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Turismo fortalece a economia em Carrancas


Com as férias ­se aproximando, os municípios da região se preparam para receber os visitantes e antigos moradores. Em Carrancas isso não é diferente. Polo do ecoturismo, a cidade, que possui menos de 5.000 habitantes, vem sendo descoberta por turistas de todo o país por conta de suas belas paisagens e cachoeiras.

A expectativa de movimento no município é sempre muito grande. Todos os setores do comércio e hotelaria já estão preparados para a época de alta temporada. Iara Teixeira, Secretária de Turismo e Cultura, explicou como está funcionando um projeto de conscientização e preservação ambiental para os visitantes desde o feriado do dia 8 de dezembro, dia da padroeira da cidade:

– “Estamos propondo uma Blitz Educativa, onde pessoas ficam no início da cidade e entregam folhetos com orientações sobre os atrativos da cidade e cuidados com o meio ambiente”.

Os moradores do município percebem como o turismo interfere nas atividades locais. “De uns anos pra cá, o turismo aumentou muito, o que gera mais empregos. Isso é muito bacana, só que sempre tem de melhorar para que o turista volte e continue a garantir a renda da cidade”, ressaltou a assistente social, Oldineia Ribeiro, carranquense que mora na cidade de Lavras e veio passar o fim de ano com a família.

O turismo já é considerado a segunda fonte da economia de Carrancas, gerando empregos e renda para todos os setores. Estruturalmente, a cidade está preparada para receber visitantes o ano todo. Porém, alguns problemas já ameaçam a realidade local. “Estamos precisando de políticas públicas voltadas para o turismo, com regras para visitação e ocupação na cidade”, afirmou a especialista em turismo e vereadora, Poliana Rezende.

Os empresários que já estão a algum tempo na cidade percebem que a procura aumentou nos últimos anos. Anete Fernandes, dona de pousada, está na cidade há 20 anos e contou como isso vem acontecendo:

– “Alguns anos atrás, ninguém vinha para Carrancas no dia 22 ou 23; era sempre depois do Natal. Agora há todo um movimento; a pousada está cheia”.

Além de sócio proprietário de bar, Erton Silva, é formado em Hotelaria e contou da influência do turismo em Carrancas:

– “Aconselho aos turistas que aproveitem ao máximo e que fiquem na companhia de um guia, para que também conheçam a história de Carrancas. O turismo emprega uma mão-de-obra muito grande e ele é a realidade do município. Carrancas tem um clima que favorece muito a vinda de pessoas durante o ano todo e estou com uma expectativa muito boa para o fim de ano e as férias”.




Planos para 2015...

Para esse ano de 2015, a Secretaria de Turismo e Cultura vai buscar novos projetos para estruturar melhor as manifestações culturais do município. Uma novidade será a Central de Atendimento ao Turista, que deve ter seu início no Carnaval. “Será no coreto da Praça. É um projeto simples, com uma equipe de agentes de turismo. A ideia é juntar o maior número de informações possível para que a pessoa saia de lá totalmente informada”, contou Iara Teixeira.

A grande quantidade de feriados em 2015 pode ser um dos motivos pelos quais muitos turistas vão conhecer a terra das Serras e Cachoeiras; mas isso não é tudo. A estudante Gione Ribeiro (17), da cidade de Itatiba/SP, declarou sua admiração pela cidade:

– “Me interessei em conhecer Carrancas pela beleza de suas cachoeiras e pela história de uma de suas Igrejas, que foi construída na primeira metade do séulo XVIII”.  

Residente em Volta Redonda/RJ, Rodrigo Ferreira (25), que já visitou a cidade, comentou que dessa vez vai trazer um grupo de amigos:

– “Carrancas é mística, te dá uma paz... É um lugar tranquilo e com uma natureza exuberante. Chegaremos no dia 26 a noite e voltamos no dia cinco”.

Texto: Andreza de Cácia/ VAN
Foto: Andreza de Cácia

Seca se agrava na cidade de Carrancas-MG


"Os dois homens que morreram e o brigadista, que teve 40% do corpo queimado, juntaram-se à população para tentar apagar o fogo, que estava ameaçando as casas e fazendas próximas. Não temos estrutura para combater tamanho incêndio. Nós precisamos é da ajuda de um helicóptero ou avião". Esse foi o apelo da Chefe de Gabinete da Prefeitura da cidade de Carrancas, Flávia Cristina Andrade, declarando que, desde o último domingo(12 de outubro) foram feitas chamadas para o Corpo de Bombeiros, que só chegou à cidade na manhã da quarta-feira (15), vindos de Lavras, a 70 km de distância do local da tragédia.

A cidade de Carrancas, localizada ao Sul de Minas Gerais, vem enfrentando, nos últimos dias, uma grave seca que resultou em um incêndio na Serra de Carrancas, no domingo (12). Por falta de apoio das forças oficiais de combate às chamas, os moradores decidiram conter o fogo por conta própria. A Polícia Militar confirmou que dois corpos foram encontrados e uma pessoa está gravemente ferida.

Segundo o relato de moradores do município, o incêndio que atingiu a serra teria começado com fogos de artifício utilizados durante a comemoração do dia de Nossa Senhora Aparecida. Há ainda a versão de que o incêndio teria sido criminoso. De qualquer maneira, 48 horas após o início das chamas, os moradores ainda pediam por ajuda.

O fato ocorrido no município mobilizou os moradores da cidade. “Precisamos de chuva com urgência, pois as Serras de Carrancas estão em chamas e o cenário é de um deserto de cinzas! O ar da cidade está seco, estamos embaixo de neblina e o cheiro é horrível”, comenta Poliana Rezende, ao pedir ajuda por meio de uma publicação no Facebook.

O Complexo da Zilda, atingido pelo fogo em Carrancas, é composto por diversas cachoeiras, local bastante visitado por turistas, que serve como cenário para as gravações da novela "Império", da TV Globo.

Ecoturismo

O ecoturismo é uma vocação de Carrancas - com forte potencial de expansão para os próximos anos - e também uma alternativa de renda para a população,. Embora tenha notáveis redutos de belezas naturais, Carrancas não é conhecida pelo turismo de massa, mantendo assim características e encantos de uma cidade tranquila, em equilíbrio com a natureza. “Esforços têm sido feitos por aqueles que acreditam em seu potencial, no sentido de viabilizar o turismo de forma sustentável e assim garantir a preservação de seus mananciais, sua fauna, flora e também suas tradições, fazendo com que o ecoturismo torne-se uma fonte viável nas atividades do município”, relata o guia de turismo e estudante de Geografia, David Júnior.

Atualmente, a seca tem interferido nas atividades turísticas da cidade de forma significativa. Com isso, as cachoeiras não ficam sem água, mas seu visual muda completamente, atingindo a coloração e o volume das águas. Os visitantes que vão a Carrancas nesse período reclamam de tal problema. Júlia Reis (18), da cidade de Mariana – MG, visitou as cachoeiras da cidade na última sexta-feira (10), porém, já tinha estado no local há dois anos atrás e notou que a diminuição do volume de água foi enorme. "Antes tinha medo de nadar por causa do volume da cachoeira; na sexta-feira eu consegui nadar tranquila com a água batendo no meu joelho”, afirmou.

Apesar de ser uma cidade ligada diretamente ao turismo ecológico, Carrancas sofre com crimes ambientais,  como queimadas. A moradora Isabella Oliveira (18), comenta sobre a conservação das matas:

– “Conscientizar as pessoas de que as queimadas clandestinas, além de ser crime, podem chegar a pontos extremos, não é uma tarefa fácil”.

Depois dos incêndios, o prazo para que o solo volte ao normal é indeterminado, visto que a natureza tem um tempo próprio, salienta David Júnior. “Sei que a situação não vai se resolver rapidamente, mas com o tempo tudo se concerta, tudo toma o seu devido lugar assim como era antes”, pondera esperançoso.

Texto: Andreza de Cácia e Mariana Reis/VAN

Foto: Prefeitura Carrancas

Cidade do interior recebe muitos visitantes em suas festividade



O turismo brasileiro tem uma riqueza maravilhosa e surpreendente que movimenta muitas pessoas e capital (dinheiro) durante todo o ano no país. No interior não é diferente, as pequenas e sossegadas cidades são o refúgio de muitas famílias e jovens. Ritápolis é um desses refúgios. Com pouco mais de 4 mil habitantes, a cidade se movimenta e se alegra nos períodos de férias e festas.

Pessoas de várias partes do país visitam Ritápolis. Algumas vão rever familiares, outras são atraídas pelo sossego ou pelas belezas naturais e gastronômicas da cidade mineira. “Quando ouço falar em Ritápolis entre meus familiares, fico doido para ir para lá. Estive muitas vezes na cidade, pois adoro esse lugar tranquilo e calmo em que eu posso descansar a mente e ficar em paz com a alma”, conta o analista de sistemas Lucas Padilha, de São Paulo.

Lucas não é o único, segundo a Polícia Militar de Ritápolis, apenas na noite de reveillon estiveram reunidas cerca de 2 mil pessoas nas ruas da cidade, e grande parte eram visitantes, o que mostra o grande fluxo de pessoas que optam por conhecer e participar das festividades interioranas.

Atrativos

A cidade tem muito a oferecer: cachoeiras, dentre elas a Cachoeira do Jaburu, bastante frequentada, principalmente no período de férias e de calor intenso; dezenas de Fazendas, como a Fazenda Do Pombal, onde nasceu Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; além de atrativos e restaurantes, como o restaurante árabe Saliya e diversas pousadas. Além do turismo tradicional, a cidade se destaca também com o turismo ecológico(rural), proporcionando aos visitantes conhecer as belezas naturais da Zona Rural.

Investimentos

De acordo com o secretário de Turismo de Ritápolis, Jaci Damasceno, a cidade tem investido esforços para atrair cada vez mais visitantes para a cidade.“O Setor de Turismo vem se desenvolvendo, focando na propaganda para que as pessoas conheçam melhor Ritápolis. Exemplo disso são os sites já em desenvolvimento: www.ritapolis.mg.gov.br e a página no facebook: Prefeitura Municipal de Ritápolis. Lá, o internauta conhece com detalhes todos os investimentos do setor, bem como as festividades já realizadas ao longo do ano”, explica.

VAN/Rhafaela Resende
Foto: André Vieira

Estudantes e turismo movimentam economia são joanense


As cidades históricas sempre foram lugares fortemente frequentados por turistas devido à cultura nelas enraizada. Os traços do passado são atrativos para muitas pessoas. Detalhes como a arquitetura, os museus, as ruas de pedras colocadas por escravos, representam um diferencial característico. São João del-Rei é uma dessas cidades e  possui mais de 300 anos de história, sendo algumas das suas principais atrações os museus, igrejas e o teatro, que tornam o turismo fonte econômica da cidade.

São João del-Rei faz parte do circuito da Estrada Real. Este foi aberto pela realeza portuguesa para levar o ouro da antiga Villa Rica (atual Ouro Preto) até o litoral de Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Com o fim das atividades mineradoras, a rota passou a se sustentar principalmente da atividade turística. Atualmente, hotéis, pousadas, cafés, bares e restaurantes são repletos de turistas que vêm de diversos cantos do Brasil e do mundo em busca dessa riqueza cultural e acabam gastando um valor significativo para a economia da cidade.
Mariana Resende , superintendente da Secretaria de Turismo de São João del-Rei,  diz que, sem dúvidas, o turista deixa mais dinheiro na cidade do que a mesma gasta com ele.  Ainda ressalta que o investimento no turismo gera retorno em cadeia. “Quando se tem a atividade turística desenvolvida, todos os outros setores da cidade estarão ganhando também”, afirma.
Para a economista e professora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) Daniela Almeida, a cidade carece de estudos para comprovar a rentabilidade do turismo para o município. Além disso, a professora relata que a universidade e o número de pessoas ligadas direta ou indiretamente à mesma movimenta muito mais o lado econômico da cidade do que o próprio turismo.

O proprietário de um restaurante, Tadeu Claudio, reclama da falta de orientação para os turistas, como mapas, guias e até mesmo infraestrutura na cidade para recebê-los. O comerciante avalia ainda a necessidade de mais melhorias, inclusive para atrair mais estrangeiros. “Se tiver mais turistas, venderemos muito mais”, declara. Segundo Claudio, julho é o mês com maior movimento turístico, em decorrência das férias e do Inverno Cultural da UFSJ.

VAN/ Iolanda Pedrosa
Foto:Iolanda Pedrosa



Zuenir Ventura no 8º Felit


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