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Athletic e São Caetano chegam à final do Amador em SJDR


O Nacional não teve forças para reverter o resultado de 4 a 0 da primeira partida para o disciplinado Athletic, ficando no 2 a 2 e dando adeus à competição. Beto e Marco Aurélio fizeram para o Alvinegro. Já para o time da Colônia, Téo fez as pazes com a rede e marcou duas vezes. Com a classificação em casa no domingo (14), o Galo irá enfrentar o São Caetano na grande decisão de quarta-feira.

“No jogo de hoje, mesmo com os 4 a 0, eu coloquei na cabeça do grupo que não tinha acabado. Tanto é que viemos para o jogo inteiro e começamos fazendo 2 a 0. No segundo tempo deu para administrar um pouco mais o resultado, mas agora na final é outro adversário. Decisão mexe com o brio de qualquer um”, explicou o treinador/jogador Beto, do Athletic.

Mesmo precisando tirar quatro gols de diferença, foi o Nacional que marcou o primeiro logo aos três minutos. Beto fez boa jogada, cortou o zagueiro e bateu rasteirinho no canto do goleiro Marcelo. Aos 33, outro meio-campo habilidoso apareceu. Marco Aurélio recebeu na entrada da área e bateu com classe aumentando ainda mais a vantagem do Galo.

No fim do primeiro tempo, o experiente Téo descontou de cabeça, após cruzamento na área. Na volta do intervalo, o Nacional se mandou para o ataque, mas agredia de forma desorganizada. O Galo apenas administrava o placar. Mas, aos 18, o centroavante apareceu mais um vez e marcou o de empate, após confusão na área.

“Infelizmente a gente pecou no primeiro jogo e acabou tomando 4 a 0.  O Athletic vem treinando muito; são muitos meninos novos que ficam batalhando todos os dias. A gente já não vinha mais treinando e no final isso pesa. Mas é um jogo atípico”, explicou Téo, atacante do Nacional.

Nacional

Com vários jogadores conhecidos no amador são-joanense e até ex-profissionais, o Nacional acabou se classificando na terceira colocação, com 18 pontos, um a menos que o Athletic. Apesar de uma campanha regular no primeiro e segundo turnos, o time da Colônia não fez jus aos jogadores que tem e acabou se tornando presa fácil para o alvinegro nas semifinais. Mesmo sendo um time novo em São João, os jogadores e membros da comissão técnica prometem ter um clube forte para as próximas temporadas do Amador.

"A gente batalhou até o final; vamos sair de cabeça erguida. O Nacional e outros times que não são conhecidos como os grandes de São João del-Rei estão provando que têm espaço dentro do futebol”, finalizou Téo.

Outro Jogo

São Caetano e Social empataram em 0 a 0, repetindo o placar da primeira partida da semifinal. Melhor para Fera Tijucana, que devido a melhor campanha na primeira fase, classificou-se para a grande final de quarta-feira contra o Athletic. Apesar de não ter tido bola na rede, a partida decisiva do domingo (14), no estádio Joaquim Portugal, foi recheada de emoções. Destaque para o goleiro Túlio que substituiu Digão machucado e fechou o gol da Pantera.


Texto: Diego Cabral /VAN
Foto: Diego Cabral

Social acaba com dúvida em vitória apertada


Em um jogo que começou cheio de dúvidas, o XV de Novembro e o Social fizeram uma partida muito disputada no Joaquim Portugal. Com um gol no segundo tempo, o Xavante do Matozinhos terminou com a interrogação que estava em cima da sua classificação para as semifinais.

A questão era por conta da possível perda de pontos do Social devido a escalação de um jogador que estava suspenso. Diante disso, o XV, que era o quinto colocado, poderia se classificar, caso vencesse o Social, e se o time do Matozinhos fosse punido com a perda de seis pontos.

Com essa possível chance de classificação, o XV de Novembro foi para cima do Social. Tentaram marcar a qualquer custo, chegando muito perto da meta azul e amarela, mas o que se viu foi uma série de chances desperdiçadas por parte do time da menor cidade do Brasil. 

“Dava para sair com a vitória, mas infelizmente a bola não entrou, ela bateu na trave. Nós criamos muitas chances de gols, mas no contra-ataque eles mataram o jogo. Futebol é assim mesmo”, afirmou Dani, presidente do XV.

O Social tentava igualar a partida, mas esbarrava na atuação segura da zaga do XV. Diante dessa falta de agressividade, Eudes, treinador do Xavante, modificou a equipe no decorrer do segundo tempo. Com as substituições de Evanildo e Bocão por Pablo e Juninho, o time ficou um pouco mais agressivo.

O XV assustava, mas como diz Muricy Ramalho, “a bola pune”. Essa é a frase que resume o gol do Social. Aos 32 minutos do segundo tempo, Caio, atacante do XV de Novembro, tira o zagueiro Zezão, do Social, para dançar e bate firme na bola, que pega no travessão após defesa de Daniel.

Na sequência da jogada, Pablo lança para Leandro Gambá na ponta esquerda. O meia atacante dribla e bate forte; a zaga se joga na frente da bola, que cai nos pés de Mineiro. O centroavante bate forte e Juninho aproveita o rebote para abrir o placar.

O gol de Juninho decretou a vitória do Social. Rafael, zagueiro do Xavante do Matozinhos, ressaltou:
– “Essa vitória foi para acabar com qualquer dúvida sobre nossa classificação. Foi difícil, mas graças a Deus saímos vencedores. Agora é trabalhar para a semifinais, porque temos outro campeonato”.
Assim, o XV termina o campeonato em quinto, enquanto o Social ainda aguarda o julgamento que vai determinar sua colocação de segundo ou quarto lugar.

Texto: Rafael Silveira / VAN
Ilustração: Liga Municipal de  Desportos 

Athletic marca nos acréscimos e empata com Social


No domingo (16), com um gol no último minuto do jogo, o Athletic empatou em 1 a 1 com o Social, em partida realizada no Estádio Joaquim Portugal, válida pela 5ª rodada do segundo turno do Campeonato Amador de São João del-Rei. Mineiro marcou para o Social e Lucas descontou para o time da casa. Apesar do empate, o Xavante do Matosinhos se manteve na liderança com 19 pontos, assim como o São Caetano; contudo, leva a melhor no saldo de gols. O Athletic perdeu a vice-liderança e agora é o terceiro, com 18 pontos. 

O treinador Eldes, do Social, apesar do gol nos acréscimos, minimizou o resultado e ressaltou a manutenção da liderança: 

– “Tá tranquilo, a gente ainda continua líder, o resultado não foi de todo ruim não”.  
O jogo comprovou a igualdade das equipes, com um primeiro tempo equilibrado e com poucos lances de perigo.  Só aos 30 minutos Pablo, em um chute que passou rente à trave, levou perigo ao goleiro do Athletic. O galo são-joanense respondeu aos 38 minutos, após sobra de bola para Véio, que chutou forte para a defesa de Isaías. 

Na etapa complementar, o jogo ficou aberto e com mais lances de gol. Aos 15 minutos, Beto fez corta-luz para Jordano, que entrou no intervalo, e chutou forte para a defesa do goleiro do Social, Isaías, que jogou a bola para escanteio.  Aos 22, Lucas, que também entrou no segundo tempo, tocou para Beto, que chutou perto da meta adversária.  Após as chances perdidas, quem marcou foi o Xavante do Matosinhos. O artilheiro Mineiro, aos 24 minutos, após uma rápida troca de passes com Bocão e Pablo, chutou forte no cantinho do gol do goleiro Paulo Sérgio, fazendo 1 a 0 para o Social. Com o gol, o galo são-joanense foi para cima e desperdiçou outras duas grandes chances com o meia Beto. Mas não teve jeito, após pressão nos acréscimos, aos 48 minutos, o camisa sete, Lucas, empatou com um chute de direita, para a alegria da torcida alvinegra que compareceu ao estádio. 

Lucas, que vinha atuando na equipe titular, comentou sobre a situação e o gol salvador:

– “Não vinha jogando bem, a oportunidade surgiu, fui lá e marquei”.  

Para o atacante Mineiro, do Social, faltou malícia ao time para ter segurado o resultado.  “Nosso time foi muito inocente. Um monte de cara experiente, mas parece que é um bando de crianças”, esbravejou o artilheiro.   

O técnico alvinegro, Tiago, também comentou sobre o gol: 

– “A meu ver, fomos melhor, criamos quatro chances de gol, e no futebol quem não faz, leva”.

Tiago também frisou sobre o foco na competição e que conta com a ajuda de Gui, Denner e Careca, que não jogaram. “Vamos com força total ai pro final da competição. A gente estava sem três atletas hoje, que vão voltar agora; vamos trabalhar pro mata-mata”, explicou.

Na próxima rodada, o Athletic vai até Santa Cruz de Minas enfrentar o XV de Novembro, no domingo (23), às 15h30. Também no domingo, o Social enfrenta o Figueirense, às 19h, no seu campo.

Outros jogos 

No Estádio Joaquim Portugal, São Caetano e Minas abriram a rodada. A Fera Tijucana levou a melhor, vencendo por 3 a 1, com dois gols de Robinho e um de Guilherme.  Pereira descontou para o Minas. Fechando a rodada, na segunda-feira (17), o Nacional goleou o Figueirense por 5 a 2.

Texto: Richardson Freitas / VAN
Foto: Brunno Pereira

XV e Nacional empatam com gol nos acréscimos


Apesar da diferença de seis pontos na competição, o Nacional não conseguiu vencer o XV no campo do Social. O empate de 2 a 2 contou com um gol nos acréscimos do Verdão de Santa Cruz de Minas.  Os destaques da partida do domingo (9) foram a polêmica com a arbitragem e o belo chute de primeira de Igor. Com o tento, o lateral é o vice artilheiro do time no campeonato, com três anotados.

“Vacilamos, porque a gente estava com o resultado a favor. O juiz pediu para ele (Nem) sair do outro lado, ele não foi e acabou expulso. Prejudicou o time, porque a gente abdicou de atacar para defender e eles acabaram aproveitando um vacilo nosso e fazendo o gol”, comentou o lateral Igor, que ainda explicou o lance que abriu o placar:

– “Eu não esperava o cruzamento do Edson. Levantei a mão para dar opção. Ele me enxergou do outro lado e eu entrei batendo direto”. 

Mesmo vindo de duas partidas ruins, o XV não se deixou abater e começou a partida marcando muito forte. A dupla de zaga formada por Dárcio Ferrugem e Douglas não dava espaço para os perigosos Nem, Téo e Edson. Com um primeiro tempo amarrado, o jogo não saiu o zero.

Na volta do intervalo as coisas foram diferentes. Igor abriu o placar logo aos seis minutos, mas Simar empatou aos 15. Lí, que tinha acabado de entrar, fez o segundo aos 17, depois de uma confusão na área. Quando parecia que o Nacional sairia com mais uma vitória e encostaria nos líderes, Luan, nos acréscimos, de pênalti deixou tudo igual, colocando números finais na partida.

Apesar da chuva de gols no segundo tempo, o que chamou atenção foi a expulsão de Nem, do Nacional, aos 28 minutos. O jogador estava saindo para dar entrada a Pedro Carazza quando começou a discutir com o juiz Denilson de Simões por causa do lugar de onde deixaria o campo. O atacante não saiu pelo lado oposto, onde são realizadas as substituições, como queria o árbitro; assim, levou o segundo amarelo e foi para o chuveiro mais cedo. “Incompetência do árbitro Denilson, porque o jogador pode sair onde ele quiser, não retardando a partida. Eu sai correndo aqui para dar o lugar para o meu companheiro de equipe”, lamentou Nem. 

Com o empate, o Nacional chegou aos 14 pontos ganhos, ficando bem perto da classificação. Semana que vem o time da Colônia enfrenta o Figueirense. Já o Verdão pega o Athletic, dia 23, em seus domínios.

Campanha fraca

Com oito pontos em 30 disputados, o XV está praticamente fora. Dárcio, um dos líderes do time, reconheceu que a equipe não está fazendo uma boa campanha e que não soube aproveitar as partidas em Santa Cruz de Minas. Ainda segundo o zagueiro, o Verdão foi muito prejudicado na competição e espera uma reciclagem nas próximas competições.

Outros jogos

A rodada tripla no Campo do Social ainda contou com a vitória do São Caetano e o empate entre Minas e Figueira. O Rubro Negro do Tijuco arrancou os três pontos, vencendo por 2 a 0 o Athletic com gols de Baratinha e Binha, encostando na parte de cima da tabela. Com a derrota, o Galo São-joanense, que tinha um jogo a menos que o Social, perdeu a oportunidade de assumir a liderança.
No terceiro jogo do dia, o Leão da Biquinha e o Alvinegro do Bom Pastor empataram em 3 a 3 e ficaram mais distantes da classificação para a próxima fase. Os gols do Figueira foram de Chumbão, Diego e Éssio. Gominha, Nandinho e Nem marcaram pelo Minas.

Texto: Diego Cabral / VAN

Foto: Diego Cabral

Athletic: de volta às vitórias


Depois de empatar na estreia do returno no Amador, o Athletic voltou a vencer e está cada vez mais próximo da classificação para as semifinais do campeonato. Dessa vez, a vítima foi o Figueirense, que perdeu por 3 a 0, na manhã desse domingo, no estádio Paulo Campos, ficando mais distante do sonho de avançar para a próxima fase.

Em situação complicada no campeonato, o Figueirense começou o jogo indo a frente. Aos 20 minutos, o experiente Keko perdeu uma bela chance de abrir o placar. Porém, a velha máxima do futebol, “quem não faz leva”, foi cumprida e aos 39, Lucas colocou o Athletic em vantagem no placar após falha do zagueiro Lelei, que “furou” a bola.

“Nos primeiros 30 minutos nós mandamos no jogo. Não deixamos eles jogarem. Mas infelizmente o gol com a falha do zagueiro abalou o time e a consequência foi a derrota”, lamentou o experiente Marcelinho.

Após o intervalo, o Athletic voltou mais ligado e logo aos seis minutos ampliou a vantagem; Edvaldo empurrou para as redes após cruzamento de Marco Aurélio. O atacante ainda anotou o seu segundo gol, dando números finais à partida.

Com o resultado, o Athletic está na vice-liderança com 17 pontos, o próximo desafio do time é o São Caetano. Já o Figueirense, amarga a lanterna da competição com apenas seis pontos. Na próxima rodada a equipe faz o “jogo dos desesperados” contra o Minas.

Bronca com a Arbitragem

Apesar do placar dilatado, o que mais chamou a atenção na partida foi o excessivo número de cartões. Além de quatro cartões amarelos, o árbitro Denilson Simões de Carvalho aplicou mais quatro vermelhos, o que estimulou numerosas  reclamações .

Pelo lado do Figueirense foram expulsos Keko, que levou dois amarelos, e Marcelinho, que se envolveu em uma confusão com Rafael (Athletic), que também foi expulso; o galo ainda teve expulso o meio-campo Beto, que também é treinador da equipe e fazia sua estreia no time titular.

“Foi um resultado merecido, esse placar que nós construímos. O time jogou muito bem hoje, entramos bem focados. Pena que a gente teve esses erros de arbitragem, que acabam apagando o mérito da equipe. O problema é que eles alteram muito psicologicamente com um grito”, comentou Beto.

Pelo lado do Figueirense, quem reclamou da arbitragem foi o técnico Neném, do Varzeano:


– “O que atrapalha o jogo e a competição são os juízes. Não tem motivo prá expulsar quatro jogadores em uma partida dessa aqui. Eles querem aparecer mais que os jogadores”.

Outros jogos – No segundo jogo do dia, o Social conseguiu uma virada por 3 a 2 sobre o São Caetano, aos 45 minutos da etapa final. Com a vitória, o Xavante do Matozinhos, que chegou a ficar com a liderança ameaçada pelo Athletic, se manteve em primeiro na competição. Leandro Gambá e Mineiro, duas vezes, marcaram pelo Social. Pelo lado do São Caetano, Robinho e Dudu balançaram a rede. Em Santa Cruz de Minas, Minas e XV de Novembro empataram em 0 a 0 e, há quatro rodadas da próxima fase, estão distantes da classificação.

Texto: João Henrique Castro e Mariana Veríssimo/ VAN
Foto: Suellen Jacques 

Nacional reencontra a vitória e se consolida no G4


Na tarde de domingo (19), Nacional e São Caetano se enfrentaram pela 2ª rodada do returno do Campeonato Amador, de São João del-Rei, no campo do América. Mais eficiente no segundo tempo, a equipe da Colônia venceu por 2 a 0, com gols de Nem e Igor. Agora, com 13 pontos, sete a mais que o 5º colocado, o XV de novembro, ficou bem perto de garantir uma vaga nas semifinais.  Com a derrota, o São Caetano se manteve também com 13 pontos e perdeu a chance de assumir a liderança nesta rodada.

“Com esses três pontos aí, chegamos mais próximos do 2º e 1º colocados; acredito que a gente está dentro agora”, afirmou o técnico Binha, do Nacional.

O primeiro tempo foi bastante equilibrado devido à qualidade das duas equipes. Aos 23 minutos, Baratinha, da Fera Tijucana, chutou forte de direita e, com a ponta do pé, o goleiro do Nacional, Marcelo, salvou.  A resposta do time da Colônia veio aos 29. Após sobra de bola, Teo tirou do goleiro, mas Cássio salvou em cima da linha.

Apesar dos lances de perigo, os gols só vieram no segundo tempo.  O São Caetano voltou desligado do intervalo e o Nacional mais incisivo. Logo aos dois minutos, a bola sobrou para Igor na esquerda; o lateral avançou e bateu forte no gol, fazendo 1 a 0. O camisa seis comentou sobre o gol:

– “Eu já fiz um gol assim, acho que contra o Minas; o treinador pediu prá eu jogar mais na frente, aproveitei e fiz o gol”.

Mantendo a pressão, o time da Colônia conseguiu o seu segundo gol.  Aos sete minutos, Nem sofreu pênalti de Gaúcho. Ele mesmo cobrou e fez seu primeiro gol no campeonato, assinalando 2 a 0 no placar para a sua equipe.

Para o técnico do São Caetano, Paulo Henrique, a repentina chuva que caiu no intervalo, deixou o campo pesado e atrapalhou o desempenho de sua equipe:

– “Eu achei que essa água atrapalhou um pouco, nosso time é muito leve. Até no lance do pênalti, o Gaúcho deu o carrinho e não conseguiu parar”.

A equipe do Nacional enfrenta agora o XV de Novembro, no dia 09/11, às 10h30, no campo do Social. No mesmo estádio, dia 02/11, às 11 horas, a Fera Tijucana enfrenta a equipe da casa em busca da vitória novamente. O atacante Robinho comentou sobre a postura para o próximo jogo:

– “O nosso time tá no caminho certo. Não é essa derrota que vai fazer a gente mudar o nosso pensamento não”.

Outros jogos

XV de Novembro e Figueirense abriram a rodada na tarde de sábado (18), em Santa Cruz de Minas. O Figueira levou a melhor e venceu por 2 a 1, com gols de Diego e Cafú. Fechando a rodada dupla de domingo, no campo do América, o Social venceu o Minas por 3 a 0, com dois gols de Mineiro e um de Maicon.

Texto: Richardson Freitas / VAN

Foto: Suellen Jacques/ Liga Municipal de Desportos de São João del-Rei

São Caetano e Athletic encerram Campeonato da Base com títulos


O Campeonato da Base de São João del-Rei chegou ao fim na manhã do sábado (18). Após o último final de semana, onde Athletic e Nacional venceram no Infantil e Juvenil, foi a vez de serem conhecidos os vencedores das outras duas categorias do torneio. Foram realizados, no Estádio Joaquim Portugal, os dois jogos das finais entre São Caetano e Athletic, no Pré-mirim (sub-11), e entre Social e Athletic, no Mirim (sub-13). Na primeira partida, o São Caetano foi derrotado por 2 a 1, mas como havia vencido por 1 a 0 a partida  anterior, conquistou o título. No outro jogo, os meninos do galo são-joanense derrotaram novamente o Social - dessa vez por 2 a 1 - e sagraram-se campeões do Mirim.  

Na partida preliminar, os jogadores do Pré-mirim, apesar da pouca idade, fizeram um jogo bem movimentado. No primeiro tempo houve lances de perigo para os dois lados, mas foi na etapa final que saíram os gols. Anderson, aos 16 minutos, em um belo chute de fora da área, acertou o ângulo, marcando 1 a 0 para o Athletic. O São Caetano tinha a vantagem do empate e, no lance seguinte, conseguiu fazer 1 a 1 com um gol de Gustavo Lara, que havia entrado no lugar de Nathan. Necessitando de gols, o galo são-joanense partiu para cima e fez 2 a 1 para o time da casa, mas de nada adiantou; com o gol feito na casa do adversário, o título foi mesmo para a Fera Tijucana.

Roberto de Oliveira, da comissão técnica da equipe, comentou sobre os desafios para chegar ao título:

– “Apesar de termos dificuldades por sermos de uma comunidade carente, a gente conseguiu encontrar uma armação para sermos campeões”.
Mesmo com a derrota, o técnico do Athletic, Alexandre Eloy, destacou o trabalho feito com a equipe:

– “Saio satisfeito, é um grupo guerreiro. Esse vice-campeonato vem para coroar um trabalho feito no ano todo e, por isso, eu também saio com gosto de campeão.”.
O artilheiro da competição na categoria foi Davi, do São Caetano. O goleiro menos vazado foi Gabriel, do Athletic, e o Troféu Disciplina ficou com a equipe do Minas.

Mirim

No outro jogo da final, o Athletic tinha a vantagem do empate, mas mesmo assim, partiu para cima e saiu na frente do placar. João Pedro, que havia feito o gol no primeiro jogo, marcou aos 20 minutos, após confusão na área. No segundo tempo, Gabriel aos 21 minutos, fez 2 a 0 com um belo gol, driblando dois adversários e tocando na saída do goleiro do Social. Precisando reverter o resultado, Pedro Henrique, que foi o artilheiro da competição, aos 24 minutos, diminuiu de cabeça para o Xavante do Matozinhos. Mas, a reação parou por aí e o título foi mais uma vez para o galo são-joanense, que também venceu a competição no ano passado.


O técnico Tiago Augusto, do Athletic, comentou sobre o que os levou à conquista:

– “É muito trabalho, mas os meninos são dedicados, treinam campo e futsal que dá uma base muito boa para eles e pelo fato de  também ser o treinador do futsal, isso ajuda bastante”.

Mesmo com o vice-campeonato, o técnico Kaká, do Social, frisou  a relevância de se trabalhar com as categorias de Base:

– “O título é importante, mas o mais importante é participar da formação desses meninos, para que futuramente eles possam fazer a transição de categorias”.

Além do artilheiro Pedro Henrique, que ressaltou a participação dos companheiros no prêmio, foram premiados também Eduardo, do Athletic, como goleiro menos vazado, e a equipe do Social, como a equipe mais disciplinada. 

Texto: Richardson Freitas / VAN
Fotos: Leonardo Duque 

Clássico são-joanense não sai do zero na 1º rodada do returno


O clássico mais antigo de São João del-Rei não correspondeu às expectativas. Minas e Athletic fizeram um jogo sem graça e repetiram o 0 a 0 da primeira rodada. Apesar de não ter vencido no domingo (12), o galo continua líder da competição, com 14 pontos. A rodada também marcou a estreia de Beto. O meia será um espécie de jogador e treinador. Mesmo sem a vitória, o resultado não foi dos piores para o leão da Biquinha, já que conseguiu parar o primeiro colocado da competição.

Precisando de um resultado positivo, o Minas mudou o esquema de jogo e foi para campo com três zagueiros. Segundo o treinador Luís, o time entrou com outra postura para tentar surpreender o adversário. O professor ainda completou contando que o leão da Biquinha vem fazendo boas partidas, mas acaba pecando um pouco nas finalizações.

Apesar de Beto ainda continuar no comando do Athletic, o galo foi obrigado a colocar outro nome como treinador. A solução foi caseira e Tiaguinho assumiu a responsabilidade. Antes da partida ele comentou sobre sua função:

– “Vou ficar aqui para dar uma força para o grupo, mas o treinador é o Beto, só que ele vai ficar como jogador também; ele vai começar no banco de reservas. Vai orientar normalmente como treinador e se necessário ele vai entrar e ajudar dentro de campo”.

Após o jogo, o capitão Careca explicou que o time sentiu um pouco a ausência do camisa 5. Ainda confessou que o time não esteve bem em campo, mas que iriam acertar os erros durante a semana.

Beto, agora jogador e treinador, bem que tentou algumas jogadas no segundo tempo. O camisa 10 entrou no lugar de Marco Aurélio, que deixou o campo irritado. Apesar da presença do meia, o Athletic não conseguiu furar a zaga bem postada do Minas.
Mesmo sem vencer, o Athletic continua líder, com 14 pontos. O Minas com o empate encostou no XV, com 6 pontos ganhos, e ainda sonha com a vaga no G-4.

Novo vice-líder – No último domingo (12), São Caetano e XV de Novembro fizeram o primeiro jogo das equipes no segundo turno, no campo do Athletic. O calor atrapalhou um pouco a partida mas não faltou vontade aos dois times em busca da vitória. O jogo foi marcado pela virada do Clube tijucano, graças à estrela de Tchusca, que entrou no decorrer da partida. O meia foi decisivo e participou dos dois gols da pantera. Com a vitória de 2 a 1, o São Caetano é o vice-líder da competição, com 13 pontos. Já o XV, estacionou com 6 no campeonato.

Outro empate – Parecia que o Social quebraria a sequência de empates diante de sua torcida na 8ª rodada do Campeonato Amador. O atacante Mineiro abriu o placar aos 38 do segundo tempo. Mas quatro minutos depois, Edson, do Nacional, bateu uma falta, deixando tudo igual na partida. Com o empate, o Nacional conseguiu um ponto valioso, abrindo quatro de vantagem para o quinto colocado. Já o Xavante do Matosinhos, perdeu a vice-liderança da competição.

Texto: Diego Cabral e Rafael Silveira / VAN

Foto: Suellen Jacques

Athletic e Nacional são campeões do Torneio de Base em SJDR


O torneio de Base de São João del-Rei conheceu seus vencedores na manhã de sábado (11), no campo do Athletic. Os donos da casa confirmaram a vantagem do primeiro jogo e se sagraram campeões na categoria infantil em cima do Minas. Na disputa do Juvenil, o jogo acabou em confusão generalizada. O Nacional perdeu de 1 a 0 para o Galo Sanjoanense, mas como havia vencido o primeiro jogo por 3 a 0, levantou o caneco.

O time do Athletic veio com uma vantagem de 1 gol e era necessário administrar a partida. Seria isso, se o Leão da Biquinha não atacasse. Porém, já no início do jogo, o Minas foi com tudo para cima do alvinegro e mostrou raça na tentativa de buscar o gol. Já aos 17 minutos, o garoto Andrei tentou abrir o placar para o Minas, porém não teve uma boa conclusão. Após    quatro minutos, Vinicius também levou perigo ao gol alvinegro.

Aos 23 minutos, Guilherme Santiago, do Athletic, fez um belo cruzamento dentro da área de defesa do Minas e seu companheiro Vitor não perdeu a oportunidade, abrindo o placar. O primeiro período do jogo seguiu sem mais lances importantes, tendo somente uma boa chance de falta para o Athletic aos 36.

Após o intervalo, o jogo foi muito disputado, mas bem administrado pelos meninos do Alvinegro. O técnico do Minas fez cinco alterações durante o período, sempre procurando mexer nas laterais do time para dar mais velocidade e usar os contra-ataques.

Mas foi o Athletic, aos 12 minutos, que chegou ao gol. Guilherme Santiago aproveitou o rebote dentro da área e voltou a marcar para o Athletic. Aos 35 minutos, o juiz apitou para o centro de campo, tornando o Athletic, pela quarta vez, o campeão do Campeonato Municipal Infantil.

Em conversa após o jogo, o Técnico do Athletic, Magno, ressaltou a qualidade dos meninos do time:

– “O Athletic está no caminho certo. Agora precisamos de incentivo e não ficar somente em São João; começar a pensar em disputar o Mineiro”.

O jogador Guilherme Santiago, que foi figurinha importante nos dois jogos da final, marcando quatro gols, afirmou:

– “É muito bom ser campeão dentro de casa com a torcida ao lado. Em todo o tempo o time veio respeitando o outro clube, pensando como se fosse 0 a 0, pensando na vitória”.
Pelo Minas, o técnico Preto e o jogador Andrei, comemoraram o vice-campeonato. “Foi muito legal chegar à final. O mais importante para a gente é conseguir manter esses meninos no caminho certo”, ressaltou o treinador do Leão da Biquinha.

Juvenil – O segundo jogo do dia foi marcado pela falta de esportividade. Nos minutos finais do segundo tempo, jogadores do Nacional e do Athletic iniciaram uma confusão que deu fim à partida. Muitos torcedores invadiram o campo, piorando a situação. O Nacional, que havia vencido a primeira partida por 3 a 0, não conseguiu repetir o bom desempenho e perdeu a partida por 1 a 0. A vantagem do saldo de gols deu ao time da Colônia o título do torneio, que comemorou muito dentro da casa do adversário.




Texto: VAN/Carolina Colombi e Camilla Silva

Fotos: Camilla Silva e Diego Cabral

São Caetano decide no primeiro tempo


Precisou apenas do primeiro tempo para o São Caetano resolver o jogo contra o Figueirense.  A Fera Tijucana deu uma de Alemanha e marcou três vezes em menos de cinco minutos. O jogo que foi disputado no campo do Social levou a torcida do Tijuco ao delírio com a  vitória de 6 a 1, no Campeonato Amador. A rodada de sábado (4 de outubro), que precedeu a eleição, também marcou as pazes de Baratinha com o gol: o atacante fez o famoso “Hack Trick” e agora soma 5 na competição.

“A gente precisava de uma vitória dessas, porque nós viemos de duas derrotas consecutivas (Athletic e Social), que não é o costume do São Caetano, e hoje jogamos certo. Fizemos os gols que tínhamos que fazer e graças a Deus saímos com os 3 pontos”, comentou Deivison, zagueiro e capitão do São Caetano. 

O São Caetano começou sem dar chance para o adversário e logo aos 10 minutos, Baratinha aproveitou escanteio de Cassinho e raspou de cabeça para abrir o placar. O meia Dudu e o atacante Robinho também se destacaram na partida.  O primeiro tempo terminou com o placar de 4 a 0.

Na volta do intervalo, Baratinha marcou o terceiro dele na partida. Jordano, que tinha acabado de entrar, marcou o gol de honra do Figueira e, aos 29 minutos da etapa complementar, Dudu fez seu segundo no jogo e passou a régua.

Antes da partida, o treinador Paulo, do São Caetano, falou da importância de vir de um resultado positivo:

– “Um degrau de cada vez. Isso dá moral para gente. A gente vinha de duas derrotas depois ganhamos do Minas. Acho que a gente jogou bem”.

Apesar da  vitória, a Fera Tijucana teve uma semana difícil. O volante Feijão rompeu o tendão do tornozelo e não deve jogar mais. Por outro lado, o artilheiro do último campeonato, Tiquinho, está quase de volta aos campos: o centroavante ficou no banco de reservas e deve ganhar ritmo nas próximas partidas. 

Com a vitória de 6 a 1, o rubro-negro do Tijuco subiu para o terceiro lugar com 10 pontos ganhos, ultrapassando o Nacional da Colônia. Com a derrota, o Figueira continua na lanterna e ainda não venceu na competição.

Texto: VAN/Diego Cabral

Foto: Willian Carvalho

Mestre Telê e a sua trajetória em São João del-Rei



Telê seus irmãos Atiê, Jorivê e equipe do América em 1948

Quem poderia imaginar que um dos maiores técnicos da história do futebol mundial saiu do campo na Avenida Leite de Castro? O franzino garoto Telê Santana da Silva foi jogador e filho do fundador do América de São João del - Rei. Aos 18 anos, foi para o Rio e Janeiro e começou uma das mais ricas trajetórias do futebol brasileiro.  

Nascido em Itabirito, em 1931, Telê foi criado pela tia, porém com o falecimento de dona Maria Faustina da Silva, o garoto teve que se mudar para a casa dos pais, em São João del-Rei. Chegando à cidade, o jovem não poderia ter encontrado um cenário melhor: Seu pai João Veríssimo da Silva, tinha fundado o América Recreativo e Futebol. “O Sr. Zico (pai), era presidente e treinador, ele dominava a coisa, era bravo e não admitia moleza em campo”, conta o Sr. José Dilascio Teixeira, primeiro secretário do clube, hoje com 88 anos.

Em São João del-Rei, o adolescente prosseguiu com sua vida. Ex-colega de classe de Telê, Dona Zouma Maira Bassi lembra de uma curiosa história: “Eu ganhei de presente do meu avô uma caixa de lápis com 24 cores. O Telê pediu um, e eu falei que, se tirasse, ficaria incompleto. Ele foi na minha ausência e pegou um, eu briguei com ele e, como recompensa, ele meu deu uma caixa nova”, conta ela, que foi a primeira rainha do América e esposa do Sr. José Teixeira.   

João Veríssimo da Silva?

A paixão pelo futebol de Telê Santana era algo comum na família. Seu pai foi goleiro do América Mineiro entre 1927 e 1928. Um fato curioso sobre o Sr. Zico era que, até a adolescência, era conhecido por outro nome. Segundo seu sobrinho Jorivê Jr., quando seu tio foi buscar o documento de identidade em Belo Horizonte, deixou sua impaciência falar mais forte: “Quando vovô saiu do interior - e naquela época tudo era mais difícil - para procurar sua certidão de identidade, chegou lá, tinha uma com o nome João Veríssimo. A partir daí, ele adotou esse nome, se casou e foi sepultado com ele”, conta Jorivê.


Ata oficial do América com assinatura do Pai de Telê e do Sr, José Teixeira

Há controvérsias

Após se destacar nos gramados são joanenses, Telê despertou a atenção de pessoas ligadas a clubes cariocas. Porém, sua saída do América rendeu várias histórias. Para muitos, o jogador foi para o Rio de Janeiro jogar no Fluminense. Entretanto, há uma história, contada pelo seu sobrinho, Jorivê Jr., de que, na verdade, Telê teria ido para o Botafogo. Na sede do time da estrela solitária, um olheiro do Fluminense teria pedido ao jogador que “pulasse o muro” para ir jogar na equipe das Laranjeiras. 
Seu pai, que se importava com a palavra empenhada, não queria que o filho jogasse no Fluminense, pois já tinha se comprometido com o Botafogo. Apesar dos esforços do Sr. Zico, Telê vestiu a camisa tricolor. 

Jogador e Treinador

No time carioca, Telê ganhou reconhecimento nacional. Tanto que foi organizado o concurso “Dê um slogan para Telê Santana e ganhe 5 mil cruzeiros”. O apelido escolhido foi “Fio de esperança”, pois o jogador era franzino, pesava 57 kg. Ainda como jogador, teve passagens por Guarani, Madureira e Vasco da Gama. 

Iniciou sua carreira de treinador nas categorias de base do Fluminense. Posteriormente, treinou o time profissional. Foi campeão carioca pelo time tricolor, em 1969. Pelo Atlético Mineiro, foi campeão brasileiro em 1971. Passou pelo Botafogo, Grêmio e Palmeiras, até chegar à Seleção Brasileira, em 1980, que, para muitos, foi o melhor time de todos os tempos. Após os derrotas nas Copas de 1982 e 1986, Telê foi taxado de “pé frio”, mas nem por isso se deixou abater.  “Telê era um cara centrado, nunca se lastimava, sempre focado. Muito alegre na família e muito carrancudo fora”, revela o sobrinho Jorivê Jr. 

Apesar de ter retornado algumas vezes a São João del - Rei, alguns integrantes da velha guarda do América  ficaram ressentidos com a ausência de Telê na cidade. Segundo José Teixeira, primeiro secretário do clube, o treinador não deu atenção ao clube são joanense. 
Depois das derrotas em copas, Telê deu a volta por cima, consagrando-se bicampeão mundial pelo São Paulo. 

O mestre Telê faleceu em abril de 2006, aos 74 anos. O vice-presidente do América Celso Pinto se comprometeu a manter viva a memória do treinador: “Faço questão de procurar os clubes que Telê tem uma história, para fazer viva a sua memória. Fala-se muito em Itabirito, mas a verdadeira história foi em São João del-Rei. Foi a escada para alcançar algo maior na vida.” 

Telê com o troféu do mundial de clubes

Texto: VAN/Diego Cabral, Barbara Barreto e João Henrique Castro 
Foto de Capa: Face do América, divulgação 
Foto Documento: Diego Cabral
Foto Final: Divulgação 

Athletic sai em desvantagem na final da Taça Record



Em jogo tenso no estádio Joaquim Portugal, Athletic e Chapadão fizeram uma partida digna de uma grande final. Teve de tudo na derrota por 2 a 1 do Galo são joanense: arbitragem contestada, confusão na arquibancada e muita provocação em campo, na tarde de domingo (1). Com o resultado adverso, o clube alvinegro precisa de uma vitória em Alfenas para levar o jogo para a prorrogação. 

De forma surpreendente, os visitantes abriram o placar aos 3 min. Em jogada individual, Léo Mineiro (ex- América MG e Atlético PR), passou pela zaga e bateu por baixo do goleiro. “Apesar do nosso erro, eu acho que foi falta no Cicinho (lateral)”, reclamou o zagueiro Daivison.

Com o gol, o Athletic acordou, criando várias oportunidades. Em uma delas, Edson perdeu dentro da pequena área grande chance de igualar a partida. A velha máxima do futebol “quem não faz, leva” fez mais uma vítima e, no minuto final, o pequeno Japinha nem precisou subir para cabecear e ampliar a vantagem. O veloz atacante falou sobre o jogo: “As duas equipes mostraram um futebol envolvente, nenhuma das duas equipes se conheciam, foi um jogo 'pegado'”.



Precisando reverter o placar, o time da casa continuou pressionando até que, aos 17 minutos da etapa final, Nem fez bela jogada e cruzou para Edson pegar de primeira, diminuindo o marcador. A partir daí, o Athletic se mandou para o ataque e deu muito trabalho para o goleiro Flávio Moranga, que foi um dos destaques da partida e impediu o empate. Com a derrota, o treinador Pulo Rogério prometeu trabalhar durante a semana para reverter a situação. Agora com o placar adverso, o Galo de São João del- Rei precisa de uma vitória simples para levar para a prorrogação, para continuar sonhando com o título inédito.

Polêmica

O final do jogo foi marcado por muita confusão. Os jogadores trocaram empurrões e ameaças para o jogo de volta. O clima tenso passou para as arquibancadas e as duas torcidas também se estranharam. Pelo lado são joanense, sobrou muita reclamação, em relação ao trabalho do árbitro Filemon da Silva, por causa de uma não marcação de um pênalti e um gol anulado do zagueiro Davison, além dos acréscimos que foram considerados insuficientes. “No gol de cabeça ninguém viu nada, o próprio goleiro deles falou que não foi nada”, relatou o treinador.  

Texto: VAN/ Diego Cabral e João Henrique Castro
Fotos: Arthur Caldas




Zuenir Ventura no 8º Felit


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