PLANO DIRETOR É DISCUTIDO EM CARRANCAS

A cidade recebe visita técnica da Fundação João Pinheiro durante esta semana. Saiba mais!

ONG ATUAÇÃO AJUDA A ELIMINAR RESÍDUOS DA NATUREZA

Dentre os objetos recolhidos na cidade estão materiais escolares e de saúde bucal. Veja!

ENSAIO FOTOGRÁFICO: CAVALGADA DA INCONFIDÊNCIA

Os cavaleiros percorreram a Estrada Real, no trecho entre Tiradentes e São João del-Rei. Confira!

ÍDOLOS DO FUTEBOL FRANCÊS COMANDAM PROJETO NO SOCIAL

A iniciativa visa atender crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Veja!

CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

Entre os problemas estão o estado de sujeira e o acúmulo de barro após período chuvoso. Confira!

Mostrando postagens com marcador São Tiago. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Tiago. Mostrar todas as postagens

Conheça em São Tiago a Casinha da Caridade


Para quem ainda não conhece, existe um espaço na comunidade são-tiaguense onde é possível descansar, confraternizar, ter momentos de evangelização e espiritualidade. Trata-se da Casa de Caridade e Oratório Coração de Jesus fundada em 2008 pelo missionário Tiago Eduardo.

Maria do Carmo Ferreira - auxiliar de produção e conhecedora do projeto - comenta sobre o apostolado do coordenador e sua missão à frente da Casa da Caridade. “Conheço o Tiago e seu trabalho social na Casinha da Caridade há muito tempo. É uma pessoa muito carismática e de fé; por onde vai conquista as pessoas com seu jeito simples de ser. Onde passa, seja em missões nas comunidades rurais ou na cidade, todos o conhecem. Na Casinha, além de acolher as crianças acolhe a todos que precisam de uma palavra de fé, de otimismo e de ajuda. Muitos saem de lá felizes, encorajados e com paz no coração. Admiro muito o trabalho e a doação da vida em prol dessa causa. O que ele faz é de coração e com muito amor. Por onde passa deixa a bênção de Deus”, afirma Maria Ferreira.

Tiago Eduardo idealizador da obra, inspirado na citação bíblica de São Tiago (“A Fé sem obras é morta”), começou sua missão num Salão da Vila Ozanam, onde aproveitava para catequizar, evangelizar, promover um momento de oração, descontração e lanche para as crianças carentes do bairro Cerrado. “Começamos nossas atividades na Casinha da Caridade e Oratório Coração de Jesus em 2008, em um lote que minha família me cedeu. No começo não foi fácil, muitos desafios, mas não desanimei. Temos oferecido essa opção às crianças da comunidade e,  com ajuda das padarias,  mantemos um lanche diário, cestas básicas, doação de roupas, calçados e quantias em dinheiro para pagamento de contas de água, luz,  além de remédios às famílias carentes que nos procuram. Nossa missão é acolher as crianças, famílias, amigos e  quem  mais precisar de conversar. O espaço possibilita esse ambiente agradável ao estar à sombra de uma árvore, perto de uma mina d’água e viver essa espiritualidade em contato com a natureza, com Deus e consigo mesmo”, explica o idealizador.


O contato com a natureza e a simplicidade do lugar, predispõe ao visitante, essa sintonia e harmonia com o Criador e consigo mesmo, é o que afirma Dení de Fátima Reis, funcionária pública. “O lugar é muito aconchegante; quando vou lá sinto muito a presença de Deus em cada detalhe, nos bancos, nas árvores, nas frases bíblicas. O lugar em si é um espaço de grande espiritualidade que nos faz sentir bem, em paz, onde podemos rezar e refletir. Quando olho para a Casinha me recordo da vida simples e da humildade em que viveu a Família de Nazaré, berço de nosso Senhor Jesus. Então vejo esse lugar, como um local muito especial onde não só se acolhe crianças, mas todos que lá vão. É um lugar de oração e de presença de Deus”, ressalta Dení Reis.

Para você que ainda não conhece, a Casa de Caridade e Oratório Coração de Jesus fica à Rua José Gaudêncio Júnior, 1.115, no Bairro Cerrado, perto do trevo da cidade de São Tiago (MG). Telefones para contato: (32) 9923-8255 ou (37) 8815-8856.

Texto: Marcus Santiago/VAN
Foto: Marcus Santiago

Jean Carlos é superação e determinação


No dia a dia é possível observar muitas pessoas vencendo na vida, independentemente de suas limitações; basta terem a oportunidade de mostrar que são capazes. Jean Carlos Fernandes, de 31 anos, o Dico, como é conhecido, é um exemplo dessas pessoas que contribuem de forma singular para a sociedade.

“Foi através do acidente que tive alguns anos atrás, que hoje, aos poucos e com muita força de vontade e fé, busco superar isso. Não tenho condições de fazer mais as coisas como fazia; então aproveito para colocar isso na confecção de objetos de madeira que faço, como imagens do cotidiano da roça, cavalos, vacas, carro-de-bois, charrete. Também uso a minha inspiração para fazer pinturas de paisagens, flores e animais. Acabo fazendo de tudo um pouco, mas tenho me aperfeiçoado”, relatou o artista, que nunca deixou de ter esperança, deu a volta por cima e aproveitou o momento para desenvolver e investir no artesanato.

Dico é como os grandes artistas da nossa história. Ele mesmo contou que para fazer uma peça ou pintura é preciso inspiração:

– “Para fazer uma peça, preciso de muita inspiração que vem do coração. Assim, quando imagino, já penso logo nos detalhes e faço o primeiro desenho na madeira, que se tornará o início de uma obra. Penso nas cores, nos acessórios e tudo mais. As pinturas também partem do olhar de lugares das regiões onde já fui”.



Dico explicou ainda como se dá o processo e o tempo de confecção das suas obras:

– “As peças dependem do tamanho e do objeto. O quadro de pintura levo uma semana para fazê-lo. O cavalinho, por exemplo, em torno de três dias, pois tenho que cortar a madeira, talhar, pintar e montar o arreio. O carro-de-bois demora aproximadamente um mês, por ser maior. Como fico só sentando, acabo sendo um pouco limitado. Todas as minhas peças são artesanais e eu que as produzo em minha casa.”

Jean Carlos sempre teve o apoio de sua família, dos amigos e da comunidade são-tiaguense. “Primeiramente agradeço a Deus por ter me sustentado e dado forças, desde o acidente até este minuto. Depois, à minha família (meus pais e às pessoas com quem vivo). Todos nós temos problemas, mas nunca desista de seus sonhos. Quando você pensa ser o fim de tudo, Deus te dá forças para recomeçar e pessoas para te ajudar a chegar onde quiser, fazendo com que a sua vida se torne algo novo”, declarou.

Visite  o facebook do Jean Carlos Fernandes para conhecer mais sobre ele.


Texto: Marcus Santiago/VAN
Fotos: Marcus Santiago

Banda Magnatas Show comemora 40 anos


Há muito tempo na estrada, a Banda Magnatas Show, que completa 40 anos, tem muitas histórias para contar. O conjunto começou timidamente com um grupo de jovens entusiasmados pela música e pela tendência de grandes bandas da época, como Beatles, inspirados pelo simples desejo de se unirem para ensaios e formarem um conjunto musical com estilo diferente dos existentes na cidade naquela época. Nesta empreitada, o grupo contou com pessoas importantes da comunidade, tanto no trabalho dos bastidores, quanto nos palcos e na promoção da banda. Flávio Ribeiro, um dos idealizadores, nos contou a história.

VAN UFSJ: A banda sempre teve este nome? Como tudo começou?
FLAVIO: No início, o nome da Banda era “Magnatas do Som”. Porém, no decorrer das apresentações, no fim da década de 90 foi mudado para Magnatas Show, porque o primeiro nome remetia `a sonorização e o atual, trás o objetivo principal pela qual foi fundada,  realização de shows. A Banda foi idealizada por mim no início de 1974, quando eu e alguns amigos resolvemos levar a ideia adiante, com grande apoio do meu saudoso pai, Vicente Ribeiro, que foi nosso provedor - ajudando-nos a comprar os primeiros instrumentos - e do sócio José Alberto da Mata. Nossa primeira apresentação foi em 28 de junho do mesmo ano, na Escola de Mercês de Água Limpa. A banda ainda não estava completa; era eu, Carlos Alberto, Danilo e tivemos a participação do Carlos Henrique, filho do Sr. Cocoza, como cantor. Daí por diante tivemos diversas apresentações em São Tiago, nos clubes e nas escolas. Depois começamos nossas apresentações na região.  Na década de 90, a empresária Rosângela Marques nos levou para fazer shows em vários locais de destaque na capital mineira. Com isso, nossa popularidade cresceu ainda mais.

VAN UFSJ: Qual foi o objetivo de formar primeiramente um conjunto musical?
FLÁVIO: Quando tivemos a ideia de criar a banda, eu e Carlos Alberto sonhávamos em fazer shows, de cantar, de tocar, de animar as pessoas, não só em São Tiago, mas em outras cidades. Na época havia conjuntos musicais famosos, como Beatles. Com isso, nos espelhávamos na performance desses para desenvolver e criar um estilo nosso. E isso deu certo! Fato é que depois disso, fazíamos inúmeras apresentações em quase todos os finais de semana por um bom período.

VAN UFSJ: Quais foram os primeiros integrantes?
FLÁVIO: Começamos eu e o Carlos Alberto com a banda, tampouco já tivemos que ampliar o quadro de músicos. Convidamos para participar o Danilo do Jackson, para ser o baixista, o Antônio Nilson, para ser o guitarrista base, e tínhamos que ter um vocalista base de frente. Com isso, Carlos Alberto, mesmo sendo o baterista, assumiu mais essa função na banda. Com o passar do tempo, convidamos o Messias das Dores, filho do Miguel da Joaninha, para ser o vocalista de frente, e por último, o Dimas Leonardo, para ocupar a função de saxofonista.



VAN UFSJ: A Banda era composta somente de homens? Quando começou a participação feminina no grupo?
FLÁVIO: Algum tempo depois, começamos a fazer shows em festas de casamento, aniversários e eventos variados. Daí surgiu a ideia de colocar mulheres também como cantoras da banda. Embora tenha passado muitas, vamos registrar aqui as primeiras: Vanda do Jandir (em algumas participações), Mara do Cará, Marilda Ribeiro e Istefânia Alves.

VAN UFSJ: A Banda Magnatas foi inspiração para outras bandas?
FLÁVIO: A partir da fundação da banda, várias foram as pessoas que quiseram se inspirar nos Magnatas para fazer as suas. Alguns integrantes que por aqui passaram criaram outras bandas. Tivemos a banda Projétil B, que era formada por garotos que sonham em ser como os Beatles. Nisso, o estilo e a música seguiam `a risca a apresentação de seus ídolos. O grupo Projétil B era composto pelos músicos, Mário Ribeiro (Deuma), Cineu Sousa, Cardoso e Reginaldo Morais (Nalo). Também tivemos outros conjuntos musicais de destaque, como Águias do Som, Escalibur, Novos Rumos e Fogo Fátuo. Na atualidade, outros conjuntos se formaram tendo por inspiração o Magnatas, como a Banda Kimew.

VAN UFSJ: Existem duas pessoas que se tornaram significativas na condução da banda. Quem são elas?
FLÁVIO: Uma delas é meu pai, Vicente Ribeiro, o Nhô, apoiador máximo do empreendimento. Ele conseguiu os primeiros instrumentos, fundou o Clube Magnatas, para nossa banda ter um local próprio para os ensaios e apresentação da banda. Viajou muitos anos com a banda e foi um pai para os Magnatas. Até quando a banda se encontrava sem condições financeiras, o apoio era certo de sua parte, nunca nos abandonou. Sempre ali presente e nos incentivando. Com seu grande conhecimento na área empresarial, por trabalhar com padaria, ensinou-me a administrar os negócios da banda. A outra pessoa é a minha mãe, dona Aparecida Ribeiro. Ela é considerada a âncora principal. Desde antes de iniciarmos a banda, foi ela quem nos motivou a criar este conjunto musical e, após a sua criação e até os dias de hoje, cuida da parte de toda a alimentação e da hospedagem dos músicos, que, atualmente, na sua maioria são de fora. Muitos a chamam até de “mãe”, pelo carinho e atenção dedicada à banda e aos seus músicos.

Texto: Marcus Santiago
Fotos: Arquivo pessoal

IHG de São Tiago realiza II Sarau


“As homenagens feitas durante o Sarau são um tributo de gratidão aos que vieram antes de nós - professores, políticos, lideranças comunitárias, comerciantes - e todos que contribuíram com nossa comunidade, para que tivéssemos essa vida feliz em nossa São Tiago”, declarou Cairu, administradora do Memorial Santiaguense, membro do Instituto Histórico e Geográfico (IHG) de São Tiago e uma das coordenadoras do II Sarau. O evento foi uma parceria entre o IHG e o FOCEST e ocorreu  recentemente no espaço Forno da Praça, onde houve recitações de poemas e homenagens às pessoas da comunidade. Um dos temas do evento foi o antigo “Grupo Escolar Afonso Pena”, que marcou os bons tempos no educandário.

A ex-professora Nilda Reis relembrou como era a escola no tempo em que ainda lecionava:

– “Numa época havia o instante cívico, onde eram realizadas as saudações à Bandeira, a execução do Hino Nacional e canções escolares antes da entrada para a sala de aula. Era um momento vivido com grande entusiasmo e alegria por todos ali no pátio da escola. No fim do ano, cantávamos a canção do “Adeus” e muitas crianças choravam, pois não queriam deixar a escola no período de férias. Tenho muitas saudades daquele tempo.”
Iara Romeiro Santiago, participante do Sarau, contou sobre suas emoções nos tempos de escola:

– “Eu revivi, com essas canções do tempo de escola, o momento em que todos nós ali no pátio prestávamos homenagens à Bandeira, ao Brasil. Nós tínhamos um civismo que realmente foi despertado com esses cantos. As músicas das árvores, do adeus, dos livrinhos, embora não fossem cívicas, nos reunia em torno de um ideal maior, que era gostar da escola, dos outros. Foi maravilhoso este momento que o Instituto nos proporcionou. Quero estar presente nos próximos”.


Agda Ferreira, que participou do evento pela primeira vez, falou sobre a importância de reviver momentos como esse e parabenizou os organizadores pela inciativa:

– “Pela primeira vez estou participando do Sarau promovido pelo Instituto e gostaria muito de parabenizar os organizadores, pois o tema do evento foi algo relevante para nossa querida São Tiago. Relembrar e resgatar a história da nossa escola, homenagear grandes professores que contribuíram com nossa sociedade, valorizar e reafirmar a cultura da Banda Lira Imaculada Conceição por meio de seus maestros foi algo singular.”.

A coordenadora Cairu finalizou contando sobre a importância de todas as pessoas para a comunidade. “Penso que o objetivo do Sarau ao homenagear pessoas que fizeram a nossa história é mais que merecido, porque a história é feita a cada dia com o trabalho de cada um. Aproveitamos este momento do Sarau para destacar lideranças, mas sem nos esquecermos de que todas as pessoas são importantes”, ressaltou.

Texto: Marcus Santiago / VAN
Fotos: Marcus Santiago

XVI Festa do Café com Biscoito em São Tiago


Neste mês de setembro, São Tiago foi palco da 16ª edição da Festa do Café com Biscoito. O número de turistas foi grande; havia ônibus e vans de várias cidades. Valdilene Dominguetti, que visitou a festa pela primeira vez, comenta ter ficado impressionada com a limpeza e a qualidade da decoração:

– “Não há lixo nas ruas, a todo momento passam pessoas recolhendo. A decoração está perfeita também; parece muito bem feita”.

De acordo com a Polícia Militar, a festa tem crescido a cada ano e a prova disso é o depoimento da comerciante Regina Resende, dona dos biscoitos Sapequinha, que aumentou a quantidade de biscoitos para este ano:

– “No ano passado, fizemos três mil pacotes de biscoitos e antes da festa acabar, eles já haviam esgotado. Este ano fizemos quatro mil pacotes de biscoitos para atender a demanda de turistas, mas, novamente, não foi suficiente”.

 Segundo os organizadores, foram oferecidos cerca de cinco toneladas de biscoitos e oitenta quilos de café durante a festa. Devido à tradição corrente entre os são tiaguenses, o evento contou com oficinas que ensinavam as crianças a fazerem as tão deliciosas guloseimas pelas quais a cidade é conhecida.

Este ano o destaque da festa ficou por conta de Wilson Sideral, que animou a noite de sábado (13); as outras bandas também não deixaram a desejar e colocaram o público para dançar e cantar.

Texto: VAN/ Ana Luiza Fonseca e Rafaela Domingueti
Foto:

IHG de São Tiago realiza o I Café Filosófico


O Instituto Histórico e Geográfico de São Tiago (IHGST), em parceria com o Fórum Cultural e de Empreendimentos (FOCEST), realizaram no ultimo final de semana de agosto, no espaço Forno da Praça, o 1º Café Filosófico com o tema "A Filosofia e a Cidade". O palestrante foi Tiago Adão Lara, filósofo e professor, que explica a origem dos cafés-filosóficos pelo mundo e  sua importância para a discussão de ideias na sociedade atual:

– “Há uma dimensão da vida em comunidade que muitas das vezes não damos atenção, que é a dimensão das ideias e dos ideais. Nós pensamos muito na parte econômica, política, religiosa, mas há uma dimensão de produção de ideias e ideais que tem uma incidência enorme na história”.

Maria Helena Vasconcelos, coordenadora da equipe, comenta a escolha do tema para este evento em São Tiago:

- “Já que iríamos fazer um Café Filosófico, que é uma conversa, aproveitamos o Café com Biscoito da cidade para discutirmos o tema proposto nesse evento. (...) Por isso escolhemos “A cidade que a gente é”, enfatizando que a cidade não está fora de nós e nem nós fora dela. Nós somos tecidos pela cidade e tecemos o espaço onde vivemos”.

A escritora Vivina de Assis Viana, presente no Café Filosófico, conta sobre o valor do momento e analisa os possíveis frutos deste encontro daqui a um tempo:

- “Esse momento é de tanta importância para a comunidade, que nós nem temos a noção da extensão dele agora, mas penso que é uma semente que se planta e que depois vai germinando durante meses, talvez até anos. Isso é uma coisa que vale a pena, não tem preço e nós sabemos que só dá certo. E o que dá certo nós temos que fazer”.

Jorge Heleno Costa, advogado e graduado em Filosofia, comenta que a comunidade use de momentos como esses para a discussão de temas em prol da cidade: - “No primeiro momento, é importante parabenizar o Instituto Histórico e Geográfico de São Tiago (IHGST) e o Fórum Cultural e de Empreendimentos de São Tiago (FOCEST) pela iniciativa do 1º Café Filosófico, cujo tema, dentre outros aspectos, debate a cidade como um todo”.

Segundo ele, o professor Tiago Lara juntamente com sua equipe, conseguiu proporcionar a todos momentos de interação; prova disso é que os participantes, relembraram histórias, momentos de família, fatos vividos pela comunidade ou  pessoas que contribuíram para a compreensão de todo esse contexto histórico e social de  São Tiago:

- “A partir dessa conversa muito dinâmica e agradável, as pessoas puderam, não só olhar para o passado, mas também pensar num futuro. A Filosofia é um caminho para se trazer um novo olhar para esse cotidiano, pensando o que vivemos para projetarmos uma nova cidade. Claro que, pensando em nossa cidade, vamos trazer aspectos antigos juntamente com os modernos”.

Texto: VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

IHG de São Tiago realizou no Forno da Praça seu primeiro Sarau


O Instituto Histórico e Geográfico de São Tiago (IHG) promoveu no sábado (19/07) o 1º Sarau no receptivo turístico Forno da Praça. O objetivo foi fazer um resgate de poesias/poemas, cantar canções escolares, folclóricas, religiosas e homenagear pessoas da comunidade que contribuem ou contribuíram para a cultura e história local.

Maria de Lourdes Rezende, conhecida como Cairú, coordenadora do evento e curadora do Memorial Santiaguense explica o que é o Sarau e fala do legado cultural que a cidade adquiriu ao longo dos anos:

- “Sarau é uma atividade artística e cultural antiga usada nos palácios reais quando se promovia festas, auditórios, declamações de poemas, músicas, tocatas para divertir o rei e a sua corte. Hoje usamos esse termo remontando a essa história antiga, mas com fatos mais atuais. Entretanto a intenção do IHG em realizar um Sarau em São Tiago e, ainda, no Forno da Praça que é um local turístico foi com o objetivo de resgatar nossa história escolar, da comunidade com nossas festas, teatros, atividades culturais. Então este nosso Sarau teve como objetivo resgatar um pouco dessa nossa história local”, ressalta Cairú.

Salima Caputo Fernandes, participante do Sarau, comenta sobre o evento. “Hoje tivemos uma programação especial, um momento muito significativo e simbólico. Um resgate da memória são-tiaguense. Parabéns a equipe do IHG pela iniciativa em propor um evento como esse para comunidade, onde relembramos nossa infância, nossa história, nossa cultura. Que outros momentos como esse venham acontecer, pois é muito importante lembrar pessoas, histórias, culturas que não passam e não acabam nunca, pois fazem parte da coletividade local”, comenta Salima.

Tássio Resende maestro da Banda Lira Imaculada Conceição parabeniza a iniciativa da equipe organizadora em realizar o Sarau. “Acredito ser muito importante um evento como esse para divulgar os artistas que há na cidade e que em muitas vezes são desconhecidos por falta de eventos como esse que é uma oportunidade para divulgá-los. Essa iniciativa foi o caminho para isso. Deve continuar para divulgar esses nomes que às vezes ficam escondidos, como teve a dona Antônia da Percília e várias outras pessoas”, enfatiza Tássio.

Durante o evento houve recitação de poemas pelas convidadas, Inês Silveira (“Pássaro Cativo”), Nilda Reis (“Deus”), Eliza Cristina (Ave-Maria) e Maria de Lourdes (“Palhaço”). Em seguida houve a apresentação da Sra. Antônia Geralda Santiago, membro do IHGST, musicista e instrumentista. Houve homenagens à pessoas da comunidade.

Finalizando o Sarau teve a apresentação musical do Padre José Geraldo Lopes com sua voz e violão e a apresentação de um documentário intitulado, “Antônia da Percília”. O próximo Sarau já está com data marcada para outubro desde ano.

Texto: VAN/ Marcus Santiago
Foto:

São Tiaguense resgata a arquitetura na construção de uma casa de pau a pique


Enquanto hoje muitas construtoras criam novos projetos arquitetônicos e modernas residências, há quem prefira valorizar construções mais simples, que retratem a história e as lembranças de um tempo. Marcelo Coelho (31) é graduado em Administração, especialista em Gestão Ambiental e funcionário público. Com o propósito de valorizar a história, a tradição e os costumes familiares, ele construiu uma casa de pau-a-pique na propriedade de seus pais, no estilo das primeiras construções no período colonial. Ele mesmo conta como tudo começou.

VAN: Quando teve a ideia de construir uma casa nesses moldes?
Marcelo Coelho: Desde criança tive a intenção de construir uma casa de campo. A primeira ideia seria construí-la toda de madeira, algo bem rústico. Sempre construía cabanas no quintal de casa, de madeira ou barro. Um dia, em uma das várias reuniões de família, meus pais comentaram que queriam construir um pequeno galpão em nosso sítio para instalar um forno e fornalha à lenha para fazer quitandas para o consumo familiar. Foi quando minha mãe começou a me contar como era a casa em que ela foi criada e me mostrou uma foto: era uma casa simples e de pau-a-pique. Neste momento, surgiu a ideia de fazer uma réplica daquela construção e resgatar a história da cultura familiar. Sem empecilhos, começamos a trocas ideias. O sonho já parecia estar muito próximo, a família ficou eufórica e todos começaram a palpitar...

VAN: A obra foi feita por um engenheiro? Quanto tempo levou para ficar pronta?
Marcelo Coelho: Não tive engenheiro, eu mesmo desenhei e desenvolvi o projeto, que levou, aproximadamente, um ano do surgimento da ideia ao término da obra. Os construtores que fizeram têm muita experiência em desenvolver obras semelhantes a esta. É um trabalho artesanal, pois monta-se toda a estrutura de madeira (ripa e ouricanga), como se fosse uma gaiola e, depois, preenche-se a estrutura com barro e estrume bovino para dar a liga.



VAN: Quais são os móveis que compõem a casa de pau-a-pique?
Marcelo Coelho: Todos os móveis que compõem a casa são rústicos e apenas com valor sentimental. São peças que foram restauradas por meus pais, pois havia anos que elas estavam guardadas no porão. Dentre os objetos, há o berço e carrinho de madeira do meu pai, a cadeira de balanço da vovó e objetos antigos que fui ganhando de pessoas que comungam dessa ideia. É importante ressaltar que é uma regressão ao passado. Não há uso de energia elétrica e, à noite, podemos contar “causos” sob a luz de lampião e lamparinas ao lado do fogão à lenha.

VAN: Onde se localiza a casa, ela fica a quantos quilômetros de São Tiago? E como os interessados podem visitá-la?
Marcelo Coelho: A Casa de Barro - assim batizada pelos meus sobrinhos - se encontra no Sítio Santo Antônio, a 4 km de São Tiago. Quem tiver interesse em conhecer, entre em contato pelo telefone (32) 9906-0267.

Texto: VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcelo Coelho

Formatura dos cursos FIC/PRONATEC é realizada em São Tiago


A Sede Social Santiaguense foi palco da cerimônia de conclusão dos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), de Auxiliar de Recursos Humanos e de Libras Básico. Todos eles são oferecidos pelo PRONATEC, em convênio entre o Governo Federal, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Prefeitura Municipal de São Tiago. Estiveram presentes na solenidade autoridades do executivo, legislativo, professores, coordenadores, amigos e familiares dos formandos.

Os cursos do FIC visam capacitar e qualificar estudantes para o ingresso no mercado de trabalho, além de atender também a outras demandas sociais. É o que afirma Renata Mariano, assistente social e coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). De acordo com ela, “os cursos do PRONATEC atingem um público específico: o de baixa renda. Esses cursos vieram para a cidade através da Secretaria de Assistência Social, juntamente com o CRAS. São cursos que capacitaram adolescentes, jovens e outras pessoas que já atuam no mercado de trabalho. É uma qualificação a mais. Trabalhamos com essa qualificação profissional a fim de que o candidato consiga, após o curso, conseguir um emprego, se recolocar no mercado ou atualizar-se conforme a necessidade de sua ocupação. As duas áreas oferecidas em São Tiago, isto é, Auxiliar de Recursos Humanos e Libras Básico, foram bem aceitos pela comunidade. Nosso objetivo é pactuar novos cursos, com o objetivo de atender a outras demandas”, enfatiza a assistente.

Simone Morais, concluinte do curso de Recursos Humanos, garante que o curso fez com que se aperfeiçoasse em sua profissão. Segundo ela, “foi muito proveitoso, principalmente porque já trabalho nessa área. Acredito que acrescentou muito. E quem  tiver a oportunidade de fazer, não perca”, ressalta.
Maria Isabel Castro, terminou Libras Básico e é formada também em Pedagogia. Ela ressalta a importância de se aprender a linguagem de sinais para atuação no espaço escolar. “Fazer o curso foi enriquecedor, pois trouxe benefícios para a área de licenciatura na qual sou formada. Libras hoje é muito importante, desde a nossa convivência na sala de aula, até outros espaços da comunidade, onde há pessoas que utilizam a linguagem de sinais. O curso foi muito gratificante, aprendi bastante e, por fim, só tenho elogios”, registra Maria Isabel.

Para Raquel Oliveira, que já teve formação anterior em cursos oferecidos pelo Pronatec, o curso de Recursos Humanos agregou mais conhecimentos à sua vida profissional. “Já trabalhava no comércio e havia feito um curso pelo PRONATEC de Técnico em Contabilidade, e o de Recursos Humanos somou mais conhecimentos”, afirma Raquel.

O prefeito Irimar Mendes, presente na solenidade, parabenizou os concluintes. “Continuem sempre em frente, o estudo, o conhecimento, o saber é a porta do sucesso. Sem ele, encontraríamos muitas dificuldades pela vida”, comenta

Segundo o Professor Douglas Mendonça, coordenador dos cursos FIC no Campus Florestal -  da Universidade Federal de Viçosa- , São Tiago foi um dos municípios com menor percentual de   desistência. Afirmou também que, quando houver nova pactuação com o Governo Federal, haverá a possibilidade de trazer mais cursos para a cidade, de acordo com a demanda.

Texto: VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Região das Vertentes celebra Corpus Christi


No Brasil, como em todo o mundo, a Igreja Católica celebrou, no último feriado (19), a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo - Corpus Christi -, comemorado pelos cristãos com muita reverência. 

Nas cidades que realizam procissões, as ruas são ornamentadas com belos tapetes artesanais, feitos com flores, serragem, tintas e outros materiais. A primeira celebração  em São Tiago foi no ano de 1943, quando o vigário coadjutor Padre Elpídio Rosa de Freitas organizou os preparativos para as festividades e pediu aos paroquianos que enfeitassem a frente de suas casas, no antigo Largo da Matriz, por onde a procissão iria passar. Com grande brilhantismo, a festa foi realizada.

Padre Robson Cardoso fala da importância desta solenidade para a vida da Igreja e dos cristãos. “Hoje nós celebramos Corpus Christi, que é uma das celebrações mais importantes da Igreja, porque celebramos aquele que é a fonte de toda a vida da Igreja, que é Jesus Cristo, presente nas espécies do pão e do vinho, presença real na Eucaristia”.

Vera Reis, catequista e membro de movimentos e pastorais da paróquia, comenta a relevância da festa, da Eucaristia na Igreja e da presença de Jesus Eucarístico para os cristãos. “Hoje é um dia muito significativo para a nossa Igreja, dia do Corpo de Deus, de Cristo. Esta festa é sublime! Na Igreja, existem outras celebrações também muito importantes, como a Páscoa e o Natal, e todas elas têm Jesus como centro”.

Em São Tiago foram realizadas duas celebrações, uma na parte da manhã e outra à noite, com a procissão no centro da cidade.

Corpus Christi em Barroso



Desde cedo, os fiéis das Paróquias de Sant’Ana e Nossa Senhora do Rosário de Fátima se mobilizaram na ornamentação das ruas para a passagem de Jesus Sacramentado, sendo que cada paróquia realizou sua procissão de forma independente.

Mesmo o tempo chuvoso não foi capaz de desanimar os devotos, que às 16 horas saíram pela cidade nas procissões de suas respectivas paróquias. Segundo Elizanda Meireles, Ministra da Eucaristia, este é um momento em que todos se unem para louvar, adorar, bendizer e agradecer em especial à vida e todas as bênçãos concedidas por Deus.

Professora e vereadora, Marli Torres afirma gostar muito de ver a cidade enfeitada e de assistir às apresentações da Banda Municipal. Quem também compartilha desse pensamento é a jovem Naiady Herculano, que admira a beleza desta tradição que consegue reunir amigos, família e vizinhos com o objetivo de louvar ao Senhor.

Ao anoitecer, a festividade foi finalizada com a celebração da Santa Missa, em que os presentes foram tomados pela emoção e reafirmados na fé.  

Texto: VAN/Marcus Santiago (São Tiago) e Viviane Basílio (Barroso)
Fotos: Marcus Santiago e Viviane Basílio

São Tiago terá Universidade à Distância


Através de um convênio firmado com a diretoria do Instituto de Educação e Cultura de São Tiago (IEC) e a Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES), haverá um Polo de Apoio Presencial em São Tiago da instituição de ensino superior. Com grande apoio da Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores e Secretaria de Educação, as aulas e encontros presenciais funcionarão na Escola Municipal Deputado José Aldo dos Santos, no Bairro Nações Unidas. Serão 3 cursos de bacharelado, 12 licenciaturas, 5 tecnológicos e o programa especial de formação pedagógica.

A UNIMES - renomada instituição do estado de São Paulo -, estabelecida em Santos, iniciou seu projeto para o oferecimento de Educação à Distância em 2003, passando a se chamar UNIMES VIRTUAL. Esta possui três fundamentos básicos: infraestrutura tecnológica, qualificação pedagógica e interatividade constante. Recebeu o credenciamento pelo MEC em 2006 e hoje  existem vários polos conveniados por todo o país.

Segundo Márcio Pereira, gerente educacional da UNIMES, há uma grande procura pelos cursos na modalidade à distância. “Os benefícios da educação a distância (EAD), nos dias de hoje, é a questão da abrangência. Esse tipo de ensino alcança muitas pessoas. Em um país tão grande, há pessoas que não têm acesso ao ensino superior, por inúmeras situações, sobretudo os que não têm condições de fazer uma graduação presencial ou próxima à sua cidade, pelo valor do curso ou da área de interesse. Então a educação a distância é o caminho para conseguir a tão sonhada graduação, inclusive pagamento por um preço acessível e fazendo o curso da área que se tem interesse, mas sem deixar de fazer as atividades do dia-a-dia”, explica o gerente educacional. Ele registra também que “a procura hoje pelos cursos do ensino à distância é muito grande, além dos benefícios, a qualidade é primordial, sobretudo na escolha de uma boa Universidade para se fazer um curso nesta modalidade. É preciso verificar a história da instituição, a titulação dos professores, os métodos e a estrutura de ensino, que somam muito no êxito e sucesso do formando”, ressalta Márcio Pereira.

A professora Paula Cristina Silveira, já formada em Letras por um curso presencial, retornou aos estudos para cursar Pedagogia à distância. “A faculdade à distância do curso de Pedagogia que frequentei fez com que eu pudesse ficar mais perto da minha família, pois minhas colegas e eu organizávamos os nossos horários de estudo de acordo com o nosso cotidiano. Fazer uma graduação à distância têm grandes vantagens, pois, além de estudar em casa, pude conciliar os estudos com minhas aulas de Inglês e Português que leciono na Escola Estadual São João Batista”, relata. Segundo a professora, foram três anos de estudos, incluindo duzentas horas de outras atividades complementares, tais como minicursos, filmes, leituras literárias, trabalhos de campo, palestras e outros. Para ela, foi uma grande oportunidade cursar uma graduação à distância, pois lhe permitiu ampliar a formação na área de educação e obter uma nova profissão.

Ana Paula Lara, coordenadora pedagógica do Instituto IEC, comenta sobre a importância de uma instituição de ensino superior na cidade. “Ter uma instituição de ensino no porte que é a UNIMES é uma forma de capacitar pessoas para os diversos serviços existentes na comunidade, de ajudar aqueles que não têm condição de fazer um curso presencial todos os dias, se deslocando para cidades vizinhas, a terem um curso de nível superior e, consequentemente, uma profissão. O curso à distância com metodologia própria requer que o aluno tenha disciplina, responsabilidade e compromisso com a entrega de atividades, pois o estudo à distância exige muito mais”, enfatiza a coordenadora.

As inscrições do processo seletivo para o 2º semestre de 2014 estão abertas até o dia 17 de julho e os interessados devem fazer a inscrição diretamente no site da instituição pelo www.unimes.br/web-virtual. O processo seletivo será realizado em 19 de julho, na Escola Municipal Deputado José Aldo dos Santos, no Bairro Nações Unidas, em São Tiago.

Texto: VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Festa de Santo Antônio é celebrada em São Tiago


Em muitas cidades do país são realizadas festividades em honra a Santo Antônio, santo conhecido também como casamenteiro. Ao longo de treze dias, são realizadas missas e orações, além de barraquinhas com comidas típicas dos festejos juninos, leilões de prendas e víspora.

Em São Tiago, a festa é antiga e tem tradição, segundo dona Catarina Campos, que fez parte da equipe organizadora por muitos anos. “A festa de Santo Antônio teve seu início na Vila Ozanam. Havia a capela dedicada ao santo, então todos os anos era realizada a trezena. Era uma festa muito animada! Havia a equipe responsável pelas barracas e leilões também. Para tal, nos organizávamos em uma associação chamada Pia União de Santo Antônio. Monsenhor Eloi era o diretor espiritual e dona Maria Luíza Vivas, a presidente. Passados alguns anos, com 15 anos de idade fui convidada para ser a secretária. Nossa associação se reunia antes e depois dos dias de festa para contabilizar a renda do evento e destinar parte do dinheiro. Assim, passávamos parte para famílias carentes, através de doações de cestas básicas, entrega de cobertores, pagávamos despesas com receitas médicas aos que não tinham condições de comprar o medicamento e, por fim, repassávamos parte às Conferências Vicentinas da cidade. Por onde a procissão passava, no dia de Santo Antônio, todos enfeitavam as ruas com arcos, bandeirinhas, balões e também a frente das casas. A festa era muito boa! Após a procissão, havia o movimento de barraquinhas e a fogueira, que não podia faltar”, registra dona Catarina.

Padre Robson conta um pouco da história de quem foi Santo Antônio e questiona o tútulo de “casamenteiro”. “Santo Antônio de Pádua foi um grande missionário, pregador, um homem muito inteligente e de grandes virtudes. Ele se dedicou ao serviço aos pobres, sofredores e ao anúncio da Boa Nova. Conseguia tocar os corações de todas as pessoas para que observassem e colocassem em prática a palavra de Deus. Testemunhou em sua própria vida a pobreza de bens materiais e a 'pobreza de espírito', de que Jesus falou no Evangelho. As pessoas às vezes acabam ligando o nome de Santo Antônio a um 'Santo Casamenteiro', tradição que já é de longa data e foi passada de geração em geração. Não que isso seja errado, mas é reduzir demais aquilo que foi Santo Antônio. Infelizmente muitas pessoas deixam se levar até pelo lado da superstição, o que empobrece a fé e a história do santo. Se fôssemos falar em santo casamenteiro, na verdade seria São Gonçalo e, não Santo Antônio. Mas ao falarmos do tema, é bom que aprendamos um pouco mais sobre a vida e virtudes desse santo e autêntico franciscano, que foi um grande testemunho da fé cristã, na Itália e por onde passou”, enfatiza Padre Robson.

Maria Aparecida Santos trabalha nos bastidores da festa, na cantina, preparando os pratos típicos. “Todos os anos estou aqui, firme, e tenho o maior prazer em colaborar com a festa há 10 anos. Acredito que as pessoas gostem muito das comidas que preparamos, pois vende muito! Não é fácil, pois são treze dias de barraca, mas vale a pena. Fico muito feliz e satisfeita em ver as pessoas comprando e gostando. É uma forma de ajudar a Igreja”, ressalta Maria Aparecida.

A festa de Santo Antônio foi realizada com celebração da missa na Capela do Rosário, seguida de procissão pelas ruas do Bairro Cerrado. Mesmo tendo sido em dia de semana, houve grande presença também de moradores de outros bairros da cidade

Texto: VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Concurso Redação Premiada realiza sua 3ª Edição


Foi recentemente realizada, em Morro do Ferro, a 3ª edição do projeto Redação Premiada. Conforme edições anteriores, o projeto tem por objetivo levar a comunidade local a discutir sobre temas ambientais de grande relevância para a localidade. Previamente, os interessados se inscrevem com uma ou mais redações sobre os temas propostos e, um dia antes da entrega dos prêmios, a equipe comunica aos autores das redações selecionadas para comparecerem no dia da premiação.

Como de costume, o evento foi realizado na Escola Estadual São João Batista, contando com a presença de autoridades do ramo ambiental, diretores de escolas, convidados e finalistas do concurso Redação Premiada.

Ildeano Silva, ambientalista e idealizador do projeto, nos conta como tudo começou, seus objetivos e, hoje, as contribuições para conscientização sobre as questões ambientais na comunidade local. “O Projeto Redação Premiada surgiu em 2012, com a intenção de fazer com que sociedade ficasse mais atenta aos problemas ambientais locais. Porque todos os temas que são colocados juntamente ao regulamento requerem que o participante disserte sobre as questões ambientais da localidade, e não de forma globalizada. Por isso é que criei a Redação Premiada. Esse projeto não está vinculado a nenhum órgão público ou privado e nenhuma outra entidade. É um projeto pessoal que elaborei e que, hoje, conta com o apoio e parceria de empresas e particulares com doações de prêmios, e também com a escola para realização evento”, afirma o idealizador.

Maria Aparecida Nery considera relevante a participação na Redação Premiada como o caminho para a preservação do Meio Ambiente. Neste ano levou seu filho Eric para participar. “Não é a primeira vez que participo da redação premiada. Os temas que concorri foram 'o Rio Jacaré' e 'o Progresso Ambiental'. Acho importante participar deste projeto, porque podemos contribuir para a preservação do Meio Ambiente. Esse ano, meu filho Eric (12) também participou da redação e procuramos escrever sobre a importância de projetos como esse para a preservação e cuidados com o Meio Ambiente”, ressalta Maria Aparecida.

Josiane Natália, que já participou de outras edições, comenta que se inscreveu em todos os temas, inclusive o da fotografia. Ressalta também que, ao pesquisar para escrever as redações, acaba aprendendo e, consequente, contribuído com a conscientização e o respeito à natureza. “Participo do Redação Premiada desde a sua primeira edição e esse ano concorri aos três temas. A que era da categoria foto, fotografei uma lixeira de coletas seletivas e coloquei um relatório que fez com que a foto ficasse interessante. Ao participar deste projeto, acabamos colaborando para a conscientização das pessoas. Os prêmios são uma forma de incentivar as pessoas da comunidade a produzirem redações com temas que envolvam cuidados com a preservação da natureza local. Minha filha Sabrina (7) participou esse ano pela primeira vez e foi premiada com o desenho que fez. Gostou muito e me disse que no ano que vem irá participar. Como o evento acontece na escola, é uma forma de despertar nas crianças essa consciência de preservação. Elas icam motivadas com os prêmios e, com isso, poderão também ter atitudes para cuidar da natureza”, registra Josiane Natália.

Janice Silveira, professora das disciplinas de Meio Ambiente e Recursos Naturais do reinventando o Ensino Médio, da Escola São João Batista, fala da importância de projetos como esse para a comunidade e da sua prática pedagógica junto aos alunos: “Acredito na contribuição de projetos para a conscientização da população. Hoje as causas ambientais estão sendo muito discutidas em todos os âmbitos e trazer projetos como esse para dentro da escola se torna um referencial nessa sensibilização e conscientização. É preciso mostrar para a comunidade a  importância que o Meio Ambiente tem para a nossa vida e para o local onde vivemos. E o Reinventando o Ensino Médio (REM) traz isso como proposta diferente para o ensino na rede pública, como uma contribuição  para a  aprendizagem mais participativa e mais comprometida com a construção social. Dentro disso, estamos desenvolvendo um trabalho aqui em  Morro do Ferro que se chama 'O Diário de um Rio'. É um projeto que visa pesquisar toda a história de um dos principais cursos d’água que temos aqui na região, o Rio Jacaré. Então vamos fazer um levantamento de como ele era no passado e de como ele está no presente e qual é o futuro preferencial desse rio para nós e para toda a comunidade de Morro do Ferro”, destaca Janice Silveira.

Texto: Marcus Santiago
Foto: Piter Matos

São Tiago comemora dia de Santa Cruz e do Sertanejo

Uma das atividades artísticas que se apresentaram no bairro Cerrado.

O Bairro Cerrado, em São Tiago, comemorou o Dia de Santa Cruz e do Sertanejo na primeira semana de maio. As festividades, que ocorrem há mais de 70 anos, são atualmente organizadas pelas irmãs Antônia, Catarina e Nininha. O momento é marcado por orações a Santa Cruz, coroação a Nossa Senhora pelas crianças do bairro, moda de viola pelos sertanejos e músicos que participam do evento, ao final sendo servido um delicioso café com biscoito.

De acordo com Dona Antônia, o evento foi interrompido por alguns anos, pois “o antigo Cruzeiro já não mais existia, com o tempo apodreceu e teve que ser retirado”, na década de 90. Em parceria com a prefeitura e voluntários, o cruzeiro foi reconstruído e o evento voltou a fazer parte do calendário de festividades da cidade.

Maria das Graças Pereira participou pela primeira vez do evento e afirma que “é uma festa marcante e muito bonita, com as orações, o terço, a coroação pelas crianças, muitas homenagens, a valorização do sertanejo, do produtor rural. Isso recorda as nossas raízes e nossa história”, ressalta.

Marcos Reis, morador de outro bairro, afirma que “é uma alegria muito grande ajudar dona Antônia na organização e montagem do espaço para a festa. Tudo acontece com muito gosto, graças ao empenho dela. Muitas pessoas vêm de outros bairros comemorar o dia de Santa Cruz e do Sertanejo”, pontua ele.

Eva Resende é moradora do bairro Cerrado e participa todos os anos. “É uma festinha muito boa. Dona Antônia nos faz lembrar de como era no início, através das homenagens, da coroação, das músicas, do nosso ex-pároco Monsenhor Eloi, que tinha grande apreço por realizar essa festa. Todos os anos, dona Antônia tem grande entusiasmo em realizar a festa, homenagear a Santa Cruz com as orações, ao sertanejo com as músicas e também em oferecer um café com biscoito ao final da festa”, comenta Eva.

Texto: VAN/ Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Escritora são-tiaguense lança mais um livro de literatura

Lançamento do livro "O Mundo da Gente" em São Tiago.

Recentemente a escritora e professora Nilza Trindade de Morais Campos lançou mais um livro em tarde de autógrafos em São Tiago, no espaço “Café com Biscoito na Praça”. Durante o lançamento houve recitações de poemas e poesias da sua mais nova obra por familiares e amigos. O evento contou com a ilustre presença de um dos seus professores do curso de Letras da Faculdade Dom Bosco de São João de São João del-Rei (atual UFSJ), Prof. Geraldo Tibúrcio de Almeida e Silva.

Em entrevista realizada pela VAN/UFSJ, ela conta um pouquinho da sua história e do seu amor pela literatura.

VAN/UFSJ: Quando descobriu o desejo em ser escritora? Teve alguma inspiração/influência? Quem?
Nilza Campos: Descobri o desejo de ser escritora, a partir do hábito de leitura, de cada obra lida, inspirando-me não somente nos acontecimentos e personagens mas sobretudo na forma como o escritor retrata os fatos e faz as devidas colocações no texto, quer seja em prosa ou em versos. Como sabemos, um livro - ou um texto – para ser bom, tem que seduzir o leitor, ou seja, despertar no leitor o desejo de escrever também. Desde sempre, curto Guimarães Rosa, não me atrevendo em dizer que teria me inspirado nele. É que sempre tive excelentes professores - desde a Educação Básica até o Curso Superior de Letras - professores altamente competentes, com os quais procurei sempre aprender, através da admiração por eles, buscando cultivar a leitura e trabalhar com dedicação as atividades propostas. 

VAN/UFSJ: Como se dá esse processo de escrita de um livro, escolha do tema, seleção de ideias... Existe uma preparação? Como? O que você acha mais difícil na hora de escrever uma obra?
Nilza Campos: O que acho mais difícil, quando me proponho a escrever um livro – podem até rir – mas é o lançamento, a apresentação à sociedade, com receio de que a obra não agrade ao leitor, não seja realmente sedutora nem persuasiva. O processo de escrita, escolha do tema, seleção de ideias... a gente prepara, de acordo com a bagagem que carregamos, com as condições preliminares, consultando sempre o dicionário para enfatizar a colocação das palavras no texto ( é uma tessitura)  sem muita repetição e falsas conotações.

VAN/UFSJ: No seu livro último livro lançado no dia 12 de abril “O Mundo da Gente” fala sobre o quê? Há uma mescla de ideias, lugares, pessoas e momentos da vida? O que espera despertar nos leitores com essa nova obra?
Nilza Campos: O meu livro recém-apresentado – O mundo da gente – fala de situações vividas no cotidiano, um cotidiano mesclado de ideias, lugares, pessoas e pequenos grandes momentos... momentos importantes em lugares preferidos. Espero que os leitores aprendam com esta nova obra que eles são capazes de produzir e retratar também suas experiências vividas.

VAN/UFSJ: Você está trabalhando em algum livro atualmente? Tem algum projeto para o futuro?
Nilza Campos: Atualmente, estou projetando um livro infantil, que não está muito fácil, em virtude dos processos didáticos a serem observados, tendo em vista o público leitor, sabendo-se que a obra que não agrada ao adulto não agradaria também ao público infantil.

VAN/UFSJ: Hoje em dia o que considera necessário para escrever um livro? Você acredita que qualquer um pode se tornar escritor? O que você diria para os que almejam escrever um livro? Que dicas você daria a futuros escritores?
Nilza Campos: Atualmente, não é tão difícil escrever e publicar um livro... pelo menos não seria impossível, desde que haja sensibilidade, fé e um grande esforço. Mas, é preciso acreditar... acreditar no próprio trabalho, identificando-se com ele. Quem quer escrever um livro precisa caminhar... escrever e selecionar seus textos... e estabelecer metas. Escrever – O quê? Falar de quê? De quem? Como? Quando? Onde? E o título? Tem que ser convidativo, às vezes até mesmo ousado, mas que desperte o interesse do leitor. Se você está almejando escrever um livro, não hesite: mãos è obra. E...boa sorte!                                        

Livros publicados pela escritora

Escritora Nilza Campos em lançamento do livro.

Participação em algumas edições com contos e poemas em sistema de cooperativa (com outros autores) e, individualmente, publicou: “Uma Vertente nas Gerais”, “Antes do Amanhecer” e, recentemente, “O Mundo da Gente”.

Texto: VAN/Marcus Santiago
Fotos: Marcus Santiago

Escolas aderem a novas políticas de inclusão


A inclusão de pessoas com deficiência tem sido um tema bastante abordado e cada vez mais instituições de ensino da rede pública têm aderido a novos métodos para promover a real integração social e educacional desse público. Diretora de uma escola em São Tiago, Solange Santos explica que esses alunos precisam de “uma atenção maior na aprendizagem, de apoio pedagógico”, não sendo, porém, os únicos beneficiados. “Quem ganha com isso [também] é a escola, a família e a sociedade”, completa.

A diretora comenta ainda que uma das ações dentro da política de inclusão de pessoas com deficiência tem sido a contratação de profissionais capacitados para auxiliar esses estudantes no processo de aprendizagem. Solange Santos afirma que a Escola Estadual Henrique Pereira Santiago, instituição em que atua como diretora, possui uma “Sala de Recursos em contraturno escolar do aluno matriculado, onde é possível obter, através dos recursos pedagógicos, formas de acompanhar o aprendizado no seu tempo e com a turma e, assim, [o aluno deficiente] pode elevar seus conhecimentos de maneira individualizada”.

Maria da Conceição dos Santos é professora de apoio pedagógico dos anos iniciais do Ensino Fundamental e fala da sua experiência e prazer em trabalhar com alunos de inclusão. Segundo ela, é feito um planejamento diferenciado, juntamente com os professores dos alunos e equipe pedagógica, de forma que “o aluno, ao seu tempo e com o nosso trabalho pedagógico, tenha condições de dar sequência nas atividades propostas para o seu ano escolar”.

Carine Almeida, professora de apoio pedagógico dos anos finais do Ensino Fundamental, pontua que as escolas devem se organizar para melhor atender esses alunos. Além disso, há a responsabilidade das secretarias de educação em fazer valer a legislação que trata do tema “inclusão” e de como se dá a formação do profissional da área.

A professora afirma, no entanto, que “no estado de Minas, não existe ainda uma graduação de licenciatura plena em Educação Especial. Somente a PUCMINAS oferece um curso de graduação sequencial, com duração de 2 anos, de Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa, que engloba várias áreas necessárias à formação do professor que atua junto a alunos de inclusão. Fora disso, existem pós-graduações e cursos de capacitação presencial ou à distância, que dão grande base para interessados que queiram trabalhar nesta área”, ressalta.

Texto: VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Encontro de Carros de Boi resgata cultura local


Neste domingo (09) foi realizado o 3º Encontro de Carros de Boi de Conceição da Barra de Minas (MG), promovido pela Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e com os carreiros locais. Segundo o Secretário de Cultura Giovani Nery, “celebrar essa festa é de grande importância para o município, para remontar a nossa história. É uma forma de reviver nosso passado”.

Estiveram presentes 26 carreiros, homens e mulheres de várias cidades da região, dentre elas Lavras, Rio das Mortes, São João del Rei e São Sebastião da Vitória. Os carros se concentraram na Praça do Rosário, e os moradores puderam ver de perto os animais e também andar nos carros. Logo após, fizeram um desfile pela cidade e pararam em frente à Igreja da Matriz, centro da cidade, onde foi realizada uma missa campal. 

Sebastião Nilson de Carvalho é carreiro desde seus 25 anos e foi um dos responsáveis pelo evento. Ele conta: “Eu divulguei em várias cidades, junto com a Prefeitura e o Padre Saulo, que dá muito apoio. Minha paixão é lidar com carro de boi e ficar no meio dos carreiros”. Além de convidar os amigos de outras cidades, ele também recebeu os visitantes em sua casa. 
O prefeito Altair Alvim também prestigiou o evento e reconheceu o papel de encontros como esses para a cidade. “O homem precisa se situar no espaço. Precisamos saber de onde viemos e para onde estamos caminhando”, afirma o prefeito. O Pe. Saulo José Alves completa ainda que a festa não apenas atrai os fieis, mas também fortalece o vínculo dos moradores da comunidade rural. 

Segundo o vice-prefeito Fernando Lellis Palumbo, a festa foi realizada pelo terceiro ano consecutivo e tende a crescer cada vez mais, atraindo turistas de diversas localidades. Ele declara que, apesar da popularidade, o objetivo do evento é principalmente fortalecer o laço cultural que a cidade secular tem com seu passado.

O 3º Encontro de Carros de Boi de Conceição da Barra de Minas foi finalizado com shows após a missa, animando o fim de domingo

VAN/Tawane Cruz
Foto: Tawane Cruz

Centro Artístico revela talentos de São Tiago


Inaugurado em 2006, o Centro Artístico e Cultural de São Tiago vem incentivando cada vez mais pessoas a desenvolverem suas habilidades musicais e permitindo que talentos se revelem. Luciane Lopes, que já foi diretora da instituição, conta que “o Ponto de Cultura de São Tiago possibilita que muitas crianças, jovens e adultos desenvolvam seus dons artísticos na área de música, teatro, artesanato e outros. Muitos alunos que lá começaram, hoje fazem parte de bandas, grupos e corais”.

De acordo com Luciane Lopes, dentre as atividades do Centro Cultural ao longo do ano, o Show de Calouros é uma das que mais se destacam. Geralmente realizado no mês de julho, próximo à festa do padroeiro da cidade, o evento “revela grandes talentos e apresenta à comunidade personalidades irreverentes e faz o público dar boas gargalhadas”, menciona a ex-diretora.

Monitor cultural do Centro, além de músico, Wellington Morais revela seu contentamento com o sucesso da instituição, contando um pouco como surgiram as primeiras ideias de criação de um Centro Artístico e as primeiras fases do projeto: “Na passagem de 2002 para 2003 tivemos a ideia de levar um projeto para a administração cujo foco seria ‘Arte e Cultura’, que vinha fazendo com outros profissionais como Josiane Marques e Vick Martins, com quem muito aprendi. Inicialmente fazíamos oficinas de arte e pintura, depois migramos para o teatro com uma equipe de jovens da cidade que faziam peças durante alguns eventos na cidade”.

Wellington Morais afirma ainda que a dificuldade da época em se trabalhar com o teatro e a pintura em uma cidade do interior fez com que apostasse na música para atrair investimentos para o projeto. Segundo ele, “queria muito investir em algo assim que desse maior visibilidade para um projeto do qual todos poderiam fazer parte. Então, levei o projeto para a administração municipal e a mesma abraçou a causa e criou a Casa de Cultura”.

Ele conta que, aos poucos, foram conseguindo levar músicos para atuarem no Espaço. Após a formação da banda KIMEW com músicos da casa e outros alunos que ingressaram nas aulas de violão, foi notável o interesse da “meninada”, que depertou para a música, tornando o projeto um sucesso.

A funcionária pública Sueli Santiago matriculou dois de seus filhos no curso de flauta há algum tempo, e viu com surpresa que as crianças, ao decorarem partituras e tocarem o instrumento, passaram a ter um melhor desempenho na escola com relação a memorização e aprendizagem. Percebe-se que a criação do Centro Artístico e Cultural atingiu positivamente a população em geral, de maneira direta ou indireta.

O Centro Artístico e Cultural de São Tiago é mantido e administrado pelo Fórum Cultural e de Empreendimentos de São Tiago (FOCEST), com a parceria da Prefeitura Municipal e da Paróquia de São Tiago. Sua sede fica situada na Praça São Vicente de Paulo, 253, no Bairro Cerrado, com funcionamento de segunda à sexta-feira, de 8h às 17h.

VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago



Zuenir Ventura no 8º Felit


Veja mais vídeos da região do Campo das Vertentes




 


DEPENDENTES DAS TECNOLOGIAS


Veja mais vídeos da região do Campo das Vertentes