PLANO DIRETOR É DISCUTIDO EM CARRANCAS

A cidade recebe visita técnica da Fundação João Pinheiro durante esta semana. Saiba mais!

ONG ATUAÇÃO AJUDA A ELIMINAR RESÍDUOS DA NATUREZA

Dentre os objetos recolhidos na cidade estão materiais escolares e de saúde bucal. Veja!

ENSAIO FOTOGRÁFICO: CAVALGADA DA INCONFIDÊNCIA

Os cavaleiros percorreram a Estrada Real, no trecho entre Tiradentes e São João del-Rei. Confira!

ÍDOLOS DO FUTEBOL FRANCÊS COMANDAM PROJETO NO SOCIAL

A iniciativa visa atender crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Veja!

CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

Entre os problemas estão o estado de sujeira e o acúmulo de barro após período chuvoso. Confira!

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Barbacena se torna referência no tratamento de doenças mentais



O tratamento de doenças psiquiátricas em Barbacena já foi até tema do livro-reportagem “Holocausto Brasileiro”. Nele, o fotógrafo Luiz Alfredo relatou os horrores no manicômio da cidade que foi fechado em 1980. Hoje, dados do Ministério da Saúde apontam que, em relação ao tema Reforma Psiquiátrica, o município pode ser considerado um dos grandes exemplos do país. A cidade conta com 24 residências terapêuticas e mais de 150 moradores.
 
Lucimar Pereira, pedagoga, coordenadora do Museu da Loucura e funcionária do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB/FHEMIG), ressaltou que a mudança na forma de tratamento melhorou a forma pela qual os moradores reconhecem o trabalho realizado na cidade

- “No passado, a cidade ignorava a existência do hospital por ele ter uma carga negativa. Acredito que atualmente essa imagem foi mudada graças às grandes transformações ocorridas no tratamento dos portadores de sofrimento mental e, hoje, o hospital é referência na área de saúde mental”.

De acordo com a Coordenadora de uma das Residências Terapêuticas, Leandra Vidal, a doença mental predominante na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais(FHEMIG) é a esquizofrenia, que consiste na perda de contato com a realidade, alucinações, delírios, alterações de desempenho e falta de motivação.

No ano de 2006, a Campanha da Fraternidade teve como tema a inclusão de pessoas com deficiência. A arquidiocese do município, que teve papel fundamental na mudança de tratamento dos pacientes, disponibilizou uma verba para que os moradores que habitam as residências terapêuticas tivessem vida fora do hospital. Muitos possuem empregos e frequentam cursos profissionalizantes oferecidos especialmente para pessoas com distúrbios mentais em tratamento.

“Ainda hoje o portador de sofrimento mental carrega o peso do preconceito, porque a sociedade ainda carrega no olhar este preconceito em relação à pessoa doente. O estigma é se olhar com diferença: o preço de ser diferente”, finalizou Lucimar Pereira.

A cidade dos loucos

Barbacena ficou conhecida como “Cidade dos Loucos” em função dos sete hospitais psiquiátricos que abrigou até hoje. Essa grande quantidade de casas é justificada pela temperatura da cidade, que por ser muito fria, deixaria os “loucos” menos arredios. Em seu auge, o hospital chegou a abrigar por volta de cinco mil pacientes que chegavam de todos os cantos do país em um trem que ficou conhecido como “Trem de Doido”.

A maioria das pessoas que entravam no hospital não saíam nunca mais. Os internos viviam em total abandono. Alguns relatos indicam que os internos andavam nus e descalços e eram forçados a comer comida crua. Para abrigar tanta gente, as pessoas dormiam juntas, as camas eram retiradas e feno era espalhado pelo chão. Eles conviviam com ratos e muitos morriam de desnutrição, desidratação e de outras doenças comuns. Pelo menos 60 mil pessoas morreram neste hospital.

No fim da década de 70, muitas denúncias começaram a ser feitas contra o tratamento desumano que internos recebiam. O ideal é que a pessoa portadora de necessidades mentais não seja retirada de seu ambiente familiar e não fique trancada em um hospital.

Texto: Ana Luiza Fonseca/ VAN
Foto: Divulgação/Luiz Alfredo/Revista O Cruzeiro

Resultado do LIRAa aponta alto risco de Dengue em SJDR

Índice foi de 6,5%, considerado acima do recomendado pelo Ministério da Saúde. 


São João del-Rei está em alerta. O resultado do 2º Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) do ano, divulgado na terça-feira (10), apontou a existência de alto risco de transmissão de dengue na cidade histórica. O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 5 de março, pelos agentes do setor de Endemias da Secretaria de Saúde, que encontraram 147 focos do mosquito nas 1800 casas visitadas. Com isso, o Índice de Infestação Predial foi de 6,5%, sendo que o aceitável pelo Ministério da Saúde é de apenas 1%. No mesmo período do ano passado foram encontrados 92 focos e no primeiro LIRAa do ano, em janeiro, 63.

Os bairros registrados com maiores índices de infestação foram a Vila Santa Terezinha, com 13 focos, Alto das Mercês, com 12, e Dom Bosco, com 11 focos. O Fábricas e Recreio das Alterosas tiveram nove focos em cada um. Já o Guarda-Mor e Conjunto Habitacional do IAPI apareceram com cinco e o Residencial Girassol com quatro casos.

Segundo o coordenador de Endemias, Jean Vilela, o aumento no índice é consequência do armazenamento incorreto da água nas casas. “Com a crise hídrica, muitas pessoas estão armazenando água em reservatórios particulares de maneira inadequada. Isso ajuda na eclosão do mosquito”, afirmou.

Vilela comentou também que a mudança do larvicida utilizado contribuiu com o resultado:

– “Usamos um larvicida por 14 anos que eliminava a larva no próprio reservatório. Faz seis meses que estamos trabalhando com outro produto, que é o regulador de crescimento larvário, que não elimina a larva. Caso ela se desenvolva até a fase adulta, esse produto leva à esterilização do macho, impedindo a transmissão da doença. É um produto eficiente, mas acaba influenciando no aumento do índice por não eliminar a larva”.

O coordenador ainda pediu o compromisso da população:

– “Todos têm que ajudar. Quem for guardar água em casa, deve procurar informações de como fazer corretamente”.

A comerciante Vânia Aparecida comentou que deixou de estocar água da chuva pelo medo da dengue. Já o aposentado Antônio de Souza armazena água, mas toma todas as medidas preventivas. “Deixo todos os reservatórios fechados”, ressaltou. Souza ainda advertiu quem quer guardar água em casa,  dizendo que devem “buscar informações, perguntar os agentes como fazer”, afirmou.

Ações pós-LIRAa 

O coordenador Jean Vilela afirmou que será feito um trabalho de orientação, principalmente nos bairros que apresentaram um índice maior de infestação.  Segundo a assessoria da Prefeitura de São João del-Rei, no sábado (14), pela manhã, será realizado, por agentes do setor Endemias, nos bairros Dom Bosco, Bela Vista, Araçá e São Geraldo, um movimento de intensificação ao combate do Aedes aegypti

O setor de Endemias enfatiza a participação da população na luta contra a dengue e esclarece que recebe denúncias de possíveis focos do mosquito. Além disso, solicita que em caso de suspeita de Dengue, comunique imediatamente o setor, para que o local seja averiguado. Até o momento foram sete as notificações e duas as confirmações da doença. O telefone para contato é (0**32) 3379- 1565. 

Texto: Richardson Freitas
Foto: Divulgação

Campanha Novembro Azul 2014


A secretaria de saúde de São João del-Rei, em parceria com as unidades básicas de saúde, aderiram à campanha Novembro Azul, com o intuito de conscientizar a população masculina sobre o câncer de próstata. A campanha tem sido referência na missão de orientar os homens a cuidarem melhor da saúde e se consultarem com maior frequência, a fim de realizarem exames regulares por meio do toque retal e do PSA anual.

O câncer de próstata é a segunda modalidade mais frequente entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. Estatísticas da Sociedade Brasileira de Urologia apontam que a cada seis homens, um é portador da doença. A estimativa é de que, em 2014, 69 mil novos casos sejam diagnosticados, ou seja, há descoberta de um novo caso  a cada 7,6 minutos. Visando a diminuição da mortalidade nesses casos, é recomendado que o homem, a partir de 50 anos, procure seu urologista para discutir a necessidade de realização do exame. Aqueles com maiores riscos da doença (história familiar, raça negra) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos. 

“Fiquei sabendo da campanha pela minha agente comunitária, que me motivou a comparecer no posto para fazer o exame. Confesso que resisti um pouco, mas no final vi que é melhor prevenir”, contou Antônio Rosa Sena (46).

O Centro Viva Vida fica localizado na Avenida Leite de Castro, nº 1941, próximo ao parque de exposição. Para marcar a consulta com o urologista é necessário um encaminhamento e PSA recente. O exame e a consulta são gratuitos.


Durante todo o mês de novembro, o Programa Saúde da Família (PSF) vai desenvolver atividades, ações e palestras informativas para a população masculina de São João del-Rei. A enfermeira Wictória Oliveira ressaltou a importância da campanha:

– “Todos os anos a campanha é um sucesso. Os exames são feitos durante todo o ano, mas em novembro a procura triplica, devido à divulgação, dando um retorno positivo. Isso é muito satisfatório, pois a cura é de 90% quando o câncer é diagnosticado no início”. 

O Dr. Bruno Hunnber afirmou que todo homem a partir dos 50 anos deve procurar a unidade de saúde mais perto de sua casa para realizar os exames. “Os homens têm que se prevenir, pois eles são mais resistentes à ideia de ir regularmente ao médico e, por isso, acabam descobrindo a doença em estágio já avançado", advertiu o médico. 

Texto: Tatiana Maria da Silva / VAN
Foto: Tatiana Maria da Silva

Dengue: Diminui o risco de infestação em SJDR


O resultado do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado pelo setor de Endemias da Secretaria de Saúde, nos dias 21,22 e 23 de outubro, divulgado na sexta (24), apontou que em São João del-Rei existe um baixo risco de infestação do mosquito transmissor da Dengue. O índice atual ficou em 0,7%, dentro do recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%.

Os outros dois levantamentos foram realizados em janeiro e março deste ano. Na ocasião, os resultados obtidos foram de 3 e 4,2%, que são considerados de médio e alto risco, como explica o coordenador do setor, Jean Vilela, que também comentou sobre o resultado atual:

– “O levantamento atual apontou um índice de 0,7% que, de acordo com o Ministério da Saúde, é aceitável, por 1% ser considerado de baixo risco. Acima deste indicador, até 2,9, é considerado de médio risco e acima é considerado alto risco de epidemia de Dengue”.

Foram visitadas cerca de 1800 residências sorteadas aleatoriamente durante o levantamento e, de acordo com Vilela, foram constatados 14 focos de Dengue na cidade:

– “Tivemos no bairro do Tijuco, onde encontramos três focos, Matozinhos, Alto das Mercês e Bela Vista, dois focos, Maquiné, Senhor dos Montes, Guarda Mor, Residencial São Caetano e Barro Preto, com um foco cada”.

Muitos moradores de São João del-Rei já estão conscientes em relação aos indícios de infestação da Dengue e, com pequenas medidas realizadas dentro de casa, buscam combater o alastramento do mosquito transmissor. A professora Maria Marcia Santos comenta sobre suas pequenas ações diárias:

– “Não deixo água acumulada, minha caixa de água é tampada, não deixo água nos vasos de flores, sem contar a faxina, não deixo nada jogado pelo quintal”.

Têunis Vieira de Almeida, servidor público, também aborda suas ações e ainda complementa destacando a importância de receber os agentes de saúde em casa:

– “Mantenho a caixa d’água tampada, os ralos sempre secos e recebo os agentes de saúde que todo mês vêm e conferem todos os ralos e verificam se toda a casa está dentro dos padrões”.

O estudante universitário André Tavares, que já contraiu a doença uma vez, contou que começou “a sentir dores no corpo e febre muito alta”. O estudante explicou ainda que demorou cerca de 10 dias para que estivesse totalmente curado. Durante esse período, Tavares tomava soro diariamente e remédios para amenizar as dores corporais. “Com certeza, depois que contraí a dengue, tomo muito mais precauções para combater o mosquito, não deixo mais água parada em jarros de flores e pneus, troco sempre água das plantas por areia, pois há o risco de pegar a doença pela segunda ou terceira vez”, ressalta o estudante.    

Alguns são-joanenses também opinaram sobre a necessidade de todos os cidadãos fazerem sua parte para combater os focos da dengue. A professora Santos explicou que é essencial cada um fazer sua parte, pois quando se previne, se evita o sofrimento do próximo. A comerciante Jamila Fares ainda ressalta que “se cada um fizer um pouquinho, ninguém, por perto, correrá o risco de adoecer”.

Texto: Richardson e Leonardo / VAN
Foto: Divulgação

Outubro Rosa – Mês dedicado à saúde da mulher


Durante o mês de outubro, em todas as partes do mundo, acontecem campanhas para a realização de exames gratuitos e palestras, para promover a conscientização sobre o câncer, doença que mata mais de 40% das mulheres com o diagnóstico tardio. Esta é uma informação do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama (GBECAN). Por isso, o mês de outubro é dedicado aos cuidados com a saúde da mulher. O “Outubro Rosa” é dedicado a luta contra o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. As chances de cura deste tipo de doença, se detectada em estágio inicial, são de quase 100%. A conscientização sobre o diagnóstico precoce é a principal marca da campanha. Mas as ações não devem ficar restritas somente ao mês de outubro.

A campanha teve início em Nova York, nos EUA, em 1990, e em 1997 começou a se espalhar pelo país. Atualmente é realizada em várias partes do mundo. No Brasil, a iniciativa começou em 2010 e já atinge boa parte dos estados. A campanha foi aderida por várias empresas e entidades, públicas e privadas, que divulgam o “laço” e a cor rosa, que são símbolos da campanha e da luta contra o câncer de mama.

A cidade de São João Del-Rei adere à campanha, mas ainda enfrenta alguns problemas pela falta de equipamentos para a realização dos exames preventivos. A programação na cidade não terá foco somente na saúde, mas também nos cuidados da mulher. “As ações estão localizadas nas unidades; este ano, inclusive, o PSF do bairro Guarda-Mor está com uma ótima programação, incluindo cursos de maquiagem, corte de cabelo, palestras, entre outras alternativas”, conta a enfermeira coordenadora de Atenção a Saúde da Mulher e da Criança, da Secretaria Municipal de Saúde de São João Del-Rei, Michele Rocha.

A estudante Ana Carolina (17) sabe a importância da prevenção do câncer de mama e ressalta que sua mãe a leva sempre junto para fazer o exame. “Chamei minhas amigas da escola para me acompanharem, porque nós sabemos o quanto é importante se prevenir”, declarou.

A Secretaria de Saúde pretende realizar um evento de encerramento. “Estamos com ideia de realizar uma campanha no dia 30 de Outubro, mas ainda estamos organizando”, afirma Rocha.

Programação dos PSFs do Bonfim e do Tijuco para o Outubro Rosa

PSF BONFIM: dia 22 de outubro, às 9h – palestra com a psicanalista Margarete, na capela Santa Efigênia; dia 23 de outubro – mutirão de prevenção e pedidos de mamografia no ESF; dia 28 de outubro – mesa redonda com a presença de Dra. Yusel e Dra. Jennifer, e também orientações sobre auto exame das mamas com as acadêmicas da UFSJ.
PSF TIJUCO: dia 24 de outubro, às 9h – Manhã da mulher, no Salão São José.


Texto: Lays Vieira e Mariana Veríssimo / VAN
Ilustração: Divulgação

Cidade histórica realiza Campanha de Prevenção ao Câncer

Iniciativa conta com apoio do Governo Federal e organizações privadas em parceria com hospital famoso do leste mineiro no tratamento da doença

Na última semana, a cidade de Tiradentes recebeu uma unidade móvel do Hospital Cristiano Varella, que é especializado em tratamento do câncer. A carreta contém todo o aparato necessário para exames de prevenção e diagnóstico. Essa parceria entre o Hospital do câncer e a Prefeitura Municipal de Tiradentes, já acontece há algum tempo, afirma Denise Oliveira, coordenadora da unidade móvel. Na oportunidade, ela  complementa que “esse programa é uma parceria entre o Governo Federal, o hospital do câncer e algumas empresas da iniciativa privada, que buscam levar a prevenção do câncer às cidades do interior de Minas Gerais, pois a forma melhor de se combater essa doença tão terrível é a prevenção”.

A equipe vinda de Muriaé conta com uma enfermeira coordenadora, duas técnicas em radiologia e um auxiliar de laboratório, que fazem mamografias e coleta de material para o papa Nicolau, bem como o exame de sangue para homens com intuito de diagnosticar o câncer de próstata. Juntamente com a equipe do Hospital do Câncer de Muriaé, há uma enfermeira responsável pelo Programa de Saúde da Família, de Tiradentes, que ajuda na realização dos exames. Ela nos conta que “essa parceria entre o PSF e a unidade móvel do Hospital do Câncer é muito boa, pois o programa de saúde da família trabalha com prevenção e este programa que a cidade está recebendo tem a mesma finalidade”, diz Leandra Cabral, enfermeira responsável pela equipe de PSF.

A unidade móvel busca atender toda a população da cidade histórica sem nenhuma distinção de classe social. Foram feitas 150 mamografias e 60 exames de papa Nicolau, ou seja, exames de coleta de material do colo do útero. Os exames de mamografia foram agendados antes da chegada da unidade móvel, razão pela qual só foram realizados os exames nas mulheres cadastradas, já que a maquina foi pré-programada para a realização dos exames das pessoas indicadas. Contudo, os exames papa Nicolau e o exame de sangue para diagnóstico do câncer de próstata em homens foram feitos na hora. A unidade móvel do programa estava instalada na rodoviária de Tiradentes.

Toda essa iniciativa de trazer esta unidade móvel para prevenir o câncer tem agradado a população da cidade histórica. A cozinheira Irene Fonseca (56), conta que a maior vantagem de se ter acesso a exames desse porte em Tiradentes é a facilidade e acessibilidade, pois dispensa o deslocamento para outra cidade para fazer tais exames.
Nesta semana, a carreta de prevenção do câncer se encontra na cidade de Capela Nova, na zona da mata mineira.

Texto: VAN/Rafael Silveira
Foto: Rafael Silveira

Tiradentes é contemplada com Programa Mais Médicos

Médica cubana que chegou na semana anterior, já iniciou as suas atividades de atendimento no município


A nova profissional da saúde chega à cidade com a tarefa de ajudar o sistema de saúde público que já contava com três médicos clínicos gerais. O pedido ao Governo Federal por um profissional do programa Mais Médicos foi uma iniciativa da Secretaria de Saúde da cidade, que percebeu através de uma pesquisa a necessidade do município de mais um profissional que ajudasse na proposta de atendimentos com maior efetividade e rapidez diante da demanda da população.

Com essa iniciativa, o quadro de médicos do município é considerado completo pela subsecretária de Saúde, Noêmia Ramalho. que agora, trabalha com mais quatro clínicos gerais, um pediatra e um ginecologista. 

Diante disso, a subsecretária conta que a chegada da médica cubana Y’acquelin Castro "foi uma atitude acertada, pois ela é uma excelente profissional". E ainda afirma que: “Sua vinda para a nossa cidade propiciou a possibilidade de estarmos com nosso quadro de médicos completo”. 

A nova médica do município já começou seus trabalhos, que giram em torno de atendimentos na Unidade Mista de saúde e nos postos de saúde da zona rural do município. 

Y’acquelin relata: “Minha maior dificuldade é a comunicação e poder receitar remédios”. Ela explica que o problema dos remédios é que aqui no país eles têm nomes de seus fabricantes e não seu nome químico como acontece em Cuba. Essas foram suas únicas ressalvas diante de tanta mudança que a profissional sofreu nesses últimos meses.

Essa nova contratação foi aprovada pela população evidenciada pela fala de João Bosco dos Santos que conta que gostou muito do atendimento da médica e da atenção e a forma como ela lidou com seu problema. Com essa aceitação por parte dos cidadãos tiradentinos,  mostra que apesar de ser uma cidade pequena, Tiradentes tenta suprir as dificuldades da saúde pública que afligem todos os municípios do país. 

Texto: VAN/Rafael Silveira
Foto: Divulgação

I Fórum de Saúde do trabalhador é realizado em São João del-Rei


Na última quinta-feira (08), o Conselho Municipal de Saúde juntamente com a Prefeitura de São João del-Rei realizaram, no teatro do Campus Santo Antônio da UFSJ, o Iº Fórum Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.  

O objetivo central do fórum, segundo uma das organizadoras, Maria Heloísa dos Reis (51), funcionária da Secretaria de Saúde do Estado, é “propor diretrizes para implantar de fato a política de saúde do trabalhador e da trabalhadora, a nível não só do município, mas também da região”.

Trazer o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) – órgão que realiza suporte técnico atuando a favor do trabalhador no campo da saúde - para São João Del-Rei, também foi uma das discussões pautadas no fórum. Para Ana Paula Silva (28), enfermeira, gerente do CEREST de Barbacena e também uma das palestrantes do evento, “a vinda do CEREST seria importante para que os trabalhadores da cidade e micro-região tivessem maior auxílio em suas necessidades de saúde e segurança no ambiente de trabalho.”.

Estavam presentes no evento representantes de vários Sindicatos. Rodrigo (32), metalúrgico, afirma que “um dos meios mais fáceis de garantir os direitos de trabalhar em um ambiente saudável e seguro é se informar, procurando Sindicatos, participando de cursos e Fóruns que a Prefeitura promove como esse.”

De acordo com o Servidor Público municipal Mauro (49), a realização desse tipo de evento traz benefícios aos trabalhadores. Ele ressalta que o fórum pode ajudar a aprovar as propostas no Estado e na União, tornando uma lei mais efetiva que poderia melhorar a atual situação.

Texto: VAN/Leonardo Duque e Richardson Freitas
Foto: Leonardo Duque

São João del-Rei espera vacinar mais de 14 mil pessoas

É iniciada mais uma campanha de vacinação contra a gripe

Foi aberta nesta terça (22), a campanha de vacinação contra a gripe, que terá duração até o dia 9 de maio, em todo o Brasil. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, em São João del-Rei, a meta é imunizar ao menos 14.715 pessoas, cerca de 80% do número de indivíduos que fazem parte dos grupos alvos da campanha. Segundo Cláudia Lagales, enfermeira responsável pelo setor de imunização, para receber a dose da vacina basta levar o cartão de imunização ao posto de saúde mais próximo, assim como a receita médica, em caso de doença crônica.

Os chamados grupos de risco são crianças entre seis meses e cinco anos de idade, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da área de saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias de resguardo, detentos, funcionários do sistema prisional, bem como portadores de doenças crônicas - como hipertensão, diabetes e asma.

De acordo com Lagales, a vacina é aplicada em dose única, porém, no caso de crianças que não se vacinaram em 2013, é recomendável que sejam aplicadas duas doses. Quem decidirá ou não a necessidade dessa segunda aplicação é o enfermeiro, ao verificar o cartão de vacinação.

Apesar de toda a campanha, algumas pessoas optam, no entanto, por não se vacinarem. Esse é o caso do aposentado João de Melo Martins (81), que se explica ao dizer que raramente adoece, então acredita não precisar se imunizar. Já quanto ao temor de alguns em relação à vacina, Cláudia Lagales afirma que o vírus contido nela está “morto, não causando doenças”.

A enfermeira explica também que a “vacina é feita para a gripe da época”, isto é, torna-se necessária a imunização anual, pois a cada ano são analisados os vírus comuns do período, que tendem a se modificar com o tempo, o que gera a necessidade da produção de uma nova prevenção. Lembrando, porém, que a vacina é contra-indicada em casos de alergia a ovo ou para portadores da Síndrome de Guillain-Barré - doença que afeta o sistema nervoso.

O taxista Geraldo Carvalho (78) reconhece a importância de se manter imunizado, principalmente por trabalhar em contato com muitas pessoas. “Desde o início [das campanhas de imunização], eu me vacino”.

Texto: VAN/Bruno Oliveira
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Continua o combate a dengue em São João del-Rei


O maior problema se encontra nos domicílios, pois as pessoas não sabem como o simples fato de colocar o lixo para a coleta pode evitar muitos focos”, é o que afirma o coordenador municipal do Setor de Endemias, Jean Vilela. Segundo ele, atitudes como evitar jogar lixo em locais inadequados são essenciais para o combate à dengue.

De acordo com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em março em São João del-Rei, foram encontrados 92 focos, isto é,  4,2% dos 1900 domicílios visitados. Em comparação com o mesmo período de 2013, houve uma queda de 0,6%. No entanto, o Ministério da Saúde considera que números acima de 4% já constituem risco de surto da doença.

Dados do Setor de Endemias mostram que, das 221 notificações de suspeitas de dengue, 44 casos de pessoas infectadas já foram confirmados. Porém, este valor pode ser maior, devido às subnotificações – casos em que o paciente é atendido pela rede privada e o número de pessoas com sintomas da dengue não é repassado ao controle de endemias. Segundo o Ministério da Saúde, calcula-se que a cada caso notificado existam mais 4 subnotificações.

Fernanda Silva é agente de combate à dengue e afirma que as visitas domiciliares permitem que se conheça os moradores e seus hábitos, podendo-se identificar se há contribuição ou não ao combate à doença.

Sérgio Cerqueira, morador do bairro Matosinhos, afirma que recebe com frequência a visita dos agentes, por entender a necessidade dessa ação. “Combato a dengue no meu dia a dia, evitando água parada, acúmulo de água em pneus, em baldes e lixo”, relata, frisando também a importância de uma ação conjunta dos vizinhos. 

A lei municipal de número 4.597, de 18 de Maio de 2011, discute sobre o combate à dengue e  será reformulada a fim de permitir que os agentes tenham o poder de fiscalização, notificação e aplicação da multa nos casos em que o cidadão colabore para a proliferação do mosquito transmissor.

O próximo levantamento no município será feito em outubro deste ano, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, mas o trabalho dos agentes e do setor é contínuo. 

Texto: VAN/Déborah Vieira e Willian Carvalho
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Medicina alternativa ganha espaço no tratamento de doenças


“O riso permite extravasar, permite se colocar em uma outra situação e parar de tanta auto piedade. Sorrir é o melhor remédio em todas as circunstâncias. O riso te permite, naquele instante, ser feliz e não estar doente”, declara Isabella Bassi, que já foi integrante do Doutores Por Um Triz, grupo de jovens voluntários que visitam periodicamente as instituições hospitalares de São João del-Rei. Vestidos e pintados como palhaços, sua missão é arrancar o riso dos pacientes e levar alegria por onde passam.

A iniciativa do grupo é baseada na Terapia do Riso, também conhecida como Risoterapia. Aliada aos tratamentos convencionais, o método objetiva propiciar uma melhora no quadro do paciente, incentivando o pensamento positivo. O homeopata e clínico geral Eduardo Lambert, autor da obra Terapia do Riso – A Cura pela Alegria, acredita que a risada pode atuar como um complemento na conquista do bem estar físico e psíquico do ser humano, seja qual for a doença que o afete.

Tal como a Risoterapia, outros métodos alternativos tem dividido espaço com a medicina convencional nos dias atuais. Dentre eles, pode-se citar a Acupuntura , a Fitoterapia, a Homeopatia, o Reiki e a Urinoterapia.

Apesar da recente popularização desses métodos, o surgimento da medicina alternativa remonta a Hipócrates, por volta do ano 460 a.C. O estudioso grego, que provém de uma família de médicos, é considerado pai da medicina. Uma de suas frases mais recorrentes enquanto cuidava de seus pacientes era que “o homem é uma parte integral do cosmo e só a natureza pode tratar seus males”. Com isso, Hipócrates reafirmava que as causas das doenças eram naturais, não punições divinas, como se acreditava até então, sendo que o equilíbrio e a saúde do corpo estão diretamente ligados ao ambiente em que vivemos. Esse é um dos princípios aplicados aos tratamentos alternativos nos dias de hoje, que em geral buscam a redução do estresse como forma de acelerar o processo de cura.

Sergio Palheiros, Mestre Terapeuta Reiki na cidade de São João del - Rei, explica que esse método consiste primeiramente em uma avaliação geral do paciente, com base em perguntas sobre sua queixa principal, sintomas, estado emocional e histórico das possíveis causas do problema a ser trabalhado. O terapeuta se concentra, em seguida, em descobrir onde se encontram os desequilíbrios energéticos, através da passagem das mãos a alguns centímetros do corpo do paciente até o toque suave em outros pontos.

Texto: VAN/Delcimar Ribeiro
Foto: Delcimar Ribeiro

Tratamentos alternativos ganham espaço em São João del-Rei


As práticas em medicina alternativa estão cada vez mais populares. Já é normal para algumas pessoas recorrerem a esses tipos de tratamento ao invés da medicina moderna convencional. Aqui em São João del Rei, pode-se encontrar um leque variado de fontes alternativas de cura, mas apesar de toda essa popularização nos dias atuais, deve-se ressaltar que a história da medicina alternativa surgiu muito tempo atrás, com Hipócrates, no ano 460 a.C. 

Dentre as diversas alternativas existentes, as mais conhecidas são a Acupuntura, a Fitoterapia, a Homeopatia, o Reiki, a Terapia do riso e a Urinoterapia. Sergio Braga Palheiros, Mestre Terapeuta Reiki da cidade de São João del Rei, fala sobre a atividade, cujo tratamento começa com uma avaliação do seu cliente através de perguntas sobre sua queixa principal, sintomas, estado emocional e histórico das possíveis causas do problema a ser trabalhado. Após isto, o paciente é levado à maca, onde deve permanecer deitado. Um terapeuta treinado tem capacidade para perceber onde existem desequilíbrios energéticos, através da passagem das mãos a alguns centímetros do corpo do paciente até o toque suave em outros pontos.

Durante esta imposição de mãos, a pessoa atendida percebe uma série de sensações em seu corpo, que vai variar entre pressão, um calor mais ou menos intenso, emoções que são despertas, lembranças e estados interiores. A grande maioria dos pacientes sente forte calor, pressão e estados emocionais de paz, serenidade, alegria ou a manifestação de algum sentimento forte ligado à questão trabalhada.

Outro exemplo de atividade que podemos encontrar em São João del-Rei é a ação voluntária do grupo “Doutores Por um Triz”. Esse grupo é composto por jovens que se voluntariam para visitas agendadas às instituições da cidade, nas quais se vestem como palhaços para tentar “arrancar o riso” dos pacientes que visitam. Tal método é recorrente na Terapia do Riso (ou Risoterapia). 

Esta terapia é milenar na porção oriental do planeta, porém muito recente no Ocidente. Nos anos 60, houve o registro da recuperação de um paciente afetado por uma grave enfermidade degenerativa, o norte-americano Norman Cousin, que na época se submetia à prática da Terapia do Riso. O homeopata e clínico geral Eduardo Lambert, autor da obra Terapia do Riso – A Cura pela Alegria, publicado pela Editora Pensamento, acredita que a risada pode atuar como um complemento na conquista do bem estar físico e psíquico do ser humano, seja qual for a doença que o afete. É comum ouvir o relato de pacientes com câncer, por exemplo, que, ao encarar com bom-humor e fé a enfermidade, conquistam mais rapidamente a cura, até mesmo nos casos mais graves.

Segundo Isabella Bassi, uma das inúmeras pessoas que passaram pelo grupo são joanense “Doutores Por Um Triz”, a risoterapia aliada aos tratamentos convencionais tem uma porcentagem muito grande de eficácia. Para ela, o riso é a melhor maneira de driblar todos os problemas do ser humano. Em suas palavras, “o riso permite extravasar, permite se colocar em uma outra situação e parar de tanta auto piedade. Sorrir é o melhor remédio em todas as circunstâncias. O riso te permite naquele instante ser feliz e não estar doente”.

Texto: VAN/Artur Caldas

Academias proporcionam bem estar


Com as altas temperaturas, o ritmo das academias cresce aceleradamente, como afirma a proprietária e instrutora de academia Cássia Mendes. Segundo ela, isso se deve principalmente a “fins estéticos, pois é verão e as pessoas procuram estar com o corpo em forma, pois vão viajar, vão à praia, a clubes. E estar com o corpo em forma é um dos requisitos importantes nesta temporada”, comenta.

A instrutora diz, no entanto, que a motivação e o hábito de se praticar atividades físicas faz com que muitos continuem frequentadores assíduos de academias, mesmo em outras estações. Por isso, Cássia Mendes afirma que a maioria das academias “oferece uma diversidade de atividades além da musculação, como a ginástica coletiva, jump, step, aerodance, entre outros”.

Jane Resende, intérprete de libras, começou a frequentar academia por indicação de uma amiga, gostou da experiência e ainda convidou outras amigas para irem à academia. De acordo com ela, “está sendo muito bom, tenho muito mais disposição no meu dia-a-dia e já até indiquei para outras amigas, que animaram, ao ver os benefícios que obtive”, conta a intérprete.

Educador físico, Miguel Caputo alerta, contudo, que é preciso cuidado e bom senso durante a prática de exercícios. “O principal cuidado que deve ser tomado está relacionado à execução correta dos exercícios. Isso é muito importante para a obtenção de resultados, mas, principalmente, para reduzir o risco de lesões musculares, em tendões e coluna”. Ele aconselha ainda a orientação e avaliação física de um profissional da área de Educação Física, que irá indicar quais os aparelhos e exercícios ideais para cada pessoa, levando também em conta os resultados que se deseja alcançar.

Segundo o estudante de música Sérgio Nogueira, a academia ainda proporciona bem estar, promovendo resultados positivos tanto física quanto psicologicamente. Integrando o grupo daqueles que se exercitam mesmo fora do verão, ele afirma: “hoje não paro mais e vivo muito melhor!”.

A professora e especialista em Educação Física Escolar, Josefa Almeida Viegas, recomenda a prática de exercícios para todas as idades, com algumas adequações. Ela explica que a prática de atividades físicas “combate a obesidade, traz melhoras para a circulação sanguínea, diminui os riscos de doenças cardíacas, diminui o estresse, o risco de ansiedade e depressão, e até ajuda na autoestima, fortalecendo o sistema imune”. Viegas lembra, porém, que é importante “praticar com regularidade, não esquecendo de usar roupas confortáveis, beber bastante líquido, ter uma alimentação balanceada e fazer o uso de protetor solar, quando estiver na prática de exercícios em área livres”, ressalta a especialista.

VAN/ Marcus Santiago
Foto: Arquivo pessoal

Número de doadores de sangue cresce em SJDR


“Estamos derrubando tabus, fazendo com que as pessoas entendam que a doação é importante”, é o que afirma Elisabeth José dos Santos, que atua no setor de captação de sangue do Hemominas, em São João del-Rei. De acordo com a captadora, o número de doadores tem crescido muito, a partir de campanhas, realizadas durante o ano. 

Em 2012, com o incentivo às doações femininas e o trabalho junto com a própria UFSJ, o Hemominas  conseguiu manter um atendimento aos doadores voluntários muito significativo. Nesse cenário,  destaca-se o índice de doações femininas, contrariando percentuais anteriores em torno de 15% para mulheres doadoras. Prova disso é que atualmente, 45% das mulheres estão doando sangue no município. 

No ano de 2013, o número de doadores continuou aumentando, o que permitiu o fechamento do ano com resultados promissores. A expectativa é que o número de doadores cresça ainda mais em 2014. 

Embora a meta diária no hemocentro seja de 40 doações, atualmente tem ocorrido  de 25 a 30 coletas por dia, segundo informações de Elizabeth dos Santos. Entretanto, ela explica, que, “nessa época de calor e férias, acumulando provas, diminui um pouco esse fluxo [de doações]”, gerando queda no número de captações. Por isso, nessa época, “temos um percentual muito pequeno de doadores”, declara . 

O centro, que atende a Santa Casa, o Hospital das Mercês, Renoclim, a ancologia, a Neonatal e a UPA presta serviço ainda a várias outras cidades da região. De acordo com o Hemominas, o maior desafio tem sido conseguir doadores voluntários em número suficiente para atender à demanda.

Elizabeth dos Santos esclarece que o tipo sanguíneo mais utilizado é o O positivo, sendo que os tipos mais raros são os de RH negativo, em especial o O negativo, considerado doador universal, ou seja, o tipo que pode ser doado para qualquer pessoa, independentemente do seu tipo sanguíneo.

Nilo Jackson dos Santos, serralheiro, conta que doou sangue pela primeira vez para o pai de uma amiga que estava precisando. Ele afirma que pretende repetir o gesto: 
“ - Você está fazendo uma bondade para alguém que está necessitando e um dia a gente pode precisar também. Por isso a gente deve doar.”

Farmacêutico e bioquímico, além de fazer parte da equipe do Hemominas, Antônio Geraldo de Carvalho conta com orgulho que foi doador por 30 anos. “Por causa de remédios de pressão que eu passei a tomar, não pude doar mais. Mas eu doei durante 30 anos, com muita satisfação!”.

Trabalhando há 21 anos no Hemominas de São João del-Rei, Antônio de Carvalho relata  que acompanhou cada passo do desenvolvimento das tecnologias que colaboram para a elevação dos níveis de qualidade e segurança na doação de sangue. “A evolução na hemoterapia é muito grande; na parte tecnológica, é maravilhoso! Eu trabalho com muita satisfação aqui”, ressalta o bioquímico.

O atendimento no Hemominas é apenas na parte da manhã das 7h30 às 11h30.

VAN/Fernanda Rezende e Suellen Jacques
Foto: Suellen Jacques

Doadores de sangue são homenageados na cidade


No dia 25 de novembro comemora-se o dia nacional do doador voluntário de sangue. O Hemominas, que é o setor de captação de São João del-Rei prestou homenagens aos doadores fidelizados, aqueles que já fizeram várias doações. 

Trabalhando há vários anos no Hemominas, a captadora Elisabeth José dos Santos conta que o objetivo maior do seu trabalho é cumprir metas no sentido de buscar ajuda para aqueles que precisam. Sendo assim, a captadora acredita que a pessoa mais importante dentro de um hemocentro é o doador.


Vertentes Agência de Notícias: Quais são os problemas enfrentados pelo Hemominas de São João Del Rei atualmente?

Elisabeth José dos Santos: O problema maior enfrentado no momento é conseguir doadores voluntários suficientes para atender à demanda. Nós temos um trabalho muito árduo para conseguir manter o estoque essencial para o atendimento da população e dos hospitais que a gente atende hoje.

VAN: Quais são as instituições que o Hemominas atende?

Elisabeth: Os hospitais em São João Del Rei: Santa Casa, Hospital das Mercês, Renoclim, a Ancologia, a Neonatal e a UPA. Todos estes estabelecimentos de saúde são atendidos com sangue que se colhe aqui no Hemominas. E nós temos na região as cidades de Entre Rios, Resende Costa, Prados, Lavras, São Vicente de Minas, São Tiago, Lafaiete, todas essas cidades são atendidas pelo sangue que é coletado aqui em São João Del Rei.

VAN: Qual o tipo de sangue mais procurado?

Elisabeth: O tipo de sangue mais utilizado é o O positivo. A gente costuma dizer que o sangue mais difícil de se ter no homocentro são os sangues do tipo RH negativo, principalmente o O negativo, que é considerado o doador universal, que serve para todos os tipos sanguíneos. Mas temos um percentual muito pequeno de doadores O negativo, então a demanda às vezes é grande e falta esse tipo sanguíneo aqui. Com certeza o mais utilizado é o O positivo, porque a maioria da população tem esse tipo sanguíneo.

VAN: Quando vocês precisam de algum tipo de sangue como que é feito o contato com os possíveis doadores?

Elisabeth: Quando passamos por situações difíceis, principalmente nas épocas de férias, nas épocas de frio, temos algum paciente com necessidade maior de transfusão, a gente tem um serviço chamado Serviço de Convocação: a própria unidade convoca os doadores que já são cadastradas com o grupo sanguíneo que a gente está necessitando no momento e pede para que eles venham até o Hemocentro fazer essa doação. A primeira iniciativa é a convocação do doador, depois a gente faz apelo à população, faz o uso da mídia, que hoje é muito importante para fazer a conscientização dessas pessoas, e também estamos usando agora a rede social, que tem dado muito certo, lançando na rede social a necessidade de doação de sangue. A gente conta com parcerias, a própria UFSJ é uma parceira nossa, há empresas que têm parceria com a gente, supermercados, redes maiores que têm um maior número de funcionários. [Esses parceiros] estão sempre com a gente, participando nesse projeto de doação de sangue, principalmente nessas épocas de dificuldade.

VAN: Qual o processo do sangue doado?

Elisabeth: Na realidade, o sangue tem vários componentes: o plasma, o crio, as plaquetas e um concentrado de hemácias, tudo no próprio sangue, que a gente chama de “sangue total”. Quando a pessoa vem doar sangue, ela doa o sangue total, com todos esses elementos, e esse sangue vai passar de uma bolsa para o Setor de Fracionamento, que vai fracionando os elementos, vai retirar 300 ml de hemácias (os glóbulos vermelhos), vai tirar o plasma dessa mesma bolsa, a plaqueta e o crio. Então, na realidade, quando uma pessoa vem doar sangue, ela doa quatro elementos para quatro pessoas diferentes. Os elementos do sangue e seus componentes são transfundidos de acordo com o diagnóstico do paciente. Se [o paciente] está com anemia, ele vai receber o concentrado de hemácias; se está com um sangramento intenso, vai receber o crio, o plasma ou a plaqueta, conforme determinação do seu médico. Há todo um processo após a doação, para que sejam aproveitados todos os elementos do sangue.

VAN: Quantas pessoas vêm doar por dia aproximadamente?

Elisabeth: A nossa meta são 40 doações por dia. Temos um atendimento apenas na parte da manhã, que é de 7h30 às 11h30. Mas infelizmente agora, por exemplo, nessa época de calor e férias, acumulando provas, diminui um pouco esse fluxo. Estamos  tendo uma média de 25 a 30 doadores por dia.

VAN: Em comparação com o mesmo período de 2012, o número de doações sofreu alteração?

Elisabeth: [As doações] têm aumentado muito, porque há várias campanhas em que nós trabalhamos, temos vários projetos, que realizamos durante o ano. Em 2012, com o incentivo às doações femininas e o trabalho junto à UFSJ, a gente tem conseguido manter um atendimento maior para doadores voluntários, e principalmente [no caso das] mulheres. Antigamente, tínhamos um percentual de 15% de mulheres doadoras. Hoje, 45% das mulheres estão doando sangue. Estamos trabalhando em cima disso, derrubando tabus, fazendo com que as pessoas entendam que a doação é importante e que qualquer pessoa pode doar, isso não vai prejudicar ninguém, só vai ajudar as pessoas. Esse é nosso trabalho contínuo, do dia a dia, vamos doar porque é necessário e não faz mal a ninguém. [As doações] têm aumentado bastante, em 2013 nós vamos fechar o ano felizes. 

VAN/Fernanda Rezende e Suellen Jacques
Foto: Suellen Jacques

Uso de antidepressivos e calmantes em Ritápolis é alto


A ansiedade e a depressão são diagnósticos que podem ter uma série de justificativas, junto a situação da vida moderna que facilita sentimentos como aflições e frustrações, que contribuem para o resultado. Entretanto a descoberta de drogas antidepressivas e calmante trouxe um avanço importante para o entendimento de possíveis doenças.

Porém, nos últimos anos o uso de medicamentos calmantes e antidepressivos cresceu de forma considerável. Em Ritápolis, foi realizada uma avaliação sobre esse crescente uso, levando em conta a forma de vida das pessoas da tranquila cidade do interior. “Acontecem em muitos casos aqui de pessoas confundirem sintomas e acharem que precisam de um medicamento como: mulheres no início do climatério (menopausa), idosos com insônia”, explica a acadêmica Mariana de Almeida Belo. 

O resultado da pesquisa feita por estudantes de medicina da Faculdade de Medicina de Barbacena surpreendeu, segundo o artigo. “Comparativamente os estudos realizados sobre o uso de psicofármacos nos municípios de Botucatu-SP, Camacho-MG, Coronel Fabriciano-MG e Pelotas-RS, o presente estudo evidenciou que Ritápolis apresenta proporcionalmente maior número de usuário de pelo menos antidepressivos”. 

Segundo a médica Jaqueline de Castro Ferreira, a situação pode ocorrer por vários motivos. Alguns deles são a idade dos usuários, que possuem quarenta anos ou mais, pela falta de atividades cotidianas, falta de saber lidar com problemas emocionais, ociosidade da população ou até mesmo indicações indevidas de medicamentos.

“Considero muito importante o uso desses medicamentos, eles me acalmam me tranquilizam. E na falta deles eu fico nervosa, chorando atoa, trêmula e até roborizada”, conta Elida Maria Santos que faz tratamento com o antidepressivo Rivotril. “Eu faço uso á pelo menos 10 anos desse medicamento, e sempre aumentando a dosagem, hoje eu não consigo viver sem”, completa.

O objetivo da pesquisa realizada foi apresentar possibilidades de alternativas de tratamento a fim de diminuir o uso de medicamentos. “Em Ritápolis está previsto implementar o Projeto ‘Bem Viver’ do Governo Federal, que contará com psiquiatra, psicólogo, terapia ocupacional, neurologista, possibilitando a população novas formas de tratamento na intenção de evitar o uso de medicamentos”, explica a acadêmica do posto de saúde da cidade, Mariane Manso Musso.

VAN/Rhafaela Resende
Foto: Reprodução

Academia proporciona saúde física e mental


As academias são “febre” no Brasil desde a década de 80, auxiliando pessoas na busca pelo “corpo perfeito”. O que muita gente desconhece são os benefícios que ela fornece também à mente. 

Segundo a personal trainner da academia Physical Form Franciani Andréa Sacramento, formada em Educação Física, os praticantes geralmente estão em busca de uma boa forma física, enquanto outros vão à academia devido a problemas de saúde, em casos de indicações médicas. Ela conta que as modalidades procuradas são diversas, de acordo com a média de idade  e o sexo.

“Mulheres, por exemplo, em geral se dirigem às atividades aeróbicas, em busca de emagrecimento ou mesmo a fim de desestressar. Já os homens, que geralmente pretendem ganhar “massa magra”, partem para a musculação. Porém, a maioria deles estão apenas em busca de um corpo bonito, com exceção dos idosos, que praticam esse esporte para obter hábitos mais saudáveis e viver melhor”, diz a personal.

Aline Guimarães, aluna da academia, revela que a atividade física tem ajudado muito em sua saúde e em seu desempenho no dia a dia. Ela afirma que “o esporte me deixa mais bem humorada e  já proporcionou uma melhora na minha postura” . Já a estudante de Jornalismo e Direito Amanda Magalhães diz que “a falta de exercícios físicos atrapalha meu desempenho nos estudos e  nas noites de sono”.

Maria Pilar Gonçalves, estudante de Economia, comenta que manter a atenção em atividades físicas “liberta” a mente dos problemas cotidianos, portanto é uma maneira de relaxar. Segundo ela, “ao mesmo tempo em que você relaxa, você está cuidando do seu corpo”. Outro ponto que a estudante ressalta é a importância de as pessoas idosas praticarem exercícios. “No horário em que eu faço academia, 80% das pessoas que estão lá são idosas e percebo que a academia não frisa somente a busca pelo “corpo perfeito”, mas também os cuidados com a saúde”, declara.

Pesquisas revelam que bem estar e atividade física estão diretamente conectados. Com usuários de todas as idades, as academias são as provas vivas de que um exercício físico pode auxiliar muito na vida humana, em todos os sentidos.

VAN/Wanda Diniz e Brunno Santos
Foto: Wanda Diniz

O vilão não é o tomate



A população brasileira está comendo mais, porém, com menos qualidade. Recentemente, o preço do tomate foi colocado em xeque, mas a sua qualidade não. Amostras de tomate e de diversos alimentos têm apresentado altos índices de “venenos agrícolas”, mostrando que está na hora de discutir a qualidade do que estamos comendo.

Devido à necessidade de venda, muitos agricultores passaram a utilizar “agrotóxicos” - nome dado a produtos químicos que têm como uma de suas funções melhorar a aparência dos alimentos. Porém, a boa aparência deixou de ser sinônimo de qualidade. De acordo com a nutricionista Regina Miranda, os alimentos produzidos com agrotóxicos não contêm os nutrientes essenciais à saúde humana. “Nós não comemos mais alimentos, nós comemos mercadorias”, completa a nutricionista. 

Aplicados também com a função de matar pragas e ervas daninhas, os agrotóxicos deixam nos alimentos resíduos que se acumulam no organismo humano. Um relatório do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostra que os agrotóxicos já são causa de diversas doenças, dentre elas o câncer, a esterilidade masculina, distúrbios do sistema nervoso e reações alérgicas. Em contraposição, o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem estrutura para prevenir tais problemas de saúde.

A estudante Geyani Macedo afirma saber sobre alguns dos riscos que corremos ao nos alimentar de tais produtos que possuem agrotóxicos, mas diz que não deixa de comê-los, pois, pela falta de tempo e espaço, não tem como produzir seus próprios produtos e não pode ficar sem os nutrientes fornecidos pelas verduras e legumes. “O principal responsável são os agricultores que fornecem esse tipo alimento. Eles deveriam encontrar uma solução plausível para o bem comum, pois sabem dos riscos que corremos ao ingerir esse tipo de alimento”, declara a estudante.

Questionada pela reportagem sobre tais danos, a BASF, empresa produtora de agrotóxicos, respondeu que seus produtos “são cuidadosamente avaliados e aprovados pelas autoridades competentes, considerando benefícios agronômicos, aspectos de segurança alimentar e impacto ao meio ambiente.” No entanto, essa declaração contradiz a notícia divulgada pelo site G1, que relata o fim de um processo judicial sofrido pela Shell e BASF sobre danos ao meio ambiente e à saúde física e psíquica de ex-trabalhadores. 

Este caso, que foi considerado um dos maiores processos trabalhistas da história brasileira, mostra que a população do país não está parada. Ao contrário, tem se organizado para evitar o uso abusivo de químicos nocivos nos alimentos e para buscar alternativas.


VAN/Rafaella Dotta e Samuel Rabay
Foto: Lis Maldos



Zuenir Ventura no 8º Felit


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