PLANO DIRETOR É DISCUTIDO EM CARRANCAS

A cidade recebe visita técnica da Fundação João Pinheiro durante esta semana. Saiba mais!

ONG ATUAÇÃO AJUDA A ELIMINAR RESÍDUOS DA NATUREZA

Dentre os objetos recolhidos na cidade estão materiais escolares e de saúde bucal. Veja!

ENSAIO FOTOGRÁFICO: CAVALGADA DA INCONFIDÊNCIA

Os cavaleiros percorreram a Estrada Real, no trecho entre Tiradentes e São João del-Rei. Confira!

ÍDOLOS DO FUTEBOL FRANCÊS COMANDAM PROJETO NO SOCIAL

A iniciativa visa atender crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Veja!

CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

Entre os problemas estão o estado de sujeira e o acúmulo de barro após período chuvoso. Confira!

Mostrando postagens com marcador Nazareno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nazareno. Mostrar todas as postagens

Nazareno comemora 61 anos de emancipação política


“Nazareno é o que é: cidade pequena, muito procurada pelos devotos de Nossa Senhora de Nazaré, amada por seus filhos e por todos aqueles que nela aportam. Apesar de ser pequenina, bem no coração de Minas, é grande na fé e no amor de seus filhos. Como marco dessa grande fé, bem no centro da cidade, fica o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, antiga Matriz, que se tornou Santuário, graças aos esforços do saudoso padre Antônio dos Santos”. Nesse fragmento do livro “Nazareno minha terrinha querida”, de autoria de Ana Flausina Trindade Nacif, fica registrada sua luta em prol da preservação da história desse município. Filha da terra, Ana Flausina, diretora e professora, era mais conhecida como Dona Anita.

A cidade de Nazareno comemorou, no dia 12 de Dezembro, seu 61° aniversário de emancipação política. A programação ao longo do dia contou com a alvorada, ás 6 horas, pela banda Municipal de Nazareno, seguida de apresentação dos alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI); mais tarde,  foi a vez do teatro Caras e Formas, da cidade de Itutinga; apresentação do coral e dança,  pelos alunos do projeto Mais Educação, além da Roda de Capoeira, com o grupo Biriba de Ouro. À noite foi inaugurada a iluminação natalina na Praça Nossa Senhora de Nazaré. Shows com o cantor e violeiro nazarenense Caio Guilherme e a banda de rock Maria Joana, da cidade de Divinópolis, fecharam a comemoração.


Atualmente a cidade pacata tem como prefeito João Caetano Leite; conta com aproximadamente 8.000 habitantes e ao longo de sua história recebeu visitas ilustres, como a do ex-presidente Tancredo Neves, que visitou a cidade duas vezes nos anos de 1954 e 1984.

Outro nome de destaque a ser lembrado no que diz respeito á história e cultura nazarenense é do Sr. Modesto Silva Neto, pintor e exímio desenhista,  detentor de um vasto conhecimento sobre o município. Sua essência artística é visível em pinturas no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, onde ele realizou a representação da cena do batismo de Jesus Cristo; a Igreja de São Sebastião apresenta a pintura do Calvário também realizada por ele. Modesto Silva é músico e professor de violão, violino, guitarra e teclado. Segundo ele, o nome de Nazareno tornou-se sinônimo de respeito e hegemonia em toda a região graças ao futebol de elevada qualidade e arte praticado no município. 

Texto: Thays Andressa/ VAN
Fotos: Thays Andressa

Quilombolas de Jaguara comemoram o Dia da Consciência Negra


“O evento é importante porque dá continuidade às tradições mais antigas”, define João Rosa (67), morador da Comunidade Quilombola de Jaguara desde que nasceu. O Dia da Consciência Negra foi comemorado no domingo (23), na comunidade pertencente ao município de Nazareno.  Apesar do tempo nublado e da chuva, a tarde foi marcada por festividades que animaram os presentes na localidade. O intuito da festa é a preservação da cultura afro-brasileira. O evento foi marcado por danças típicas da cultura africana, como a Dança do Pilão, a Roda de Capoeira, com o grupo Biriba de Ouro, a presença das corporações de Congado de São João del-Rei, São Benedito e São Sebastião, bem como o Congado de Nossa Senhora do Rosário, da comunidade de São Dimas, além da participação da Folia de Reis Coqueiro e Nazareno.  Cleuza Cunha, presidente do Consep de Nazareno, comentou sobre a festividade:

– “Venho na festa há dois anos e o que mais gosto é a Dança do Pilão, de que participo e admiro por ser uma dança de origem africana”.  

A Dança do Pilão já tem se tornado tradição no Campo das Vertentes, devido ao esforço e contribuição do músico Vicente Miranda, da Comunidade de Brasilinha. Miranda começou esse trabalho de resgate da cultura africana no ano de 1992,  que, segundo o músico,  constitui “uma travessia dentro da cultura em nossa região”. O artista saiu a cavalo em direção à cidade de Carrancas, levando  mantimentos, barraca e ração para os animais no lombo de um jumento. 


“Carrancas foi o lugar escolhido para minha pesquisa e dentro desse contexto direcionei  o trabalho para o negro escravo, porque naquela região concentrava-se um grande número de fazendas marcadas por sinais da escravidão ali presente”. Vicente Miranda iniciou sua trabalho a partir da conversa com alguns afrodescendentes, que lhe informaram sobre a Dança do Pilão de Inhá. Com o passar dos anos, algumas informações não eram tão precisas, mas,  mesmo assim, dentro desse estudo foi possível descobrir dados relevantes, buscando ser fiel à origem dessa tradição. “Quem mais me ajudou foi um senhor de uns 80 anos que me relatou boa parte da dança, tendo em vista o fato do avô dele ter sido um dos últimos que conseguiram manter a dança”.

Segundo o músico, nos tempos remotos da história dessa dança, “eles estavam beneficiando algum tipo de grão, como o café. Essa dança só era permitida à noite, no momento em que os negros tinham uma pausa para o descanso e buscavam uma forma de entretenimento”. Se o senhor de escravos permitisse, a festa ia até a madrugada, pois o grupo ia se revezando e assim não havia o abatimento pelo cansaço. Atualmente, a dança envolve 12 mulheres, entre elas participantes da Comunidade de Jaguara, Caquende e São João del-Rei. “A Dança do Pilão é um trabalho de palco, artístico, que tem como objetivo a transmissão para as novas gerações de uma cultura já antiga”, afirmou Miranda. O  desfile de beleza Negra Mirim compôs a cerimônia de encerramento da festa.

Festival de Música de Nazareno encerra inscrições


Há doze anos o Festinaza tem reunido músicos de toda a região e se consolidado no calendário Cultural da cidade de Nazareno. Nesse ano de 2014,  em sua XII edição, o evento será realizado nos dias 14 e 15 de novembro, no parque de Exposições José Vespasiano de Abreu, ás 19h30, com entrada gratuita. A iniciativa é conhecida por apresentar uma variedade de ritmos, indo do samba ao rock, do sertanejo à MPB, promovendo, dessa forma, a diversidade artística na região. Segundo a secretária de Cultura, Betânia Oliveira, o intuito principal do festival é “valorizar os talentos locais e da região”. O Festival é realizado pela Prefeitura Municipal com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Fábio Antônio Malta (18), que irá participar pela primeira vez do evento, afirma:

– “Tenho uma boa expectativa. Creio que vai ser um evento bem sucedido, com pessoas que tocam músicas há muito ou pouco tempo. Vou tocar em três bandas entre elas duas de sertanejo e uma de reggae”.

O festival terá premiação em dinheiro para os três primeiros colocados, R$1.000, R$600 e R$400 respectivamente, além de troféus nas categorias músicas inéditas e não inéditas, independente do gênero, desde que sejam composições nacionais; é considerada canção inédita aquela cuja letra que não tenha sido gravada comercialmente; em contrapartida, não inédita é aquela que tenha sido gravada comercialmente. O melhor intérprete de cada categoria também receberá premiação.

Cada candidato terá até 10 minutos para se apresentar. Entre os quesitos julgados estão: melodia, letra, arranjo, harmonia, interpretação, carisma e a interação com o público. Mais informações sobre o regulamento estão disponíveis no site da Prefeitura Municipal de Nazareno. Os músicos que participaram ao longo do ano são das cidades de Barroso, Itumirim, Lagoa Dourada, Lavras, Macuco de Minas, Resende Costa, São João del- Rei, além do músicos nazarenenses.

Os músicos interessados em participar terão até o dia 10 de novembro, para fazer sua inscrição, tanto pelo email festinaza@nazareno.mg.gov.br, quanto na Prefeitura do município, no setor de tributação, de segunda a sexta-feira, durante o horário de expediente, de 7h30 às 11h30 e das 13 às 16 horas. O show de encerramento será com a Banda Maria Joanna, da cidade de Divinópolis.

Texto: Thays Andressa
Foto: Divulgação

Comemorações do Jubileu movimentam Nazareno


“A ornamentação feita, especialmente as flores, demonstravam que eram dias muito especiais, o que nos fazia sentir também especiais e parte desta festa . Tudo o que foi feito pela paróquia de modo geral, deixou um ar agradável em meu pensamento, que aguarda desejoso a próxima festa”. Esta foi a declaração emocionada de Kellen Abreu, nazarenense que participou das celebrações dos 150 anos do Jubileu Perpétuo em honra à Padroeira, Nossa Senhora de Nazaré, no município de Nazareno, em Minas Gerais.

As festividades realizadas entre os dias 7, 8 e 9 de Setembro levaram milhares de romeiros de diversas regiões do país à cidade, onde o evento contou com a colaboração dos sacerdotes vindos de outras paróquias da região, voluntários, secretária paroquial, sacristão, seminaristas, romeiros, bem como Pastorais e outros Movimentos religiosos. Os atendimentos de confissões ocorreram durante os três dias do Jubileu, das 8 horas às 17:00 horas. As novenas iniciadas no dia 30 de agosto, tiveram término no dia 07 de Setembro e a respeito do novenário, Maria Clara Diniz, salienta:

-"A orquestra estava impecável como sempre, com instrumental e vozes lindíssimas.
No dia 7, a banda católica Filhos do Céu, de São João del-Rei fez  uma apresentação, que reuniu centenas de pessoas, principalmente jovens. O show começou às 22h30 e animou os presentes, com canções evangelizadoras. No dia 8,    comemorou-se a Natividade de Nossa Senhora

Durante todos os dias de festividades, a Pastoral da Comunicação (Pascom) do município cobriu as celebrações, elaborando matérias e fotos, que deixaram registrado o acontecimento. Nazarenenses ausentes puderam acompanhar por meio do blog da Paróquia (www.satuarionsn.blogspot.com.br),  os festejos e comemorações.
Dona Abigail Santos, que há 36 anos organiza a Romaria  de Bom Sucesso, MG trouxe 55 pessoas de sua cidade para prestigiar o evento religioso. Alguns fiéis da cidade de Itutinga vieram caminhando até Nazareno, num percurso de aproximadamente 17 km, como forma de cumprir promessa feita à  Nossa Senhora. 

Assim sendo, os festejos provocaram admiração pela quantidade de fiéis. Por isso, a nazarenense Carmélia Paiva afirmou que “esse ano  tudo diferente dos outros anos, por se tratar justamente dos 150 anos do Jubileu”. Segundo ela, “houve muitas conversões e pregações maravilhosas. A festa se iniciou no mês de agosto, com a visita da imagem de Nossa Senhora nos bairros e nas capelas rurais. E dá para  sentir  realmente a emoção ao  pensar na beleza que foi a festa”!

O conjunto de Barracas faz parte de um dos atrativos da festa. O encerramento das festividades dos 150 anos de Jubileu ocorreu no dia 10 com a procissão de Santo Antônio saindo do Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, rumo à capela em honra ao santo; logo após ocorreu a Celebração Eucarística.

A Policia Militar cuidou da parte da organização, garantindo a segurança tanto para a população quanto para os visitantes.
 
UM POUCO DE HISTÓRIA

A festa em honra a Nossa Senhora de Nazaré já é um tradição de anos na cidade. Nos primórdios de sua história, quando Nazareno ainda era o arraial do Ribeiro Fundo, estava erguida a capela em honra a Santo Antônio, situada em terras doadas pelo fazendeiro Manoel dos Seixas Pinto. No entanto, a capela teve de ser demolida e em seu lugar foi construído o Hospital. Atualmente existe nessa mesma região a nova Igreja de Santo Antônio, razão pela qual o dia 10 de Setembro é consagrado em honra ao Santo.

Texto: VAN/Thaís Andressa
Foto: Thaís Andressa

Festa de Nossa Senhora de Nazaré atrai milhares de fiéis

Em 2014, Nazareno comemora os 150 anos do Jubileu Perpétuo



“Nesse ano, estamos com muita expectativa para a celebração da festa da padroeira, porque se trata dos 150 anos do Jubileu”. Essa é a declaração do pároco local, Padre Rondineli Cristino, a respeito das homenagens a Nossa Senhora de Nazaré, que vão ocorrer entre os dias 30 de agosto a 10 de setembro, na cidade de Nazareno, em Minas Gerais.

No dia 29 de agosto, ocorrerá a cerimônia de lançamento do Selo Comemorativo dos 150 anos do Jubileu Perpétuo de Nossa Senhora de Nazaré, pela Agência dos Correios, no Santuário. Em seguida, haverá apresentação do concerto da Banda Sinfônica de Matosinhos, de São João del-Rei. No dia 07 de setembro, vai acontecer o descerramento da placa comemorativa dos 150 anos, seguido de show com a Banda Católica Filhos do Céu, também de São João del-Rei.

A Novena Preparatória da festa se inicia no dia 30 de agosto, tendo acompanhamento da Orquestra e Coro de Nossa Senhora de Nazaré. Para Pablo Nascimento, 14 anos, que participa do evento, “são momentos que sempre ficaram na minha mente! A cada ano é uma emoção maior. Me sinto muito feliz por poder participar dos momentos que vivo durante a festa em honra a Nossa Senhora”, declara.

Instituído em 19 de fevereiro de 1864, pelo então bispo da época, Dom Antônio Viçoso, o jubileu atrai milhares de fiéis que seguem as orientações da Igreja. Aquele que visitar o Santuário em um dos três dias, 7, 8 ou 9 de setembro, confessando, comungando e rezando na intenção da Igreja e do Santo Padre, recebe as graças e indulgências plenárias. Muitos dos filhos ausentes retornam a Nazareno para, além de rever familiares e amigos, participar desse encontro de oração.

A palavra jubileu quer dizer grande festa e sua descrição é encontrada nas Sagradas Escrituras. É considerado um tempo de encontrar o perdão diante das contendas e de renovação do compromisso diante de Deus. Antigamente era vivido como um tempo de perdão das dívidas.

Diante da peça  produzida artesanalmente pelo escultor Benedito Eduardo de Carvalho - uma imagem semelhante à  primitiva de Nossa Senhora de Nazaré -o músico Wanderlei Geraldo frisa a importância da réplica ao afirmar que “ela mostra toda beleza que Nazareno produz em todas as áreas”.



Devotos e Visitantes 

Além de toda a programação religiosa, existe, para os devotos, no anexo à Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, a sala de ex-votos, ou como também é conhecida, a Sala dos Milagres. Os romeiros, ao fazerem os pedidos, fazem também uma promessa. Após o recebimento da graça, vêm agradecer e cumprir o prometido, depositando na sala o voto feito; por isso deixam fotos e símbolos que destaquem qual foi a graça alcançada, tais como muletas e restos de gessos.
Já para os visitantes, por se tratar de uma festa já consagrada que atrai peregrinos de vários lugares, as quermesses foram sendo formadas desde os primórdios da festa, com o intuito de suprir as necessidades dos romeiros. Atualmente, o aglomerado de barracas aumentou, ocupando as ruas principais do centro da cidade.

Texto: VAN/Thaís Andressa
Foto: Thaís Andressa

A vida e a obra do escultor Mineiro Dito Santeiro


Em Minas Gerais, berço de grandes artistas, Dito Santeiro, escultor de arte sacra, surpreende com seu trabalho. Autodidata, seu ofício transmite aos expectadores, religiosidade e fé. Benedito Eduardo de Carvalho, mais conhecido como Dito Santeiro, é natural de Conceição da Barra de Minas. Mudou-se aos 15 anos para Nazareno, adotou o município como cidade do coração e hoje tem ali constituída toda sua trajetória de vida. Nascido em 13 de Outubro de 1947, demonstrou seu talento para a arte já em sua infância, iniciando aos 8 anos seu primeiro trabalho como escultor. A matéria prima utilizada na confecção de suas obras engloba tanto a madeira quanto a pedra-sabão, e a temática envolve principalmente a arte sacra.

O ofício do artesão sempre conquistou o apreço e respeito da população nazarenense. Segundo o professor e músico, Roque Raphael Ercolin: “Percebe-se nas confecções de suas obras que o escultor Benedito Santeiro desperta a emoção religiosa de quem a observa, com intensa dramaticidade”. Augusto Leonel Ribeiro, professor e historiador nazarenense expressa-se: “Sou admirador das obras do Dito Santeiro desde minha infância. O Sr. Dito é uma pessoa muito amável e acessível; amigo de longa data de minha família. Uma pessoa admirável que tem um dom ímpar”.

Membro relevante na construção cultural da cidade de Nazareno, preserva um ofício quase extinto na atualidade. Dito Santeiro é considerado pela população um célebre artista. Um marco importante em sua carreira foi uma escultura de Frei Galvão -  primeiro santo do Brasil -  realizada no ano de 2007, com o intuito de presentear o Papa Bento XVI, em nome de todo povo brasileiro. O presente lhe rendeu homenagens, entre elas, uma carta do Vaticano como forma de agradecimento, e consequentemente, um amplo reconhecimento de seu trabalho, nacional e internacionalmente. Outra obra de grande destaque que realizou, é a imagem esculpida do santo João Paulo II, toda em madeira, com grande riqueza de detalhes e que atualmente compõe o altar da primeira paróquia em homenagem ao santo no Brasil, situada em Juiz de Fora.

Mais de cinco décadas dedicadas à arte, milhares de obras realizadas, mantendo a credibilidade e o profissionalismo. Indagado sobre a emoção que lhe proporcionava tal função, Dito respondeu: “Minha arte é inspiração de Deus”.  Através de cursos, o artista transmite a seus aprendizes o ofício de ser escultor, ensinando técnicas para o aperfeiçoamento, dando continuidade a essa expressão artística e contribuindo para o engrandecimento cultural da cidade.

No processo de criação artística, após escolhida a matéria prima, com a utilização de uma lima, a madeira ganha delicadas formas, dando origem às obras artísticas, tarefa que às vezes demora meses para ser finalizada.  Pela qualidade de seu trabalho, é muito requisitado como artesão. Tem como influência o barroco mineiro. É também admirador dos trabalhos do mestre Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido por Aleijadinho, e do pintor Manuel da Costa Ataíde.

Texto: VAN/Thays
Foto: Thays

Comunidades da Jaguara e Palmital são reconhecidas como Quilombos


As comunidades Jaguara e Palmital são agora, oficialmente, comunidades quilombolas.  Elas receberam, no dia 24 de novembro, a certificação oficial da fundação Palmares e foram intituladas Quilombolas em publicação no Diário Oficial da União. Situadas no município de Nazareno, as comunidades somam cerca de 210 moradores que, agora, terão mais direitos e sua identidade reconhecida.

A certificação aconteceu durante a visita de professores e alunos da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e contou com a presença da assistente social de São João del-Rei Merelane Emanuele Cardoso, bem como do prefeito de Nazareno João Caetano Leite, da secretária de cultura da cidade Betânia Oliveira e do secretário de Obras de Nazareno  Venerando Gualberto, que até então era responsável pela administração dos quilombos.

O fato teve colaboração importante do projeto “História e Cultura Africana e Afro-Brasileira: Curso de Educação Continuada para Professores de Ensino Médio, Fundamental e Extensão nas Comunidades Quilombolas”, criado pelo professor do Departamento de Ciências Sociais (Decis) da UFSJ Manuel Jauará. Desde 2003, o projeto trabalha a memória cultural das comunidades e busca melhorias para as pessoas que vivem nelas. Para Jauará, o reconhecimento é uma grande conquista. “Essa é uma etapa que nós construímos junto à comunidade. A próxima será organizar o funcionamento da Associação Quilombola”, conta.

Para decidir as novas diretrizes, foi convocada uma Assembleia Geral para eleger os líderes comunitários e definir as prioridades, como saneamento e saúde, ainda precários na região. Além disso, enfatizou-se a importância de se resgatar a memória cultural local para maior consolidação do grupo como quilombo.

Integrante do projeto e moradora da região, a adolescente Valéria se diz orgulhosa do acontecimento. “Antes tínhamos vergonha de morar em um lugar sem identidade. As futuras gerações não vão precisar sentir o mesmo”, diz satisfeita.

VAN/Mayara Mateus
Foto: Mayara Mateus




Zuenir Ventura no 8º Felit


Veja mais vídeos da região do Campo das Vertentes




 


DEPENDENTES DAS TECNOLOGIAS


Veja mais vídeos da região do Campo das Vertentes