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Bloco do Zé Pereira é animado até debaixo d’água


O tradicional Bloco Enterro do Zé Pereira, da cidade de Ritápolis-MG, anima as ruas por onde passa até debaixo de chuva. Sombrinhas e capas de chuva disputaram lugar com os foliões que não perderam o pique durante a festa.

“Por ser o melhor e mais esperado bloco, pensei que ele iria acabar ali, naquele instante. Mas quando resolvemos enfrentar a chuva, no meio dos guerreiros, percebi que a alegria do carnaval não tinha acabado. A chuva veio para refrescar e elevar nossa felicidade”, contou Kathleen Amaral (19), moradora da cidade, que todos os anos se fantasia para acompanhar o bloco.

Tradicionalmente, o bloco sai do Largo do Rosário em direção à Praça Tancredo Neves, no Bairro de Cássia. A concentração teve início ao meio dia e a saída às 18h. Ao som da bateria, o bloco saiu junto com o início da chuva, que se prolongou até a noite, fazendo, a princípio, com que os foliões se escondessem dentro dos bares e em baixo de marquises.
Ana Olívia Santos (15) tocou pela primeira vez na bateria que animou o dia e contou sobre sua experiência:

– “Fiquei realmente feliz por ter participado pela primeira vez da bateria do carnaval de Ritápolis, pois você que está tocando, consegue ver a alegria dos foliões pulando, dançando e cantando ao seu redor, divertindo-se ao som das tradicionais marchinhas e sambas. O único problema de tocar debaixo da chuva é que ela estava fria e aí deu para sentir um pouco de frio, mas nada que a alegria do carnaval e a energia do povo não resolvessem”.

E teve quem deixasse o carnaval carioca de lado para curtir o carnaval ritapolitano. Foi o caso de Sttefani Cristina, que neste ano preferiu a folia em sua terra natal, trazendo o namorado do Rio de Janeiro. “Trouxe meu namorado para conhecer o carnaval da nossa cidade e para curtir o feriado ao lado da família e amigos, que se encontram no lugar que eu amo muito, Ritápolis”, ressaltou Cristina. Este também foi o caso de Juliana Silva, que mora em Búzios-RJ e também trocou a folia carioca pelo sossego do interior de Minas. “Eu prefiro passar o carnaval em Ritápolis, porque é bem família, não tem tanta briga e as pessoas se divertem mais por entrarem no espírito do carnaval”, destacou.

Depois da chegada do Enterro do Zé Pereira na Praça Tancredo Neves, a bateria deu lugar ao trio elétrico, que permaneceu animando a festa até a madrugada da quarta-feira de Cinzas.

Texto: Deborah Vieira
Foto: Cristiano Silva

Ritápolis hospeda Festa do Cavalo


“Estimamos um grande público; afinal, estamos divulgando bastante a festa com chamadas na Rádio Gabirobas FM, uma das nossa parceiras e a internet, que também nos ajuda demais na propagação”. 
Esta é a expectativa do Secretário de Cultura da cidade de Ritápolis (Minas Gerais), Jaci Damasceno, em relação à 4a. edição da Festa do Cavalo. O evento vai ocorrer no Parque de Exposições Miguel Arcanjo de Almeida, de 19 a 21 de setembro, com atrações da localidade e da região, além de concursos de equinos.

O evento foi criado por Rodrigo Amaral, ritapolitano e amante de cavalos, no ano de 2011, mas ainda não contava com o total apoio da prefeitura. No início, houve bastante dificuldade para a promoção da festa, já que a prefeitura apenas cedia o local para o evento. “E de lá para cá, em especial no ano passado, 2013, é que pudemos dar um apoio mais amplo a esta grande festa que se tornou conhecida na nossa região. Este ano fizemos ainda mais: através do Jurídico do município, foi enviado um projeto de Lei à Câmara de Vereadores solicitando que os gastos provenientes da Festa do Cavalo pudessem ser pagos pela Prefeitura Municipal de Ritápolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo”, afirma  Damasceno.

A festa deste ano contará com os concursos de marcha, no domingo (21/09), a partir do meio dia, com todas as categorias premiadas; na categoria Campolina, a premiação será de três mil reais em dinheiro. A abertura do evento, na sexta-feira (19), vai apresentar Pardal e Banda seguido do DJ Cristiano; no sábado (20), a festa fica por conta da dupla Alécio e Jaime, os ritapolitanos Alécio e Jaime, além da Banda Novos Ares, de Barroso; no domingo (21), será a vez do show de Nelzira e do DJ Miltinho, cabendo ao DJ Cristiano o encerramento das apresentações após os shows de sexta e domingo. Quando perguntado sobre as surpresas em sua performance, ele respondeu:

– “Estou ansioso e animado, pois é a primeira vez que toco em uma festa aberta; não posso falar muito, mas garanto que quem for vai gostar”

Texto: VAN/Déborah Vieira
Foto: Divulgação

Presbitério do século XVIII é descoberto em Ritápolis


O que a princípio seriam apenas reformas e restaurações no Santuário de Santa Rita de Cássia tornaram-se grandes surpresas. Foi encontrado recentemente o antigo presbitério da igreja e estima-se que o mesmo seja do século XVIII. “Nesses 160 anos de Paróquia achar o presbitério antigo foi um dos melhores presentes”, afirma Pe. Nélio José dos Santos, atual pároco de Ritápolis – MG.

O pároco conta como foi encontrar o antigo presbitério. Segundo ele “no dia que os pedreiros começaram na parte próxima ao trono, quebraram uma pedra polida (rústica). A sorte que não a espatifaram, ela quebrou uma ponta e pode ser encaixada e colada no seu lugar novamente. Cheguei lá e vi que era uma pedra enorme e trabalhada, disse a eles que era impossível estar ali como entulho e que era o nosso altar antigo, que eram pra ter mais cuidado. Pedi a eles que cavassem com mais delicadeza que ali tinha a nossa história viva e bem guardada e o tempo não destruiu”.

Segundo Otávio Augusto de Oliveira Vieira, Secretário de Educação do município e um dos colaboradores da obra, busca-se o resgate com o povo mais antigo e nos livros de registro da igreja como era o Santuário, no entanto, são fatos de aproximadamente 300 anos atrás, o que dificulta esse processo.

Os ritapolitanos acompanham de perto todo o processo de reforma e restauração e relembram como era a igreja e os rituais há mais ou menos 50 anos. A senhora Sônia Resende Amaral lembra que antigamente a missa era em latim e que os homens assistiam à missa na parte da frente da igreja e as mulheres na parte de trás. A moradora conta ainda que se recorda de haver a mesa de comunhão próxima ao altar, onde as pessoas se ajoelhavam para receber a eucaristia. Elemento este que irá ser colocado novamente no Santuário.

O Santuário passará por reformas no telhado e parte elétrica e restauração do presbitério, obras que são necessárias ao longo do tempo. Os artesãos do Athelier de Arte Nossa Senhora do Pilar, de São João del-Rei, foram contratados para participar deste processo através da fabricação de materiais sacros, como a mesa de comunhão. De acordo com Claudio Neves da Silva e Bruno Mendes, componentes do ateliê, o trabalho deles visa resgatar parte de como era, criando peças sacras que respeitem o estilo do altar.

A expectativa de término da obra é de novembro ou dezembro deste ano. “Tudo isso deixa o meu coração feliz e por ser filho da terra, mais feliz permaneço ao recuperar a história do templo de nossa Paróquia. Acredito que a reforma nos ajudará a reformar também o nosso coração. Recordar é viver!”, completa Pe. Nélio.

Texto: VAN/ Déborah Vieira
Foto: Déborah Vieira

Ritápolis realiza Exposição Agropecuária


Como apoio ao pequeno e médio produtor rural, e valorização do artesanato da região, foram investidos cerca de 350 mil reais para a realização da 32ª Exposição Agropecuária e de Artesanato de Ritápolis. O evento vai movimentar a cidade entre os dias 09 e 13/07, contando com as atrações principais Frank Aguiar (11/07) e Roupa Nova (12/07). De acordo com Jaci Mauro Damasceno, Secretário de Cultura do município, esse investimento é semelhante ao da edição anterior e, nesse ano, “estima-se [um público] de 5 mil pessoas”.

Artesã e professora de um curso de Artesanato Reciclado, Vanda Oliveira participa do evento desde a primeira exposição de artesanato e, segundo ela, o mais importante da exposição não é a venda em si, mas sim a divulgação do que é feito na localidade.

O artesanato da cidade tem como mão de obra principal a feminina e, dentre seus produtos, podem ser destacados o tear, o bordado antigo e os doces. A exposição desse trabalho foi incorporada à exposição agropecuária há uma década e serve como um incentivo aos artesãos locais, que se utilizam do artesanato como complemento para a sua renda.

O evento vai ser realizado no Parque de Exposições de Ritápolis e contará com shows todos os dias. Também haverá concurso leiteiro, de marchas e de morfologia de equinos. No domingo, a final da Copa do Mundo será transmitida em telão, como afirma o Secretário de Cultura.

A programação completa pode ser acompanhada no seguinte link: http://goo.gl/nBFnsi

Texto: VAN/Déborah Vieira
Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Ritápolis 

Cidade do interior recebe muitos visitantes em suas festividade



O turismo brasileiro tem uma riqueza maravilhosa e surpreendente que movimenta muitas pessoas e capital (dinheiro) durante todo o ano no país. No interior não é diferente, as pequenas e sossegadas cidades são o refúgio de muitas famílias e jovens. Ritápolis é um desses refúgios. Com pouco mais de 4 mil habitantes, a cidade se movimenta e se alegra nos períodos de férias e festas.

Pessoas de várias partes do país visitam Ritápolis. Algumas vão rever familiares, outras são atraídas pelo sossego ou pelas belezas naturais e gastronômicas da cidade mineira. “Quando ouço falar em Ritápolis entre meus familiares, fico doido para ir para lá. Estive muitas vezes na cidade, pois adoro esse lugar tranquilo e calmo em que eu posso descansar a mente e ficar em paz com a alma”, conta o analista de sistemas Lucas Padilha, de São Paulo.

Lucas não é o único, segundo a Polícia Militar de Ritápolis, apenas na noite de reveillon estiveram reunidas cerca de 2 mil pessoas nas ruas da cidade, e grande parte eram visitantes, o que mostra o grande fluxo de pessoas que optam por conhecer e participar das festividades interioranas.

Atrativos

A cidade tem muito a oferecer: cachoeiras, dentre elas a Cachoeira do Jaburu, bastante frequentada, principalmente no período de férias e de calor intenso; dezenas de Fazendas, como a Fazenda Do Pombal, onde nasceu Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; além de atrativos e restaurantes, como o restaurante árabe Saliya e diversas pousadas. Além do turismo tradicional, a cidade se destaca também com o turismo ecológico(rural), proporcionando aos visitantes conhecer as belezas naturais da Zona Rural.

Investimentos

De acordo com o secretário de Turismo de Ritápolis, Jaci Damasceno, a cidade tem investido esforços para atrair cada vez mais visitantes para a cidade.“O Setor de Turismo vem se desenvolvendo, focando na propaganda para que as pessoas conheçam melhor Ritápolis. Exemplo disso são os sites já em desenvolvimento: www.ritapolis.mg.gov.br e a página no facebook: Prefeitura Municipal de Ritápolis. Lá, o internauta conhece com detalhes todos os investimentos do setor, bem como as festividades já realizadas ao longo do ano”, explica.

VAN/Rhafaela Resende
Foto: André Vieira

Ritápolis tem Instituto Histórico e Geográfico


Foi fundado no dia 27 de outubro, em uma Assembleia Geral, na cidade de Ritápolis o Instituto Histórico e Geográfico – IHG -, responsável por pesquisas e estudos sobre diversas áreas do saber humano. A instituição contribuirá para o acervo da cidade e para preservação e desenvolvimento em pesquisas sobre a história local.

O organizador do Instituto e advogado Frederico Guimarães explica que já havia sentido falta de um IHG em Ritápolis. “Quando foi instaurada a ação judicial para promover o registro de nascimento tardio do de Tiradentes, o juiz responsável pelo caso colheu manifestação dos institutos de São João del - Rei e de Tiradentes, não havendo instituição ritapolitana que pudesse opinar”, explica Frederico, que completa: “Tendo em vista a necessidade de termos o Instituto, nós reunimos um grupo de amigos para efetivar a fundação do IHG, através de elaboração de uma proposta de estatuto e convocação de uma Assembleia Geral”.

Segundo Cinthia Amaral dos Santos, especialista em História do Brasil, Administração Pública e Gerência de Cidades, a criação de qualquer órgão não governamental que fomente o incentivo, a proteção, a conservação e a organização do Patrimônio Histórico e Cultural de uma cidade é, sem dúvida, uma grande conquista. “Primeiramente porque parte da vontade do povo, sendo uma iniciativa popular e não imposta, mostrando um amadurecimento da sociedade e a necessidade que esta tem de se conhecer”, afirma Cinthia.

Para a estudante de Geografia da UFSJ Ana Lara Resende, o IHG preserva a história local. Ela afirma que “Ritápolis tem uma valiosa história e geografia, que merece ser reunida e relembrada. As pesquisas e estudos podem e devem ter o apoio de toda a população que, naturalmente, contribui com essa criação”.

Opinião semelhante à de Cinthia, que entende que a criação do Instituto em Ritápolis é o início de um processo de valorização do patrimônio local. “O nosso acervo é muito rico e está disperso, nas ruas, nas casas, nas famílias, nas lembranças das pessoas e, até mesmo, em outros municípios, sendo necessário, então, organizar para preservar”, completa.



Com relação às pesquisas e estudos, Frederico lembra que não há uma predeterminação. “Vai depender do tipo de estudo ou pesquisa que se pretende. Para desenvolver essas atividades, o IHG poderá se valer, por exemplo, de análise de documentos históricos, entrevistas com pessoas, parcerias com órgãos públicos, manutenção de arquivos próprios (livros, fotos, documentos etc.), mesas-redondas, debates, dentre outras. O importante é compilar todos os achados, fatos e documentos para divulgação e preservação da memória ritapolitana”, explica o organizador do IHG.

VAN/Rhafaela Resende

Foto: Marcus Santiago

Uso de antidepressivos e calmantes em Ritápolis é alto


A ansiedade e a depressão são diagnósticos que podem ter uma série de justificativas, junto a situação da vida moderna que facilita sentimentos como aflições e frustrações, que contribuem para o resultado. Entretanto a descoberta de drogas antidepressivas e calmante trouxe um avanço importante para o entendimento de possíveis doenças.

Porém, nos últimos anos o uso de medicamentos calmantes e antidepressivos cresceu de forma considerável. Em Ritápolis, foi realizada uma avaliação sobre esse crescente uso, levando em conta a forma de vida das pessoas da tranquila cidade do interior. “Acontecem em muitos casos aqui de pessoas confundirem sintomas e acharem que precisam de um medicamento como: mulheres no início do climatério (menopausa), idosos com insônia”, explica a acadêmica Mariana de Almeida Belo. 

O resultado da pesquisa feita por estudantes de medicina da Faculdade de Medicina de Barbacena surpreendeu, segundo o artigo. “Comparativamente os estudos realizados sobre o uso de psicofármacos nos municípios de Botucatu-SP, Camacho-MG, Coronel Fabriciano-MG e Pelotas-RS, o presente estudo evidenciou que Ritápolis apresenta proporcionalmente maior número de usuário de pelo menos antidepressivos”. 

Segundo a médica Jaqueline de Castro Ferreira, a situação pode ocorrer por vários motivos. Alguns deles são a idade dos usuários, que possuem quarenta anos ou mais, pela falta de atividades cotidianas, falta de saber lidar com problemas emocionais, ociosidade da população ou até mesmo indicações indevidas de medicamentos.

“Considero muito importante o uso desses medicamentos, eles me acalmam me tranquilizam. E na falta deles eu fico nervosa, chorando atoa, trêmula e até roborizada”, conta Elida Maria Santos que faz tratamento com o antidepressivo Rivotril. “Eu faço uso á pelo menos 10 anos desse medicamento, e sempre aumentando a dosagem, hoje eu não consigo viver sem”, completa.

O objetivo da pesquisa realizada foi apresentar possibilidades de alternativas de tratamento a fim de diminuir o uso de medicamentos. “Em Ritápolis está previsto implementar o Projeto ‘Bem Viver’ do Governo Federal, que contará com psiquiatra, psicólogo, terapia ocupacional, neurologista, possibilitando a população novas formas de tratamento na intenção de evitar o uso de medicamentos”, explica a acadêmica do posto de saúde da cidade, Mariane Manso Musso.

VAN/Rhafaela Resende
Foto: Reprodução

1ª Circuito dos Sons e 3ª Festa do Cavalo acontecerá em Ritápolis


Entre os dias 4 e 6 de outubro, pela primeira vez em Ritápolis, ocorrerá o Circuito dos Sons, evento que terá apresentações com 25 bandas de diferentes estilos de toda região das Vertentes. Em parceria com o evento, acontecerá pela terceira vez a Festa do Cavalo, que promete agradar não só aos amadores de cavalo, como também o público em geral da cidade e região. 

Segundo o organizador da Festa do Cavalo, Rodrigo Amaral, a expectativa é muito grande e positiva para o evento deste ano. “Estamos preparando um evento maior contanto dessa vez com a parceria do Ângelo Marcio, que será o responsável pelo Circuito dos Sons, além do grande apoio que a Prefeitura Municipal está oferecendo” explica Rodrigo. 

Ângelo conta que o público pode esperar uma grande diversidade de artistas, dentre crianças, adolescentes e adultos. “O Circuito dos Som promovido pelo Movimento Arena Cultural - MAC busca primeiramente dar apoio a artistas amadores. Então, em primeiro lugar, buscamos criar eventos onde os trabalhos possam ser exibidos”, explica Ângelo.

A festa além de proporcionar um atrativo irá dar também oportunidade aos jovens talentos da bucólica cidade. Carlos Otávio Resende é estudante e irá se apresentar por dois dias do evento com sua banda compostos por amigos. “A iniciativa é ótima, porque além de expandir as possibilidades de lazer para a população também incentiva a comunidade a buscar atividades como as que são expostas, como no caso da Festa do Cavalo, a música”, explica. Carlos ainda completa: “é muito importante para todos da banda, pois é uma oportunidade única para mostrar a nosso trabalho para a nossa cidade. Esperamos entreter a todos”. 

Com a intensão de promover a cultura, a secretaria de Cultura e Turismo de Ritápolis irá apoiar o evento pedindo patrocínios, cedendo espaço físico e a estrutura, além de fornecer funcionários. O evento de três dias terá em sua programação uma cavalgada passando por diversas fazendas históricas, onde serão desenvolvidas pequenas palestras sobre suas histórias, apresentações e concursos de marcha. 

VAN/ Rhafaela Resende
Foto: Divulgação

Falta de saneamento básico causa prejuízos a Ritápolis


A falta de saneamento básico em Ritápolis tem causado problemas ao município e aos moradores. Exemplo disso são os lençóis freáticos, que já estão comprometidos por contaminação devido à presença de fossas negras em toda a cidade.

Insatisfeitos, moradores da região têm recorrido a denúncias e reclamações nos órgãos competentes. Para Luciana do Carmo, moradora do Conjunto Habitacional (COHAB), o descaso das autoridades com o saneamento básico pode gerar prejuízos à saúde por conta do contato com dejetos expostos. “A dificuldade para esvaziar as fossas sépticas aqui da COHAB é tremenda. Temos que fazer solicitações constantes na prefeitura, que sempre responde com alguma desculpa para não executar o serviço. É muita falta de comprometimento”, completa a moradora.

Os prejuízos ambientais são igualmente sérios, uma vez que a água contaminada da cidade é utilizada para consumo doméstico, como é o caso das cisternas, presentes em boa parte das casas da cidade, bem como das fontes (bicas). “A água dos lençóis freáticos de Ritápolis não é própria para consumo humano. A contaminação já foi detectada em várias análises, que mostraram a presença de coliformes fecais na água, até mesmo depois de filtrada”, relata Adriano Serpa, funcionário da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA).

A prefeitura de Ritápolis, através de uma nota pelo facebook, explicou que  obras estão sendo feitas próximo a COHAB afim de consertar o local por onde passam "esgoto" e águas pluviais, visto que, todas as manilhas foram obstruídas devido a falta de nível. 

Ainda na nota, a Prefeitura publicou que o Prefeito Marcus Gimenez participou de entrevista técnica na sede da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), em Belo Horizonte, para apresentação final do projeto de esgotamento sanitário, tornando-se, assim, mais próxima a possibilidade de conseguir recursos para a construção da rede de tratamento e da rede de esgoto do município.

A obra

O projeto de aplicação de saneamento básico já passou por três vezes pela Câmara dos Vereadores, mas não foi aprovado.  O presidente da Câmara Lucimar Santos explica que estão aguardando o retorno do projeto para, enfim, tentar a aprovação do mesmo. “Estamos aguardando as novas negociações do atual executivo para que consiga recursos e assim tornar possível a aprovação desse importante projeto”, conclui. 

VAN/Rhafaela Resende
Foto: Divulgação

Jubileu de Santa Rita de Cássia movimenta Ritápolis e região



O Jubileu de Santa Rita de Cássia realizado em Ritápolis é uma festa tradicional na cidade e região, sendo uma das maiores da Diocese de São João del-Rei. Este ano, faz referência ao tema da Campanha da Fraternidade – Fraternidade e Juventude - e ao Ano de Fé, que convida aos jovens a reviverem sua fé, como fez Santa Rita de Cássia, testemunhando o grande amor de Deus.

O Pároco do Santuário de Santa Rita de Cássia, Pe. Nélio José dos Santos, pela segunda vez, aceitou regressar a sua terra natal para ministrar a fé de Deus a uma população tão cristã e devota. "Nós, de Ritápolis, desde cedo, aprendemos com nossos familiares a gostar de Santa Rita e a seguir seus ensinamentos de vida como modelo de fé. Ministrar um evento religioso como esse é certamente motivo de muita alegria, manifestada na grandiosidade e reconhecimento que o Jubileu de Rita de Cássia tem”, declara Pe. Nélio.

Os preparativos são realizados com a ajuda voluntária dos moradores do município, que trabalham em equipes organizadoras. Pierry Felipe e Daniel Santos são voluntários e contam que "o jubileu é a festa que exige de todos nós, paroquianos, um grande esforço. O preparativo vem de um ano para o outro. Nos reunimos várias vezes durante o ano, com o propósito de nos organizar e tornar este um grande evento religioso".

A festa tem uma programação de novena, com a participação de padres e equipes paroquiais de toda a região, além de fiéis visitantes, que ajudam a deixar mais festivas as celebrações. "Já é um costume nosso aqui da Paróquia convidarmos as foranias próximas a participarem desse intercâmbio de fé, convivência e cultura. Um momento de evangelização e aprendizagem a todos que vêm se reunir e rezar", explica o Padre.

"O Jubileu de Santa Rita é um estado de graça para o qual pessoas vêm agradecer às graças alcançadas. Às vezes, a novena não é tanto para pedir, mas para 'reconhecer'", conta Viviane Oliveira, membro de várias pastorais dentro da igreja e da equipe central do jubileu. Em sua opinião, os cristãos deveriam se envolver e colaborar mais, a fim de renovarem a fé a todo instante.

No próximo dia 22 de maio, celebra-se o maior dia em honra à Padroeira do Município de Ritápolis, Santa Rita de Cássia. O evento contará com a participação de Eros Biondini, atuante na Canção Nova, além de uma programação vasta de muitas celebrações e bênçãos.

A festa se encerrará com a procissão luminosa, a qual representa tradição de demonstração de fé e devoção, percorrendo as principais vias da cidade. “Já estamos caminhando para o sétimo dia de novena. Vai chegando ainda mais aquela alegria e expectativa de recebermos mais de 20 mil fiéis, como já aconteceu em outros anos", finalizou Pe. Nélio.


VAN/Rhafaela Resende
Foto: Reprodução

Índice de mortalidade na terceira idade diminui com a melhoria da qualidade de vida


Levantamento elaborado pelo Gerenciamento Regional de Saúde – GRS – aponta que, entre 2000 e 2010 o número de mortalidade tem diminuído na região das vertentes. Os idosos que hoje compõem a fase da Melhor idade tem se interessado mais pela qualidade de vida praticando atividade física e atendendo a orientações de prevenções de profissionais da saúde.
O interesse por uma vida mais saudável e de maior qualidade é fator relevante na diminuição de mortes por adultos e idosos da região. Ouvir profissionais especializados, tirar dúvidas, participar de palestras de orientações e também fazer atividade física é pre- requisito para um tempo maior e melhor na escola da vida.
Agentes comunitários do PSF (Programa de Saúde da Família) da unidade básica de saúde de Ritápolis declaram que a população está mais adepta às orientações médicas, prevenindo-se e demonstrando interesse por uma vida saudável: “A longevidade tem aumentado devido a ação da medicina preventiva do programa saúde da família. Hoje em dia acessibilidade é melhor  para as orientações e a divulgação ocorre a todo momento”, afirma Gelly Amaral,Técnica em enfermagem do PSF.
Em Ritápolis dezenas de alunos participam durante duas vezes por semana de aulas de ginástica que trabalham exercício de força e equilíbrio, além de alongamento, caminhada e dança. “Com a idade o corpo vai tendo algumas perdas, e quando vai se tornando idoso ele vai  ficando um pouco inativo deixando de fazer algumas atividades até mesmo em casa, então o incentivo a atividade física aos idosos  é exatamente melhorar  a qualidade de vida, não só física como psicológica porque a satisfação é muito grande e prazerosa pra eles (alunos) e para mim”, declara a professora de Ginástica para idoso, Denismárcia Fiche de Carvalho.


Reportagem: Rhafaela Resende.
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Semana Cultura movimenta feriado em Ritápolis


Em Ritápolis, o feriado prolongado foi marcado pela Semana Cultural, realizada pelo Departamento Municipal de Cultura, Turismo e Meio Ambiente da cidade. Espetáculos teatrais e de música, além de oficinas, campeonato esportivo de futebol e muitas outras atrações foram oferecidas aos moradores e visitantes, que aproveitaram o aconchego da cidade.
"Não havia a pretensão de um público alvo, mas sim um interesse em despertar na população, principalmente crianças e adolescentes, o valor das atividades culturais", explica a secretária de cultura do município, Milena Santos. Dentre as apresentações oferecidas foram realizados dois espetáculos e uma intervenção com a Cia Teatral ManiCômicos, de São João del-Rei, que já desenvolve em Ritápolis o projeto “Arte por toda Parte”, com aulas de teatro - arte cênica para jovens e crianças.
Para o universitário Alessandro Sousa Mendes, estudante de História na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), o evento merece ser reconhecido como uma boa iniciativa. "Acho que um evento como esse atrai a população a interagir com outras culturas e outras formas de lazer. Apesar de ser uma iniciativa tardia é válido um reconhecimento sobre os muitos benefícios que essa realização trouxe a cidade”, avalia.
A atriz e arte educadora da Cia ManiCômicos, Elis Fernanda Gonçalves Ferreira, conta sobre o desafio do teatro de rua em cidades mais interioranas, como Ritápolis: “Para nós é sempre legal apresentar. Esse encontro com o público é o mais interessante e precioso para nós, principalmente nas cidades em que não chegam muitos espetáculos teatrais, então a gente sabe que vai ter que chegar e fazer uma construção do público. O desafio é trazê-los ao espetáculo e mostrar que o teatro também traz diversão, também pode ser legal”, conclui.  

Reportagem: Rhafaela Resende.
Fotos: Rhafaela Resende e Paula Amaral.
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Festa e tradição no Jubileu de Santa Rita de Cássia

     Ritápolis está em festa. Com o início do Jubileu de Santa Rita de Cássia a cidade já recebe fiéis de toda a região para as celebrações de missas e novenas, contando também com a visita da réplica da Cruz da Jornada Mundial da Juventude. “A visita da cruz faz com que os jovens tenham uma maior proximidade com os acontecimentos religiosos, pois a modernidade faz com que esses jovens se afastem de Deus”, diz a devota de Santa Rita, Marianna Cássia Santos, de Belo Horizonte. A festa em honra a Santa Rita de Cássia é uma tradição de Ritápolis que a cada ano reúne mais católicos.
      O crescente número de romeiros pode ser observado pelo número de ônibus com placas das mais variadas cidades, que lotam as ruas de Ritápolis. Um grande número de fiéis também acompanha a novena, que neste ano está sendo transmitida pela Rádio Sol FM de São João del-Rei.
      Nesta terça, 22, ocorre a procissão iluminada, que percorre toda a cidade pelas ruas enfeitadas pelos moradores. A data, considerada o dia maior da festa, é marcada por diversas missas e pagamentos de promessas. A celebração das 10h30 contará com a participação da Orquestra Lira Sanjoanense. Acompanhando a procissão estarão a Banda de Música Santa Cecília de Ritápolis e a Banda de Música Lira do Oriente, do distrito de Rio das Mortes.
     A cidade se alegra e se prepara para receber os barraqueiros e os fiéis turistas. A realização da grande festa conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Ritápolis e com a colaboração de muitos voluntários que sempre buscam novidades para o evento. Todos reunidos para a elaboração daquela que é considerada a tradição de maior importância de Ritápolis.

      Reportagem: Rhafaela Resende.
      Foto: Maryella Resende.

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Trabalhos desenvolvidos por famílias são comuns em Ritápolis

      Em Ritápolis, duas atividades tradicionais, o tear e o cultivo de pimenta, persistem por longas datas e são desenvolvidas por famílias. A arte de tecer permanece nos dias de hoje na família de dona Lena Cristófaro, que além de ver a atividade como uma maneira de manter a tradição, ainda ganha um dinheiro extra. Já a família de dona Vanda Almeida, após 10 anos na produção de pimenta, acabou abandonando a atividade.
      No interior é muito comum o processo de plantio e cultivo para o próprio sustento e em Ritápolis não é diferente, mais do que isso: a pimenta cultivada nas fazendas e roças do município mais tarde é comercializada.
      Algumas famílias não conseguiram sustentar a tradição, como é o caso da família de Vanda Almeida, que por falta de mão de obra e excesso de serviço, deram fim às produções. No início da produção, a família Almeida começou com uma demanda muito baixa, atendendo aos pedidos de amigos e da vizinhança, mas com o passar dos anos chegou a produzir 400 litros diários de pimenta, com uma procura enorme de toda a região. Produziam seis qualidades de pimenta: malagueta, biquinho, dedo de moça, cheiro de bode vermelha e amarela, cumarim, cheiro do Pará, e em conserva, a pimenta branca.
      “Era cansativo, mas muito prazeroso. A pimenta tem uma áurea muito boa, além de ser muito bonita”, conta Vanda. Ela ainda explica sobre a divisão de trabalhos e o envolvimento de toda a família: “Meu marido era responsável pelo plantio e cultivo da pimenta na fazenda da família, já minha filha, noras e cunhadas faziam a limpeza e o preparo, enquanto eu era incumbida da decoração dos potes e da análise dos produtos. Porém, os anos foram passando, o trabalho aumentando, ficamos sem mão de obra, cansados e pusemos fim a uma tradição que já durava 10 anos”.
      Já a família de Lena Cristófaro, responsável por desenvolver a tecelagem, outra tradicional atividade de Ritápolis, iniciou com pouca pretensão e hoje dá continuidade há um trabalho de anos, que é realizado por três teares. Lena, uma irmã e uma sobrinha trabalham juntas, ganhando um dinheiro extra, que segundo elas é um complemento bom da renda mensal.
      A comercialização dos produtos de dona Lena e companhia é feita somente na pequena cidade, “de boca em boca”, como elas mesmos dizem, e algumas vezes os tapetes e colchas são levados à venda nas cidades da região, como Tiradentes e Barroso. Lena conta que já é uma tradição que dura 17 anos e além de ser uma ocupação a mais, uma distração, é um bom complemento financeiro, mas confessa o desejo de parar devido ao cansaço e à responsabilidade.
      Trabalhos comunitários como esses é que movimentam a pequena Ritápolis. Famílias mobilizadas em diferentes pontos da cidade, produzindo em harmonia, visando melhorias e progressos muitas vezes independentes. Pena que nem todas a famílias conseguem dar continuidade ao trabalho.

      Reportagem e foto: Rhafaela Resende.

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Novidade, tradição e sabor: culinária de Ritápolis atrai turistas da região

      Gastronomia sofisticada ou tradicional? Em Ritápolis, ambas caminham juntas. O empresário André Vieira inovou ao abrir o restaurante Saliya, especialista em culinária árabe. Mas quem prefere a culinária tradicional, em especial os doces do interior, também está bem servido na cidade, onde ainda atuam as doceiras, produzindo guloseimas caseiras.
      Em maio de 2005, durante a tradicional Festa em honra à Santa Rita de Cássia (padroeira de Ritápolis), o empresário André Vieira abriu as portas do que hoje é um sucesso: o restaurante Saliya. O chefe e proprietário diz que tudo começou com um improviso, sem nenhuma pretensão maior e hoje o Saliya é reconhecido na região pela sofisticação e qualidade. Formado pelo Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), em Campos do Jordão/SP, e com passagens por Inglaterra, Israel, Síria, Líbano, dentre outros países, André decidiu abrir o restaurante em Ritápolis pelo desejo de regressar à sua terra de origem.
      Segundo ele, além do gosto e prazer de desenvolver a gastronomia árabe, é preciso também muita pesquisa sobre essa cultura, totalmente diferente da brasileira, e técnica para se aperfeiçoar. O diferencial do Saliya está na utilização das muitas especiarias que André compra em suas viagens de pesquisas. Atualmente, o restaurante de Ritápolis é referência para outros restaurantes árabes na região.
      Agora, quem opta por uma culinária mais comum, mas não menos apetitosa, pode se deliciar com os produtos caseiros das doceiras de Ritápolis. Diferentemente do chefe do restaurante Saliya, essas mulheres não precisaram ir longe para aprenderem o que fazem: esta saborosa tradição é passada de geração em geração, de mãe para filha. A doceira e artesã Lúcia Resende possuía conhecimento prévio sobre a culinária, mas mesmo assim resolveu fazer um curso no Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), onde adquiriu mais segurança e técnica na produção: “Cozinhar é muito gostoso. Para mim, além de ser um prazer é também uma terapia” acrescenta.
      Lúcia produz uma variedade de doces: de leite, goiabada, cidra, figo, laranja da terra, limão rosa, pêssego, banana, pé de moleque, abobora, batata, palha italiana, gelatina de cachaça, cocadas etc. A doceira ainda é produtora de geleias e licores. O interessante é que na produção são usados somente ingredientes naturais, da horta ou doados por amigos de fazendas da região, e às vezes, como explica Lúcia, é possível obter lucro de 100% sobre seus produtos.
      A pequena cidade do interior de Minas mantém a tradição e, ao mesmo tempo, inova quando o assunto é culinária. Do sofisticado ao mais simples, o que importa é o sabor, e em Ritápolis, este fator sobressai.

      Reportagem e foto 2: Rhafaela Resende.
      Foto 1: André Vieira (arquivo pessoal).

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Em Ritápolis, recursos para a saúde não são suficientes, diz secretária

      A saúde pública, tema da Campanha da Fraternidade (CF) no ano de 2012, é um problema de âmbito nacional, que vem sofrendo melhorias a passos lentos na região Campos das Vertentes. O tema da CF, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), busca debater os problemas que afetam o nosso sistema público de saúde, que persistem há um longo tempo. Na cidade de Ritápolis, a demanda na área da saúde não vem sendo atendida da forma ideal, mas de acordo com Maria das Mêrces de Resende Mafra, secretária municipal de saúde, o setor recebe investimentos e caminha bem, quando comparado aos grandes centros e até mesmo a outras cidades da região.
      Segundo o último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2010, o município de Ritápolis conta com 4921 habitantes, com renda per capita de um salário mínimo. A “cidade de aposentados”, que conta ainda com um alto índice de analfabetismo, é bem assistida de recursos mínimos de saúde.
      Atualmente, a população dispõe de seis médicos, que atendem na Unidade Básica de Saúde da cidade e no PSF (Plano de Saúde da Família), dentre eles um ginecologista, um dermatologista, um pediatra, um infectologista e dois clínicos gerais. Um problema, percebido também em outras cidades da região, são os plantões noturnos, que acontecem apenas de quinze em quinze dias. Quando o quadro de saúde de algum paciente se agrava, a Secretaria de Saúde é responsável por removê-lo com urgência até a UPA (Unidade Básica de Saúde), de São João del-Rei. “Atualmente é impossível dizer que estamos suficientemente munidos de recursos para a saúde pública de Ritápolis, mas ainda assim, contamos com verbas superiores ao que determina a legislação”, declara Mafra.
      O sistema de saúde pública de Ritápolis, como em outros municípios vizinhos, é sustido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que mantém uma farmácia básica bem ampla. Além disso, é oferecido também o plano de saúde Cisver, que consiste em um consórcio regional de saúde, em que todos os municípios envolvidos contribuem, com sede em São João del-Rei. Ritápolis disponibiliza pelo convênio exames como tomografia, teste ergométrico, oftalmologista, dentre outros.
      A comodidade fornecida pelos tantos avanços tecnológicos é positiva, mas também tem seu lado negativo, ao passo que a população tem levado uma vida muito ociosa. A secretária de saúde adverte que a melhor forma de cuidar da saúde é a assistência preventiva, área que deveria receber maior atenção e investimentos. É extremamente importante cuidar do próprio corpo, fazendo uma boa alimentação, ingerindo muito líquido, dentre outras prevenções, e ainda sim explorar os recursos médicos que nos é oferecido.

      Reportagem e fotos: Rhafaela Resende.
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Arte e resgate: grupo de mulheres produz peças artesanais em Ritápolis

      Em Ritápolis, no interior de Minas Gerais, o artesanato é uma prática comum, utilizada não só com interesse comercial, mas também como forma de entretenimento. Hoje, um grupo de 10 artesãs se encontra duas vezes por semana, em um espaço cedido pela Prefeitura Municipal, para desenvolverem a atividade e ainda aproveitam a reunião para interagirem com as amigas, colocar o papo em dia e trocar experiências.
      Há cerca de nove anos, surgiu na cidade, a partir de iniciativa do Instituto Acaia de São Paulo, um projeto visando aperfeiçoar a prática do artesanato, mas devido à falta de interesse dos participantes ele não durou. Em 2008, foi oferecido um curso de associativismo e as poucas integrantes se empenharam em participar das aulas, o que acabou despertando nelas o interesse de se associarem e dar continuidade ao trabalho artesanal.
      Depois de muito trabalho, a coordenadora do grupo de artesãs, Catarina Maria dos Santos e suas companheiras conseguiram o registro na Associação dos Artesãos de Minas Gerais, com o apoio da professora da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Lucinha Guimarães. Assim, foi criada em Ritápolis a Associação de Artesãs Fios e Linhas Gabirobinhas.
      O artesanato desenvolvido pelas associadas é simples: elas utilizam como material de produção apenas linhas, de todos os tipos, e panos. O diferencial dessas peças artesanais produzidas em Ritápolis está no fato de que as artesãs não utilizam nenhum tipo de máquina na confecção. “Os bordados da vovó”, nome dado a um dos modelos artesanais mais antigos produzidos por elas, por exemplo, são inspirados na natureza (pássaros, flores e frutos da região).
      “O grupo é para nós uma forma de lazer, terapia e complemento. Reunir é muito agradável, tanto pela amizade como pelo bem-estar que sentimos em produzir”, comentam as artesãs Telma Nazaré Souza e Rosa Mística de Oliveira Silva, quando perguntadas sobre o valor e representação do artesanato no dia-a-dia.
      A Associação incentiva a geração de renda para as famílias por meio da confecção de bordados, que resgatam pontos antigos como matiz, cheio, caseado, areia, casinha de abelha e outros, em toalhas de mesa, toalhinhas de lavabo, joguinhos americanos, fuxicos, bolsas e peças por encomendas.
      Atualmente, as associadas participam de exposições, que é o principal meio de comercialização dos produtos artesanais, além de vendê-los em lojas de artesanato e no Centro Cultural Feminino, em São João del-Rei.



      Reportagem e fotos: Rhafaela Resende.
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Zuenir Ventura no 8º Felit


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