, com regras para visitação e ocupação na cidade”, afirmou a especialista em turismo e vereadora, Poliana Rezende.

Os empresários que já estão a algum tempo na cidade percebem que a procura aumentou nos últimos anos. Anete Fernandes, dona de pousada, está na cidade há 20 anos e contou como isso vem acontecendo:

– “Alguns anos atrás, ninguém vinha para Carrancas no dia 22 ou 23; era sempre depois do Natal. Agora há todo um movimento; a pousada está cheia”.

Além de sócio proprietário de bar, Erton Silva, é formado em Hotelaria e contou da influência do turismo em Carrancas:

– “Aconselho aos turistas que aproveitem ao máximo e que fiquem na companhia de um guia, para que também conheçam a história de Carrancas. O turismo emprega uma mão-de-obra muito grande e ele é a realidade do município. Carrancas tem um clima que favorece muito a vinda de pessoas durante o ano todo e estou com uma expectativa muito boa para o fim de ano e as férias”.




Planos para 2015...

Para esse ano de 2015, a Secretaria de Turismo e Cultura vai buscar novos projetos para estruturar melhor as manifestações culturais do município. Uma novidade será a Central de Atendimento ao Turista, que deve ter seu início no Carnaval. “Será no coreto da Praça. É um projeto simples, com uma equipe de agentes de turismo. A ideia é juntar o maior número de informações possível para que a pessoa saia de lá totalmente informada”, contou Iara Teixeira.

A grande quantidade de feriados em 2015 pode ser um dos motivos pelos quais muitos turistas vão conhecer a terra das Serras e Cachoeiras; mas isso não é tudo. A estudante Gione Ribeiro (17), da cidade de Itatiba/SP, declarou sua admiração pela cidade:

– “Me interessei em conhecer Carrancas pela beleza de suas cachoeiras e pela história de uma de suas Igrejas, que foi construída na primeira metade do séulo XVIII”.  

Residente em Volta Redonda/RJ, Rodrigo Ferreira (25), que já visitou a cidade, comentou que dessa vez vai trazer um grupo de amigos:

– “Carrancas é mística, te dá uma paz... É um lugar tranquilo e com uma natureza exuberante. Chegaremos no dia 26 a noite e voltamos no dia cinco”.

Texto: Andreza de Cácia/ VAN
Foto: Andreza de Cácia

Fim de ano é oportunidade de novas contratações


O Natal é a melhor data para vendas no comércio varejista. É o período das confraternizações, mundialmente comemorada com as trocas de presentes.


“Realizamos algumas contratações e de acordo com o desempenho desses funcionários temporários alguns podem conseguir a chance de ter um emprego fixo, com a abertura de algumas vagas na loja”, afirmou o gerente de uma filial de uma grande rede de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos, Luiz Carlos Filho, sobre as contratações de funcionários para a época de Natal.

Com a chegada do fim de ano, a esperança de alcançar um emprego, mesmo que temporário, é grande para muitas pessoas. Para atender a demanda, muitas lojas do comércio são-joanense contratam funcionários para dar conta do intenso número de clientes que procuram o varejo para realizar as compras dos presentes dessa data.

Pessoas desempregadas e estudantes criam uma expectativa nas épocas comemorativas de poderem ter um trabalho e ganharem um salário para atender as despesas que aumentam no fim de ano.

Igor Gilberto é um desses empregados temporários. Ele é estudante, foi contratado para trabalhar como crediarista e enxerga esse período natalino como uma forma de conseguir renda extra. “Estava me dedicando aos estudos, mas vi no Natal uma oportunidade de ganhar um dinheiro. Também aproveitei que já realizei o exame do ENEM e assim não fico parado aguardando o resultado da prova para saber se conseguirei ingressar na universidade”, conta o contratado.

Os comerciantes aproveitam essa grande procura de emprego para reforçar o quadro de funcionários. Aqueles que já tem experiências com as vendas conseguem certa vantagem, mas existem empresas que adiantam a contratação para treinar os novos servidores.

Uma pesquisa realizada pela Federação de Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) apontam que 33,0% dos empresários entrevistados afirmam que vão contratar funcionários por tempo determinado para as vendas do Natal deste ano. Na pesquisa realizada em 2013, esse número correspondeu à 25,4% dos entrevistados, valor 7,6% inferior ao apurado nessa pesquisa.

O estudante Igor Gilberto espera realizar um bom trabalho na área contratada e assim fazer parte das estatísticas dos funcionários efetivados pela empresa.
A principal dificuldade apontada pelos pesquisados é a falta de capacitação, de acordo com 36,0% das respostas; alem disso, destacam-se a falta de experiência (27,2%) e o perfil inadequado para a função (19,1%). Foram citadas também a dificuldade em reter funcionário (9,6%), a falta de costume de realizar esse tipo de contratação (2,2%), a falta de profissionalismo dos contratados (5,9%), e a falta de necessidade da empresa, devido ao tamanho da loja.

A contratação de temporários é característica dessa época do ano. Os empresários varejistas acreditam que essa forma de investimento também é uma forma de atrair os consumidores ávidos pelas novidades, mais capitalizados e, por natureza, mais propensos ao consumo.


Texto: VAN/Willian Carvalho
Arte: Willian Carvalho

Período Natalino pode reacender as vendas no varejo em SJDR

O fim de ano pretende movimentar milhões de reais na economia mineira, que parece animada pela expectativa dos clientes


O Natal é a época mais aguardada para o comércio varejista. Em São João del-Rei, os comerciantes aguardam um aquecimento nas vendas, após um período de apatia que não movimentou o setor após o dia das crianças.

Pesquisas da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG) apontam uma expectativa favorável dos compradores em 2014. Neste ano, 73,9% dos consumidores encontram-se mais otimistas  neste Natal, do que no mesmo período de 2013, quando 57,6% afirmavam estar confiantes. Esse otimismo dos consumidores tende a fazer com que as compras sejam mais numerosas do que o planejado.

Adicionalmente, o 13º Salário é injetado na economia nacional e muitas pessoas aproveitam o rendimento extra para realizar as compras de fim de ano.  Dados da Fecomércio-MG indicam que os homens estão mais preocupados em quitar as dívidas do que as mulheres, uma vez que para eles, a ordem das três principais pretensões de gastos com o 13° é a seguinte: quitar dívidas (26,5%), aplicar o dinheiro (21,2%) e fazer as compras de Natal (20,4%). Já as mulheres priorizaram as compras natalinas (33,1%), seguidas da quitação das dívidas (23,0%) e da aplicação do dinheiro (12,9%).

É importante ressaltar que o percentual de consumidores que pretendem aplicar o 13° salário é o maior desde 2008, atingindo um índice de 18,2%, o que demonstra um perfil de consumidor mais atento à economia e à importância de poupar para alguma eventualidade.

Fernanda Santos, supervisora de vendas em uma loja  de roupas, calçados e brinquedos, acredita em um aumento de 10% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. “Contratamos cerca de 10 funcionários temporários para atender os nossos clientes, buscando alcançar a nossa meta de vendas”, comentou a supervisora.

O gerente de uma loja de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, Luiz Carlos Filho, também aposta em um crescimento nas vendas nesse período natalino:

– “As expectativas são as melhores, haja visto que estamos em um ótimo momento, principalmente para o setor de tecnologia, que inclui celulares, smartphones e televisores com acesso à internet. Essas são as linhas que mais têm crescido. O setor de eletrodomésticos também tem um número de vendas expressivo nessa época do ano”.

O levantamento realizado pela Federação, junto aos consumidores, aponta que o setor em que haverá o maior crescimento de vendas é o de confecções, com 35,8% de intenções de compra, seguido do segmento de brinquedos, com 19,5%. Os calçados vêm em terceiro lugar, com 18,8%; os celulares e smartphones assinalam 7,9% das intenções de compra dos clientes. Os perfumes e eletrodomésticos apresentam percentuais de 6,2 e 2,4, respectivamente.

A mesma pesquisa ressalta que o pagamento à vista será escolhido pela maioria, onde 50,7% das pessoas vão utilizar como a primeira opção o pagamento em dinheiro; o cartão de crédito será a segunda, com 19,3%. Desse percentual, 45,3% dos entrevistados vão pagar com o cartão, devido às variadas formas disponíveis de pagamento; 17,3% escolheram essa opção porque consideram usufruir de um planejamento de pagamentos.

Segundo informações da Fecomércio-MG, foram entrevistadas 408 pessoas, no período de 28 de outubro a 3 de novembro de 2014. As entrevistas foram individuais, o intervalo de confiança foi de 95% e a margem de erro de 5%.


Texto: VAN/ Willian Carvalho
Foto: Divulgação

Dia das Crianças pode melhorar vendas no varejo em SJDR

O  Dia das Crianças pode reaquecer as vendas do varejo que estão em queda desde junho



No centro comercial de São João del-Rei, nesta época do ano, destacam-se as vitrines chamativas e coloridas. Tudo isso para atrair a atenção das crianças que passeiam com seus pais. É que o comércio são-joanense se prepara para o Dia das Crianças, no próximo domingo (12).

A terceira melhor data de venda para o comércio  - superada apenas pelo Natal e pelo  Dia das Mães - chega após o primeiro turno das eleições: saem de cena as propagandas políticas para dar lugar às ofertas e promoções para atrair os pequenos clientes, que são alvos desta data comercial.

Muitos presentes são ofertados: brinquedos, roupas e artigos eletrônicos em geral. Segundo a gerente Jucilene Silva, o setor de brinquedos espera um crescimento nas vendas em torno de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior:

– “Nós temos um interesse de crescimento anualmente. Mas com a greve dos bancos, houve uma queda no fluxo de clientes. Agora com o setor bancário normalizado, esperamos que as vendas se normalizem”.

Clara Fernandes é gerente de uma loja de telefonia móvel e afirma que “desde a copa, o comércio sofreu uma queda muito grande”. Para Fernandes, essa data é uma forma de aquecimento nas vendas no varejo são-joanense:

– “As vendas caíram muito e estamos ansiosas com o Dia das Crianças, pois hoje eles querem ter um tablet, um celular e esse é o nosso foco. Temos aparelhos desde o  mais simples ao mais caro. E acreditamos que no final do mês teremos uma diferença bem grande”.

Perguntada sobre a variedade de aparelhos celulares e o maior interesse de crianças por esses artigos, Jucilene Silva acredita que nessa data os brinquedos sobressaem, pois toda mãe quer que seu filho cresça brincando:

– “Os brinquedos estão em primeiro lugar nas vendas. Nessa época os comerciantes do segmento investem muito, pois os pais não deixam de dar um brinquedo para seus filhos, mesmo que seja de um custo menor”.

Em pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens do estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), 54,8% dos empresários entrevistados estão mais otimistas em relação ao próximo Dia das Crianças do que no ano passado. Isso porque eles acreditam que em 2014 as vendas serão melhores do que as praticadas em 2013. Para esses empresários, que estimam aumento nas vendas, 73,9% esperam uma elevação de até 20,0% se comparado ao ano anterior. Já para os 15,1% que esperam vendas piores, 63,1% estimam um recuo de até 20,0%.

Outros dados interessantes revelados pela pesquisa é que a forma de pagamento mais utilizada é o cartão de crédito, sendo que os produtos mais procurados são os brinquedos, seguido dos calçados e vestuário.



No período de 15 a 18 de setembro de 2014, foram entrevistados 150 lojistas. A margem de erro da amostra é da ordem de 6,5 pontos percentuais a um intervalo de confiança de 95%.

Texto: VAN/Willian Carvalho

Foto: Suellen Jacques

Os riscos do trabalho informal


Os dias de Aline começam bem cedo, às 6h da manhã. Ela acorda, arruma a casa e sai para trabalhar. Aline Ferreira tem 38 anos e trabalha informalmente como vendedora de roupas. Ela passa o dia inteiro visitando suas clientes que conhecem e reservam os modelos por meio da sua página no Facebook. Às 18h, ela volta para casa, toma banho e já se prepara para uma nova jornada. Dia sim e dia não trabalha como cuidadora de idosos. Em dias de escala, só chega em casa às 8h da manhã e, às vezes, já sai direto para atender suas outras clientes. A falta de reconhecimento nos antigos empregos e a vontade de conquistar sua independência financeira fizeram com que ela optasse por essa forma de sustento. “Trabalhando por conta própria eu mesma faço minha rotina, organizo meus horários e faço o que eu gosto”, explica.

A vendedora não está sozinha. Segundo o Censo de 2010 do IBGE,  5343 pessoas declararam trabalhar sem carteira assinada na cidade de São João del-Rei. Esse número representa quase 20% de todos os postos de trabalho levantados pela pesquisa. O mercado informal tem um papel significativo na economia brasileira. A Fundação Getúlio Vargas estima que esse setor movimentou no ano de 2013 o equivalente a 16,2% do PIB, o que corresponde a cerca de 782 bilhões de reais.

Mas quais são os benefícios e os riscos de se trabalhar na economia informal? Segundo o Prof. Aluízio Barros, doutor em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a principal vantagem de se trabalhar por conta própria é a não incidência dos tributos cobrados pelo Governo aos pequenos empreendedores. Mas ele alerta que a falta do vínculo empregatício tem como piores consequências a falta de seguridade social aos trabalhadores e o impacto na qualidade dos produtos que acabam sendo vendidos sem uma fiscalização externa.

Para Rinaldo Fernandes, 48, o sustento por conta própria já se tornou coisa de família. Trabalhando como vendedor de rua há 34 anos, aprendeu a profissão com o pai que começou vendendo pipoca no centro de São João del-Rei em 1966. A tradição continuou com o filho, que também vende sorvetes e churros. Apesar dos 48 anos da atividade na família de Rinaldo, um futuro diferente espera suas próximas gerações. O seu filho mais velho cursa Engenharia Mecânica na Universidade Federal de São João del-Rei e não deve seguir o mesmo caminho do pai e do avô.

Dois lados

Mas a informalidade nem sempre é uma escolha. Roberto Grigoletto, 58, começou a vender artesanatos na adolescência inspirado pelo movimento hippie de que fazia parte. Hoje, mais de 30 anos depois, já acostumou com a profissão, mas também não vê outra saída “Devido à idade, nem que eu queira ir para o emprego formal teria condições. Se você passou dos 40 anos já tá fora da formalidade. É difícil conseguir um serviço”, frisa.

Maria Aparecida Pereira, 55, conseguiu! Depois de 12 anos enfrentando todas as dificuldades de vender suas mercadorias na rua, como o mau tempo e a falta de segurança, conseguiu uma vaga para trabalhar no camelódromo de São João del-Rei. O espaço foi criado pela Prefeitura Municipal em 2002 na tentativa de retirar os vendedores do centro da cidade, oferecendo com o pagamento de uma taxa, a opção de se trabalhar legalmente. Ela aprovou:
- “O bom daqui é tranquilidade que a gente tem para trabalhar. Não precisar ficar montando barraca, não precisar ficar na rua, com sol, chuva e tudo mais. Aqui ficou perfeito, ficou ótimo.”


A economia informal ainda é muito forte, mas esse cenário vem mudando e cada vez mais brasileiros estão seguindo o caminho de Aparecida Pereira. A quantia do PIB movimentada pela atividade diminuiu 0,6% de 2012 para 2013 e vem caindo nos últimos três anos, ainda segundo dados da FGV. “O emprego informal sempre foi significativo na economia brasileira, mas vem diminuindo ao longo dos anos com a formalização de empresas incentivadas pelos governos federal e estadual, a simplificação de impostos e a fiscalização rigorosa”, aponta o Professor Aluízio Barros.

Apesar de todas as dificuldades, muitas pessoas ainda vão continuar optando por essa forma de vida. Aline já sabe que não quer mais mudar. “Trabalho desde muito nova e sei que em qualquer profissão que exerça não estarei tão satisfeita como estou agora. Minha vontade é que tudo dê certo para que eu não precise mais trabalhar para ninguém”, conclui.

Texto: VAN/

Luana Levenhagen
Foto: Luanha Levenhagen

Vendas se intensificam no Comércio são-joanense com a chegada do Dias dos Pais


Com o dia dos pais se aproximando, o comércio local começa a se aquecer. De acordo com a Federação do Comércio (Fecomércio), essa é a quarta data comemorativa com o maior número de vendas, ficando atrás apenas do Natal, Dia das Mães e do Dia dos Namorados. Os comerciantes de São João del-Rei, apesar do otimismo para o crescimento das vendas, ainda ficam meio receosos ao abordar o assunto, principalmente por se tratar de um período pós-copa, no qual a população gastou bastante em festejos durante o evento. 

Segundo a gerente da Loja “Complemento”, Fernanda Santos, há uma expectativa de, pelo menos, 10% no aumento das vendas em relação ao ano passado. “Nessa época, por causa do friozinho insistente, botas, casacos e tênis são os produtos mais procurados”, afirma Fernanda. Já na “Ricardo Eletro”, os filhos estão procurando presentear os pais com os eletrônicos, como tablets, celulares e TVs. “Nossa expectativa é de ter um aumento de 10 a 15%, no mínimo”, declara Ângelo Márcio da Silva, gerente da loja. Bastante otimista Silva ainda destaca que todas as metas estipuladas foram alcançadas nos últimos anos. 

Embora a movimentação de clientes não tenha sido muito alta, a gerente da “Carazza Esportes”, Lucimara da Silva espera um crescimento de 10% nas vendas. Para isso, a loja busca atrair os clientes com bastante promoções. A gerente espera que os tênis sejam os produtos mais vendidos na loja durante a semana dos pais. A loja “O Boticário” também se prepara para receber a clientela. “Estamos na expectativa de um crescimento de, pelo menos, 15% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma confiante  Ítala Fernanda Sobreira, gerente da loja, acrescentando que os perfumes são os mais procurados pelos fregueses.

Um ponto no qual todos os lojistas entrevistados concordam é no velho costume brasileiro de deixar tudo para última hora. Assim, os lojistas esperam receber um maior movimento de consumidores no sábado, justamente na véspera do Dia dos Pais.

Texto: VAN/ Leonardo Duque e Thobias Vieira
Foto: Leonardo Duque

Mudanças concretas no mercado imobiliário de Barroso


A cidade de Barroso, no interior de Minas, vive expansão imobiliária notável devido ao crescimento da indústria de cimento e concreto Holcim, uma das líderes mundiais na área. As obras de ampliação da unidade de Barroso iniciaram em março de 2012 e a escolha desta filial deve-se ao fato de o município ser um ponto estratégico para a distribuição dos produtos da empresa.

Segundo estatísticas do site oficial da empresa, para expansão foram contratados, até junho deste ano, 2655 operários e a expectativa é que até agosto o número aumente para 2878. Destes funcionários, cerca 650 são barrosenses, os demais são de outras localidades e estão alojados em imóveis alugados pela empreiteira Mendes Junior, responsável pela construção das novas instalações da fábrica, que já investiu por volta de R$ 3,5 milhões em locações.

Em virtude da grande demanda de imóveis, houve um significativo aumento nos valores dos aluguéis, fator que beneficiou os locadores. É o caso de uma aposentada que antes da expansão alugava sua casa pelo valor de R$ 300,00; visando a valorização imobiliária reformou o local e atualmente fechou contrato com a empreiteira por R$ 1900,00.

Na maioria das negociações a alteração das cobranças superou o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), devido à variação de 130% a 140% no preço médio da locação, principalmente nas regiões centrais. Porém, segundo Wellington Mendonça, corretor da Imobiliária Mendonça, os reajustes são formalizados de comum acordo entre locador e locatário.

Por outro lado, esse situação também prejudicou algumas pessoas que desejavam alugar uma residência. “No meu caso, por exemplo, não tenho condições de alugar uma casa, porque recebo salário mínimo e os aluguéis estão acima de R$ 700,00. Antes era muito mais fácil. Havia aluguéis de R$ 350,00, R$ 290,00; agora nem em bairros estou conseguindo achar”, afirma a secretária Telma Auxiliadora de Souza.

Em relação à compra e venda de imóveis, o aquecimento não foi tão expressivo, pois as elevações seguiram as tendências do mercado. Outra constatação é de que o setor comercial sentiu efeitos mais brandos em comparação ao residencial.

O término das obras de expansão da Holcin S.A. estão previstas para abril de 2015, e o número de trabalhadores efetivos devem diminuir para 436, o que pode ocasionar uma queda geral na economia.

De acordo com Mendonça, as previsões para o mercado dependerão da localização e que os atuais proprietários invistam em seus imóveis. Além disso, investimentos em outras áreas também seriam bem vindos e não apenas no campo imobiliário. “O interessante seria que a cidade como um todo absorvesse mais e deixasse outra fonte de renda, contínua, mais forte”, pontua. Ele acrescenta ainda que a elevação repentina dos preços não é o ideal, visto que sofrem fortes oscilações com o tempo.

Texto: VAN/ Viviane Basílio e Rafael Scaldini
Foto: Berg Couto

Roteiro gastronômico do 27º Inverno Cultural estimula a criatividade dos chefs


Nove restaurantes de São João del-Rei e região estão participando do roteiro gastronômico do 27º Inverno Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). A proposta pretende incrementar o movimento do setor gastronômico durante o evento, além de incentivar a criação de novos pratos, seguindo a temática do festival.

Segundo a coordenadora gastronômica Telma Valéria de Resende, o roteiro é importante para relacionar a programação do Inverno Cultural aos bares e restaurantes da região. “Ao mesmo tempo em que hospeda exposições e performances musicais, estimula a combinação de novos temperos e condimentos, usando a temática do evento”, afirma.

Um dos pratos criados para a festival de inverno foi o “Quibão do Saliya”, do restaurante Saliya, em Ritápolis. O prato consiste em um quibe frito recheado com verdura refogada no azeite extra-virgem e queijo gorgonzola “ritapolitano”.

A novidade se encontra ao lado do palco principal de shows no Inverno Cultural. É o drive-thru e lanchonete Finlândia. Com lanches rápidos, o antigo trailer Finlândia, preferido por  desconto na carteira de estudante, inovou. A lanchonete agora tem espaço happy hour e fast-food. Para melhor atender ao público logo após os shows, os sanduíches são rápidos e o atendimento é personalizado. Os restaurantes Colher de Pau, Dedo de Moça e Trilho de Minas, Del Rei Café e Pizza Raro também participam do evento.

O Roteiro Gastronômico é uma realização da UFSJ em parceria com a Associação Comercial e Industrial de São João del-Rei (ACI) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL).

Texto: VAN/ Sinara Piassi
Foto: André Salyia

12 de junho gera crescimento nas vendas em SJDR


Tradicionalmente no mês de junho, diversos setores do comércio aproveitam o dia dos namorados para impulsionar suas vendas. Neste ano, porém, o dia 12 será ainda marcado pela estreia do Brasil na Copa do Mundo, evento que já gerou muitas controvérsias. Contudo, de acordo com José Egídio de Carvalho, proprietário de uma loja de roupas, “no mês de junho, as vendas crescem em até 30%. Acho que esse ano não será diferente. Apesar de certa rejeição que a copa provocou na população meses atrás, acho que agora é tempo de euforia e torcida”.

Segundo Maria José de Araújo, proprietária de uma chocolateria em São João del - Rei, as vendas voltadas para o dia dos namorados proporcionam um aumento de até 20% em relação a outros meses. “Eu acho que a copa não irá interferir nas vendas do dia dos namorados. Pelas vendas  que já foram feitas, não percebi diferença. Acho que os namorados estão empolgados com o dia 12 de junho”, relata.

Para conquistar os clientes, a proprietária aposta em investir também em artigos relacionados à Copa. Segundo ela, dentre os produtos especialmente criados para a época, há chocolates e cestas de café da manhã decorados com as cores da bandeira brasileira.

Outros comerciantes, entretanto, consideram que a abertura dos jogos pode afetar negativamente as vendas. Guilherme Resende é proprietário de uma loja de presentes e acredita que a data de início da Copa, coincidindo com o dia dos namorados, não trará os resultados esperados em questão de vendas.

Texto: VAN/Barbara Barreto e Matheus Henriques
Foto: Barbara Barreto

Expira o prazo para a regularização de trailers em São João del-Rei


 Ainda estão em funcionamento os trailers de São João del-Rei, após a data limite para sua retirada. O prazo estabelecido pelo Ministério Público para que a Prefeitura regularizasse a situação dos trailers terminou na segunda feira 31 de Março. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a Prefeitura em 2009 solicita que eles sejam retirados do centro histórico e avenidas, alegando que atentam contra o patrimônio histórico e cultural da cidade, além de fazer uso indevido do espaço público.

Segundo o MP, há pelo menos 23 estabelecimentos espalhados pela cidade que não passaram por processo de licitação. Com o descumprimento do termo, o prefeito Helvécio Reis, como pessoa física, arcará com uma multa diária de trezentos reais, podendo inclusive ter seus bens bloqueados pela justiça. A Promotoria afirma ainda que irá aguardar até o início de Abril para que o prefeito da cidade dos sinos tome as devidas providências, caso contrário, este herdará o impasse, até que a situação seja normalizada.

O empresário Lucas de Carvalho, proprietário de um trailer situado na Avenida Leite de Castro, discorda da ação do Ministério Público. “Fechar pra quê? Nós trabalhamos organizados, os funcionários são registrados e estão satisfeitos, pagamos os impostos que são cobrados... Meu trailer é registrado há dez anos e tudo que eu e minha esposa temos até hoje foi através dele. Além disso, meus funcionários também dependem do seu funcionamento”, declara.

O impasse divide a opinião entre os consumidores. A estudante Amanda Costa defende a permanência dos trailers ao apontá-los como estabelecimentos de lazer, e atenta ainda para a questão social. “É um ótimo lugar para encontrar os amigos e sair da rotina, além disso, a retirada dos trailers poderá causar o desemprego de muitos funcionários”, disse ela.

Já o torneiro Fabricio Silveira destaca a importância de manter a cidade “limpa” visualmente. “Os trailers causam uma poluição visual, principalmente aqueles que estão situados no centro histórico. E na avenida as mesas ocupam o espaço destinado a pedestres e ciclistas. A solução seria colocá-los em lugares mais adequados, sem que isso prejudique aqueles que trabalham no setor” , afirma.

Procurada para esclarecimentos, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que o prefeito está articulando junto ao Ministério Público do Estado reuniões para discutir projetos alternativos que contemplem a manutenção dos trailers, por acreditar que eles geram renda e oportunidade de trabalho em São João del-Rei, além de atender a população.


Texto: VAN/Suellen Jacques
Foto: Suellen Jacques

Copa do Mundo aquece comércio são-joanense

O verde e amarelo já domina as vitrines da cidade. Cornetas, buzinas, camisas, canecas e bandeiras são alguns dos artigos mais procurados pelos torcedores.

 
Faltando menos de oitenta dias para o mundial, o comércio de São João del-Rei já se aquece com a venda de produtos. Ansiosos pelo cobiçado Hexa, torcedores já se equipam para torcer pela seleção Canarinho que, após longos 64 anos, volta a disputar o campeonato em terras Tupiniquins.
 

“Produtos oficiais da seleção estão sendo vendidos aos montes”, é o que afirma Viviane Benfenati, gerente de uma loja de artigos esportivos de São João del - Rei. O estabelecimento dispõe de diversos produtos oficiais, como camisetas, casacos da CBF e a bola oficial da Copa. “A Brazuca, que é a bola oficial, logo chega e já acaba. Hoje está até em falta na loja”, ressalta a gerente.
 

Outro produto que aumenta consideravelmente o volume de vendas neste período é o de televisores. Quem não consegue ir aos estádios, quer assistir aos jogos com amigos e familiares da melhor maneira possível. O mercado disponibiliza vários modelos. Os de LED e LCD em grandes polegadas, que transmitem uma imagem em alta qualidade, são os aparelhos mais cobiçados. As grandes redes de eletrodomésticos aproveitam o período para fazer promoções do produto. “Quem comprar agora, compra mais barato”, é o que diz Michel Paiva, vendedor de uma grande rede de lojas nacional.
 

Os produtos inspirados na copa também invadiram o comércio popular. As chamadas “Lojinhas de 1,99” estão abarrotas de produtos que remetem à seleção brasileira. Geraldo Carvalho, popularmente conhecido como Neném, é gerente de uma dessas lojas em São João, e diz que já vem se preparando desde a confirmação de que a Copa seria no Brasil. “Espero um crescimento nas vendas de cerca de 8% a 10% em relação a um período considerado normal”.
 

Luiz Gonzaga Cardoso, vice-presidente da Associação Comercial de São João del-Rei, afirma que a associação tem acompanhado a movimentação do comércio são joanense, juntamente com a infraestrutura da cidade. E ainda ressalta que “o comércio vai ficar aquecido. Será um período diferenciado dos demais. Teremos muita gente que, entre os jogos, fará turismo, virá conhecer as cidades históricas e, consequentemente, gastar”.
 

Os jogos da Copa do Mundo FIFA 2014 acontecem entre os dias 12 de junho e 13 de julho, em diversas capitais brasileiras. 

Texto: VAN/Iolanda Pedrosa
Foto: Iolanda Pedrosa

O mercado fitness cresce em São João del-Rei


“Hoje em dia a mídia é o que faz as coisas acontecerem. Eles perceberam o valor de ser atleta, da musculação, da dieta e do treino. O mercado fitness hoje é o que está vendendo mais”, afirma o personal trainner Felipe Franco, durante palestra em São João del - Rei. Em tom de descontração e bom humor, o evento teve como propósito discutir o mercado fitness e seu recente fortalecimento.

Felipe Franco, atleta renomado, é campeão de diversas competições de fisiculturismo, dentre as quais o Arnold Classic Brasil. Segundo ele, além de a mídia exercer papel importante no crescimento do ramo no país, o trabalho e esforço dos atletas tornou possível o reconhecimento atual. Felipe Franco diz que cresceu muito “em relação a nome e atividade do treinamento e em relação a musculação e fisiculturismo” ao longo dos cinco anos de profissão.

O fisiculturista lembra, no entanto, que, mesmo contando com o apoio midiático, “a gente tem que ser mais vendável. Trabalhar mais revistas, colocar mais a galera que treina de verdade, mostrar qual é o esforço, e não colocar só a modinha, que é o que eles querem, que realmente vende para eles”, comenta.

Felipe Franco é otimista em relação ao futuro do esporte no Brasil e acredita na participação cada vez maior de atletas em competições estrangeiras. E as novas tendências, em especial em São João del - Rei, confirmam a maior visibilidade da área. Recentemente foi realizado na cidade o concurso de musa fitness, mostrando o aumento do interesse da população no que diz respeito a cuidados com o corpo. 

Isso pode ser percebido também com o crescimento acentuado de lojas de produtos especializados e academias na região, sendo que cerca de metade destas foram abertas há menos de cinco anos. Dentre os principais fatores para o desenvolvimento acelerado do mercado estão a demanda por uma vida mais saudável - em meio a um cotidiano em que isso é cada vez mais difícil ser alcançado - além de recomendações médicas para prática de atividades físicas e boa alimentação, e por fim, a busca por se enquadrar em um padrão de beleza também exerce forte influência sobre esse crescimento.

O estudante Jorge Luiz (21) tem um histórico de idas e vindas em academias. É aluno de uma academia em São João del - Rei e frequentador assíduo há aproximadamente dois meses. Jorge afirma que busca na academia uma melhoria “na saúde, para evitar futuros contratempos, mas também pela estética”. O estudante atribui o crescimento do mercado fitness à estética principalmente, uma vez que “as pessoas, hoje, estão cada vez mais vaidosas, e perceberam que a academia é um jeito de entrar em forma”. Jorge ainda diz que a academia é algo que pretende levar para a sua vida: “Agora eu quero continuar nesse ritmo pela minha vida toda. E até incentivar meus futuros filhos e netos para seguirem uma vida saudável”, finaliza.

Outro fator que influencia é o aumento do número de cursos de Educação Física, aliado à facilitação de crédito para a abertura de pequenas empresas. Só em São João existem dois cursos na área, um na UFSJ e outro no IPTAN. Com a demanda em alta, os profissionais recém formados veem como alternativa promissora a entrada no mercado, montando suas próprias academias. São os casos da Bio Forma, aberta há cerca de seis meses, e da Elite Academia, com pouco mais de um ano e meio de existência. Embora os cursos existentes na cidade sejam voltados para licenciatura, estes profissionais buscam especialização em pós- graduações relacionadas à área de musculação. 

VAN/Brunno Santos, Cristiano Giovanni
Foto: Arquivo pessoal

São João del Rei recebe o primeiro restaurante especializado em culinária vegetariana


Segundo pesquisas realizadas no Brasil pelo grupo Ipsos, 28% das pessoas tem procurado comer menos carne. Esse fator pode ser creditado aos resultados alarmantes sobre as doenças geradas pelo consumo excessivo de carne. “A escolha de uma vida saudável é o que está motivando o aumento contínuo de vegetarianos” é o que afirma a nutroterapeuta Lia Pavanelli, que recentemente inaugurou em São Jõao del Rei o primeiro reastaurante especializado em pratos vegetarianos e veganos da cidade: o Espaço Aion.

Nascida em São Paulo e residente em São João del Rei há sete anos, Lia que é formada em nutroterapia. Ela acredita que o aumento da procura de alimentos saudáveis é consequência de uma conscientização sobre os perigos que uma vida desregrada pode gerar. Segundo ela, pesquisas médicas comprovam que pessoas vegetarianas tem menos chances de sofrer problemas relacionados ao câncer de intestino e ao diabetes precoce.

Lia conta que o cardápio vegetariano é mais prático de ser preparado devido a variedade de ingredientes disponiveis para suprir de maneira satisfatória os nutrientes da carne, uma vez que a vitamina B12 -  que é essencialmente animal - pode ser obtido por meio de outros elementos.

A alimentação natural chegou no Brasil por meio da Macrobiótica, logo em seguida o movimento Hare Krishna teve facilidade de difundir o vegetarianismo.  Nos últimos anos, surgiram os veganos, esse grupo chama atenção da sociedade para a manipulação da indústria alimentícia e dos mais tratos aos animais. De acordo com Lia, o veganismo vem adquirindo visibilidade e respeito, já que possui um viés conscientizador. 

Pavanelli ressalta a significativa receptividade que o restaurante tem recebido, já que busca suprir as expectativas naturistas em uma cidade tradicional. Por isso mesmo, tem conseguido a adesão não só dos vegetarianos, como também dos onívoros (aqueles que  consomem vegetais e produtos animais em geral), desde que saibam da inexistencia de carne na alimentação  oferecida.

VAN/Ana Claudia Lima; Nayara Oliveira
Foto: Divulgação

Dores e Prados comemoram lucros nas vendas de final de ano


Natal é  tempo de festa,  época de celebrar a paz, o amor, alegria, e, é claro ir às compras. Dores de Campos e Prados reforçam esta tradiçao nesta época. Segundo a Associação Comercial e Industrial da região (ACIDEC), as vendas aumentam significativamente e os comerciantes conseguem obter lucros de 20%, 30%, 40% e até 50% acima dos meses anteriores do ano.

Em Prados, as vendas melhoraram ou se mantiveram iguais sem perdas e ganhos, em comparação com o ano passado. Algumas lojas se ampliaram e fizeram at é o uso de promoções para chamar a atenção dos clientes. Como a cidade é considerada turística, o comércio recebe frequentemente a visita de várias pessoas, principalmente nas lojas de artesanato. 

Segundo a comerciante de Dores de Campos, Maria Malta, nesta época os produtos mais procurados são também os mais caros; tais como celulares caros, tênis de marca, carrinhos de marca e bonecos Max Still e Barbie. 

Para estimular as vendas, as lojas estão praticamente dobrando o horário de atendimento. Prova disso é  que algumas ficaram abertas de segunda a sábado, das 8 da manhã `as 10 da noite. Com isso, os comerciantes, em sua maioria, tiveram que contratar funcionários temporários para este período do ano.

Adicionalmente,  o dorense, Valdecir Lopes acredita que o Natal seja tempo de solidariedade, em que as pessoas se preocupam com o próximo. Já para Iasmim Silva, as festividades natalinas são os melhores atrativos dessa época: a ceia, os corais da igreja, a missa do galo, os enfeites, enfim, tudo que esteja ligado `a comemoracao do Natal.

Para a aposentada Maria da Penha, de Dores de Campos, o bom mesmo do Natal é reunir todos os filhos e netos que vivem em outras cidades. É o momento  de contar os “causos”, matar as saudades e de ficar juntos ao redor da mesa.

VAN/Tailerson Olímpio e Juliana Sousa


Foto: Juliana Sousa

Comércio são joanense se prepara para o dia das crianças


O dia 12 de outubro é conhecido no Brasil como o Dia das Crianças. Em comemoração, as escolas em geral promovem atividades recreativas. Entretanto, os costumeiros presentes ainda chamam muito a atenção da “garotada”. Em resposta a isso, o comércio de São João del-Rei, como em todos os anos, preparou seu estoque, para atrair os consumidores.

Em 2012, houve um aumento nas vendas de 2,5% em relação a 2011. Já nesse ano, segundo o presidente do Sindcomercio Wainer Pastorini Haddad,  há expectativa de que as vendas não superarem as do ano passado. Segundo ele, “se atingirmos o número de vendas do ano passado já nos damos por satisfeitos”.
 
Wainer afirma ainda que os brinquedos continuam sendo os produtos de preferência nessa data. “Temos brinquedos diversos e com variedade na faixa de preços, conseguimos assim atingir a todos. Mas os mais procurados são os de faixa de menor valor”, finaliza.

A proprietária de uma loja de utilidades Ana Paula Carazza diz que, inicialmente, a expectativa de vendas era boa, mas já caiu. “Até então, acreditamos que não iremos alcançar as vendas do ano passado”. Na loja de Ana Paula, os produtos mais procurados nessa data são kits de casa, soldadinhos, bolas e brinquedos ligados a personagens da mídia. “Sempre tem as novidades da época. Esse ano é a boneca Monster High que ganha destaque nas vendas”, declara a proprietária.

Na contramão da baixa expectativa de vendas, o sócio de uma loja de brinquedos José Imbriosi afirma que há uma previsão de 9% de aumento das vendas em sua loja em relação ao ano passado. “Já estamos vendo esse resultado”, comenta.

Segundo Imbriosi, os fornecedores de brinquedos são muitos, as opções são variadas, mas, fundamentalmente, os brinquedos mais procurados são os que têm um trabalho ligado à mídia, “como os brinquedos da Disney, Discovery Kids, Cartoon Network, entre outros”.  A faixa de preço atinge a todos, de acordo com Imbriosi. “Temos produtos de até mesmo 500 reais, mas os mais vendidos são os de faixa mais barata, de cerca de 20 reais”, ressalta.

A vendedora Jéssica Rosa, mãe de uma menina de quatro anos, diz que costuma dar presente no dia das crianças. “Pergunto o que ela gostaria de ganhar e dou a ela. Ela sempre escolhe os mais ‘carinhos’, às vezes ela pede roupa, às vezes brinquedos. Esse ano, por exemplo, ela me pediu brinquedo”, conta. Para a vendedora, o dia das crianças é uma data muito importante, que deve ser comemorada.


VAN/Fernanda Rezende e Fernanda Almeida
Foto: Fernanda Rezende



Zuenir Ventura no 8º Felit


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