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CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

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Senai oferece vagas para cursos gratuitos do PRONATEC


A Secretaria de Assistência Social de São João del-Rei, juntamente com o Senai, tem lançado oportunidades para pessoas interessadas em obter uma formação profissional. Os cursos de carpinteiro de telhado, aplicador de revestimento e pintor, estão oferecendo vagas para melhor qualificar quem estiver ingressando ou, até mesmo, dentro do mercado de trabalho. “O PRONATEC é uma porta de saída do Bolsa Família. Fazendo esses cursos, a gente tenta qualificar o aluno para que ele possa entrar de uma forma competitiva no mercado de trabalho”, apontou o Diretor de Programas Sociais sobre a importância de projetos como esse para a sociedade, Rodrigo dos Passos.

Pode fazer a pré-inscrição o candidato que tiver o Ensino Fundamental completo, idade acima de 16 anos, ser beneficiário titular ou dependente de programas federais para transferência de renda e pessoas inscritas no CADÚNICO. Os três cursos oferecem, ao todo, 24 vagas remanescentes. As inscrições podem ser feitas diretamente na Secretaria de Assistência Social e vão até que todas as vagas sejam preenchidas. As aulas começam entre a segunda e terceira semana de novembro.

“São João del-Rei e região tem deficiência de profissionais qualificados. A importância de projetos como esse e outros aqui no Senai é estar oferecendo ao mercado, profissionais de melhores qualidades”, comenta o professor de Construção Civil, do Senai, Geraldo Cesar Silva.

Silva ainda salienta que nos últimos anos, profissionais da área de construção têm se valorizado cada vez mais, portanto, essa é uma grande oportunidade para aqueles que querem ter um padrão de vida melhor. Quem já faz algum curso pelo PRONATEC mostra otimismo em relação ao futuro, como é o caso de Rodrigo Santos (16), que cursa Técnico em Eletrônica:

– “Apesar de essa não ser a área que pretendo atuar, eu espero que com esse curso eu possa conseguir um emprego e com o salário poder cursar gastronomia, que é o meu sonho”.

Como Rodrigo, todos os alunos matriculados terão direito a um auxilio estudantil no valor de R$7,50 por dia de aula, kit escolar e ainda uma oportunidade de ser um profissional melhor.

Texto: Thobias Vieira / VAN

Foto: Divulgação

Decreto autoriza migração de rádios AM para FM


No dia do Radialista, comemorado recentemente, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, foi anunciada pela presidenta Dilma Rousseff e pelo Ministro das Comunicações Paulo Bernardo a assinatura do decreto autorizando a migração das emissoras de rádio AM para operar na faixa de FM. Radialistas e profissionais de radiodifusão há muito tempo reivindicam às autoridades e associações do ramo essa mudança, a fim de que as transmissões tenham maior qualidade com a frequência modulada (FM) e, consequentemente, obtenham maiores índices de audiência.

Elena Cardoso, locutora da União Fm, vê com bons olhos essa migração do sinal de AM para FM: “Muitas emissoras de rádio AM possuem bons programas, mas infelizmente não temos acesso a eles pelo fato de os novos dispositivos móveis não sintonizarem tais emissoras. Nos rádios comuns, o sinal tem grande interferência e a qualidade não é boa, o que compromete a sintonia e, consequentemente a audiência. Vejo como um bom sinal essa ação do Ministério das Comunicações, da presidenta Dilma e das associações que lutaram para essa conquista. As empresas terão prazo de um ano para se adequar. Assim que os proprietários fizerem o requerimento ao Ministério, poderão continuar por um período de 5 anos com as duas frequências AM e FM, até fazerem toda a migração”, argumenta Elena.

Para a locutora Joana Silva, que está na profissão há mais de 10 anos e trabalhou na rádio Criativa FM, estando agora na rádio União FM, na profissão existem muitos desafios e é preciso gostar do que se faz para ganhar a audiência. “Muitas pessoas até têm o interesse em se tornar locutores de rádio, mas o mercado de trabalho na área não é muito grande. Não tem como todos trabalharem no setor, mas nas grandes cidades é necessário além de ter o dom, o estudo, o registro profissional, pois a concorrência é grande. Primeiramente, para atuar em rádios, os candidatos precisam ter vocação, gostar muito e serem pessoas comunicativas, criativas e ‘ligadas’ no que está acontecendo ao seu redor e no mundo para ficarem sempre atualizadas”, revela Joana.

A rádio no Brasil

As rádios no Brasil, desde a sua criação, em 1923, ganham o imaginário das pessoas através da cultura erudita e popular, por meio dos programas de auditório, rádio novelas, apresentação de cantores, bandas (festivais de músicas) e também da publicidade e marketing de diversos produtos. Desde esse período da história do Brasil foram surgindo diversas rádios por todo o território nacional, mas, infelizmente, muitas rádios de faixa AM não tiveram como migrar para a FM naquela época, com isso muitas emissoras foram prejudicadas pela interferência no sinal e também por serem acessadas em dispositivos móveis como celulares.

Existem ainda inúmeras emissoras no Brasil que operam na frequência AM e que são divididas em alcance local, regional e nacional. Para se adequarem à nova frequência, deverão fazer o pedido a partir de 1º de janeiro de 2014, aguardar a tramitação do processo - que tem previsão de duração de 4 a 5 meses. Será feita uma análise e avaliação do governo por meio da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), depois será verificado se há o espaço para inserir na faixa FM. O interessado deverá também arcar com custos para tal migração, que prevê nova licença e transmissores de FM. Existem cursos básicos no Brasil, bem como cursos de ensino superior para habilitação em Rádio e, com isso, não deverá aumentar a demanda por novos profissionais no mercado.
 

Marcus Santiago

Donos do Pedaço


Como se sabe, na sociedade o lugar que não é público é privado. De pessoas, de empresas, da igreja, do governo, etc.


No país, existe a possibilidade de se criar empresas de níveis diversos para atender à demanda de determinada prestação de serviço comercial, industrial, educacional, religioso ou de representatividade de um grupo, associação, entre outros. Isso pode partir de pessoas físicas que se tornam jurídicas e acabam se tornando empresários, diretores, gerentes, presidentes.


Há também os concursos públicos. Quantas pessoas estão em busca de estabilidade?  Quantas já foram aprovadas e nomeadas para o serviço público?


No serviço público, os trabalhadores devem se enquadrar às normas e regimentos estabelecidos. O espaço é público, então necessita de ética, de responsabilidade social e de transparência nas funções do cargo em que foi investido, seja numa cidade do interior ou numa metrópole.  Ninguém é dono de nada, todos são servidores, porém alguns ocupam funções comissionadas. Pessoas são nomeadas ou designadas para ocupar cargos nessas instituições pelo mérito da aprovação no concurso ou por ter alguma qualificação especial, para substituir outro funcionário que não tinha.


Muitas vezes, novos servidores assumem a vaga motivados e felizes, mas, em determinados locais, acabam se sentindo sem apoio e desmotivados. Dirigentes querem impor um ritmo de trabalho mais acelerado ao funcionário que está chegando, como forma de punição. Quantas pessoas começando a carreira desanimam de continuar? Falta apoio, caridade em ensinar o serviço. Ouve-se conversa atravessada, julgamento, comparação, má vontade de ajudar, exigências acima do padrão. Mas, perante a lei, a nomeação ou contratação é justa, mesmo que a pessoa veio de outra cidade para ocupar tal função.


Os “donos do pedaço” estão por todo lado. Mas, se é direito seu de estar ali, lute por ele. Na esfera do que é público e da coletividade, façamos nossa parte em cumprir os direitos e obrigações. Ninguém toma posse ou assume algo sem que tenha as devidas atribuições para tal.


Em igrejas, quantas pessoas não atrapalham que outras ingressem no voluntariado? As igrejas, em sua maioria, vivem da boa vontade de leigos que doam parte de seu tempo à comunidade religiosa. Há pessoas que já estão ali há tantos anos que se sentem “donas”. Coloca-se uma “capa de religiosidade”, muda-se o jeito de ser, vive-se com uma máscara. Nota-se uma má vontade de funcionários em prestar informações ou deixar que outros entrem para ajudar. Parece que existe um certo receio de serem substituídas.

Estamos aí para ajudar, inovar e crescer. A vida é muito curta para se ficar perseguindo, colocando dificuldades no caminho daqueles que querem começar, servir, ter uma experiência e lutar pela sua sobrevivência.


VAN/Marcus Santiago
Foto: Reprodução 

Má administração da APAE gera ação judicial

Funcionários da instituição estão há três meses sem salário e trabalham integralmente


Na manhã desta terça-feira, 22, professores, servidores e demais funcionários da APAE, junto aos membros do sindicato dos trabalhadores, se mobilizaram em frente à sede da instituição a fim de protestar contra a atual gestão administrativa. A mobilização foi motivada pela falta de pagamento dos funcionários, que estão há 3 meses sem salário  e trabalhando integralmente. Dentre as reivindicações, está a ausência de prestação de contas da atual gestão, além de denúncias sobre desvios de verbas e assédio moral aos trabalhadores da instituição. Enquanto a manifestação acontecia em frente à sede da APAE, outro grupo participava de uma audiência no ministério do trabalho.

Segundo o Coordenador do Sindicato dos Trabalhadores (SENALBA) Sérgio Oliveira, a mobilização teve início às 6 horas da manhã, com a participação de membros do sindicato, funcionários e professores da APAE de São João del-Rei. “Estamos mobilizados aqui contra a gestão do atual Presidente da APAE, Sr. Gabriel, que não tem compromisso com os trabalhadores, não faz prestação de contas e que, por consequência da falta de pagamento, alguns trabalhadores já receberam até ação de despejo, por não pagar o aluguel”, conclui o coordenador.

Josiane Geovana é nutricionista da APAE e afirma que o atendimento às crianças está sendo feito integralmente e que todos os funcionários estão vindo trabalhar, por amor às crianças e à instituição. “As crianças são nossa vida, razão do nosso trabalho, é por causa delas que todos os profissionais estão vindo e prestando serviço em carga horária integral.” 

Josiane também aponta que a APAE está perdendo apoio e verbas devido à falta de prestação de contas e à má administração, sendo que, na próxima eleição, a comunidade deve avaliar muito bem antes de votar. “Quem elege o conselho administrativo são os pais e a comunidade. Funcionários e professores não têm direito ao voto. Dia 23 de novembro, haverá uma nova eleição e a comunidade tem que se inteirar sobre o assunto antes de votar”, afirma.

A Justiça do Trabalho deferiu hoje pela manhã o bloqueio das verbas públicas recebidas por convênio com a prefeitura municipal, Caixa Econômica e SUS destinadas à APAE. Tal medida foi determinada para resguardar os trabalhadores, para que sejam ressarcidos com juros e correções pelo tempo que estão sem receber pelo seu trabalho, segundo contou a advogada da SENALBA, Stefânia Vitor. Ela afirmou ainda que não houve presença de nenhum membro da administração da APAE, de forma que não apresentaram defesa. “Não compareceram à audiência e, se for comprovado que foram citados e não se apresentaram, eles não terão direito à defesa”, conclui a advogada. 

Na próxima terça-feira, 29, haverá uma segunda audiência, em que será deferido um parecer final sobre o caso, e espera-se que a administração se manifeste, pois a mesma foi procurada e declarou não ter nada a dizer sobre o assunto.

VAN/ Sávio Souza
Foto: Sávio Souza

Rubens Braga: o chef que se rendeu à culinária italiana


Terminou neste domingo (1) o 16º Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes. Rubens Braga, chef de cozinha, é proprietário do Trattoria Via Destra, tradicional restaurante de massas da cidade. Natural de Passos de Minas (MG), Rubens morou na Itália durante seis anos, onde desenvolveu sua paixão pela culinária local.

Casado e pai de uma filha de 15 anos, Rubens participa há 13 anos do Festival de gastronomia de Tiradentes. Este ano, o prato participante do evento é um entrecôte: carne bovina grelhada, acompanhada de penne ao funghi porcini, um cogumelo italiano. Segundo ele, a seleção de pratos é feita através da vendagem. “Escolhemos o prato que mais saiu durante o ano. Este é um prato normal do cardápio. Muita gente ligou e cobrou para que ele estivesse presente durante o festival”, explica.

Após trabalhar 25 anos em uma grande fabricante de automóveis italiana, o chef começou a trabalhar em restaurantes na Itália por curiosidade, quando resolveu largar tudo para virar cozinheiro: “fui me apaixonando pela cozinha italiana e essa paixão acabou virando minha profissão”, declara. 

Devido ao crescimento do restaurante, Rubens já planeja a mudança da Trattoria para a unidade planejada que mantém na Rua Direita. “Como o patrimônio histórico não me permite mexer na cozinha, estamos mudando para um lugar maior, mais espaçoso, em que eu posso juntar as duas cozinhas”, relata. O estabelecimento, por sua vez, é especializado na culinária mineira. “Lá, a cozinha já está dentro das normas. Ficamos 13 anos nesta localização, mas não tem jeito de continuar. Como aqui era uma residência, não houve como adaptá-la”, considera.

Perguntado se iria abandonar a comida mineira, Rubens disse que não, “a nova unidade tem espaço para as duas.” O chef apaixonado pela culinária mineira e italiana afirma: “Eu pesquiso sobre as duas comidas. Vi que era uma forma de exercitar minha paixão pela culinária. A italiana foi o meu ponto de partida, pois aqui já temos muitos restaurantes mineiros, bons e famosos. Resolvi, então, fazer um contraponto porque, às vezes, o turista quer uma comida diferente e, nessa cozinha, todo mundo tem um pé na Itália, uma origem italiana”.

De acordo com o chef, o sucesso do restaurante durante o festival se deu pela sua flexibilidade. “Eu não me amarrei a nada específico da guia, selecionando jantares completos com entrada, prato principal e sobremesa, por exemplo. Isso me deu a liberdade de fazer pratos especiais a cada dia, dependendo do gosto do cliente. Eu deixo um histórico dos pratos já feitos aqui no restaurante, que não tem no cardápio, justamente para poder fazer algo especial, brincar com essa espontaneidade da culinária”.

“Amigos, também chefes de cozinha, vieram aqui durante a semana e, como muitos dos meus pratos eles já conhecem, tive, então, que inventar na hora alguma coisa diferenciada, dentro do princípio do “slow food”. A comida aqui não é guardada, tudo o que eu cozinho é feito no momento em que o cliente pede”, afirma.

Para o chef, a cada ano, a organização do evento se aprimora e cresce, tanto na sua importância, quanto nas estratégias de planejamento, “isso elevou a cidade à pólo gastronômico do Brasil. Este Festival acontece em agosto, mas vai se comentar o ano inteiro sobre o evento”, e continua, “esse é um restaurante mais romântico. À noite, o movimento engrossa. Geralmente, nos dias de Festival, saímos daqui por volta das 3 horas da manhã. O movimento este ano foi muito bom”.

O Festival que trouxe inovações, como a cozinha molecular, além de novos equipamentos, teve também a presença de cozinhas estrangeiras como: chilena, espanhola, francesa, entre outras. “Eu fico na minha raiz, gosto muito de trabalhar com pesquisa, de resgatar pratos da minha origem”.

O chef que também mantém uma unidade em Belo Horizonte (MG) faturou, em 2009, o prêmio de melhor restaurante de comida italiana da capital, pela revista Encontro. “Se eu tinha alguma pretensão de reconhecimento, eu atingi meus objetivos. Agora eu trabalho essencialmente por prazer. Trabalho pelo negócio, mas, principalmente, pelo prazer de todos os dias poder cozinhar, elaborar pratos, comprar um cogumelo fresco e fazer molhos específicos”, finaliza.

VAN/ Maria Clara Lauar
Foto: Bruno Marques

Desemprego é o maior em São João del - Rei desde 2009


Segundo dados do Ministério do Trabalho, 212 postos de trabalho deixaram de existir na cidade São João del – Rei, durante o período de janeiro a junho deste ano. A variação negativa de 1,3% refere-se ao emprego formal e é a menor verificada desde o ano da crise de 2009. 


São João del - Rei acompanha uma tendência nacional quanto à queda de empregos. Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego no país no mês de junho foi de 6%, a maior desde abril de 2012. Essa taxa é medida mensalmente apenas em algumas metrópoles brasileiras e inclui o emprego formal e informal. O último dado equivalente na cidade é do Censo Demográfico, feito pelo IBGE em 2010, em que foi verificada uma taxa de 6,4% de desocupação.



De acordo com o Prof. Aluizio Barros, doutor em economia pela Universidade do Rio de Janeiro,  apesar de ser uma tendência nacional, o fenômeno também é causado por características internas da cidade de São João del - Rei. Segundo ele, o setor metalúrgico da cidade é essencialmente voltado para a exportação e, por isso, sofreu fortemente as consequências da crise mundial que se arrasta desde o ano de 2009.



Uma das maiores dificuldades para o preenchimento das vagas existentes é a falta de qualificação, aponta o Gerente de Operações da filial são-joanense da Magazine Luiza, Luiz Carlos Filho. A empresa possui um sistema online de cadastro de currículos dos interessados, mas a falta dos pré-requisitos básicos, como 2º grau completo e noções de informática, ainda é um problema enfrentado na hora da contratação.



Devido às dificuldades encontradas para se conseguir um emprego, muitos recorrem aos trabalhos informais, os chamados “bicos”. Rhuan Augusto da Silva, 22, está desempregado há quase dois anos e vem encontrando dificuldade para conseguir uma vaga desde então. O jovem, que costumava trabalhar como Assistente Administrativo, cogita prestar um concurso público nos próximos meses. “A maioria dos jovens daqui está procurando esse meio de estabilidade financeira”, afirma Rhuan.



Em pesquisa realizada pela Vertentes Agência de Notícias (VAN) com alunos da Universidade Federal de São João del-Rei, 33% dos entrevistados responderam estarem trabalhando no mercado informal, por não conseguirem encontrar um emprego.


VAN/ Delcimar Ribeiro, Luana Levenhagen e Stella Sampaio.
Foto: Luana Levenhagen

Profissão Inovadora




Natural da cidade de São José dos Campos - SP, o designer gráfico Marcos Vinicius Oliveira Fonseca, de 21 anos, começou suas experiências na área ainda bem jovem. Já atuou em diversas empresas e hoje trabalha com Marketing Digital da Recominte, empresa do ramo de aviação. 

O designer gráfico é um profissional que desempenha funções fundamentais dentro de vários setores. É o responsável por estabelecer a comunicação entre o veículo jornalístico e o leitor, a empresa e o público alvo, além de ser também aquele que harmoniza imagem e texto dentro dos anúncios e veículos de comunicação.

“Empurrado” para a área quando ainda não conhecia muito a respeito, Marcos iniciou na profissão quando recebeu a proposta de um amigo, que trabalhava no ramo, para trabalhar em uma gráfica e aprender o serviço dos designers. 

Com menos de um mês de experiência, já dominava todo o conteúdo, passando, assim, a ser o responsável por toda a parte de design da gráfica em questão. Após isso, Marcos começou a gostar mais da profissão e resolveu, então, se aprofundar nos estudos, ampliando, assim, as opções na área.

Trabalhando há cinco anos como designer, Marcos Vinicius não tem uma rotina fixa de trabalho. Para ele, sempre pode acontecer algo, e tudo o que está sendo feito pode mudar. “Você pode começar a montar a estrutura do trabalho e ir modelando aos poucos. Durante esse tempo, sempre aparece algum outro serviço para ser colocado na frente, por conta de alguma urgência.”

Durante a realização de seus trabalhos, Marcos percebeu as dificuldades enfrentadas pelo designer. “Acho que a maior dificuldade é que, muitas vezes, você tem que fazer a vontade do cliente/chefe e não a correta. Mudar sempre seu jeito de elaborar as artes, pois cada cliente tem seu gosto, discreto ou não”, opina. 
Os programas utilizados por ele para diagramação são Corel Draw e Photoshop. Para Marcos Vinicius, quem deseja atuar nesta área deve ter grande criatividade, praticidade, paciência e ser inovador. Marcos se forma em junho de 2013 no curso de Marketing, na Faculdade ETEP, em São José dos Campos.


VAN/ Carol Araujo
Foto: Arquivo pessoal

Torcedor e Narrador



Torcedor apaixonado pelo Santos Futebol Clube e um profissional da comunicação, Ruscillo mora em Guarujá, cidade localizada na baixada Santista. Inspirou-se em nomes como Galvão Bueno e José Silvério para realizar o seu trabalho na rádio Santista e, em uma breve entrevista, ele nos conta um pouco do seu trabalho e da sua inspiração para realizá-lo.

VAN: Segundo o site da Rádio Santista, você foi um dos idealizadores da Rádio. Como surgiu a ideia de construir uma rádio voltada para o Santos Futebol Clube?

Ruscillo: Na época, eu era estagiário do Portal Santista Roxo. A ideia era fazer algo que funcionasse como uma "tecla SAP", que saísse da transmissão convencional e que falasse a língua do santista. Com o tempo, fomos aperfeiçoando, e o resultado é um produto de relativo sucesso entre os torcedores.

VAN: Quais foram as dificuldades iniciais que você e os outros membros da Rádio enfrentaram?

Ruscillo: Foram várias dificuldades. Operacionais, principalmente. No início, não fazíamos jogos no estádio. Era cada um em sua casa, interligados por Skype. Além disso, não tínhamos uma aparelhagem ideal, coisa que fomos adquirindo com o tempo. No início, nossas transmissões tinham quase 1 minuto de delay em relação ao jogo. Isso atrapalhava demais. Hoje conseguimos, nos jogos na Vila, ter o áudio chegando até mais rápido que a imagem da TV.

VAN: Qual a relação da Rádio com a diretoria do clube?

Ruscillo: Hoje, como rádio oficial, o clube financia a existência da rádio. Prestamos este serviço ao clube. Mas não é nada de muito extravagante, apenas o suficiente para bancar os custos da rádio e de TV e internet dos integrantes.

VAN: Como os Santistas reagem ao trabalho realizado pela Rádio Santista?

Ruscillo: Procuramos falar a linguagem do torcedor, ainda que sejamos a rádio oficial do clube. Não podemos criticar pesadamente um jogador, da mesma forma que não podemos deixar de emitir a opinião. Com o passar do tempo, achamos o tom certo, e o torcedor-ouvinte entendeu isso.

VAN: Você já recebeu alguma proposta para trabalhar fora da Rádio Santista após a fundação?

Ruscillo: Sim. Em 2012, eu fui convidado a participar do projeto "Arquibancada Oi", da operadora Oi e do Esporte Interativo. Fiz uns 15 jogos do Campeonato Brasileiro do ano passado lá. No fim do ano, resolvi retornar à Rádio Santista.

VAN: Você obtém alguma influência de outros narradores para realizar o seu trabalho?

Ruscillo: Algumas. Galvão Bueno é uma delas. O jeito como ele torce nos jogos da seleção é uma referência. Na locução em si, gosto de mesclar alguns estilos, como os de José Silvério e Ulisses Costa, que são os narradores de rádio que mais ouço.


VAN/ Thaís Marques da Silva, Maria Catarina Carvalho
Foto: Arquivo pessoal

De artista plástico a blogueiro



O escritor francês André Malraux uma vez disse que “Os grandes artistas não são copistas do mundo, são seus rivais”, o que faz sentido para descrever o artista plástico Gabriel Rufo, que recusa esse título por não acreditar no conceito de indivíduo, mas no de falange.

Introspectivo, reflete profundamente sobre tudo que lhe é perguntado, pontuando ora ou outra suas respostas com frases de efeito que poderiam facilmente ser usadas como epígrafes de um livro de poesias. É através delas que podemos ter um pequeno vislumbre desse mundo fantástico em que habita, um mundo particular e pessoal, que só encontra verdadeiramente vazão através de suas peças de cerâmica.

Paulista, com 31 anos registrados em seu documento, mas com um anseio de nunca deixar sua criança interior morrer, mudou-se para Prados onde mantém um ateliê e uma loja, e divide seu tempo entre os cuidados com sua tia que sofre de esclerose múltipla e a modelagem. A família parece ser uma constante essencial em sua vida, e foi dela que herdou gene artístico. O pai, Luís Carlos Rufo, é tido como grande referencial e inspiração.

Quando perguntado sobre a forma como a sociedade vê e se relaciona com a arte, assume um tom mais sério e crítico. Frustra-se com a tendência de tudo ser convertido em dinheiro, com a produção de uma espécie de falsa cultura, com a necessidade de se ter um vínculo empregatício para ser valorizado.

Para divulgar seu trabalho, Gabriel atualiza sempre que pode seu blog, onde expõe não somente suas peças, mas a forma como percebe o mundo ao seu redor, dentro de sua própria dimensão. E é nessa dimensão que escolheu para viver, entre o som e a pedra, que ele utiliza da nota musical ao barro para fazer uma arte que já imagina pronta, como se sempre tivesse estado ali.


VAN/Luana Levenhagen, Delcimar Ribeiro
Foto: Arquio pessoal

Salão de beleza é uma oportunidade de negócio



O Mercado de Beleza no Mundo gira em torno de 24 bilhões de reais por ano. Segundo a Associação Brasileira de Salões de Beleza, é um dos segmentos que mais gera empregos no Brasil. Em São João del-Rei, a história não é diferente. De salões dentro da própria casa até aos mais bem estruturados, são inúmeros espalhados pela cidade.

Segundo levantamento da Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza, no país, o número de salões de beleza cresceu 78% nos últimos seis anos. Aproveitando essa boa fase, os sanjoanenses do ramo procuram se especializar cada vez mais, buscando realizar o sonho de muitos brasileiros: ter o seu próprio negócio.
A cabeleireira Magaly Lisboa começou trabalhando em domicílios. “Ia na casa das clientes, até que um dia a clientela aumentou e resolvi fazer um curso profissionalizante para abrir o meu salão”.

A profissional afirma que existem várias dificuldades ao se abrir o próprio negócio, como, por exemplo, a grande concorrência. O segredo é estar sempre aperfeiçoando o serviço, tendo o diferencial em técnica e produtos. “Amo o que eu faço! O que eu tiro dá para viver tranquilamente. Não é uma fortuna, mas dá para tirar bem no mês”, ressalta.

Já Elizabeth e Vânia Oliveira começaram o negócio há mais de oito anos. Segundo as irmãs, o começo foi difícil, pois tinham de criar uma boa reputação frente aos clientes. “Adquirir a confiança no mercado envolve muita pesquisa para inovar na parte de produtos e na área de comunicação”.

Além de cabeleireiras, hoje trabalham também com a área de estética corporal e facial. E, apesar das dificuldades com questões burocráticas, o salão é, atualmente, um dos mais conhecidos da cidade, contando com seis funcionárias.

Uma explicação para o mercado dos salões de beleza ser cada vez mais lucrativo é o fato de os brasileiros estarem a cada dia mais vaidosos, em especial as mulheres, destinando, em geral, parte de sua renda para a estética.

Esse é o caso da operadora de telemarketing, Sandra Teixeira. “Na verdade, toda semana estou no salão. Para ter o cabelo que eu quero, gasto, sem pena, de 15 a 20% da minha renda no mês”.

A estudante Dóris Santana pensa da mesma forma. Segundo ela, é prazeroso gastar com salões e cosméticos, pois isso aumenta a autoestima. “Não tenho renda, mas minha mãe financia minhas idas ao salão sempre que preciso”, acrescenta a adolescente.


VAN/Sthefani Ortiz
Foto: Reprodução

A doação da vida em defesa da Pátria



Seguindo os passos do pai, Leonardo Antônio D’ Assunção Freitas demonstrou, desde muito cedo, o seu interesse pelo Exército Brasileiro. Em 1981, aos onze anos de idade, afastou-se do convívio de seus amigos de infância e familiares para ingressar no Colégio Militar de Belo Horizonte, onde cursou 1º e 2º Grau. 
Após a conclusão do ensino médio, prestou concurso, de âmbito nacional, para ingresso na AMAN- Academia Militar das Agulhas Negras - em Resende (RJ), onde realizou o Curso Superior de Formação de Oficiais do Exército Brasileiro, sendo declarado Oficial em 1992.

A partir da sua formação como Oficial do Exército, devido às peculiaridades da carreira militar, fixou residência em várias cidades e regiões do país. Francisco Beltrão -PR; Aracaju – SE; Rio de Janeiro – RJ, onde realizou o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais e recebeu o título de Mestre em Operações Militares; Montes Claros – MG e Guajará Mirim – RO foram algumas das cidades nas quais morou. 
Durante esse período, alcançou os diversos postos da carreira militar, até o posto de Major do exército, em 1998. Realizou vários Cursos de Operações Militares, como o Curso de Operações na Selva, Curso de Operações em Mergulho e Curso de Montanhismo Militar.

Após 30 anos de afastamento da sua cidade natal, retornou a São João del Rei, onde reside atualmente, servindo no 11º Batalhão de Infantaria de Montanha. Leonardo Freitas exerceu a função de Sub Comandante do Batalhão, tendo sido promovido ao atual posto de Tenente Coronel do Exército.
Ele compara a profissão militar com o sacerdócio, por existir uma dedicação exclusiva, além de outras dificuldades, como não serem assegurados os mesmos direitos dos servidores públicos civis, tais como adicional noturno, horas extras, adicional de periculosidade, o direito de greve e sindicalização, além de ser uma profissão que exige grande preparo intelectual e físico.

Durante toda a carreira, o destemido militar conviveu e ainda convive com diversos riscos, seja nos treinamentos, na vida diária ou nas operações militares. Possibilidades de danos físicos ou mesmo de morte são alguns dos desafios desses profissionais, que, além disso, comprometem a vida em benefício da pátria.
Soldado guerreiro que, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos, tem a convicção de que a carreira militar lhe proporcionou plena realização profissional e pessoal, Leonardo Freitas possui um imenso orgulho de integrar uma instituição secular, permanente e essencial à segurança do país.

Orgulho também por ter contribuído para a formação moral, cívica e operacional de milhares de jovens que participaram da Força de Pacificação nas comunidades do Rio de Janeiro e das Forças de Paz, no Haiti. 
Além disso, participou de várias ações subsidiárias desenvolvidas pelo Exército de apoio às comunidades pobres em todo o território nacional, dentre elas, a distribuição de água às famílias do Vale do Jequitinhonha, o apoio médico às populações da Região Norte, e o apoio prestado na cidade de Petrópolis aos desabrigados pelas chuvas.


VAN/Di Ribeiro
Foto: Reprodução

Vida de universitário: trabalho, estudo e diversão


Amanda Graziela, estudante de Ciências Contábeis (UFSJ).


Conciliar trabalho e estudo é algo frequente para muitos universitários brasileiros. Porém,  estudantes da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) afirmam que têm dificuldades para adaptar seu curto espaço de tempo a possibilidades de lazer. As várias atividades exercidas e o tempo gasto para realizar cada uma delas acabam impossibilitando que os horários de diversão sejam extensos.


“Costumo dizer que a minha vida, hoje, se resume em trabalho e estudo, pois lazer eu quase não tenho. Trabalho nove horas por dia na prefeitura da minha cidade e a faculdade eu não posso deixar de lado. São aos domingos que eu me distraio um pouco com a minha família. É algo raro poder ir a uma festa e, às vezes, vou a churrascos com os amigos. Mas uma vez por mês e olhe lá”, declara a aluna da UFSJ, Vera Lopes, 28 anos, de São Brás do Suaçuí - MG.

Nessa fase de formação acadêmica, é comum que alguns ainda queiram conciliar a faculdade com outras atividades que irão complementar os conhecimentos e proporcionar  experiência profissional. O estudante Thales Dias afirma que organiza o tempo de acordo com aquilo que está mais próximo de acontecer. “Se eu tenho uma prova, estudo e deixo o lazer um pouco de lado. Eu também participo da empresa júnior dos cursos de administração e contábeis, com dedicação de 12 horas por semana. Quando está tranquilo, eu gosto de me divertir nas festas de república”, ressalta Thales, 20 anos, de Varginha – MG, que se mudou para a cidade histórica a fim de estudar.

Muitos alunos da UFSJ que vêm de outras cidades precisam fazer a viagem de ida e volta todos os dias. Rosana Carvalho, que cursa Ciências Contábeis na instituição, diz como administra o trabalho, o estudo e o lazer. “Eu trabalho seis horas por dia. De manhã, estudo as matérias da faculdade e, à noite, eu venho para a aula. No fim de semana, tiro um dia para estudar e gosto de me distrair indo ao cinema, viajando e saindo para comer algo em barzinhos. Quando eu tenho provas, estudo de madrugada”, declara a barbacenense, de 25 anos.

A estudante universitária Adriana Salomão trabalha em horário comercial e acaba tendo que estudar nos finais de semana também. “Durante a semana, eu trabalho 8 horas por dia e faço faculdade à noite. Nos fins de semana, eu também estudo e, aos sábados, quando tenho um pouquinho de lazer, gosto de ir a festas e churrascos para me divertir”, ressalta Adriana, 26 anos, de São Tiago - MG.

Para a maioria das pessoas que estudam e trabalham, o lazer acontece apenas nos finais de semana, pois, nos outros dias, em geral, não há tempo disponível. “Eu trabalho 8 horas por dia em um escritório de contabilidade. É difícil conciliar trabalho, estudo e lazer. O trabalho não dá para deixar de fazer, e o estudo eu vou deixando 'de ladinho' às vezes, porque a faculdade é bem puxada e falta tempo. Lazer durante a semana não tem. Só aos sábados e domingos que eu tiro para passear ou ir a alguma festa de familiares”, opina Michelle Bertolin, 29 anos, da cidade de Barbacena - MG.


VAN/Marina Ratton
Foto:Marina Ratton

Fascinado pelo que faz



Uma das áreas envolvidas no universo das mídias é a carreira de Designer gráfico, profissional que pode atuar em revistas, livros e jornais. Dentre os profissionais do momento, destaca-se Marcelo Geromin, de 24 anos, de São João del-Rei, designer nas empresas Revista Viva, Agência É Show Entretenimento e Agência People.

Marcelo tomou gosto pelo ofício a partir do contato e da prática com programas de computador, como o Photoshop. Procurou qualificar-se por meio de muito estudo, utilizando apostilas e tutoriais especializados, o que já lhe garantiu bastante experiência. Tendo em vista também que o jovem tem passagens por mais de dez revistas e várias identidades visuais no portfólio. 

Ainda que com bastante conhecimento na área, Geromin pretende iniciar uma graduação para adquirir mais informações sobre as diversas vertentes do Design, que, segundo ele, vão além de simplesmente “criar”.

Geromin acredita que um designer deve ter criatividade, curiosidade e foco. Principalmente no contexto atual, com a evolução de programas de computador, fato que exige que o profissional esteja inteirado das mudanças e novidades.

Apesar de ser uma profissão valorizada nas mídias sociais, Marcelo ressalta as dificuldades na área. Ele alega que vê uma saturação no mercado, mas que, com empenho, é possível obter destaque e reconhecimento. Apesar das dificuldades e percalços, Marcelo classifica sua profissão com apenas uma palavra: “fascinante”.


VAN/Douglas Batista Gonçalves
Foto:Arquivo Pessoal



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