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Alunos do Nast Araçá apresentam o espetáculo “Vidas Insustentáveis”


Neste fim de semana, os alunos do Núcleo de Arte e Sustentabilidade, programa de extensão da Universidade Federal de São João del – Rei (UFSJ) que atua em diversas comunidades promovendo vivências artísticas, visando ampliar o debate sobre a sustentabilidade, apresentam o espetáculo “Vidas Insustentáveis”, às 20h, no Solar da Baronesa.

De acordo com o diretor do Programa de Extensão e professor do curso de Teatro Adilson Siqueira, o evento é uma “performance comunitária ecopoética” que dialoga com os principais temas que configuram o conceito de Sustentabilidade, a saber: Justiça Social, Autodeterminação, Cultura de paz, Democracia, Qualidade de vida e Meio Ambiente. 

Ele afirma ainda que os alunos membros do Programa realizaram, ao longo do ano de 2012, vivências, exercícios e debates que levaram à criação cênica construída a partir destes temas, relacionados com a comunidade onde vivem, tendo como resultado uma obra que discute problemas enfrentados pelos alunos, crianças e jovens entre 8 e 14 anos.

Segundo Adilson Siqueira, as oficinas foram conduzidas pelos Arte-vivenciadores Comunitários e pelos bolsistas do Programa Camila Ribeiro e Genilson Ferreira, além de Victor Góis, colaborador voluntário do Programa. 

“Já estamos há um ano trabalhando com o espetáculo. O interessante é que tudo foi feito por eles, só demos uma organizada. Apesar de ser amador, a expectativa é ótima.”, comenta Genilson.

O resultado é uma “performance em movimento”, em que o público é conduzido pelos próprios atores para o local onde ocorrerão as cenas. A estreia é nessa sexta, 28, e vai até o domingo. A entrada é franca.

VAN/Mayara Mateus
Foto: Mayara Mateus

Movére mescla performance, música e interação em releitura da obra de Hilda Hist


A obra “Tu não te moves de ti”, da escritora Hilda Hist, ganhou cara nova em releitura feita nesse fim de semana, no Centro Cultural Feminino, por integrantes do Movére, grupo de pesquisa da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), processo ecopoético de treinamento para o ator-dançarino e de construção da cena espetacular que busca desenvolver novas poéticas cênicas, técnicas e dramaturgias corporais baseadas numa cultura de sustentabilidade.

O espetáculo, que já vinha sendo montado há mais de um ano, combinou o texto da autora, vídeos, música e interação com o público, que foi inserido na encenação. O enredo girou em torno do casal de mortos vivos Ruth (Giselle Mara) e Tadeu (Genilson Ferreira) em seus momentos, ambientes e personagens que se confundem. 

Para a espectadora Telma Freitas, que assistiu à peça duas vezes, foi muito bacana a proposta de integrar e movimentar o público de acordo com o espetáculo. “Nada estava cem por cento preparado, cada cena foi um encaixe diferente que superou minhas expectativas”, completa a atriz Giselle.

O professor do curso de Teatro da UFSJ e diretor do espetáculo Adilson Siqueira elogiou a atuação do grupo e comentou sobre a recepção do público. “Eles se saíram muito bem, colocando em prática o treinamento feito no decorrer do ano. Quanto ao público, sempre há os dois lados, teve gente que voltou para ver e os que simplesmente não gostaram”, afirma Adilson.

O projeto “Tu Não Te Moves de Ti” teve o elenco composto pelos alunos de Teatro: Ana Flor Rocha, Camila Ribeiro, Genilson Ferreira, Giselle Mara, Priscilla de Seixas, Thaissa Gömöry e Zilvan Lima. A produção e direção técnica contaram com Fernanda Junqueira e Virgílio Dangelo.

Mayara Mateus e Thais Lacaz
Foto: Mayara Mateus

Teatro Municipal apresenta adaptação de Nelson Rodrigues


Neste domingo, 25, às 20 horas, as cortinas do Teatro Municipal de São João del-Rei se abrirão para exibir o espetáculo “Fantasmas da Mente”. A peça, dirigida por Luciana Munizz e Bruna Capanema, da Cia. Beira Cena, é uma adaptação da obra “A mulher sem Pecados”, de Nelson Rodrigues. O ingresso é 1 kg de alimento não perecível, que será remetido a entidades de caridade de São João del - Rei.

“Fantasmas da Mente” é fruto de uma disciplina do curso de Teatro da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). O elenco é composto por Bruna Capanema, Jheycy Cynnelly, Kíssia Helen, Luciana Munizz, Samuel Leal, Sanderson Leal e Taís Caroline. A organização da peça conta com dois técnicos, que também cursam Teatro e fazem parte da Cia Beira Cena: Webert Souza (sonoplastia) e Reginaldo Bastos (iluminação).

Levar a peça para outros locais foi uma iniciativa da Cia Beira Cena. “A gente apresentou no Fetuba [Festival de Artes Cênicas de Ubá], no Face [Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete] e em Coronel Xavier Chaves, em um evento cultural da cidade, em novembro do ano passado”, diz Luciana Munizz. Segundo ela, “a peça é uma forma de divulgar o trabalho e trazer as pessoas de uma forma acessível para o teatro”.

“A gente se esforçou bastante para montar o espetáculo, e tivemos um resultado positivo. Então, resolvemos trazer a apresentação, que retrata temas recorrentes na sociedade, para fora do ambiente universitário”, opina Bruna Capanema.

A trama é composta por sete personagens, que possuem alguma relação com o protagonista, Olegário (Samuel Leal). “Olegário é amargurado e neurótico, vê fantasmas e escuta vozes. Além disso, está inválido numa cadeira de rodas. Isso afeta a vida do casal, pois ele passa a vigiar a esposa de diversas formas”, declara Samuel.

“Eu faço a personagem Lídia, que é a atual esposa do Olegário. Aparentemente, ela é fiel ao marido, mas ele não acredita em sua fidelidade e, por isso, fica atormentando a esposa, até que, no final... temos uma surpresa”, revela Jheycy Cynnelly.

De acordo com Luciana Munizz, “essa é uma peça psicológica do início ao fim, que chama bastante atenção, pois remete á alguns casos da sociedade e quem assistir vai sair do teatro comovido com a história e seu final”.

VAN/ Marina Ratton
Foto: Marcius Barcelos

Tiradentes em Cena proporciona ação nas escolas da cidade



Apresentação do espetáculo Cata Riso

Entre os dias 11 e 18 de maio, aconteceu, na cidade histórica de Tiradentes, a 1ª Edição da mostra de teatro “Tiradentes em Cena”. Com diversas apresentações da população local e de artistas famosos, a mostra teve significado especial ao levar para os alunos da cidade a possibilidade de encontro cultural e experiências artísticas.

O evento foi idealizado pela jornalista Aline Garcia, que tinha como objetivo disseminar e proporcionar uma democratização da arte. Essa proposta teve ação direta nas Escolas Marília de Dirceu e Basílio da Gama, da cidade de Tiradentes, além das apresentações de teatros e peças para adultos e crianças nas praças.

De acordo com a supervisora da Escola Municipal Marília de Dirceu, Samaritana Araújo, este foi um evento que incentivou amplamente a participação das crianças e escolas e, sobretudo, favoreceu o processo de construção cultural das crianças. Além de ter proporcionado à elas a liberdade de desenvolver seu lado artístico.

"Tem crianças na nossa escola que têm facilidade para apresentação, para escrita, então, se elas souberem que têm esse incentivo, mais prazeroso e interessante vai ficar para elas. Muitos fazem poesia, rap, história em quadrinho. Então, quando a gente tem um dom artístico, se a gente sabe que, lá na frente, vai ser valorizado, vai ter uma abertura para trabalhar isso, mais vai despertando a criatividade, o interesse. Ainda mais se a cidade dá suporte para trabalhar isso", afirma a educadora.

Um dos espetáculos destacado pelos alunos do Marília de Dirceu foi “Marionetes a fio”, da Companhia de Inventos. O espetáculo buscou explorar temas do dia-a-dia de forma cômica, com a utilização de marionetes confeccionadas com sucata. Samaritana afirmou que as crianças adoraram e que a atividade conseguiu despertar a atenção e a curiosidade do início ao fim.

Segundo Inês Nascimento, 11 anos, é difícil decidir qual foi sua atração preferida. "Ah, eu gostei de tudo, não consigo escolher, gostei dos bonequinhos dançando. Foi muito legal", conta.

A escola parece estar repleto de novos talentos. Antônio Soriano e Luiz Henrique Santana, 10 anos, já estão inseridos na arte. O primeiro constrói raps e apresenta para os colegas nos eventos da escola; já Luiz Herinque Santana faz parte do grupo de Teatro Entre & Vista, que, há 20 anos, contribui para o desenvolvimento artístico-cultural de Tiradentes. "Eu gosto de desenhar, fazer poesia, apresentar peças. É muito bom", afirma o menino.


Integrantes do Atelier Arte Pela Terra

O evento contou também com a presença de diversos grupos locais, dentre eles, o Ateliê Arte pela Terra, projeto da arte-educadora Patrícia Martins. O Ateliê apresentou o espetáculo “Cata Riso” que, com muito humor, desempenhou a função de "limpar" a cidade, com a ajuda da personagem Lindona.

De forma divertida e elegante, o grupo vai realizando a coleta seletiva da cidade e sugerindo que adultos e crianças criem hábitos mais responsáveis. E avisa também que tudo isso pode ser feito de forma divertida e com muita arte.

Para Patrícia, a arte levada aos ambientes educacionais proporciona uma ampliação no horizonte das crianças, dos jovens e educadores. “Todas as pessoas deveriam ter algum contato com as artes, pois, através delas, aprendemos coisas importantes que não estão presentes na educação formal, como, por exemplo, o desenvolvimento da imaginação, da criatividade e do senso estético”.

A educadora afirma ainda que o objetivo do evento foi alcançado com êxito. “O que nós esperamos são os aplausos, os sorrisos e que deixemos no coração das crianças o exemplo de que cuidar do meio ambiente pode ser algo divertido e prazeroso. Os aplausos e risadas nós conseguimos, e espero que as sementes nos corações possam germinar e dar frutos”, afirmou Patrícia.


VAN/Mayra Coimbra, Sarah Rios
Foto: Reprodução



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