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Madre de Deus celebra a sua Padroeira

Após celebrar a festa durante muitos anos em outras datas, a festa da Mãe de Deus volta para o seu dia

No dia 01 de Janeiro de todo ano, a Igreja Católica celebra a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Diferentemente do ano civil, os católicos tem o seu ano litúrgico dividido em cinco partes: Tempo comum, Quaresma, Páscoa, Advento e Natal. O dia da Mãe de Deus está dentro do tempo do Natal, quando se celebra desde o nascimento até a Epifania do Senhor.

Na diocese de São João del-Rei, a única paróquia , dedicada ao título Mãe de Deus fica na cidade de Madre de Deus de Minas que celebrou no primeiro dia do ano a sua padroeira.
Segundo o pároco local, Padre Márcio César Ferreira, “celebrar a mãe de Deus é celebrar a encarnação do Senhor. A Mãe de Deus não é um nome somente, mas a missão que Maria recebeu de Deus Pai, missão essa que somente ela recebeu”.

Centenas de fiéis estavam presentes, além dos madriedienses, peregrinos de outros lugares compareceram no dia da festa: são-joanenses, barrosenses e os filhos da terra que moram em diversas partes do Brasil.

Shirley Carvalho é de São João del-Rei e participa da festa pela segunda vez. “No ano passado estive presente na festa e gostei; o padre Márcio fez o convite mais uma vez e por isso retornei novamente, para começar o ano com as bênçãos de Maria”, relata Shirley.

Após 47 anos, a festa retornou para o dia primeiro de janeiro; anteriormente acontecia no mês de junho, mas o novo pároco atendeu ao pedido dos paroquianos e voltou  a festa para o seu dia litúrgico.


- “Retornar com a festa da Mãe de Deus para o dia 01 de Janeiro é estar em sintonia com toda a Igreja que a celebra como solenidade e dia santo de guarda. E esse retorno de várias décadas foi uma resposta `a comunidade de Madre de Deus de Minas que pediu que voltássemos a celebrá-la no seu dia”, explica o padre.

Antes das festividades houve um setenário preparatório (sete dias de oração)  para o dia maior. Na data dedicada, houve celebração de missas, consagração `a Nossa Senhora, procissão com a imagem da Mãe de Deus e coroação, além da queima de fogos que encheu os céus de Madre de Deus com cores e alegria, encerrando a festa da padroeira da cidade.

Texto: VAN/ Willian Carvalho
Foto: Willian Carvalho

DNJ é celebrado na cidade de Prados


“O Dia Nacional da Juventude (DNJ) esse ano foi muito bom, pois foi o resultado de uma preparação realizada com empenho, responsabilidade e cooperação”, afirmou o padre Roberto Modesto Carneiro, da Paróquia de São João Bosco, da Diocese de São João del-Rei. Esse ano, o lema do DNJ foi “feitos para sermos livres e não escravos”, refletindo sobre a temática do tráfico humano, seguindo as reflexões feitas na campanha da Fraternidade 2014. O evento teve início no sábado (15) e foi realizado na quadra poliesportiva Adalberto de Carvalho Valle, com adoração ao Santíssimo Sacramento e acampamento, sendo organizado pelo Setor Diocesano de Juventude, juntamente com os padres da Diocese, reunindo jovens de toda a região. “É um evento onde as pessoas podem se entregar mais a Deus. É uma forma de confraternização e, em relação aos outros anos do DNJ, este ano está com uma estrutura melhor”, comentou Luis Cláudio (23), de Resende Costa. 

Em todos os anos, organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado em grupo. Segundo Dalmo Coelho C. Filho, “a juventude brasileira é uma das parcelas mais sofridas da sociedade, a mais atingida pelo desemprego e pela violência, mas a alegria e vontade de estar junto também são uma de suas marcas”. Andreza Ludgero, da cidade de Nazareno, que esteve no evento, declarou: 

– “No momento inicial, com instantes de oração e de partilha, aprendemos que podemos ser sim jovens livres nesse mundo, onde o mal nos prende e nos faz perder o verdadeiro sentido da vida”. 

No domingo (16), além de palestras, gincanas e muita animação, houve missa e homenagem à Nhá Chica. O encerramento ficou por conta da banda católica Filhos do Céu, da cidade de São João del-Rei. O são-joanense Samuel Moreira (15) participou pela primeira vez e ressaltou seu desejo de comparecer na próxima edição do DNJ:

– “Foi muito bom, um grande aprendizado. Esse encontro me animou mais a ir na Igreja e a convidar mais jovens para partilhar desses momentos”. 

Lucas Lara, que é assessor jovem da Diocese e coordenador do Setor Diocesano da Juventude, contou sobre o balanço geral do evento: 

– “Esperávamos de 500 a 1500 pessoas e compareceram em torno dessa média. O engajamento deste ano foi um pouco maior por parte dos diversos grupos e cidades que participaram. A preparação foi intensa e de extremo envolvimento da assessoria do Setor da Juventude, com apoio dos jovens e da Paróquia de Prados”.

O primeiro DNJ aconteceu no ano de 2012, na cidade de Lavras. Em 2013 foi em Mindurí, Forania de Andrelândia, e o próximo acontecerá na cidade de São João del-Rei.

Matéria: Thaís Andressa/ VAN
Foto: Thaís Andressa

Comemorações do Jubileu movimentam Nazareno


“A ornamentação feita, especialmente as flores, demonstravam que eram dias muito especiais, o que nos fazia sentir também especiais e parte desta festa . Tudo o que foi feito pela paróquia de modo geral, deixou um ar agradável em meu pensamento, que aguarda desejoso a próxima festa”. Esta foi a declaração emocionada de Kellen Abreu, nazarenense que participou das celebrações dos 150 anos do Jubileu Perpétuo em honra à Padroeira, Nossa Senhora de Nazaré, no município de Nazareno, em Minas Gerais.

As festividades realizadas entre os dias 7, 8 e 9 de Setembro levaram milhares de romeiros de diversas regiões do país à cidade, onde o evento contou com a colaboração dos sacerdotes vindos de outras paróquias da região, voluntários, secretária paroquial, sacristão, seminaristas, romeiros, bem como Pastorais e outros Movimentos religiosos. Os atendimentos de confissões ocorreram durante os três dias do Jubileu, das 8 horas às 17:00 horas. As novenas iniciadas no dia 30 de agosto, tiveram término no dia 07 de Setembro e a respeito do novenário, Maria Clara Diniz, salienta:

-"A orquestra estava impecável como sempre, com instrumental e vozes lindíssimas.
No dia 7, a banda católica Filhos do Céu, de São João del-Rei fez  uma apresentação, que reuniu centenas de pessoas, principalmente jovens. O show começou às 22h30 e animou os presentes, com canções evangelizadoras. No dia 8,    comemorou-se a Natividade de Nossa Senhora

Durante todos os dias de festividades, a Pastoral da Comunicação (Pascom) do município cobriu as celebrações, elaborando matérias e fotos, que deixaram registrado o acontecimento. Nazarenenses ausentes puderam acompanhar por meio do blog da Paróquia (www.satuarionsn.blogspot.com.br),  os festejos e comemorações.
Dona Abigail Santos, que há 36 anos organiza a Romaria  de Bom Sucesso, MG trouxe 55 pessoas de sua cidade para prestigiar o evento religioso. Alguns fiéis da cidade de Itutinga vieram caminhando até Nazareno, num percurso de aproximadamente 17 km, como forma de cumprir promessa feita à  Nossa Senhora. 

Assim sendo, os festejos provocaram admiração pela quantidade de fiéis. Por isso, a nazarenense Carmélia Paiva afirmou que “esse ano  tudo diferente dos outros anos, por se tratar justamente dos 150 anos do Jubileu”. Segundo ela, “houve muitas conversões e pregações maravilhosas. A festa se iniciou no mês de agosto, com a visita da imagem de Nossa Senhora nos bairros e nas capelas rurais. E dá para  sentir  realmente a emoção ao  pensar na beleza que foi a festa”!

O conjunto de Barracas faz parte de um dos atrativos da festa. O encerramento das festividades dos 150 anos de Jubileu ocorreu no dia 10 com a procissão de Santo Antônio saindo do Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, rumo à capela em honra ao santo; logo após ocorreu a Celebração Eucarística.

A Policia Militar cuidou da parte da organização, garantindo a segurança tanto para a população quanto para os visitantes.
 
UM POUCO DE HISTÓRIA

A festa em honra a Nossa Senhora de Nazaré já é um tradição de anos na cidade. Nos primórdios de sua história, quando Nazareno ainda era o arraial do Ribeiro Fundo, estava erguida a capela em honra a Santo Antônio, situada em terras doadas pelo fazendeiro Manoel dos Seixas Pinto. No entanto, a capela teve de ser demolida e em seu lugar foi construído o Hospital. Atualmente existe nessa mesma região a nova Igreja de Santo Antônio, razão pela qual o dia 10 de Setembro é consagrado em honra ao Santo.

Texto: VAN/Thaís Andressa
Foto: Thaís Andressa

Festa de Nossa Senhora de Nazaré atrai milhares de fiéis

Em 2014, Nazareno comemora os 150 anos do Jubileu Perpétuo



“Nesse ano, estamos com muita expectativa para a celebração da festa da padroeira, porque se trata dos 150 anos do Jubileu”. Essa é a declaração do pároco local, Padre Rondineli Cristino, a respeito das homenagens a Nossa Senhora de Nazaré, que vão ocorrer entre os dias 30 de agosto a 10 de setembro, na cidade de Nazareno, em Minas Gerais.

No dia 29 de agosto, ocorrerá a cerimônia de lançamento do Selo Comemorativo dos 150 anos do Jubileu Perpétuo de Nossa Senhora de Nazaré, pela Agência dos Correios, no Santuário. Em seguida, haverá apresentação do concerto da Banda Sinfônica de Matosinhos, de São João del-Rei. No dia 07 de setembro, vai acontecer o descerramento da placa comemorativa dos 150 anos, seguido de show com a Banda Católica Filhos do Céu, também de São João del-Rei.

A Novena Preparatória da festa se inicia no dia 30 de agosto, tendo acompanhamento da Orquestra e Coro de Nossa Senhora de Nazaré. Para Pablo Nascimento, 14 anos, que participa do evento, “são momentos que sempre ficaram na minha mente! A cada ano é uma emoção maior. Me sinto muito feliz por poder participar dos momentos que vivo durante a festa em honra a Nossa Senhora”, declara.

Instituído em 19 de fevereiro de 1864, pelo então bispo da época, Dom Antônio Viçoso, o jubileu atrai milhares de fiéis que seguem as orientações da Igreja. Aquele que visitar o Santuário em um dos três dias, 7, 8 ou 9 de setembro, confessando, comungando e rezando na intenção da Igreja e do Santo Padre, recebe as graças e indulgências plenárias. Muitos dos filhos ausentes retornam a Nazareno para, além de rever familiares e amigos, participar desse encontro de oração.

A palavra jubileu quer dizer grande festa e sua descrição é encontrada nas Sagradas Escrituras. É considerado um tempo de encontrar o perdão diante das contendas e de renovação do compromisso diante de Deus. Antigamente era vivido como um tempo de perdão das dívidas.

Diante da peça  produzida artesanalmente pelo escultor Benedito Eduardo de Carvalho - uma imagem semelhante à  primitiva de Nossa Senhora de Nazaré -o músico Wanderlei Geraldo frisa a importância da réplica ao afirmar que “ela mostra toda beleza que Nazareno produz em todas as áreas”.



Devotos e Visitantes 

Além de toda a programação religiosa, existe, para os devotos, no anexo à Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, a sala de ex-votos, ou como também é conhecida, a Sala dos Milagres. Os romeiros, ao fazerem os pedidos, fazem também uma promessa. Após o recebimento da graça, vêm agradecer e cumprir o prometido, depositando na sala o voto feito; por isso deixam fotos e símbolos que destaquem qual foi a graça alcançada, tais como muletas e restos de gessos.
Já para os visitantes, por se tratar de uma festa já consagrada que atrai peregrinos de vários lugares, as quermesses foram sendo formadas desde os primórdios da festa, com o intuito de suprir as necessidades dos romeiros. Atualmente, o aglomerado de barracas aumentou, ocupando as ruas principais do centro da cidade.

Texto: VAN/Thaís Andressa
Foto: Thaís Andressa

Cidade celebra Solenidade do Trânsito e Assunção de Nossa Senhora


O evento religioso que acontece na Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, em São João del-Rei, arrasta inúmeros fiéis para as celebrações

“A festa de Nossa Senhora da Boa Morte, e principalmente o toque dos sinos, enchem a cidade neste momento (...). Para mim, como sineiro, é um dos repiques mais lindos. É um toque que eleva espiritualmente quem o executa”, declara Nilson José dos Santos, sineiro que participa da execução do toque de celebração da festa de Solenidade do Trânsito e Assunção de Nossa Senhora. O evento vai se realizar de 13 a 15 de agosto, organizado pela Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte. Trata-se de uma das mais tradicionais festas religiosas da cidade, sendo precedida pela Novena Solene de Nossa Senhora da Boa Morte que se iniciou no dia 5 do mês, encerrando-se no dia 13, ocasião em que a mãe de Deus é velada ao final da celebração deste último dia da novena.

Durante o velamento, é executada pela primeira vez o repique de sinos “Senhora é morta”. O toque é considerado, junto a outros, Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e só é tocado nesta festividade. Descrito pelos são-joanenses como belo e triste, o toque dos sinos é exclusivo da festa e também da cidade, pois foi criado em São João del-Rei. Conta a tradição que foi composto por um escravo chamado Francisco, de propriedade de D. Ana Romeira do Sacramento, que “alugava” os seus serviços de sineiro para a Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Passado de sineiro a sineiro, esse toque embeleza a solenidade até os dias de hoje.
Nilson dos Santos explica que o “Senhora é morta” é tocado, dia 13 após o exercício da novena e às 12:15, 15:00 e 18:00 horas no dia 14, ocasião do Trânsito de Nossa Senhora. Nesta data, a imagem da Senhora Morta fica exposta na Catedral do Pilar durante todo o dia para visitação. Já no dia 15, os sinos repicam festivamente devido à Assunção de Nossa Senhora.

O pároco Pe. Geraldo Magela conta que a importância da festa vai além da religiosidade, a beleza da música e a história da comemoração também são elementos centrais. Segundo o sacerdote, várias composições musicais foram feitas para a celebração. Além disso, ele ressalta a presença negra na cultura religiosa da cidade por meio dessa festa. “A novena ficava, e até hoje fica, a cargo da Orquestra Lira Sanjoanense, que era formada por negros. Essa festa ficou conhecida como a “Semana Santa dos Mulatos” durante muito tempo, pois a Ribeiro Bastos, que era a orquestra dos brancos, fazia a Semana Santa, enquanto a Lira Sanjoanense, que era formada pelos negros, fazia a festa da Boa Morte.” Em relação a expectativa de público, devido a festividade ocorrer em paralelo a Expô Del-Rei, o padre diz que não há interferência no evento religioso. “Isso é algo próximo do barroco; as pessoas sabem conciliar as duas coisas: o sagrado e o profano. Eles vêm cá e depois correm pra exposição.”, comenta.

Texto: VAN/Jederson Lucas e Sarah Rodrigues
Foto: Eder Campos

Paróquia de São Francisco de Paula inaugura seu primeiro Salão Paroquial


“Acredito que foi a providência divina que fez com que após esses 33 anos pudéssemos realizar esse sonho do Pe. Tiaguinho”. Assim Pe.  Mériton Balduíno Alves - responsável pela  Paróquia  São Francisco de Paula, na cidade de São Francisco de Paula - comemora a recente inauguração do primeiro Salão Paroquial em toda a história da instituição. Inicialmente essa conquista foi um grande desejo do pároco da época, Pe. Tiago de Almeida (1980-1982), mas pelo fato de a comunidade não ter recursos para tal, o espaço nem teve o seu alicerce construído. 

Na década de 70, à época da missão “Jovens Construindo”, Pe. Tiago viu a necessidade da construção de um local para congregar todos os paroquianos em atividades da Igreja e da Comunidade. O tempo passou e a ocasião o fez voltar como pároco da localidade. Foi um período significativo para a população daquela cidade, mas ainda assim o sonho não foi concretizado devido à falta recursos. 

“Assumi a paróquia no ano de 2010, no dia 16 de dezembro. Observei que era um grande sonho da comunidade francisco-paulense possuir um Salão Paroquial. Então achamos oportuno fazer essa homenagem mais do que justa, dando o seu nome ao Salão Paroquial”, declara o sacerdote.
O Salão Paroquial Pe. Tiago de Almeida vai  ser um ponto de encontro, de partilha, de estudo e de evangelização; será também um espaço social da comunidade para demandas da localidade, reuniões, catequese, para encontros em nível paroquial e diocesano, dentre outros.

A professora Ilza Moraes paroquiana de São Francisco de Paula elogia o pároco pela obra e comenta que tudo isso foi pelo seu dinamismo e carisma. “Graças ao empenho do nosso pároco Pe. Mériton, o sonho de nossa comunidade francisco-paulense foi realizado: o tão esperado Salão Paroquial, projeto este muito ousado”, ressalta. 

Imaculada Vilano (também paroquiana) agradece a disponibilidade e carinho do pároco ao realizar uma obra tão grandiosa como essa em tão pouco tempo. “Sonhar todos nós sonhamos, mas a ação concreta, são poucos que tomam essa iniciativa. É preciso coragem e dedicação, como o nosso pároco fez. Sonho projetado para 10  e realizado em três anos e meio”, parabeniza Imaculada.



O bispo diocesano de Oliveira, Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro destacou a importância da obra para a comunidade francisco-paulense. “São Francisco de Paula já carecia de uma obra assim há muito anos, porque faltava um espaço para a Catequese, no centro, para os cursos de formação, encontros de movimentos, pastorais e também para comunidade se reunir em momentos especiais”, afirma.

A cerimônia de inauguração contou com a presença de vários sacerdotes que passaram pela paróquia como párocos, amigos, autoridades locais e francisco-paulenses. Houve a bênção do espaço por Dom Miguel, seguida do descerramento da placa e corte da fita de inauguração por sacerdotes que trabalharam na paróquia.

Texto: VAN/Marcus Santiago
Fotos: Marcus Santiago

Região das Vertentes celebra Corpus Christi


No Brasil, como em todo o mundo, a Igreja Católica celebrou, no último feriado (19), a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo - Corpus Christi -, comemorado pelos cristãos com muita reverência. 

Nas cidades que realizam procissões, as ruas são ornamentadas com belos tapetes artesanais, feitos com flores, serragem, tintas e outros materiais. A primeira celebração  em São Tiago foi no ano de 1943, quando o vigário coadjutor Padre Elpídio Rosa de Freitas organizou os preparativos para as festividades e pediu aos paroquianos que enfeitassem a frente de suas casas, no antigo Largo da Matriz, por onde a procissão iria passar. Com grande brilhantismo, a festa foi realizada.

Padre Robson Cardoso fala da importância desta solenidade para a vida da Igreja e dos cristãos. “Hoje nós celebramos Corpus Christi, que é uma das celebrações mais importantes da Igreja, porque celebramos aquele que é a fonte de toda a vida da Igreja, que é Jesus Cristo, presente nas espécies do pão e do vinho, presença real na Eucaristia”.

Vera Reis, catequista e membro de movimentos e pastorais da paróquia, comenta a relevância da festa, da Eucaristia na Igreja e da presença de Jesus Eucarístico para os cristãos. “Hoje é um dia muito significativo para a nossa Igreja, dia do Corpo de Deus, de Cristo. Esta festa é sublime! Na Igreja, existem outras celebrações também muito importantes, como a Páscoa e o Natal, e todas elas têm Jesus como centro”.

Em São Tiago foram realizadas duas celebrações, uma na parte da manhã e outra à noite, com a procissão no centro da cidade.

Corpus Christi em Barroso



Desde cedo, os fiéis das Paróquias de Sant’Ana e Nossa Senhora do Rosário de Fátima se mobilizaram na ornamentação das ruas para a passagem de Jesus Sacramentado, sendo que cada paróquia realizou sua procissão de forma independente.

Mesmo o tempo chuvoso não foi capaz de desanimar os devotos, que às 16 horas saíram pela cidade nas procissões de suas respectivas paróquias. Segundo Elizanda Meireles, Ministra da Eucaristia, este é um momento em que todos se unem para louvar, adorar, bendizer e agradecer em especial à vida e todas as bênçãos concedidas por Deus.

Professora e vereadora, Marli Torres afirma gostar muito de ver a cidade enfeitada e de assistir às apresentações da Banda Municipal. Quem também compartilha desse pensamento é a jovem Naiady Herculano, que admira a beleza desta tradição que consegue reunir amigos, família e vizinhos com o objetivo de louvar ao Senhor.

Ao anoitecer, a festividade foi finalizada com a celebração da Santa Missa, em que os presentes foram tomados pela emoção e reafirmados na fé.  

Texto: VAN/Marcus Santiago (São Tiago) e Viviane Basílio (Barroso)
Fotos: Marcus Santiago e Viviane Basílio

Festa de Santo Antônio é celebrada em São Tiago


Em muitas cidades do país são realizadas festividades em honra a Santo Antônio, santo conhecido também como casamenteiro. Ao longo de treze dias, são realizadas missas e orações, além de barraquinhas com comidas típicas dos festejos juninos, leilões de prendas e víspora.

Em São Tiago, a festa é antiga e tem tradição, segundo dona Catarina Campos, que fez parte da equipe organizadora por muitos anos. “A festa de Santo Antônio teve seu início na Vila Ozanam. Havia a capela dedicada ao santo, então todos os anos era realizada a trezena. Era uma festa muito animada! Havia a equipe responsável pelas barracas e leilões também. Para tal, nos organizávamos em uma associação chamada Pia União de Santo Antônio. Monsenhor Eloi era o diretor espiritual e dona Maria Luíza Vivas, a presidente. Passados alguns anos, com 15 anos de idade fui convidada para ser a secretária. Nossa associação se reunia antes e depois dos dias de festa para contabilizar a renda do evento e destinar parte do dinheiro. Assim, passávamos parte para famílias carentes, através de doações de cestas básicas, entrega de cobertores, pagávamos despesas com receitas médicas aos que não tinham condições de comprar o medicamento e, por fim, repassávamos parte às Conferências Vicentinas da cidade. Por onde a procissão passava, no dia de Santo Antônio, todos enfeitavam as ruas com arcos, bandeirinhas, balões e também a frente das casas. A festa era muito boa! Após a procissão, havia o movimento de barraquinhas e a fogueira, que não podia faltar”, registra dona Catarina.

Padre Robson conta um pouco da história de quem foi Santo Antônio e questiona o tútulo de “casamenteiro”. “Santo Antônio de Pádua foi um grande missionário, pregador, um homem muito inteligente e de grandes virtudes. Ele se dedicou ao serviço aos pobres, sofredores e ao anúncio da Boa Nova. Conseguia tocar os corações de todas as pessoas para que observassem e colocassem em prática a palavra de Deus. Testemunhou em sua própria vida a pobreza de bens materiais e a 'pobreza de espírito', de que Jesus falou no Evangelho. As pessoas às vezes acabam ligando o nome de Santo Antônio a um 'Santo Casamenteiro', tradição que já é de longa data e foi passada de geração em geração. Não que isso seja errado, mas é reduzir demais aquilo que foi Santo Antônio. Infelizmente muitas pessoas deixam se levar até pelo lado da superstição, o que empobrece a fé e a história do santo. Se fôssemos falar em santo casamenteiro, na verdade seria São Gonçalo e, não Santo Antônio. Mas ao falarmos do tema, é bom que aprendamos um pouco mais sobre a vida e virtudes desse santo e autêntico franciscano, que foi um grande testemunho da fé cristã, na Itália e por onde passou”, enfatiza Padre Robson.

Maria Aparecida Santos trabalha nos bastidores da festa, na cantina, preparando os pratos típicos. “Todos os anos estou aqui, firme, e tenho o maior prazer em colaborar com a festa há 10 anos. Acredito que as pessoas gostem muito das comidas que preparamos, pois vende muito! Não é fácil, pois são treze dias de barraca, mas vale a pena. Fico muito feliz e satisfeita em ver as pessoas comprando e gostando. É uma forma de ajudar a Igreja”, ressalta Maria Aparecida.

A festa de Santo Antônio foi realizada com celebração da missa na Capela do Rosário, seguida de procissão pelas ruas do Bairro Cerrado. Mesmo tendo sido em dia de semana, houve grande presença também de moradores de outros bairros da cidade

Texto: VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Rio das Mortes se prepara para celebrar padroeiro

Além de festejar o santo, pela primeira vez comunidade comemora a conterrânea que tornou-se beata.


A comunidade de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno se prepara para a principal festa local. A partir de 1 de junho, os moradores celebrarão Santo Antônio, padroeiro da localidade. Com o tema Santo Antônio: exemplo de fé, os fiéis estarão em festa por quinze dias, além de, pela primeira vez, comemorarem o dia dedicado a Nhá Chica, após um ano de beatificação.

Gilmara Ferreira Rocha é moradora da comunidade e também integrante da comissão provedora. Segundo Rocha, realizar uma quinzena celebrativa é importante para engrandecer ainda mais a festa. “Fazer a festa do nosso padroeiro com essa programação extensa é uma forma de todos juntos vivermos o exercício da fé e oração e, também, podermos promover interação entre toda a comunidade, tanto na parte religiosa como na social”, acrescenta Rocha.

A devota e também moradora Milena Carvalho conta que está na expectativa para o início da trezena, exercício de oração realizado em treze dias, acompanhado de missas. Ela afirma que “fazer a trezena de Santo Antônio é um hábito que os nossos antepassados tinham, até mesmo na igreja velha. Desde pequena, aprendi a rezar a trezena e não fico nenhum ano sem fazer”.

A programação tem maior destaque para os dias 07 e 08, quando serão celebrados Sant’Ana e o Sagrado Coração de Jesus. Já a partir de 13 de junho - data oficial do santo padroeiro -, haverá procissão, missa e benção, além da tradicional distribuição dos pãezinhos de Santo Antônio.

No dia seguinte, o distrito vai festejar o dia da conterrânea Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica. Juliano de Paula (22) declara que, “neste ano, vamos preparar uma linda festa para nossa santinha e também para o nosso padroeiro. Ano passado, no dia dela, colocamos a sua imagem no altar e, neste ano, vamos colocar a imagem no andor e fazer uma linda procissão”.

Com uma extensa programação religiosa, a festa também tem a sua parte social. Durante os dias em destaque, haverá apresentações artísticas com duplas e bandas da região. E, no último dia da festa, haverá a presença do Bispo Diocesano Dom Célio de Oliveira Goulart, que irá celebrar a missa de encerramento das solenidades dedicadas aos santos.

Texto: VAN/Willian Carvalho
Foto: Divulgação/Pascom

Santa das causas impossíveis é celebrada em Ritápolis

A procissão em honra a  Rita de Cássia leva a inúmeros fiéis a agradecer aos milagres intercedidos pela santa


A devoção e os testemunhos de fé à Santa Rita de Cássia fazem com que o dia dedicado a ela, 22 de maio, atraia milhares de pessoas à Ritápolis para a tradicional procissão luminosa. O exercício de fé acontece após a missa das 18h, em uma caminhada de devoção e agradecimentos. Gratidão que trazem histórias de verdadeiros milagres. “Cada ano, vejo algo novo, sempre tem gente nova com testemunhos de fé”, alega Gabriel Freire de Siqueira Neto, ritapolitano e fotógrafo.

Há gente que vem pela primeira vez, como Marcos Vinícius da Assunção, técnico em segurança no trabalho e morador de Tiradentes, que sempre vai a festas religiosas, mas afirma que esta se difere na religiosidade mais aflorada dos participantes. A universitária sanjoanense, Thaynara Stefane Cabral de Carvalho, que pela terceira vez participa da festa, aprendeu a ter uma devoção à Santa Rita e se encanta com a ornamentação diferente a cada ano.

No dia da santa é de costume, os pais vestirem suas filhas iguais à santa, para agradecer às graças alcançadas. Este é o caso de Maria Geralda que traz sua filha, Maria Rita, de Ijaci – MG a 5 anos para participar da procissão em agradecimento a sua evolução considerada milagrosa pelos médicos.


A menina é portadora de uma doença degenerativa rara, onde a impedia de falar e andar, além de outras complicações como perda de memória. Maria Rita compõe um grupo de 33 crianças no mundo portadoras de Alzheimer infantil, como relata sua mãe, e, após início da novena à Santa Rita e de ser levada à procissão em honra da mesma, obteve progressos significativos. Hoje Maria Rita enxerga e até já segue todo o trajeto da procissão andando ao lado de seus familiares.

Ao término da procissão, 160 balões foram soltos pelas mãos de representantes da comunidade representando os 160 anos comemorados pela Paróquia de Santa Rita de Cássia, paróquia esta que levou o nome da santa mesmo sendo criada 46 anos antes de sua canonização em 24 de maio de 1900.
Ainda teve show religioso com a banda Lírios do Vale e a programação se estende até domingo, 25 de maio, com uma pequena procissão com o andor de Santa Rita às 18:30h, seguida de missa.

Texto: VAN/Déborah Vieira
Fotos: Gabriel Freire

Seminário promove autoconhecimento e transformação


Nessa semana, foi realizado, no Centro Espirita Caminho da Paz, em São João del-Rei, o seminário “Reforma íntima sem martírio”. A reforma intima é um processo continuo e diário que depende de autoconhecimento, entrando-se nas nossas realidades e no nosso mundo psíquico, conhecendo as nossas mazelas, aceitando-as e as convidando para uma mudança, trazendo esse mundo interior do subconsciente de vidas passadas para o nosso consciente, levando-as posteriormente para o nosso superconsciente, que é a nossa ligação direta com o criador.  É um processo de dentro para fora e gradativo, de acordo com a palestrante Shirley Vieira.

Para a Psicóloga Aliene Cassia (24), também integrante da Mocidade Espirita Maria de Nazaré, a reforma intima é uma importante ferramenta para a nossa evolução, pois é através dela que nos conhecemos, percebermos nossos erros e os aceitamos, sabendo então como agir para nos transformarmos moralmente.

Para Joubert Assis, que igualmente faz parte da Mocidade Espirita Maria de Nazaré, partindo do ponto de vista de que somos individualidades e guardamos em nós varias personalidades, em  determinado ponto da caminhada essas personalidades vêm à tona, mostrando que ainda somos seres necessitados de um profundo autoconhecimento, aceitação e autoperdão.

No dia 8 de junho, no Campus Dom Bosco acontecerá mais um evento espírita, a 3ª CONJEREI - Confraternização de Jovens Espiritas de São  João del-Rei. As inscrições poderão ser realizadas pelo e mail: inscricaoconjerei@amesaojoaodelrei.org

Texto: VAN/Delcimar Ribeiro
Foto: Delcimar Ribeiro

Jubileu de Santa Rita celebra 160 anos de fundação da paróquia de Ritápolis

Procissão motorizada com a imagem de Santa rita pelas ruas da cidade.

A Festa de Santa Rita de Cássia de Ritápolis – MG tem início no dia 13  e encerramento em 22 de maio, dia dedicado à Santa das Causas Impossíveis, como também é conhecida. Este ano - com o tema “Paróquia, torna-te o que tu és” -  comemora-se, ao mesmo tempo, os 160 anos da fundação da paróquia que leva o nome da santa, o que “reacende a alegria do recomeço. Toda data exata exprime o reinício dos fatos; celebrar os 160 anos de Evangelização junto com o Jubileu quer nos dizer que a vida paroquial, tema proposto, deve caminhar mantendo as origens da devoção, as raízes da fé inspiradas na vida da Santa e a alegria de sermos uma porção do povo de Deus”, explica o pároco Pe. Nélio José dos Santos.


Apesar da cidade de Ritápolis ter apenas 51 anos de emancipação política, a paróquia foi fundada muito antes, no ano de 1854, tendo como seu primeiro vigário o Pe. Crispiniano Antônio de Souza. Desde a fundação da paróquia, possui como festa tradicional a Festa de Santa Rita, que atualmente chega a receber  mais que o dobro do número de habitantes da pequena cidade, ao longo dos 10 dias de festa. “Fazemos um cálculo por alto através das comunhões que acontecem nas vinte e cinco missas desse período e do número de bandeirinhas distribuídas durante a Procissão luminosa no dia 22 de maio. Através dessas observações, chegamos a um número entre 10 e 12 mil pessoas”, afirma Otávio Augusto de Oliveira Vieira, coordenador-geral do Jubileu de Santa Rita de Cássia deste ano e um dos organizadores há 12 anos. 

Isto se deve tanto à devoção pela santa quanto aos próprios voluntários que organizam a festa, que todo ano a preparam com empenho e buscam surpreender os visitantes. “O Jubileu de Santa Rita de Cássia é um momento muito forte em nossa cidade e diocese. Nossa missão é acolher a todos muito bem. Os que vêm de perto ou de longe serão muito bem vindos à nossa cidade e Santuário, sempre levando a devoção à Santa Rita a outras pessoas”, afirma Daniel Santos, sacristão do Santuário de Ritápolis.

O coordenador-geral do evento Otávio Augusto afirma ainda que a paróquia está sempre aberta a novas pessoas que queiram trabalhar no Jubileu e avisa aos que desejam carregar o andor da santa no dia 22 que deverão fazer um rápido cadastro na Secretaria Paroquial.

O jubileu deste ano terá missa seguida de novena nos horários de costume, às 15h e às 19 h, do dia 13 a 21 de maio, sendo as missas das 15h transmitidas ao vivo pela Rádio Sol FM 98.7 durante todos os dias da novena. Cada missa e novena contará com a participação de movimentos da própria paróquia e de outras paróquias da região, com subtemas para reflexão do dia ligados ao tema principal da festa deste ano. Entre o intervalo de uma missa e outra, o Santuário estará aberto para visitação livre. A procissão motorizada será realizada no dia 18 de maio, com paradas para as tradicionais bênçãos com a relíquia de Santa Rita. No dia dedicado à santa, haverá uma programação especial: vigília à meia-noite, alvorada festiva com toques de sinos às 6 horas da manhã e sete missas ao longo do dia, sendo a última às 18 horas, seguida da procissão luminosa, conforme o programa da festa disponível no site da Diocese de São João del Rei. A festa ainda contará com shows nos dias 21 e 22 de maio.

Texto: VAN/Déborah Vieira
Foto: Déborah Vieira

Jubileu de São José Operário completa 50 anos

Em homenagem ao dia do trabalho, tradicional festa de Barbacena comemora o “Jubileu de Ouro”
Uma das primeiras festas do jubileu e a basílica ainda em construção.

Há cinquenta anos, Barbacena inaugurava a primeira edição das festividades católicas da Paróquia de São José em comemoração ao dia do trabalhador. O que anos mais tarde, se tornaria uma das festas mais tradicionais da cidade.O Jubileu de São José Operário é também patrimônio religioso e cultural de Barbacena. A programação do evento se estende por 11 dias, tendo início no dia 21 de abril e término no dia 1º de maio.

Inicialmente a festa tinha um caráter muito local e era articulada somente nos âmbitos e limites da igreja. Eram realizadas missas, procissões, novenas e confissões. Mas devido ao aumento grandioso de turistas e devotos do estado e de todos os cantos do país, hoje são realizadas missas campais para comportar o grande número de  peregrinos. “Com o passar do tempo,desenvolveu-se não só o que temos dentro do templo,mas também o que festejamos em torno dele. Jubileu é festa, confraternização e cultura que engrandeceram a cidade ao longo deste meio século. De canto a canto ouve-se o convite,Vamos ao Jubileu?” diz o Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis, Presbítero da Arquidiocese de Montes Claros/MG.

Basílica construída e milhares de fiéis celebrando e homenageando São José.

Vieram também o comércio de barraquinhas, favorecendo aos romeiros a oportunidade de, entre uma celebração e outra fazerem suas compras. Barraquinhas estas dos mais variados artefatos, roupas, alimentos, produtos eletrônicos, domésticos, ferramentas, acessórios e produtos de cama, mesa e banho. O barraqueiro e comerciante Cláudio Henrique de 36 anos, natural de Belo horizonte, afirma que seu  pai já monta a barraca de cocadas e doces a 45 anos na festa e que assim como eles, outros barraqueiros de vários lugares do país vem todos os anos para expor e vender seus materiais. “Barbacena já faz parte do nosso roteiro há muitos anos, sempre viemos além claro de aproveitar a festa,pelo prazer de servir e também pelo retorno financeiro” afirma o comerciante.

Para Wanda Marques da Silva de 42 anos, manicure e moradora do bairro a mais de 12 anos, afirma que sempre participou das festividades e que tem boas lembranças de todas as edições que acompanhou, exceto o episódio de 2004, onde um rojão de foguete foi disparado do alto da igreja e ao invés de explodir no alto, foi direto para o meio da multidão,explodindo entre o público e os barraqueiros, deixando 49 feridos:“tirando a vez da tragédia dos foguetes,a festa sempre foi realizada com muito sucesso,em abril com a chegada do friozinho de Barbacena já sabemos que está chegando junto o Jubileu” ressalta Wanda.

Em comemoração ao cinqüentenário, está montada ao lado da Basílica de São José uma exposição de fotos, onde os visitantes podem conferir um pouco da história da festa,do patrono da Igreja e do próprio templo como a sua construção iniciada em 4 de setembro de 1949.

Texto: Kellen Lanna
Fotos: Arquivo da Paróquia São José

Centenas de fiéis celebraram o batismo de Nhá Chica


Em comemoração aos 204 anos do batizado da Beata Nhá Chica, o Terço dos Homens e a Comunidade de Rio das Mortes realizaram uma caminhada penitencial neste domingo (27). Joaquim Teodoro Filho, idealizador e organizador do evento, comenta que “é importante divulgar Nhá Chica, e rezar o terço da Imaculada Conceição nos totens que simbolizam as virtudes de Nhá Chica nos lembra o caminho que ela percorreu para a santidade.”

A caminhada percorreu dois caminhos ligados à vida da Beata: o provável local do seu nascimento e a Igreja Velha, onde foi batizada. Inúmeros fiéis da região participaram da celebração, que contou com a presença de terços dos homens e suas famílias das cidades de Nazareno, Itutinga e também dos bairros são joanenses Guarda-Mor, Tijuco e Águas Santas.

O peregrino José Alves (56) da cidade de Nazareno pontua que “é importante poder viver este momento, ver as origens de Nhá Chica fortalece a fé”. Já a visitante Terezinha Dias (48), moradora de Itutinga, visita pela primeira vez o local, e afirma ter sido um momento de grande emoção: “aqui, Nhá Chica foi batizada e ela saiu para o caminho de santidade. Em breve, a veremos com o título de santa”, completa Dias.

Ao fim da caminhada, o frei José Milton presidiu a celebração eucarística, que encerrou os eventos do dia. Mais de 900 pessoas participaram da programação.

Sobre Nhá Chica

Francisca de Paula de Jesus, popularmente conhecida como Nhá Chica, nasceu na comunidade de Rio das Mortes, tendo sido batizada no dia 26 de Abril de 1810. Aos 8 anos de idade, mudou-se para o Sul de Minas, onde passou toda a sua vida.

A sua beatificação ocorreu em 4 de Maio de 2013, na cidade de Baependí, em uma celebração presidida pelo Cardeal Dom Ângelo Sortani, prefeito da Causa dos Santos no Vaticano. Como consta no livro de visitas que se encontra na Igreja Velha – local do batismo da beata - mais de 2.400 pessoas já visitaram este marco, descoberto há cerca de um ano.

A sua canonização da beata depende de mais um milagre reconhecido pela Igreja, para que Nhá Chica passe a integrar a lista dos quase 10 mil santos reconhecidos oficialmente pela Santa Sé.

Texto: VAN/Willian Carvalho
Foto: Willian Carvalho

Diocese de São João del-Rei prepara encontro com a Juventude


A Diocese de São João del-Rei apresentará a quarta edição da Caminhada da Ressurreição, no dia 26. Este evento tem como objetivo unir os participantes ligados aos movimentos jovens de toda a diocese. De acordo com Sabrina Carvalho, responsável pela organização, “o trajeto deste ano terá início na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, às 18h, com a oração inicial da Via Lumis. Seguindo a programação, o término se dará no Santuário Bom Jesus do Matosinhos, com uma Adoração ao Santíssimo. Outras atrações como trio elétrico e animação musical compõem a caminhada”.

O evento é organizado pelo Setor Juventude da Diocese, que espera um público de mais de mil e quinhentas pessoas, segundo Sabrina Carvalho. A caminhada será da Juventude juntamente com o bispo e “muitas expressões de movimentos jovens vão se reunir no sábado (26) e poderão proporcionar um encontro verdadeiro com o Cristo”, pontua a organizadora.

O grupo de jovens da cidade de Ritápolis está se preparando para o evento e, segundo Camila Selena, coordenadora do Grupo Jovens Amigos Servos de Cristo (JASC), o grupo se mostra ansioso para o dia, com grande expectativa de poder caminhar como o próprio Cristo.

Para Caroline Taniê, moradora do distrito do Rio das Mortes, a expectativa nesse ano é enorme, já que todos os anos “eu não consigo ir, mas com o novo horário, alguns integrantes do Alerta Dinâmico - grupo aqui da comunidade - poderão estar presentes”.

Texto: VAN/Déborah Vieira e Leonardo Duque
Foto: Divulgação/SetorJuventude

Tradição e Liturgia diferencia a Semana Santa em São João del-Rei


Notável por sua cultura religiosa, a cidade de São João del-Rei (MG) é uma referência na celebração da Semana Santa. Visitantes de todo o país são atraídos para o interior de Minas para conhecer de perto a tradicional solenidade realizada há mais de trezentos anos.

São João del-Rei permite aos moradores e turistas um contato com ritos datados do século XVIII, como o Oficio de Trevas todo em Latim. De acordo com o musicólogo Aluízio Viegas, as mudanças nos atos litúrgicos são-joanenses foram sempre discutidas para que não houvesse impacto ou transformação brusca na celebração. Porém, Viegas lembra que nos dias de hoje seria ainda possível realizar uma Semana Santa nos moldes do século XVIII, “temos tudo guardado”, salienta.

As duas orquestras clássicas da cidade - a Lira Sanjoanense e a Ribeiro Bastos – mantiveram vivo o canto gregoriano e latim na liturgia da Semana Santa e em suas celebrações. Um exemplo disso é a realização do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, um teatro eclesiástico em latim e canto gregoriano.

Morador da cidade, Daniel Fernandes considera a transladação do Santíssimo Sacramento do interior da Catedral para a capela interna um dos ritos mais comoventes. A celebração é realizada na Quinta-Feira Santa, após a desnudação dos altares, simbolizando a paixão de Cristo. A partir desse momento simbólico, os sinos e relógios não voltam a tocar até o Sábado de Aleluia. “No lugar dos sinos, tocam matracas, e o coro da Orquestra Ribeiro Bastos entoa o comovente Pange Lingua”, acrescenta ele.

O evento possui uma extensa e rica programação. Pároco da Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar, o Pe. Geraldo Magela sugere aos que participarão pela primeira vez da solenidade que presenciem principalmente o Ofício de Trevas, o Descendimento da Cruz e a Adoração do Santíssimo. “São momentos altos de fé, beleza e oração”, afirma o sacerdote.

Excepcionalmente este ano, o Descendimento da Cruz em São João del-Rei será transmitido ao vivo pela Rede Aparecida, emissora de televisão mantida pela Igreja Católica.

Texto: VAN/Silvia Reis
Foto: Silvia Reis

Bispo visita ruinas ligadas a história da Beata Nhá Chica

O distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno recebeu a visita do bispo diocesano de São João del Rei, Dom Célio de Oliveira Goulart, nesta última quinta-feira (27).  Dom Célio foi visitar as ruinas da antiga capela de Santo Antônio, onde a beata Nhá Chica foi batizada a 203 anos atrás. No local a cerca de um ano foi encontrado por um processo de escavação, o piso original de uma parte da igreja.
A visita do bispo levou também a um grupo de fiéis junto ao local, onde rezaram no batistério, o mesmo onde a beata foi ungida com os santos óleos do batismo. A presença de Célio teve a companhia do frei franciscano José Milton que atualmente trabalha na comunidade.
Aproveitando a passagem dos sacerdotes, foi abençoado o primeiro totem do caminho: “As Virtudes de Nhá Chica”, onde onze marcos serão fixados ao decorrer das estradas que levarão a três referencias ligadas a Nhá Chica no distrito: o provável local do seu nascimento e morada, as ruinas da antiga capela e a atual Igreja de Santo Antônio que encontra-se a verdadeira pia batismal onde Francisca recebeu o batismo.
Para Dom Célio a importância da descoberta e colocação dos totens é muito importante, acredita que poder relembrar os passos das virtudes de Nhá Chica faz a todos um convite a seguir em caminhada aos passos de santidade que a beata desde criança viveu na comunidade, depois em Baependí.
O terreno pertencia a José Antônio que doou para a igreja da comunidade, mas até hoje cuida do espaço com muita devoção e carinho. “Isso é um presente para toda a comunidade, quando fiz essa descoberta faltava cerca de dez dias para a sua beatificação oficial, então considero isso um milagre que afirma mais uma vez que ela também é dessa comunidade.”
Os moradores do local sentem muito orgulho em ter uma santa como conterrânea. Nhá Chica viveu em nossas terras e depois foi para o sul de Minas para Baependí ainda nova, mas aqui ela aprendeu a amar as pessoas pela vida simples que viveu.” Respondi Aparecida Madalena ao ser perguntada da importância de Francisca na vida religiosa dos moradores.
Francisca de Paula de Jesus, carinhosamente chamada de Nhá Chica nasceu em 26 de Abril de 1810 no distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno e aos oito anos de idade mudou-se para Baependí com sua mãe Izabel e seu irmão Theotônio, onde viveu até os fim da sua vida. No dia 04 de Maio de 2013 em uma cerimônia religiosa na cidade de Baependí tornou-se oficialmente beata da Igreja Católica e aguarda o reconhecimento do Vaticano o título de santa. Dentre milhares de seus devotos encontra-se o escritor Paulo Coelho que dedicou uma de suas obras a Nhá Chica. Em 26 de abril a comunidade celebra 204 anos do batismo da beata.
Texto: Willian Carvalho
Foto: Willian Carvalho

Aliança Municipal Espírita comemora 50 anos em São João del-Rei




A Aliança Municipal Espírita (AME) comemora este mês 50 anos de atuação em São João del-Rei. A entidade que foi fundada em 28 de fevereiro de 1964 hoje agrega 25 grupos espíritas da cidade e da região. Como parte da comemoração, aconteceu em janeiro uma palestra com o juiz Haroldo Dutra Dias sobre os 150 anos da publicação de uma das principais obras da doutrina, o Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec.

Segundo o presidente da AME, Edson de Souza Braga Filho, eventos como a palestra de Haroldo Dutra  são importantes para ampliar a divulgação do Espiritismo, fazendo com que as pessoas compreendam o seu real significado. “Eu acho que cada vez mais a Doutrina vai mostrando o grande objetivo desse legado, que não é pra fazer proselitismo, mas levar uma doutrina de amor, de compreensão e de paz entre os homens”, ele conclui.

Haroldo Dutra Dias, além de conferencista e autor de diversos livros espíritas, é também juiz de direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. De acordo com ele, a conciliação da profissão com divulgação da doutrina espírita se dá de forma natural, pois o contato diário com situações difíceis faz com que a pessoa acabe recorrendo à espiritualidade. “É natural que a pessoa que está sempre lidando com isso procure um outro lado para equilibrar. É o que traz uma paz e harmonia interior que faz com que você não se entregue e não se envolva nesse ambiente".

O juiz destacou durante o evento a importância de se estudar a obra de Kardec para a concretização do projeto de regeneração do mundo proposto pelo Espiritismo. As comemorações do aniversário da entidade continuarão ao longo do ano.

VAN/Luana Levenhagen e Delcimar Ribeiro
Foto:  Luana Levenhagen

Festividades em honra a São Sebastião animam região




“Grande é a devoção ao mártir São Sebastião, protetor contra a peste, a fome e a guerra, protetor dos animais, do homem do campo e dos militares”, afirma o pároco de São Tiago, Pe. Robson Rosa Cardoso, durante festa em louvor a São Sebastião, em Oliveira. Santo popular entre os católicos, as festividades em honra do mártir São Sebastião foram recentemente celebradas com entusiasmo na região, contando com missas, novenas, barraquinhas, leilões de prendas e de animais.

São Sebastião é patrono de várias igrejas e capelas de cidades e comunidades rurais da região, e as festividades em seu louvor atraem visitantes e fiéis de diversas localidades. Pe. Cardoso conta um pouco sobre a história dessa personalidade: “Sebastião, homem forte, se tornou soldado para que, de dentro do exército romano, pudesse ajudar tantos cristãos que eram perseguidos na sua época. Com sua fé e palavras, converteu muitas pessoas ao cristianismo. Se mostrou forte diante das ameaças de morte que recebeu para que abandonasse sua fé, enfrentou o Imperador Romano Diocleciano e recebeu, como prêmio, a coroa do martírio. Sua devoção chegou até nós pelos portugueses, principalmente a família real. Se espalhou entre os trabalhadores e produtores rurais, que o invocam para que proteja seus animais das doenças e suas lavouras do mau tempo”. O pároco conta ainda que, como forma de agradecimento, costuma-se oferecer um animal ou mesmo parte daquilo que se produz, para que estas ofertas sejam leiloadas pelas igrejas, ajudando em obras, serviços de evangelização e em trabalhos de caridade”.

Sérgio Mendes Nogueira, estudante de música e membro da pastoral do canto Litúrgico, vê esse momento festivo em honra a São Sebastião como algo muito especial na sua vida. “Desde criança, quando mudei para Oliveira, nunca deixei de participar das missas no dia da festa e também noutros dias, pois nossa paróquia é dedicada a São Sebastião. Aprendi a ter grande carinho por São Sebastião. Vivi boa parte da minha vida ajudando até na preparação da festa. Na missa solene, canto o Salmo bíblico. Para mim, é uma honra!”. Segundo o estudante, mesmo não residindo mais na cidade de Oliveira, participa frequentemente das festividades.

Carla Nunes é secretária da Paróquia de São Sebastião há dois anos e paroquiana da comunidade. Ela conta que, durante esse evento religioso, “uma mística envolve a todos. Muitos vêm ajudar nos leilões, barraquinhas, na organização da festa e em outros setores. Há a participação de entidades e empresas de nossa cidade. Tudo feito em clima de muita paz, motivação, alegria e, sobretudo, fé em nosso querido São Sebastião. A nossa festa recebe visitantes de outros bairros de Oliveira e de outras cidades. Também percebo a mobilização dos moradores da zona rural, da presença marcante das Folias de Reis. Uma das coisas que mais me encantam na festa é que todos se tornam uma só família”, ressalta a paroquiana.

VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Eventos comemoram 150 anos do Evangelho Segundo o Espiritismo

   

No sábado, dia 25,  `as 19h30,  no Teatro Municipal, a palestra “150 anos de uma nova perspectiva de Jesus”, promovida pela Associação Municipal Espírita (AME), de São João del Rei,  traz `a cidade o renomado conferencista Haroldo Dutra Dias.

O presidente da entidade, Edson de Souza Borges, comenta que esse evento marca o início de uma série de acontecimentos para celebrar os 50 da organização. “Estamos muito animados em possibilitar esse intercâmbio na comunidade. O calendário neste ano está repleto de atividades”, enfatiza, convidando a todos para o  debate centrado na “Jornada de Desenvolvimento Interior Paulo de Tarso”, a ser realizado no dia 26 (domingo), das 9 `as 11h30, no Anfiteatro UFSJ, Campus Santo Antonio.

Os dois eventos serão ministrados pelo expositor espítrita Dr. Haroldo Dutra Dias que, além de ser  juiz de direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e professor,  também é tradutor do Novo Testamento, obra editada pela Federação Espírita Brasileira (FEB). O palestrante é autor do livro “Parábolas de Jesus” e participa de projetos como “Sete minutos com Emanuel” e “Seminários Literários e Musicais”  promovidos pela FEB.

O espirita José Ricardo Braga encontra na religião uma filosofia de vida ou como ele diz “um norte completo”. “Faço parte da doutrina há 20 anos; é algo que me traz felicidade.” Ansioso pela palestra, Braga acredita que as festividades são uma maneira de difundir uma forma de transformação para melhor na essência moral  do ser humano atualmente.

Para Maria das Graças Silva, o espiritismo é uma das religiões que acalenta a existência; como praticante do candomblé, religião originada na África, reconhece que estar dentro de Deus é um porto seguro. “Eu adoro o lado espiritual, acho que moro mais pra lá do que pra cá.” Para Maria Silva buscar pela benção espiritual é sempre bom; por isso, todas as formas são válidas, pontua.

VAN/Caio Moretti
Foto: Divulgação



Zuenir Ventura no 8º Felit


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