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Os ingressos da maior micareta indoor do Brasil já estão à venda



Já estão à venda os ingressos para a 18ª edição do Carnalfenas, evento que acontece na cidade de Alfenas, sul de Minas Gerais, e atrai pessoas de todo o Brasil. O Carnalfenas é considerado a maior micareta indoor do Brasil.

As atrações foram escolhidas por pesquisas e enquetes para celebrar a “maior idade” do evento. Os baianos Tomate, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Tuca Fernandes, Chiclete Com Banana, entre outros marcarão presença e prometem agitar a festa. O sertanejo também terá seu espaço com as duplas Munhoz e Mariano e também Fernando e Sorocaba.

“O Carnalfenas é muito animado, tem muita gente bonita”, afirma o engenheiro Pedro César Carneiro, que já esteve presente no evento. Segundo o administrador Rodrigo Ferreira, o Carnalfenas é um carnaval fora de época e é excelente, com uma organização surpreendente.
Fernanda Lemos, professora de Educação Física, já esteve presente em duas edições do evento e pretende ir novamente esse ano. “Um evento perfeito, com possibilidades para todos os tipos de pessoas. Muito bem planejado, com estrutura e atrações de ótima qualidade. Vale muito a pena conferir!”, ressalta Fernanda .

A festa acontece entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro. Os passaportes e os ingressos individuais já estão à venda através de comissários, na sede do Carnalfenas, e no site do evento: (http://www.blueticket.com.br/?secao=Eventos&q=carnalfenas). 

VAN/Bruno Marques e Fernanda Rezende
Foto: Reprodução

1ª Circuito dos Sons e 3ª Festa do Cavalo acontecerá em Ritápolis


Entre os dias 4 e 6 de outubro, pela primeira vez em Ritápolis, ocorrerá o Circuito dos Sons, evento que terá apresentações com 25 bandas de diferentes estilos de toda região das Vertentes. Em parceria com o evento, acontecerá pela terceira vez a Festa do Cavalo, que promete agradar não só aos amadores de cavalo, como também o público em geral da cidade e região. 

Segundo o organizador da Festa do Cavalo, Rodrigo Amaral, a expectativa é muito grande e positiva para o evento deste ano. “Estamos preparando um evento maior contanto dessa vez com a parceria do Ângelo Marcio, que será o responsável pelo Circuito dos Sons, além do grande apoio que a Prefeitura Municipal está oferecendo” explica Rodrigo. 

Ângelo conta que o público pode esperar uma grande diversidade de artistas, dentre crianças, adolescentes e adultos. “O Circuito dos Som promovido pelo Movimento Arena Cultural - MAC busca primeiramente dar apoio a artistas amadores. Então, em primeiro lugar, buscamos criar eventos onde os trabalhos possam ser exibidos”, explica Ângelo.

A festa além de proporcionar um atrativo irá dar também oportunidade aos jovens talentos da bucólica cidade. Carlos Otávio Resende é estudante e irá se apresentar por dois dias do evento com sua banda compostos por amigos. “A iniciativa é ótima, porque além de expandir as possibilidades de lazer para a população também incentiva a comunidade a buscar atividades como as que são expostas, como no caso da Festa do Cavalo, a música”, explica. Carlos ainda completa: “é muito importante para todos da banda, pois é uma oportunidade única para mostrar a nosso trabalho para a nossa cidade. Esperamos entreter a todos”. 

Com a intensão de promover a cultura, a secretaria de Cultura e Turismo de Ritápolis irá apoiar o evento pedindo patrocínios, cedendo espaço físico e a estrutura, além de fornecer funcionários. O evento de três dias terá em sua programação uma cavalgada passando por diversas fazendas históricas, onde serão desenvolvidas pequenas palestras sobre suas histórias, apresentações e concursos de marcha. 

VAN/ Rhafaela Resende
Foto: Divulgação

Rodeios e touradas opõem opiniões em São João del-Rei


Acontece entre os dias 14 e 18 de agosto a Del Rei Expo 2013, um dos eventos mais aguardados pela população são-joanense e região. A tradicional programação agropecuária da exposição sofreu alterações com a produção do 1º Circuito de Torneios Leiteiros e a extinção do rodeio, devido ao cumprimento da lei municipal que proíbe a utilização, manutenção e apresentação de animais em circos ou espetáculos assemelhados no Município de São João del-Rei.

Cumprindo a determinação que proíbe o rodeio na cidade, a Del Rei Expô produziu, este ano, o 1º Torneio Leiteiro, evento que busca explorar o setor agropecuário da região.  De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento de São João del-Rei, Rogério Bosco, “a ideia do Torneio Leiteiro já existia nas comunidades rurais. Nós queríamos fortalecer o produtor rural do município de São João del-Rei. O intuito é de valorizar o agropecuário da cidade, aumentar e efetivar a sua participação na exposição, que era um pouco ausente, até então. Nós consideramos a importância e o tamanho da exposição de São João del-Rei e a importância e o tamanho do produtor rural. A intenção é que a exposição e os shows sejam consequência do trabalho do agropecuarista e do produtor rural”, conclui.

Segundo o secretário, os rodeios são um atrativo a mais para a exposição. Rogério aposta num possível diálogo sobre o tema, “existe a lei municipal onde há essa proibição, mas acho que cabe uma discussão. Existem grupos a favor e existem grupos contra. Neste primeiro ano, até mesmo por uma questão de desgaste, o tempo foi muito curto e, como trabalhamos com um orçamento muito limitado, estamos cumprindo essa determinação, mas podemos abrir uma discussão para o ano que vem. É um atrativo a mais, engrandece não só a exposição, mas atua como um movimento financeiro, somando para a cidade e para a população de São João del-Rei.”,afirma.

Lidiane Gouveia, advogada da sociedade protetora dos animais de São João del-Rei, foi uma das responsáveis pela instauração da lei que proíbe a prática do rodeio no Município. Segundo ela, desde quando a lei foi sancionada, não havia cumprimento por parte da administração municipal. Em 2011 a sociedade protetora dos animais entrou com uma ação na justiça pedindo que essa determinação fosse também aplicada a rodeios. “Naquele ano, não conseguimos proibir porque já havia sido contratado e pago todo o evento, eles não poderia cancelar para não haver prejuízo aos cofres públicos. Em 2012, entramos com uma ação civil pública, argumentando a decisão judicial e aí foi declarada a proibição dos rodeios.”, relatou.

Para a advogada é impossível realizar rodeios sem que haja maltrato aos animais. ”Há laudos veterinários que atestam isso. O animal não foi criado para divertimento humano, nós temos que aceitar isso. Em 2012 não houve rodeios e este ano também não.

Segundo Lidiane, na região das Vertentes, a prática é comum e tradicionalmente incentivada, “aqui na região, várias cidades praticam a atividade. Nós atuamos dentro da Comarca de São João del-Rei, e infelizmente o legislativo das cidades vizinhas como Resende Costa, Lagoa Dourada e Madre de Deus não são favoráveis a criação de uma lei nesse sentido, devido ao interesse econômico. Para quem é a favor dessas atividades, nós estamos prejudicando a economia da cidade”, ressalta a advogada.

São João del-Rei foi a 23ª cidade brasileira a abolir o rodeio e, para o estudante Renato Augusto Amaral, é uma prática que acabou integrando a cultura brasileira. “As pessoas que organizam estes eventos deveriam ter uma consciência sobre o animal. O rodeio é entretenimento, mas temos que pensar como a gente consegue essa diversão. Passa a ser inaceitável quando é feito de forma abusiva”, considerou.

VAN/ Maria Clara Lauar
Foto: Maria Clara Lauar

Músicos são-joanenses enfrentam problemas


Os primeiros registros de uma produção musical em São João del-Rei são de 1717, quando a até então Vila, prestigiava a visita de Dom Pedro de Almeida e Portugal, governador da capitania de  Minas Gerais. Após quase três séculos, a cidade se consolidou como pólo musical. Desde orquestras centenárias que entoam tradição, a grupos musicais jovens que enaltecem a diversidade cultural, através de composições autorais e cover. 

As festas de repúblicas e bares são os lugares preferidos de grande parte de músicos. A cantora de MPB, Nini Gallon, comenta que nos meses de setembro e outubro, realiza shows em festas de casamento em Tiradentes. Caio Campana, baixista da Galwen, banda de música celta, explica que o grupo tem um público específico, devido ao estilo que produzem, frequentemente realizam shows em Ouro Preto, Juiz de Fora, Divinópolis e Belo Horizonte.    

A migração dos shows das bandas é um fator que os músicos da cidade apontam como contorno para os problemas observados na cidade. A falta de casas noturnas é um ponto. Campana diz que a rigorosa fiscalização de casas noturnas, desde o incidente que ocorreu na boate Kiss, em Santa Maria, obrigou algumas casas fecharem as portas. “As casas de show daqui sempre foram muito ruins em questão de estrutura, mas chegava a ter um lugar para cada tribo. Quando houve a cassação de alvará ficou difícil, pois limitou os lugares para galera tocar”, ressalta.

Apesar das dificuldades enfrentadas, Nini Gallon, aponta algumas saídas para enfrentar os problemas. Uma delas seria um encontro de todos os músicos para conscientização da importância da música e as dificuldades no cenário da cidade. “Discussões a respeito desse cenário musical, assim como da importância da arte, pois assim, a partir da conscientização coletiva, poderá acontecer a valorização do artista, e consequentemente, surgirão melhores condições para a realização plena da Música, da Arte”, conclui.


Qual o espaço da música independente?

O Coletivo Sem Eira Nem Beira juntamente com a Rede Fora do Eixo de Festivais, realiza alguns eventos que procuram dar visibilidade a bandas de música independente, que enfrentam a falta de shows, devido o repertório próprio, e a acusação de não atrair público.. Envolvida na organização de festivais como o Grito Rock e o Festival Miralonge, Lívia Tostes, gestora do Coletivo, destaca a dificuldade desses artistas de conseguirem espaços para tocar em pubs e casas noturnas. Sua intenção é desmistificar a opinião que os donos desses lugares possuem do artista autoral. “Os pubs não aceitam música autoral por que dizem não ter público, o que provamos que isso é um pensamento errado, pois no Miralonge (realizado em 2012) foram três dias de festival que tivemos cerca de 350 pessoas por dia”, explica.

Gerente e promoter de uma casa noturna, Jacson Batista, declara, que nunca trabalhou com artista de música autoral, mas destaca que autoriza algumas bandas a tocarem algumas músicas de composição própria. Batista, ainda revela um projeto futuro da casa, de realizar um campeonato entre bandas da região. “Nós vamos abrir uma seleção, e realizar um cadastro de várias bandas (...) a princípio não iremos pagar cachê, mas no final vai ser escolhida uma banda, que já vai ter um cachê e ainda vai ter gravação de um CD ou alguma coisa assim. Já é um projeto para esse ano ainda”, declara.


VAN/ Ana Martins, Gisele Puygcerver, Marlon de Paula e Stella Sampaio
Foto:Marlon de Paula

Encerramento do 26º Inverno Cultural aquece o público com show de Zélia Duncan


O maior festival de arte e cultura da região, o 26º Inverno Cultural realizado pela UFSJ, nas cidades de Divinópolis, Ouro Branco, São João del Rei e Sete Lagoas foi encerrado no último sábado dia 27 de Julho, em grande estilo com o show de Zélia Duncan que aqueceu a noite dos moradores e dos visitantes em São João del Rei. 

A receptividade calorosa da plateia agradou muito a cantora que considerou  esse show de encerramento uma honra, marcando sua vinda a Minas. “Cheguei com frio, tentando me aquecer. Mas ao subir no palco e sentir aquela vibração da plateia me aqueci em instantes, foi amor à primeira vista (risos). Um público doce, alegre e firme é tudo que a gente quer. Vou me lembrar com muito carinho e alegria dessa vinda a São João, como um lugar quente”. A cantora ainda conclui “Encerrar um tradicional evento cultural artístico como esse é uma honra. O público me impressionou e me aqueceu, vou voltar pra casa pensando nessa plateia”.

O 26º Inverno Cultural UFSJ foi realizado com sucesso, com muitas atrações culturais e artísticas que buscaram integrar a maior variedade de público e possibilitar acesso a essa esfera criativa da cultura. “Eu posso dizer que valeu muito a pena ter feito o evento do Inverno Cultural. Com todas as dificuldades, com todos os percalços, nós conseguimos reafirmar a locação intencionista da UFSJ e relacionar as comunidades em que esta inserida”, disse Paulo Henrique Caetano, pró reitor de extensão em assuntos comunitários da UFSJ  e Coordenador geral do Inverno Cultural.

O ex aluno da UFSJ,  e professor Otávio Vieira, participou do festival, e destaca a importância das pessoas se envolverem em eventos como o Inverno Cultural, “a disseminação da cultura deve existir de forma contínua entre nós. Ao proporcionar, através do Inverno Cultural, seu acesso a toda população, independente de questões sociais. A Universidade Federal de São João del-Rei possibilita-nos que alimentemos nossa mente, visto que, como o corpo necessita de água e de comida, nossa inteligência precisa ser vigorada com leitura e cultura. Shows, oficinas, espetáculos nos impelem para frente, além de nos propiciar uma interação com pessoas diferentes, de outras regiões, de várias faixas etárias e de culturas diversificadas, o que é imprescindível para nosso crescimento enquanto ser humano”.

“Em momento algum não tivemos dificuldade em entender que a nossa missão tem sido cumprida, não sem problemas, mas com excelência. E conseguimos o mais importante que foi a temática que nos trouxe esse ano que é relacionar as cores locais com as cores universais, ou seja as manifestações culturais mais tradicionais, mais peculiares de cada cultura e também as manifestações culturais de cunho universal, e elas se importa que toda pessoa envolvida com arte e cultura é em si mesmo um espetáculo . E essa é a marca que a gente deixa, é o caminho que as pessoas comuns, pessoas sofisticadas seja quem for você, há um espaço do inverno Cultural pra te agradar e pra te acolher “, conclui Paulo Caetano. 

VAN/ Rhafaela Resende
Foto: Thiago Morandi

Banco de imagens: http://www.flickr.com/photos/van_imagens/sets/72157634874305783/

Sexta-feira de Inverno Cultural com Dona Jandira e Banda


A última sexta-feira, 26, foi marcada por diversas atrações do 26º Inverno Cultural da UFSJ. Dentre elas, destacou-se a apresentação de Dona Jandira e Banda, no Palco Todo Lugar é Aqui, que transformou a noite fria em um ambiente aconchegante regado a canções memoráveis da MPB.

“Nosso show mostra músicas que não são muito tocadas hoje em dia, mas que fazem parte do histórico da música popular brasileira, como músicas de Ary Barroso, Cartola, Tom Jobim, Lupicínio Rodrigues. Com a interpretação muito pessoal da Dona Jandira, uma banda mais moderna, com arranjos mais novos”, explica José Dias, músico e diretor musical do show Dona Jandira e Banda.

Com oito anos de carreira, Dona Jandira e Banda atrai um grande público. Estando pela terceira vez em São João del-Rei, seus admiradores são, em sua maioria, jovens que buscam realmente maior contato com canções de artistas do passado. ”Entrei no site, nos inscrevi para o evento e ficamos aguardando, empolgados, por essa oportunidade, porque gostamos muito de São João del-Rei e seria muito gratificante retornar nesse evento tão promissor da cultura e da arte”, conta Marisa Toledo, produtora artística de Jandira.

Dona Jandira, aos 64 anos e com grande experiência musical, demonstra sua satisfação em participar do Inverno Cultural. “É muito satisfatório participar mais uma vez de um evento como esse. Sempre lutei com problemas relacionados à cultura, e o nosso objetivo é promover pessoas relacionadas à arte. Um festival como este é uma grande oportunidade de se espelhar e ter contato com a cultura. Eu e a banda fazemos nossa participação cantando e tocando para o público e, assim, vamos construindo um elo, um vínculo cultural”.

VAN / Rhafaela Resende
Foto: Tadeu Canavez

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Milton Nascimento realiza seu último show do 26º Inverno Cultural


Na quinta-feira, 25, o espetáculo “Viva Bituca!” foi o destaque do 26º Inverno Cultural, em São João del-Rei. A apresentação foi uma homenagem  idealizada por Túlio Mourão a Milton Nascimento, seu parceiro musical e amigo. Nascimento cantou vários de seus sucessos e ainda dividiu o palco com três jovens talentos.

“Viva Bituca!”, com o objetivo de compartilhar o encanto da música mineira, percorreu as cidades de Divinópolis, Sete Lagoas e São João del-Rei. O espetáculo destacou a amizade, marca de Milton Nascimento, e trouxe para o palco as artistas Luiza Lara, Josi Lopes e Marilane Santos. "Para mim, é um prazer fazer essa série de shows ao lado de três cantoras que prometem um grande futuro pela frente", relata Milton.

Marilane Santos, cantora são joanense, afirma que foi uma grande alegria cantar com o "ícone da música brasileira". Para ela, essa oportunidade foi mais do que um reconhecimento do seu trabalho: foi uma realização pessoal. "A música dele embalou a minha vida inteira. A generosidade e o carinho dele são tão grandes que você se sente abraçado por ele!", declara a cantora.

O espectador Thales Silva, morador de Belo Horizonte, considera a ideia de promover o show de Milton Nascimento excelente, pois “Bituca” é um ícone indispensável no meio cultural brasileiro. Sobre os novos talentos que se apresentaram, ele argumenta que "são gerações distintas dividindo a mesma energia de cantar juntas. As participações foram encantadoras, muito bem escolhidas e adequadas ao que se propõem: divulgar a cultura musical de Minas Gerais".

As canções contagiaram o público. "Sempre é emocionante ouvir no repertório músicas que remetem a boas memórias", afirma Thales. Entretanto, para Nathália e Shefania, estudantes da UFSJ, faltaram algumas canções que elas esperavam ouvir, como "Quem sabe isso quer dizer amor" e "Outro lugar". Mas, ainda assim, as estudantes afirmam ter gostado muito do show.

A apresentação reuniu espectadores de diversas faixas etárias, de crianças a idosos, encerrando, assim, a participação de Milton Nascimento no 26º Inverno Cultural. Túlio Mourão frisa a alegria que sentiu ao participar do evento e, principalmente, ao ver o cantor consagrado no palco. Já Milton conta que foi uma honra participar de um evento tão importante, ainda mais por ser em São João del-Rei. "É um tipo de concerto que a gente nunca mais se esquece", reforça ele.

VAN/ Gisele Puygcerver; Larissa Garcia; Fernanda Rezende
Foto: Larissa Garcia

Banco de imagens: http://www.flickr.com/photos/van_imagens/sets/72157634874124847/

Ícone da música brasileira se apresenta no 26º Inverno Cultural


Milton Nascimento, nascido no dia 26 de outubro de 1942, no Rio de Janeiro, é um cantor e compositor, conhecido mundialmente pelas suas composições da Música Popular Brasileira (MPB). Milton também canta canções nos estilos pop, samba-canção e Rock progressivo. Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Milton viveu e foi criado na cidade do sul de Minas, Três Pontas. Aos 13 anos o artista já cantava nos bailes e festas da cidade.

Atualmente aos 70 anos, o cantor continua fazendo shows em diversas cidades. Desta vez, Milton foi destaque do 26º Inverno Cultural. O festival esse ano não se limitou a cidade de São João del-Rei, as cidades de Sete Lagoas, Divinópolis, Ouro Branco e Barroso, também foram palco do evento. Milton Nascimento foi atração principal do Inverno Cultural é realizou shows em Divinópolis, Sete Lagoas e São João del-Rei.

Vertentes Agência de Notícias - Para São João del-Rei é uma honra recebê-lo, e para você como é se apresentar aqui?

Milton Nascimento - Para mim é uma alegria enorme, sempre que me convidam para tocar nessa região eu nem penso duas vezes. Quando me disseram há um tempo atrás que eu tocaria em São João Del Rei, imediatamente comecei a ligar para todos os meus amigos na cidade. Inclusive, eu até pedi para chegar um tempo antes para aproveitar um pouco mais, só que infelizmente minha agenda não permitiu. É uma das cidades que eu mais gosto de passear no Brasil. 


VAN- Como você sentiu com a homenagem “Viva Bituca!”, que destaca, como sua marca, a amizade?

MN- Essa ideia surgiu através do Túlio Mourão, que além de ser um grande amigo, tocou na minha banda durante muitos anos. Fizemos o primeiro show em Divinópolis, com uma plateia de quase trinta mil pessoas, e foi uma emoção muito grande. Além da minha banda, esse concerto também conta com a participação de três jovens cantoras mineiras, e uma delas é daqui de São João Del Rei, a Marilane, que canta "Raça", comigo no show.


VAN- Como você reagiu à proposta de cantar com artistas das novas gerações? Como está sendo cantar com eles?

MN- Desde o começo da minha carreira eu sempre tive o hábito de convidar jovens talentos para participarem dos meus projetos. E até hoje é assim, então para mim é sempre um prazer fazer essa série de shows ao lado de três cantoras que prometem um grande futuro pela frente.


VAN- O que é, para você, participar do Inverno Cultural? O que esse evento significa para sua carreira?

MN - Qual artista não se sentiria honrado em participar de um evento tão importante quanto esse? Ainda mais numa cidade como São João Del Rei, que faz qualquer um se emocionar. É um tipo de concerto que a gente nunca mais se esquece.


VAN- O que você acredita que seu show pode acrescentar como diferencial para a cultura de São João del-Rei? 

MN- Toda manifestação artística que chega aos cidadãos de forma gratuita, deixa, automaticamente um legado cultural de extrema importância para qualquer cidade. Imagine você que, famílias inteiras que jamais teriam condições de pagar para assistir um show podem ter acesso irrestrito a um tipo de arte que dificilmente chegaria numa cidade do interior. Sem falar, que é uma coisa que pode influenciar muitos jovens que também nunca viram algo como esse.  

VAN/ Fernanda Rezende;Larissa Garcia; Gisele Puygcerver
Foto: Thiago Morandi

Banco de imagens: http://www.flickr.com/photos/van_imagens/sets/72157634874124847/

Inverno Cultural traz a apresentação do disco “Macaxeira Fields”


Na noite da última quarta-feira (24) aconteceu no Teatro Municipal, o show do mineiro Alexandre Andrés, como parte da programação do Inverno Cultural. Ao lado de Rafael Martini (piano), Joana Queiroz (voz e clarineta), Pedro Santana (baixo) e Adriano Goyatá (bateria), o multi-instrumentista apresentou o repertório de seu álbum autoral intitulado “Macaxeira Fields”. As músicas apresentam uma diversidade de influências que vão desde o baião de Humberto Teixeira até o rock dos Beatles.

Com o Teatro Municipal cheio de espectadores, o artista que já havia apresentado seu disco “Água Luz” na cidade em 2009, ficou bem satisfeito com o público. “A galera é muito vibrante, muito presente no espetáculo”, conta. “Macaxeira Fields” tem sua distribuição mais concentrada nas capitais do país, mas está sendo distribuído até no Japão.

O professor Guilherme Araújo Lacerda, 32, gostou muito do show, principalmente por oferecer a possibilidade de conhecer novos artistas mineiros. Já o psicólogo Roger Magalhães, 28, destacou a qualidade do Inverno Cultural de uma forma geral, por sempre buscar trazer a percepção de algo novo. 

Para Alexandre Andrés, que fez uma participação na noite anterior, no show “Motivo”, de seu colega Rafael Martini, a convergência de artistas é causada pela força da cena musical de Belo Horizonte. “É muito comum você ver grupos que apresentam juntos trabalhos diferentes”, explica. 

O artista pretende continuar se apresentando com a mesma formação em outras cidades, e já tem a gravação de um DVD do álbum marcada para o próximo mês, no Teatro Bradesco em Belo Horizonte. Segundo Alexandre Andrés, eventos como o Inverno Cultural contribuem bastante para o fortalecimento da música independente. “Todo mundo está em busca de algo novo”, diz.

VAN/ Luana Levenhagen, Delcimar Ribeiro; Fernanda Rezende

Foto: Luana Levenhagen

Banco de Imagens: http://www.flickr.com/photos/van_imagens/sets/72157634867038616/

Mostra Audiovisual encanta o público


Na terça-feira, 23, a Sala de Multimídia do Centro Cultural da UFSJ foi, mais uma vez, palco para apresentações da Mostra Experimentações Audiovisuais. Foram apresentados à comunidade os documentários “Ecos do Badalo” e “Sabe lá o que é isso”, além do curta-metragem Ouro de Tolos. O público presente foi de aproximadamente 20 pessoas, das mais diversas faixas etárias.

O documentário Ecos do Badalo narra um lendário drama sobre um suposto sino “assassino” da cidade que, como punição, foi acorrentado e preso, ficando um bom tempo impedido de ser utilizado. Segundo Rafael Vasquez, artista plástico e um dos produtores deste documentário, a ideia dessa produção partiu de uma oficina que ele estava realizando, e o tema deveria estar ligado a alguma identidade cultural de São João del-Rei. Logo, surgiu a ideia de utilizarem o sino, um dos símbolos religiosos da cidade, juntamente com as lendas populares, que também são uma tradição local.

Os presentes estiveram em sintonia com o curta-metragem Ouro de Tolos, com o qual puderam se divertir, assistindo à história de João Victor e Kid, que descobrem um tesouro na mina de Tancredo Neves. Porém o espírito do “defunto” começa a perseguí-los, gerando muitas confusões, em meio à luta pelo ouro. Em “Sabe lá o que é isso”, documentário com direção de Wilson Freire, é feito um pequeno registro do bloco carnavalesco Batutas, de São José, no Recife. Assim, a  programação levou um pouco da cultura musical também de outras regiões para o público são joanense.

Sentindo-se bem acolhida, Zulei Bassi, moradora da cidade e frequentadora assídua do Inverno Cultural, revela que gostou bastante das duas primeiras produções audiovisuais.  Aproveitando para conhecer um pouco da cultura brasileira, a estudante Nayane Lopes, 16, sente-se feliz em poder participar da programação do Inverno Cultural. Segundo Nayane, está é uma oportunidade de aprendizado e formação além da adquirida na vida estudantil. “O Inverno Cultural abre muito a cultura. A gente aqui em São João fica conhecendo um pouco do Recife. Acho muito interessante, engloba um pouco mais as informações”, diz a estudante.

A partir de três filmes, o público pôde viajar por histórias diferentes, atrativas, e que possibilitaram ao ouvinte um acesso maior à cultura local e nacional. A mostra foi mais  uma das atrações do Inverno Cultural que despertou grande interesse do público presente.

VAN/ Gisele Puygcerver; Thais Lacaz; Fernanda Rezende
Foto: Fernanda Rezende

Música Popular e Poesia são tema de palestra do Inverno Cultural


Na segunda-feira, 22, foi realizada, na Sociedade de Concertos Sinfônicos, a palestra “Música Popular e Moderna Poesia Brasileira - Tradições e Contradições”. O evento foi ministrado por Igor Alves - poeta, professor e mestrando em Teoria Literária e Crítica da Cultura na UFSJ-  e Lucas Sales Batista - músico e professor do Conservatório Padre José Maria Xavier.

Passando por possíveis definições do popular, erudito e folclórico, os professores buscaram traçar uma história da poesia e da música modernas no Brasil a partir da apresentação do músico Lucas Batista. Foram interpretadas canções de Noel Rosa, Caetano Veloso, e Paulinho da Viola, além de ter sido feita a leitura de poemas de autores como Paulo Leminski, Oswald de Andrade, Hilda Hilst e Chacal.

Foram abordados momentos como a Semana de Arte Moderna, a composição de Villa-Lobos, a Bossa Nova e a Tropicália, sempre sendo ressaltado o caráter social de letra e poesia, como signos de reconhecimento, seja de identidade nacional ou de grupos. A tolerância e a visibilidade de manifestações plurais também foram defendidas, contra o reducionismo de juízos de valor comuns na crítica cultural.

Neste ponto, para Igor Alves, a possibilidade de novos suportes para fruição de poesia e música permite fazer frente à hegemonia da Indústria Cultural e dar espaço a manifestações mais distantes da cultura de massa. “Da mesma forma que você não pode falar em música, e sim ‘músicas’, no plural, você pode falar de ‘resistências’, também no plural. No hip hop e no rock ‘n’ roll, se fazem resistências mais diretas em relação às injustiças na sociedade. Mas não são as únicas formas”. Para Igor, outros gêneros musicais, como o funk, podem também “ser uma forma de resistência, radical inclusive”. 

Para o professor, novas linguagens e espaços de enunciar também são formas de se mudar um sistema que sempre decidiu quem pode ou não pode fazer sucesso. Ele exemplifica, fazendo referência à edição de livros de forma independente, bem como à disponibilização de música na internet.

Dirceu Vieira, professor graduado em Letras pela UFSJ, assistiu à palestra e também vê de forma positiva o contexto atual, que incentiva produções. “Vejo a poesia viva e pulsante. De Criolo a Manoel de Barros, das legendas de fotos do Facebook às produções dos primeiros lugares dos concursos de poesia. Hoje, escreve-se em blogs e em outros veículos, e se é lido como nunca se fora antes”, ressalta. 

Como educador, Dirceu percebe de forma positiva a aproximação entre música e literatura. “Podemos, sim, pensar que as ações dos facilitadores estejam relacionadas à aproximação ou não entre o aprendiz e a poesia - seja essa poética canônica ou não - e que a música, como uma das possibilidades dessas ações, possa ser um fantástico instrumento de auxílio para a efetivação ou estreitamento dessa relação”, conclui.

VAN/ Dani da Gama

Banda Matanza movimenta São João del-Rei


Neste domingo (21), a banda Matanza agitou o palco Todo Lugar é Aqui. “Um show surpreendente, uma diversão bem intensa”, foi como definiu Rafael Begname, estudante da UFSJ, que assistiu a banda de countrycore pela primeira vez. 

A fã da banda, Thaís Marques teve a possibilidade de participar da produção e contou emocionada: “todos trabalharam para o melhor show possível, pro público e pra própria banda. O show foi surreal, algo que São João del Rei precisava e graças ao Paulo Caetano tivemos este momento único. Fãs de todas as idades aproveitaram do começo ao fim o show, a banda sentiu a energia do público”.

O Matanza possui um estilo próprio forte, mantendo suas convicções desde 1996. Segundo o vocalista seria mais fácil reinventar um estilo para a banda, mas o fato de continuar fazendo o que o que gostam vale a pena, mesmo sendo um processo muito mais complexo. Sobre a cerveja lançada pela banda, Jimmy afirma, “Eu sou ausente das causas etílicas, mas ter uma cerveja é como ter uma guitarra. É muito interessante lidar com isso, ainda mais quando atualmente há o fortalecimento das cervejarias menores no Brasil”.

Ao ser questionado quanto ao apoio do governo às bandas independentes o vocalista afirma que é mais fácil para quem tem raízes na música popular brasileira conseguir o apoio, ressaltando o fato de não estar julgando outros estilos musicais. O Matanza entrou com um pedido de incentivo pela Lei Rouanet, para realização do projeto de levar um caminhão palco pelo Brasil com shows gratuitos. Ele frisa a necessidade de garantir o acesso às atividades culturais, “cultura deveria ser gratuito”.

VAN/ Clara Varginha; Bianca Furtado; Ana Martins; Stella Sampaio
Foto: Ana Martins

Show do rapper Criolo agitou o Inverno Cultural


No último sábado (20), o Inverno Cultural trouxe para São João del-Rei um dos mais ilustres rappers do Brasil, Criolo. O show aconteceu no palco “Todo lugar é aqui”, na avenida Leite de Castro. A apresentação estava lotada e durou cerca de uma hora.

Segundo Paulo Caetano, pró-reitor de Extensão da UFSJ, a ideia de trazer o show do Criolo foi coletiva. “O Criolo foi uma descoberta do Inverno Cultural, ele tem uma leitura especial  da vida, da sociedade, do mundo da música, do rap. Nesse sentido foi muito interessante o Inverno Cultural ter essa perspicácia. Nós escutamos, sugerindo o Criolo, uma criança de oito anos de idade, um skatista de 15, uma mulher de 60. Portanto várias pessoas de diferentes idades indicaram esse nome, a gente captou e viu o que era recomendado para o festival. Essa escolha foi uma boa aposta”, afirma.

Criolo nasceu na cidade de São Paulo e começou sua carreira aos 14 anos. O rapper ganhou mais destaque com seu disco “Nó na orelha”, lançado em 2011. Muitas das suas músicas trazem uma visão crítica aos problemas sociais e do indivíduo. Um exemplo seria a canção “Não existe amor em SP”. “Dependendo do lugar em que você anda em São Paulo de cinco em cinco minutos você vai ver alguém rasgando um lixo para comer, então a luta segue. A gente tem muito que desaprender, porque essa nossa civilização só está nos destruindo, é uma relação de não ter relação, muitas vezes. Quando você não tem a sensação de pertencimento no seu lugar, você se sente como um forasteiro. Parece que você está em uma grande cidade-dormitório, você acorda para vender suas horas de vida, e você volta para dormir, depois tudo de novo”, explica o rapper.

De acordo com o DJ Dan Dan, que canta junto com Criolo há 17 anos, o rap já tem força dentro da periferia há muito tempo, a diferença de hoje é que outras classes também ouvem. “O rap hoje é encarado como música. A gente nunca teve a oportunidade de alguém querer parar para ouvir a gente, entender que a gente faz música. Tudo que a gente faz é natural, é meio que autodidata, porque a gente não tinha acesso a instrumentos musicais”, conta Dan Dan.

A atração musical trouxe pessoas de vários lugares, o estudante da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Ricardo Vilela, saiu da cidade de São Gonçalo do Sapucaí, sul de Minas, para prestigiar o show. “A apresentação do Criolo para mim foi sensacional, tanto musicalmente quanto na mensagem que ele sempre passa para a galera nas letras. O Inverno Cultural como um todo se destacou na organização. Eu fiz parte de um grupo de cunho cultural na minha universidade e posso dizer que a UFSJ está alguns passos na frente. Com certeza voltarei nas próximas vezes,” declara o estudante.

No show Criolo e DJ Dan Dan, cantaram grandes sucessos da banda, como “Demorô”, “Vasilhame”, “Sucrilhos”, levantando o público durante a apresentação. Os próximos shows do rapper serão nas cidades de Itabira (MG), e depois em Brasília.

VAN/ Fernanda Rezende; Léo Oliveira

Grupo “Quatroloscinco” marca presença no Inverno Cultural


Nesta sexta-feira, 19, o grupo de Teatro “Quatroloscinco” – uma das atrações do Inverno Cultural, promovido pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) - apresentou o espetáculo “Outro Lado”, no Campus Tancredo Neves (CTAN).

A história do espetáculo, que rompe a narrativa linear, aborda questões existencialistas e políticas, sendo discutidos os limites entre realidade e  ficção, memória e história, juntamente com os conflitos do universo particular e coletivo.  O grupo busca uma relação direta com a plateia, e os atores procuram compartilhar com o espectador as relações, tensões e estados que acontecem durante a apresentação.

O ator Marcos Coletta afirmou que esta foi a última apresentação do espetáculo “Outro Lado” no Inverno Cultural. Segundo ele, ficou satisfeito com as duas apresentações e com a oficina que o grupo ministrou. "Ficamos surpreendidos com as duas sessões lotadas do espetáculo, mesmo sendo no Campus, que não fica dentro da cidade. Sentimos um grande interesse do público. Muitos, inclusive, vieram conversar conosco no final da peça, com perguntas e impressões sobre o trabalho”, conta o ator.

A estudante Thais Matias, que está cursando Comunicação Social, explica que “a apresentação do grupo de teatro foi intimista. Os atores fizeram a apresentação no centro do teatro, e as cadeiras foram colocadas ao redor deles. Isso, aliado à própria apresentação, criou um clima de proximidade entre artistas e plateia. A riqueza do espetáculo está na subjetividade e existencialismo da história, que, além de proporcionar de imediato interpretações diversas, cria também no público uma tendência à reflexão."

O grupo “Quatroloscinco" foi idealizado em 2007, quando os atores ainda cursavam teatro na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Vencedores do prêmio Mixsórdia em 2011, o grupo acumula apresentações por mais de 30 cidades brasileiras, em 9 estados do país, buscando uma maior integração com as universidades que possuem o curso de teatro em sua grade curricular.

Não só os alunos da UFSJ estiveram presentes na apresentação. Nathália Dias, que faz psicologia na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também pôde prestigiar a peça. “Nunca fui acostumada a ir a apresentações de teatro, mas, depois desse espetáculo, me interessei muito. Sempre que puder, irei, a partir de agora," declara a estudante.

VAN/ Jéssica Loures; Fernanda Rezende

Bruna Caram encanta mais uma noite do Inverno Cultural


Neta de Maria Piedade - cantora de rádio dos anos 50 -, Bruna Caram encantou o público com sua estonteante voz, na última sexta-feira, 19, com a turnê “Será bem vindo qualquer sorriso”. Seu show foi no palco Todo lugar é aqui, pelo 26º Inverno Cultural de São João del Rei.

Maria Santana, produtora de Bruna Caram, diz que foi incrível a interação do público com a banda. “Ela ficou mesmo emocionada, e foi a primeira vez que se seguiram dois biz no final do show. Ela nunca tinha feito isso. Chegou ansiosa para saber o que a esperava, pois era a primeira vez que se apresentava na cidade de São João del- Rei e confessou ao seu empresário Rogério Bozan a vontade de apresentar o show no Evento”, relata.

O repertório de Bruna foi bem variado, inicialmente com canções de sua própria autoria, depois havendo a apresentação de músicas de cantores prestigiados, como Tom Jobim, Tim Maia e Caetano Veloso. "As atrações são pensadas para serem diversificadas e de qualidade, trazendo revelações de diversas partes para enriquecer o evento. A Bruna Caram tem grande repercussão nacional, é uma artista premiada e é a primeira vez que vem a Minas. A resposta foi excelente! Houve contato direto com o público, o repertório foi variado, superou nossas expectativas", explica Telma Valéria de Resende, Coordenadora Adjunta do Evento.

Para o público que se fez presente, mesmo com o frio o show foi excelente. Maria Helena, que veio de Lavras, afirma que já conhecia o Inverno Cultural e sempre vem a São João para participar. ”Achei o show maravilhoso, não teve como ficar desligado. A cantora tem um 'vozeirão' e a energia estava muito boa", declara. 

André Rezende Moraes, estudante de psicologia da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), não deixou de elogiar a produção do Inverno Cultural como um todo. "O evento é geralmente muito rico e, principalmente esse ano, trouxe uma grande variedade de estilos musicais. Além disso, o slogan 'Todo lugar é aqui' tem sido bem representado, ao trazerem artistas de outros lugares, mas também ao evidenciarem os [artistas] locais. Outro exemplo é a exposição ocorrida na ponte da Prainha, espaço de integração entre os moradores da cidade e os que vêm de fora", conclui o universitário.

VAN/ Mayara Matheus; Jacqueline Souza
Foto: Tadeu Canavez

Banco de Imagens: http://www.flickr.com/photos/van_imagens/sets/72157634865120604/

Samba de Aline Calixto é atração do Inverno Cultural


Na última quinta-feira, 18, a cantora Aline Calixto apresentou seu show “Flor Morena”, no palco Todo lugar é aqui, do 26º Inverno Cultural.  Nos últimos anos, o Festival tem buscado trazer cada vez mais shows de samba que agradem à população. 

“Dentre as inúmeras propostas que recebemos, a gente fechou com a cantora Aline Calixto, pela questão do lançamento, da carreira e do perfil da artista”, declarou Telma Valéria de Resende, coordenadora adjunta do 26º Inverno Cultural. 

Aline Calixto falou sobre sua carreira, parcerias e influências musicais. “Quando eu gravei o meu primeiro álbum, fui convidada, na sequência, para fazer um programa chamado Som Brasil, na TV Globo. O programa foi em homenagem a Martinho da Vila. Então, eu o conheci e começamos a ter uma amizade mesmo, ficamos muito próximos e eu já até cantei no show dele”, diz.

A intérprete contou para Martinho da Vila a história de sua tataravó, e o cantor afirmou que essa mesma história poderia dar um samba. Assim, ele compôs a música. “Foi emocionante, eu mostrei para os meus pais, porque era a história da nossa família”, ressalta Aline Calixto. 

A música “Flor Morena” foi uma surpresa concedida pelos artistas Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho para a cantora. “A música foi um sucesso e virou tema de novela”, declara ela.

Acostumada a ouvir música mineira, Aline se inspira em cantores como João Bosco, Toninho Horta e Milton Nascimento. “Eu ouço tanta gente da antiga e da nova geração! Maria Betânia, por exemplo, é uma grande intérprete que eu sempre ouvi. O Martinho, o Zeca, o Arlindo e a Bete Carvalho são outros exemplos, ao lado também de Clara Nunes”, revela.

Tomás Dias, produtor musical de Aline Calixto, revela que a produção tem vários aspectos. “Começa ao receber o convite para fazer o show, com o envio das nossas necessidades, fechamento de contrato e toda a questão burocrática, até bem depois, com a parte técnica do palco, que são os equipamentos, a iluminação. Funciona assim, é um trabalho bem longo, mas é prazeroso”, afirma. 

Sobre a participação da cantora no Inverno Cultural da UFSJ pela segunda vez, Tomás ressalta que “Aline é uma artista mineira, e eu acho que tocar aqui, num evento tradicional, de graça, e em praça pública, é muito legal”. 

Paulo César Nascimento, que é professor de dança de salão, afirma: “conheci Aline Calixto através das músicas que eu separo para dar aula. Ela é maravilhosa e o samba é de ótima qualidade. Na minha escola, todo mundo já conhece e dança Aline Calixto, é uma contribuição imensa que ela dá para a nossa música e para a dança de salão. Eu só tenho elogios para Aline Calixto”.  

Fabiano Pinto, que assistiu ao show, conta que é a segunda vez em que vai a uma apresentação da cantora. “Fui ao show que ela fez no Teatro Municipal, no próprio Inverno Cultural da UFSJ e, desde então, estou sempre acompanhando. Ela fez uma participação em Som Brasil, e eu já assisti a Aline Calixto também no Programa do Jô. Escuto sempre as músicas dela, que têm um estilo totalmente brasileiro e que cativa todos em Minas Gerais e no país”, comenta o expectador.

VAN/ Marina Ratton
Foto: Tadeu Canavez

Rafael Cortez lota Teatro Municipal e realiza sessão extra


O Teatro Municipal de São João del-Rei, na quinta-feira, 18, mais uma vez foi palco de uma das apresentações mais esperadas do Inverno Cultural: "De tudo um pouco", de Rafael Cortez, ex-integrante do programa CQC, da emissora Band. Com um grande público, o artista humorista decidiu fazer um show extra para atender às mais de mil pessoas que o aguardavam. 

Em entrevista, Cortez confessou ter ficado emocionado, "quando eu vi que tinha tanta gente do lado de fora foi muito chocante. Eu quero deselitizar! Os shows de humor são muito caros, tem uma série de pessoas que nunca puderam ir a um show de humor, porque nunca puderam pagar".

Beto Faria, produtor e amigo do artista, ressalta: "Rafa tem um carinho fantástico pela cidade. Tem histórias muito boas aqui. Ele faz questão de vir para cá, isso é um dos seus diferenciais". E o produtor ainda complementa que "sua apresentação não é um espetáculo de stand up, o Rafa não é um cara de stand up. Ele é um comediante, que tem várias experiências como ator infantil e músico clássico. [Na peça], ele faz um entendido de tudo, e é por isso que se chama 'De tudo um pouco'".

Rafael explicou como consegue atrair tantas pessoas para seus shows. "Gosto de colocar algo diferente, ainda mais quando a plateia é quente e interage com o show, pois é isso que atrai o público. É um show que quebra protocolo, isso que é legal." 

A apresentação, que envolveu comédia, música e muita interação, é comentada por Delcimar Ribeiro, aluno da UFSJ. Segundo ele, "o show foi muito bacana, o artista Rafael Cortez tem um enredo vasto de interpretações e se saiu muito bem no quesito 'interação', pois sua forma de apresentação permite que seu público interaja", afirma.

A vice-prefeita de São João del-Rei Cristina Lopes diz que "o Inverno Cultural traz para São João essa reverência de cidade cultural, inspira as pessoas. É um outro papel da Universidade, que, além da formação acadêmica, também traz cultura aberta para todos".
Nas duas apresentações, a plateia aplaudiu de pé o encerramento. Rafael Cortez revelou: "é muito emocionante, tão deslumbrante, é magico ver tudo isso! Algumas coisas são inesquecíveis na minha vida. Esse é o segundo momento que eu vou guardar para sempre: chegar ao teatro e ver que tem uma fila dobrando o quarteirão. Será inesquecível!"

VAN/ Fernanda Almeida; Léo Oliveira
Foto: Suellen Jacques

Espetáculo “Enquanto tecemos” agita mais uma noite do Inverno Cultural



Na noite da última quarta-feira (17), a Companhia Suspensa, de Belo Horizonte, apresentou no Teatro Municipal de São João del-Rei o espetáculo “Enquanto Tecemos”. Baseado na obra Odisséia, de Homero, conta com a participação de três integrantes que misturam dança, expressão corporal e artes plásticas. Essa composição faz do espetáculo uma grande produção, direcionada para aos mais variados públicos.

O ator e diretor da exibição, Sérgio Penna, diz que a peça já não é realizada por eles há mais de um ano. Os dançarinos tiveram menos de uma semana pra ensaiar. “Honestamente, hoje a gente teve um espetáculo meio caótico. Tivemos uma semana para ensaiar, com dificuldades, porque temos vidas muito atribuladas. É uma parceria de nós três. Não temos uma regularidade de trabalho, a gente se prepara para fazer as apresentações e torce para fazer cada vez melhor”, relata Sérgio.

A apresentação procura transmitir as dificuldades do encontro amoroso e mostra como a espera pode separar e aproximar as distâncias entre nós. A atriz e dançarina, Roberta de Moraes, representa Penélope, personagem que está na condição da espera pelo marido que fica fora de casa por cerca de 20 anos.

“Procuramos colocar o foco nela (Penélope), na condição da mulher que está esperando, e no manto que ela faz e depois desfaz. Ela tem várias questões que acho interessantes e o espetáculo é bem centralizado nisso”, explica.

Para os espectadores, de crianças a idosos, “Enquanto Tecemos” conseguiu atender as expectativas. Luciana Oliveira e Mirian, estudantes do curso de Teatro da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), estiveram presentes e falam que já tinham uma noção do que aconteceria em cena. “Sabíamos que seria uma coisa mais contemporânea assim. Achamos também muito legal a junção das artes cênicas com as plásticas. Essa coisa de ser ao vivo foi muito legal”, declaram as universitárias.

VAN/ Stephanne Fernandes; Iolanda Pedrosa; Wanda Diniz
Foto: Iolanda Pedrosa

Incentivo à cultura em Minas Gerais é tema de discussão


Na manhã de terça-feira, 16, como parte da programação do 26º Inverno Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), foi realizada a palestra Projetos Territoriais e Metodologia de Atendimento, no Campus Santo Antônio. O assunto discutido foi o programa “Minas Território da Cultura”. Tal projeto compreende ações voltadas à discussão e difusão de questões sobre políticas públicas de cultura, parte de financiamento, diversidade cultural, participação da sociedade e cursos de capacitação e aperfeiçoamento para gestores e entidades públicas.

Segundo Manuella Machado, superintendente de Interiorização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, o programa traz benefícios para mais de 136 projetos, com recursos de 4,2 milhões, como Música Minas, Filme Minas – Bienal, Programa de Bandas de Minas (bandas civis, capacitação de músicos e maestros) e Minas Film Commission (para a locação de filmes em municípios históricos). Também conta com a parceria de várias entidades, como a Fundação Clóvis Salgado, IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) e FAOP (Fundação de Arte de Ouro Preto). 

A palestrante Manuella Machado afirma que os principais objetivos do projeto são promover o desenvolvimento regional da cultura e aumentar a demanda pelas ações e programas da SEC (Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais), dando visibilidade às ações e projetos.

Existem cinco núcleos mineiros, inclusive em São João del-Rei, os quais foram criados a fim de facilitarem os projetos da região e servirem como fonte de atendimento. O médico, professor, ator, diretor e produtor teatral José Geraldo D'angelo acredita, porém, que as empresas em São João del-Rei são falhas, pois não ajudam com a parte dos ICMS (Imposto sobre a Circulação das Mercadorias e Serviços). "Muitos empresários sabem que podem ajudar, mas têm medo de serem fiscalizados pelo Estado quando beneficiam certos projetos”, diz. 

Ele ainda afirma que “esses projetos são muito importantes, pois é necessário divulgar o que o Estado pensa. Mas existe muita burocracia. O Estado é o promotor da cultura e não o seu criador e, por isso, deve-se tomar cuidado, já que o Estado acaba sufocando tudo isso".

Ulisses Passarelli, subintendente de cultura, fala que a região tem valorizado sua identidade, “como, por exemplo, São Tiago, com café e biscoito; Prados, com o artesanato; São João del - Rei, com os sinos e queijos. Mas, no caso de São João del - Rei, pelo menos a parte dos queijos está perdendo um pouco dessa identidade, por causa da burocracia, que afeta muitos dos produtores e eles acabam deixando de lado todo esse processo", afirma.

VAN/ Juliana Sousa; Flávia Borges
Foto: Fernanda Rezende

Exposição ‘Individuação’ traz reflexão sobre o indivíduo


Na última segunda feira, 15, iniciaram-se as programações da primeira semana do Inverno Cultural de São João del-Rei. Dentre as diversas atrações, foi aberta a exposição ‘Individuação’, que conta com a participação de fotógrafos profissionais e alunos do curso de jornalismo da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

A exposição ‘Individuação’ tem como proposta a “contemplação de uma reflexão acerca do processo de diferenciação do indivíduo em um mundo massificado, através de registros fotográficos”, que foram produzidos nas quatro cidades que possuem campi da UFSJ - Ouro Branco, Divinópolis, Sete Lagoas e São João del-Rei.

A exposição abre espaço para que os alunos do curso de Comunicação Social exponham seus trabalhos, não somente para a comunidade de São João del-Rei, como também para outras cidades com polos da UFSJ, já que a exposição  é apresentada nas quatro localidades de forma simultânea.

A iniciativa para a criação de uma exposição partiu dos próprios alunos, segundo Kátia Lombardi, que faz parte da equipe de coordenadores do projeto. “Eles já haviam participado do Inverno Cultural no ano passado e, nesse ano, entraram com um edital e tiveram a proposta apresentada por eles aceita”, afirma a coordenadora.

A exposição já vem sendo organizada há mais de quatro meses, de acordo com o estudante André Neves, 25, um dos organizadores e expositores. “Tem uns quatro meses desde que começamos a pensar. Na verdade, como já tínhamos feito uma exposição no Inverno do ano passado, logo depois já começamos a pensar na próxima”, declara.

O resultado desse intercâmbio de ideias e mobilidade deu forma a uma exposição, que foi bem recebida pelo público, como confirmou o visitante Lucas Machado. “A exposição está muito interessante, tem muitas fotos de amigos meus aqui hoje”, conta.

A exposição permanece até o dia 27 de julho, na estação Ferroviária Centro-Atlântica. Horário de funcionamento: quartas-feiras (13h às 17h); quintas, sextas e sábados (9h às 12h e 13h às 17h); domingo (9h às 12h). Os artistas participantes são: Ana Clara Silva, André Neves Pinheiro de Azevedo, Carol Argamim Gouvêa, Cecília Santos, Diego Sá, Eder Nunes Saldanha, Íris Marinelli, Kleyton Guilherme, Ruzza Lage e Thiago Morandi.

VAN/ Lucas Porfirio; Sarah Evelyn



Zuenir Ventura no 8º Felit


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