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Seleção de SJDR vence na Copa Zona da Mata

Autor do único gol da partida,
Lucas disputa a bola no estádio Joaquim Portugal

A seleção de São João del-rei ratificou a boa fase e venceu mais uma vez pela Copa Zona da Mata de Futebol Regional. No último sábado (14), jogando em casa no estádio Joaquim Portugal, a equipe do técnico Eldes foi inteligente para vencer por 1 a 0 o time do FCA/Artmanha, de Juiz de Fora. O gol da partida foi anotado pelo jovem atacante Lucas.

Com o resultado, os jogadores sãojoanenses chegaram aos seis pontos em dois jogos e dividem a liderança do grupo com o Arev/Sport também da cidade de Juiz de Fora. Na próxima rodada, as duas equipes se enfrentam no que será um confronto de “seis pontos”.

O jogo

A partida marcou a estreia em casa da Seleção de São João del Rei e os jogadores estavam animados com a bela vitória conquistada longe de seus domínios na primeira rodada. Já os visitantes que contam com alguns jogadores com passagens por clubes profissionais em seu elenco, estavam em busca dos seus primeiros pontos.

Mesmo precisando se recuperar no campeonato, o técnico Geninho do FCA/Artmanha mandou a campo uma equipe com três volantes, mostrando que adotaria uma postura mais cautelosa na partida. Porém, em bela jogada aos oito minutos de partida, o atacante Lucas desmontou a bem postada defesa adversária, abrindo o placar para a seleção de SJDR:

- “Eu e o Leandro Gambá somos entrosados; eu entrei no “facão”, vi que o goleiro estava adiantado e bati na diagonal dele; graças a Deus eu conclui muito bem e saiu o gol”, explicou o artilheiro da tarde.

Mesmo atrás no placar, os visitantes permaneceram com sua postura defensiva e de forte marcação, o que deixou o jogo bastante congestionado no meio campo e com poucas chances de gol durante todo o restante da etapa inicial. 

O segundo tempo, começou assim como terminou o primeiro: com pouca dinâmica. À medida que os treinadores foram modificando as esquipes, a partida ganhou em qualidade e as chances começaram a aparecer dos dois lados. Precisando do gol de empate, a equipe de Juiz de Fora foi para cima e chegou a ameaçar a meta do goleiro Marcelo em algumas oportunidades. Com isso, a equipe da casa teve mais espaço no contra-ataque e desperdiçou várias chances de ampliar o marcador. Mas o jogo acabou mesmo no 1x0.

O experiente volante e capitão do FCA/Artmanha, João Júnior falou sobre a partida e lamentou a derrota da sua equipe:

- “Tomamos um gol em um erro de saída de bola nossa no começo de jogo. E o time aqui de São João está muito bem preparado fisicamente, a molecada tá correndo bem. E tem que relevar que nosso time foi montado em cima da hora, a menos de uma semana antes de começar o campeonato. Hoje ainda faltaram dois jogadores que erraram o caminho. É a nossa segunda derrota, mas agora tem mais quatro jogos para buscar essa classificação.”

Caras Novas

Apesar do bom início de competição, a equipe de São João del-Rei pode contar com novos jogadores já para a próxima partida. São eles: o lateral direito Marco Aurélio, que atuou na equipe do XV de Novembro no último Campeonato Amador e do jovem meio-campista Ronaldo, que jogou pelo São Caetano. O técnico da equipe, Eldes ainda confirmou a chegada do experiente Beto que tem em seu currículo o título do Campeonato Mineiro pelo Ipatinga:

- “Agora nós vamos contar com o reforço do Beto, que vai dar uma outra qualidade para o time; treinando essa semana, se estiver tudo bem, ele vai jogar já no próximo jogo”.

Texto: João Henrique Castro
Foto: Willian Carvalho

Crônica: Futebol para quê?


O futebol tem uma dimensão que eu ainda não compreendi direito. Muito dinheiro, muita preocupação, muitas transações vergonhosas por baixo dos panos. Tudo isso já seria suficiente para eu criar uma implicância gigantesca com o esporte que, neste país, parece ser o centro do mundo. Algo que eu sinto em relação à política também, mas ela é necessária. O futebol, acredito que não.

Mas sempre tem um ponto de contradição. Ninguém vive só de coisas sérias. Todo mundo escolhe seu lugar de descanso, de alívio! Entretanto, o futebol coleciona umas histórias que justificam toda a parafernália criada em volta dele: servir de contexto para contos inacreditáveis, como esse que ouvi de um amigo.

“Meu pai torcia pelo América e, como o time já não sabia o que era primeira divisão há muito tempo, as conversas de futebol, para ele, eram como passar horas falando sobre a beleza de um lugar que ele mesmo nunca tinha visitado.

Apesar disso, como todo mundo, de futebol ele gostava, principalmente quando era dia de jogo do Flamengo.

Isso porque a sede da torcida organizada do Flamengo lá do bairro ganhava ingressos do clube e trocava por quilos de alimentos que seriam repassados para instituições de caridade. As filas eram gigantescas, mas papai sempre conseguia pegar um ingresso.

Quando acabava tudo e a torcida já ia desfazendo a fila, papai corria e encontrava o último e oferecia o ingresso que tinha conseguido por dois quilos de alimentos. Dois quilos e não aceitava mais que isso;  achava desonesto.

Depois me lembro de ele voltar para  casa todo feliz, dizendo:

-        'Hoje tive 100% de lucro'.                                                                     

Mas até hoje acredito que o homem do fim da fila saía muito mais contente”.

Texto: Camilla Silva
Foto: Liga Municipal de Desportos

São João disputa a Copa Zona da Mata de Futebol Regional


A cidade tricentenária de São João del-Rei não é apenas uma cidade histórica. Entre igrejas seculares e casarões antigos, existe também uma paixão, que apesar de ser nacional, nas suas terras é tão forte quanto a religiosidade: o futebol.

Celeiro de grandes jogadores como André Luiz, ex-Nancy (França), Fábio Mineiro, ex-Jorge Wilstermann (Bolívia), Thiago Galhardo (Madureira), entre outros, a Secretaria de Esporte e Lazer de São João del-Rei criou um time para que a cidade esteja representada na Copa Zona da Mata de Futebol Regional.

O anúncio foi feito no início de fevereiro, na sede da Liga Municipal de Desporto do município, onde alguns jogadores presentes já puderam entender o funcionamento desse novo time e do campeonato.

Todos os atletas selecionados atuaram no ano anterior no Campeonato Amador local. Segundo o treinador escolhido, Eudes Damião, o projeto era uma iniciativa do agora secretário de Esportes, Cleudes Barbosa, que tinha um projeto chamado “Urso Negro”, mas com o novo cargo apresentou a ideia para o chefe do Executivo, que de prontidão aceitou a iniciativa.

“Na verdade, quando o Cleudes me convidou para ser o técnico desse time, não seria um projeto da prefeitura. Como vamos ser o único representante nesse campeonato, vamos poder formar um grupo bastante forte, já que essa competição agrega jogadores profissionais no fim de carreira, mas o nível técnico da competição é muito elevado”, acrescentou o treinador.

Para o secretário, Cleudes Barbosa, é importante dar continuidade à participação de um time são-joanense nesse torneio, que sempre esteve representado por algum clube local. Agora, com esse time de grandes atletas, poderão formar uma equipe mais sólida, devido ao grau de dificuldade da competição.

“Um nível técnico altíssimo! Há jogadores como Beto e Marco Aurélio. Temos também o Gustavo Miranda, que esteve no Bangú, a meninada do Athletic, que acabou de ser campeã no campeonato Amador. É um grupo homogêneo, com jogadores jovens e alguns bem experientes; esperamos que possam abrir portas para campeonatos futuros”, relatou Barbosa.

Os treinos se iniciaram no dia 20, no campo do Athletic e acontecerão todas as terças e sextas-feiras, às 19h. 

Primeiro confronto

O primeiro jogo do time de São João foi neste domingo (08). Os jogadores são-joanenses enfrentaram o Tibério de Guarani, da cidade de Guarani. A seleção são-joanense levou a melhor, trazendo três pontos para casa com uma vitória de 3 a 1, com gols de Dayvison, Leandro Gambá e Baratinha. O próximo jogo da seleção acontecerá sábado, 14 de março, às 15h, no Campo do Athletic Club.

Texto: Willian Carvalho
Foto: Willian Carvalho

Basquete é fator de integração social


Pontualmente nas manhãs de sábado, Everton Luiz Cardoso da Silva (24), conhecido popularmente como ‘Peixe’, disponibiliza seu tempo, voluntariamente, para a prática de basquete feminino, em Lagoa Dourada. Há dois anos, já existia um projeto similar, que se perdeu com o afastamento das jogadoras do grupo. Posteriormente, após ser procurado por três meninas incentivadas pelo interesse no esporte, formou-se um grupo de aproximadamente 47 integrantes, divididas entre crianças e adolescentes de 12 a 20 anos.

Apesar de ter superado a falta de experiência do início, Cardoso encontra  algumas dificuldades para manter o basquete: a falta de tempo para os treinos, a estrutura deficitária, já que o local e apoio dos órgãos públicos se manifesta apenas com a quadra da Escola Municipal Angelina Medrado. Além disso, é preciso manter as atletas sempre motivadas (apesar dos temores referentes à altura, dificuldades físicas e dentre outras), preservando a essência do esporte e o grupo unido.

Dentre as jogadoras, a mais nova integrante, Amanda da Silva Bernardes (15), incentivada pelo próprio treinador a fazer parte do grupo, sempre gostou do esporte e, apesar das dificuldades encontradas devido à sua altura,  sente-se motivada para testar seus limites e aumentar sua disposição física. Da mesma idade, Maria Eduarda Patrício, salienta a mesma disposição desde que se interessou pelo esporte há aproximadamente 1 ano e 4 meses, quando frequentava apenas para levar uma familiar aos treinos. Na turma das mais novas, Suzana Helena Resende Lima (12), já há dois anos e cinco meses no projeto, foi incentivada por uma professora que participava na turma das mais velhas; ela ressalta a importância do esporte para o seu condicionamento físico. De forma unânime, as meninas contam que atualmente a prática acontece como um hobbie, mas que pretendem continuar e, quem sabe, um dia se tornarem profissionais.


A escolha das esportistas acontece a partir da dedicação pessoal e como uma tentativa de integração no esporte, principalmente em uma cidade onde a prática esportiva feminina é rara e precária. A respeito dos resultados do seu projeto na formação das atletas, Everton Silva ressaltou que “elas convivem melhor, com mais união, encontrando o basquete como uma válvula de escape para suportar o ritmo acelerado das semanas nas escolas ou faculdades”.


Texto: Ana Carolina Resende Gomes / VAN
Fotos: Ana Carolina Resende Gomes

Alvinegro traz Arantes para disputar Campeonato Mineiro


A cidade histórica de São João del-Rei dará um grande salto no meio esportivo. Com um projeto ousado, o Figueirense do Bom Pastor disputará a segundona do Campeonato Mineiro de Futebol 2015. O primeiro passo foi trazer o gestor de futebol, Luís Henrique Arantes, profissional que conta com vasta experiência no mundo da bola. Outro reforço fora das quatro linhas, foi o do Nem da Colônia, ex-jogador que será o homem forte do Alvinegro.

“É um novo desafio. Eu sempre assumi minhas equipes como treinador. Depois tive uma formação na parte de gestão. Quando o Nem me convidou para vir para São João reestruturar a equipe do Figueirense e se projetar dentro do futebol Mineiro, aceitei na hora. Aqui é um mercado que eu sempre quis trabalhar”, explicou o gestor Luís Arantes.

Parado há um ano, o treinador falou que não mexeria mais com o futebol, mas que resolveu voltar graças à sua paixão pelo esporte “Quando se afasta do que você mais gosta, você vai tentando achar outros caminhos com que você não vai se identificando; aí quando aparece oportunidade de novo  a gente abraça com as duas mãos”, enfatizou.

Nascido no Rio Grande do Sul, o comandante é mais um de uma boa safra de treinadores da região. Dos Pampas já saíram vários professores consagrados do futebol brasileiro: Tite, Celso Roth, Dunga, Mano Menezes, Felipão e outros.

Com um projeto audacioso, o Figueira promete não ser apenas um mero coadjuvante, e sim, fazer história no cenário local. Um desses indícios foi a parceria fechada com a clínica Clisan de fisioterapia que será responsável pela prevenção de lesões e recuperações de atletas. Além desse acordo, o Tigre do Bom Pastor promete outros negócios para realizar uma vitoriosa temporada.



Além do presidente  Essio, que foi o herói do Figueira em sua maior conquista - a extinta Taça Panorama, com o gol do título - o mandatário traz consigo toda sua cúpula vitoriosa de outros tempos. Outra peça importante será a do ex-jogador Fábio Mineiro (Nem da Colônia); com passagens pela Bolívia, Grécia e Polônia, o dirigente será uma espécie de Alexandre Matos (Diretor Bi Campeão pelo Cruzeiro, hoje no Palmeiras). 


“É um prazer fazer parte desse projeto como diretor. É um desafio muito audacioso  e eu espero contribuir muito nesses cinco meses que antecedem a competição por causa de minha passagem fora do país. Esperamos ter o apoio da prefeitura e de toda cidade de São João del-Rei”, enfatiza.

Texto: Diego Cabral
Foto: Diego Cabral

A capoeira combate o envelhecimento


Realizadas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), em Lagoa Dourada, todas as quintas-feiras, a partir das 13h30, a capoeira para a terceira idade vem representando uma crescente luta entre movimento e equilíbrio. Esta é a proposta do treinador Leonardo José Rodrigues (30) que atua no CRAS em Lagoa Dourada, MG.

Natural de São João del-Rei,  ele está cursando a graduação em Educação Física e já pratica  capoeira há 17 anos, sendo dois destes na entidade com os idosos. A prática de atividades físicas já existia, sustentando-se apenas a aeróbica; então surgiu a ideia de incorporar a luta nos treinamentos. Inicialmente houve uma certa resistência por parte das autoridades diante da ‘Capoterapia’, que consiste na tentativa de os idosos redescobrirem seu corpo.

Dentre os praticantes – aproximadamente 25 pessoas ativas – encontram-se homens e mulheres, que compõem  a maioria,  com faixa etária a partir dos 50 anos;  a mais velha possui 78 . Muitos deles foram sedentários a vida inteira e tiveram seus músculos atrofiados com o passar do tempo. Diante disso, os maiores desafios são referentes aos riscos com a coluna, batimentos cardíacos, circulação e pressão arterial, apesar de que, conforme orientações do treinador, os movimentos só são repassados à medida que ele sente que seus alunos terão capacidade de realizá-los.



Segundo a aluna Conceição Fonseca (58), antes de iniciar os treinamentos ela sentia muitas dores no corpo, que se esgotaram a partir da sua evolução com a prática após ter sido convidada pelas amigas. Contudo, outra participante, Hilda Augusta dos Santos (70), que também ingressou devido às boas influências, a despeito das dificuldades encontradas na adaptação, ela reconhece a significativa recuperação em seu condicionamento físico depois de começar a atividade.

Por fim, além da melhoria física, o treinador  Rodrigues define esse esporte como uma atividade que promove a interação entre as áreas social, cultural e lúdica, ressaltando, como resultados, a interação entre os praticantes, auto-estima elevada e motivação para a rotina do dia a dia.

Texto: Ana Carolina /VAN
Fotos: Ana Carolina

Neném: 41 anos de futebol são-joanense

Foto: Richardson Freitas

Nascido em 13 de julho de 1955, em São João del-Rei, Márcio José dos Santos, o Neném, é conhecido por quase todas as pessoas que estão ligadas ao futebol da cidade. Não poderia ser diferente. Em 2014, o atual Coordenador Municipal de Futebol da Prefeitura completou 41 anos dedicados ao esporte na região.

Mesmo atuando em outras áreas, é com as categorias de base que Neném sempre gostou mais de trabalhar. “A minha bandeira é a base. Eu acho que sempre posso fazer mais pela garotada”, contou o coordenador.

Foi em 1973 que Neném começou a trabalhar com os garotos. Na época, uma lesão no joelho fez com que ele pensasse em ser treinador. “Tinha 18 anos e jogava no São Sebastião. Rompi os ligamentos do joelho e na época não dava para jogar futebol, que era minha paixão. Só que eu não queria ficar parado, ai resolvi começar a treinar crianças”, explicou.

Foram muitos os clubes por onde o coordenador passou. “Joguei no São Sebastião, Figueirense e Santa Cruz, de Santa Cruz de Minas. Fui treinador do XV de Novembro, do Colorado e do Figueirense, onde fiquei por 12 anos. Fui também diretor do América e do Social por quatro anos. Fiquei na escolinha do Carandaí por 10 anos e logo depois fui para Santo Antônio de Amparo. Estive em Pompéu por três anos. A vida inteira estive com o futebol, sempre pensando nos clubes”.

Neném ressaltou que nesses 41 anos de contato com os campos, sempre buscou manter seu princípio:

– “Para mim, a primeira coisa é ter respeito, principalmente quando é menino. O respeito está acima de tudo”.

Ele ainda citou alguns dos jogadores que se tornaram profissionais e estiveram com ele, como o Nem, da Colônia, que jogou na Bolívia, o Thiago Galhardo e o André Luiz, do Tijuco.

Atualmente, mesmo com as dificuldades que enfrenta o futebol são-joanense, Neném acredita que os meninos da cidade tem potencial. “Material humano a gente tem. Temos é que olhar com carinho para os meninos”, comentou. Mas, apesar de destacar a importância da formação do atleta, ele enfatizou também o trabalho social realizado:

– “Formar o atleta é importante. Mas, antes disso, temos que nos preocupar em formar o cidadão, em tirar o menino do caminho errado”.
Como coordenador, ele destacou alguns projetos da prefeitura que podem contribuir com a evolução do futebol são-joanense:

– “Esse ano nós vamos fazer o projeto Amigos do Esporte, que isenta os clubes de pagar o IPTU. Esperamos fazer uma parceria com eles. Tenho também a ideia de montar uma seleção da cidade, juntar todos os clubes para, quem sabe, disputar o campeonato mineiro”.

“Temos que fazer o máximo por eles. Eles são o futuro do nosso futebol, temos que ajudá-los”, assim concluiu o desportista que já é um grande personagem na história do futebol de São João del-Rei.

Texto: Richardson Freitas

O futebol de base de São João del-Rei

Dificuldades financeiras dos clubes e a necessidade de mudanças estruturais marcam o trabalho com os garotos são-joanenses


A derrota da seleção brasileira para Alemanha por 7 a 1 pela Copa do Mundo no Brasil, em julho de 2014, reacendeu a discussão sobre o panorama atual do futebol no país. Uma maior atenção para as categorias de base seria, para muitos, a solução para que o Brasil volte a ter o melhor futebol do mundo.                     

Em São João del-Rei, mesmo com uma realidade bem diferente dos grandes clubes que se destacam no cenário nacional, algumas equipes se esforçam para manter o trabalho com meninos de todas as idades. Muito se fala do grande potencial do futebol da local.         

Alguns jogadores como Fábio Mineiro, que rodou pela Europa e jogou uma Libertadores pelo Jorge Wilstermann, da Bolívia, André Luiz, que jogou na França e passou por Atlético-MG e Palmeiras, Beto, que jogou no Ipatinga, são alguns dos atletas que saíram dos campos são-joanenses e se tornaram profissionais. 

Para o jornalista Frederico Mesquita, da Rádio Emboabas, a base da cidade é uma das que mais se destacam no campo das Vertentes. “São João del-Rei tem uma das principais bases da região. Nós temos clubes tradicionais que já revelaram bons atletas. Aqui temos um grande celeiro de bons jogadores”, comentou o jornalista.

Apesar da tradição, atualmente, a maioria dos clubes são-joanenses enfrentam problemas financeiros e estruturais, o que prejudica o trabalho nas categorias iniciais do futebol, podendo afetar a formação dos atletas.

Para Edvaldo Cabral, que trabalha voluntariamente no São Caetano, falta apoio do poder público. “A gente não tem apoio nenhum. Se nós não corrermos atrás, não conseguimos nada” afirmou. O técnico em enfermagem Paulo César, que está ligado ao Minas, contou que, em São João del-Rei, o campeonato Amador é muito mais valorizado que os torneios das categorias de base. “Aqui olham muito para o Amador. Deviam olhar mais para a base, já que, assim, tiramos os meninos das ruas”, enfatizou o técnico em enfermagem.

Graduado em Educação Física e com uma pós-graduação em futebol pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), o treinador Ricardo Campos, o Cacá, que trabalha no Social, afirmou que, para que o futebol de São João del-Rei forme mais jogadores, além de um maior apoio do poder público, deveria existir maior qualificação dos profissionais que trabalham com a base da cidade. “Todas as pessoas que trabalham no nosso futebol deveriam se preocupar em se qualificar. Precisamos também do apoio do poder público, para colocarmos um menino para disputar um campeonato com maior visibilidade”, explicou o treinador.

A cobrança excessiva por resultados aos garotos é outro problema. Tiago Augusto, coordenador geral da escolinha do Athletic, afirmou que os jovens da cidade são talentosos, mas essa metodologia é equivocada. “O grande problema é a pressão por resultados. A gente tem uma cultura de todo mundo querer ganhar. Às vezes, você monta um time para ser campeão e não um time pensando no juvenil, lá na frente” pontuou Tiago.



O coordenador de futebol da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer de São João del-Rei, Márcio José dos Santos, o Neném, que trabalha com o futebol de base há 41 anos, também concordou que o método de cobrança insistente é equivocado:

– “A intenção da maioria dos clubes aqui é ser campeão. Na base, nunca se exige ser campeão, deve ser feito um trabalho educativo e social primeiro”.

Neném reconheceu também que os clubes precisam de mais apoio, mas disse que a prefeitura esse ano contribuiu muito com os clubes. “Nós ajudamos em tudo. Demos transporte, pagamos toda a arbitragem, demos bolas e lanches para o mirim e o pré-mirim. Nossa intenção é fazer o melhor”, ressaltou. Ele também destacou alguns projetos da prefeitura que podem contribuir com a evolução do futebol de base são-joanense:

– “Ano que vem nós vamos fazer o projeto “Amigos do Esporte”, que isenta os clubes de pagar o IPTU. Esperamos fazer uma parceria com eles. Tenho também a ideia de montar uma seleção de São João del-Rei, juntar todos os clubes para disputar o campeonato mineiro”. 

Segundo Cacá, essa seria uma boa ideia para que os atletas pudessem ter maior visibilidade no cenário esportivo. “Se juntarmos os clubes, o poder público e o lado empresarial da cidade, dá para criar um time da cidade com os melhores profissionais e os melhores meninos, assim eles iriam aparecer mais e os clubes iriam vir buscar os garotos”, explicou.          

O ponto da reformulação da base da Alemanha depois da Copa de 2002 foi lembrado por Tiago, do Athletic. Para ele, a parceria feita entre as escolas e os clubes alemães poderia ser implantada no Brasil, o que contribuiria muito para a formação dos atletas. “Poderia ser instituída uma parceira aqui. Quem sabe se os alunos ficassem em tempo integral, o aluno saía da escola e ia pro campo. Com certeza o interesse ia aumentar e a qualidade do trabalho também”, afirmou Tiago.

Mesmo com as dificuldades, alguns clubes da cidade, como Athletic e o Social, buscam alternativas, como o apoio privado, para manter as atividades nas categorias de base. 
         
De certa forma, em um primeiro momento, o trabalho é de âmbito social. Mas também existe o objetivo de formar atletas. Em novembro, um observador técnico do Cruzeiro esteve no campo do Social para avaliar o desempenho de alguns jogadores. Três jogadores do Athletic também passaram uma semana em avaliação no Atlético-MG. Para Neném, isso revela o potencial de São João e o que deve ser feito. ”Material humano a gente tem. Temos é que olhar com carinho para os meninos”, ressaltou o coordenador.

Texto: Richardson Freitas/ VAN
Foto: Leonardo Duque 

Jovem são-joanense joga Taça São Paulo de Futebol Júnior


Uma joia são-joanense está perto de ser lapidada em um grande clube profissional. Trata-se do volante Christian Machado, de 19 anos, que está no América desde os 12. O jovem jogador estará no elenco que vai disputar a concorrida Taça São Paulo de Futebol Júnior, no início de janeiro. Criado no Carandaí (ex-clube de infância), o atleta é mais um menino treinado pelo lendário treinador Neném Barba Azul, que também trabalhou com Fábio Mineiro (ex-Jorge Wilstermann BOL) e Galhardo (ex-Botafogo).

“O Neném me ajudou muito. Ele me ensinou a bater na bola. Desde os seis anos eu já estava com ele. Com sete fui campeão da cidade. Dos fundamentos que tenho hoje, ele que me ensinou a maioria, mesmo indo tão novo para o América-MG”, afirmou  Christian. 

Atualmente, trabalhando na secretaria de esportes de São João-del Rei, Neném Barba Azul guarda com carinho o documento de infância do atleta em sua carteira. Mas antes do América, o ex-treinador teve que convencer a mãe do garoto de que ele tinha futuro. Segundo Barba Azul, Dona Dora ficava brava quando falava que o menino não ficaria na cidade por muito tempo por causa do talento no futebol.

Apesar de ainda não ter estreado entre os profissionais, o jogador alcançou algumas conquistas individuais. Além de se manter na concorrida base americana, Christian foi campeão da disputada Taça BH 2013, vencendo o Atlético Mineiro no Independência. Segundo o atleta, essa foi sua maior alegria no futebol até hoje.

Na base do coelho desde os 12 anos, o volante teve o apoio incondicional da família para tentar alcançar o sonho de ser um jogador profissional. “Já faz sete anos que ele foi para BH. No início era mais sofrido. A mãe dele ficou aqui e até adoeceu. É difícil. O América tem jogadores do Brasil inteiro e do mundo. Mas graças a Deus, com muita fé e muita luta, vai dar tudo certo”, contou emocionado Joãozinho, pai do atleta.

Base do América-MG

O Centro de Treinamento do América, Lanna Drummond, possui cerca de 58.000 m², com quatro campos, sendo três com medidas profissionais. O complexo esportivo ainda possui vestiários, academia, departamento médico e fisioterapia, alojamento, uma sala moderna para imprensa e toda um estrutura que lhe credenciam como um dos maiores centros formadores de atletas do país. Por lá passaram Tostão (Ex-Cruzeiro), Eder Aleixo (Ex-Atlético MG), Gilberto Silva (Penta Campeão Mundial), Euller, o filho do vento (Ex-Vasco, Palmeiras, entre outros), Fred (Fluminense), Danilo (Porto POR) e vários outros jogadores espalhados pelo mundo.  

Copa São Paulo

Apesar de levar o nome de um estado, a competição é a mais diversificada do país, pois apresenta equipes dos quatro cantos do Brasil e até de outros continentes. Essa será a 47ª edição e contará com 104 times. Destaque para o Corinthians, que é o maior campeão, com oito canecos. Minas Gerais têm cinco títulos: três do Atlético, um do Cruzeiro e outro do América. Além dos grandes da capital, o estado será representado também pelo Araxá e Vila Nova.

Texto: Diego Cabral/ VAN
Foto: Divulgação/ América-MG

Athletic sub-13 faz bonito em 2014


Com o fim do ano se aproximando, o Athletic sub-13 começa a vislumbrar novas conquistas. Em uma temporada recheada de títulos, o Galo participou de um amistoso no sábado (6) contra o Tupinambás, de São Tiago, em seu próprio campo, com o intuito de observar e preparar os garotos para 2015. O saldo de 2014 foi marcante para a criançada comandada pelo técnico Tiaguinho. Os jovens venceram o Regional pela quinta vez seguida, conseguindo um vice-campeonato no tradicional Sul-Mineiro e diversos canecos com o futsal. 

“Nós disputamos no sub-13 Sul-Mineiro e chegamos na final dos quatro. Fazendo uma avaliação geral, o trabalho está sendo bem feito, porque as campanhas estão sendo muito boas. Esse ano perdemos para o Bola Preta (atual campeão do Sul-Mineiro); eles têm uma estrutura acima da média. Conseguimos vencer aqui em São João, mas fomos derrotados fora”, ressaltou o técnico.

A temporada 2014 foi de muitas conquistas para o Galo. Em âmbito municipal, a equipe sobrou mais um vez. O Athletic foi campeão invicto pela quinta vez seguida da base. O clube realizou 32 jogos no ano, sendo 29 vitórias, uma derrota e dois empates. Segundo Tiaguinho, esse sucesso é resultado da boa estrutura do clube.

Para Marcelo, técnico do Tupinambás, o momento da formação é o mais importante na vida do jovem jogador. É nesse período que se corrige o posicionamento, ensina-se a bater na bola e outras maldades do mundo do futebol. “A dificuldade maior é o posicionamento. Eles ainda não têm noção da posição em que se deve jogar”, frisou o técnico. Ele contou ainda que o sonho de todo treinador é que seus meninos virem profissionais.

Recentemente, o Athletic levou três jogadores para um período de experiência na concorrida base do Atlético Mineiro. Os jogadores Frederico Pontes, João Pedro e Arthur Gonçalves passaram cinco dias sendo avaliados na Cidade do Galo.

“São João del-Rei hoje tem uma das principais bases da região. Aqui tem clubes tradicionais que realmente revelam bons jogadores. Por exemplo, a gente vê por aqui, todos os anos, pelo menos cinco atletas indo fazer testes fora. Eles costumam ser selecionados pelo Cruzeiro e Atlético, dentre outros grandes clubes”, enfatizou Frederico Mesquita, jornalista da rádio Emboabas.

Destaques São-Joanenses

São João del-Rei vem sendo um celeiro de jogadores para todo o Brasil. Desses canteiros saíram: André Luís (ex: Atlético MG e Nancy FRA), Alexandre Goulart (ex: Cruzeiro e Boavista POR), Fábio Mineiro (ex: Jorge Wilstermann BOL), Beto (Ex: Atlético PR, Ipatinga e Cruzeiro), Tiago Galhardo (em atividade no Brasiliense) e Gilberto Fonseca, auxiliar técnico de Ricardo Drubscki, no Goiás.

Texto: Diego Cabral/ VAN
Foto: Divulgação

Athletic goleia e fica perto da final


A primeira partida das semifinais do Campeonato Amador 2014 foi marcada por uma goleada do Athletic sobre o Nacional. O Galo não tomou conhecimento do adversário e abriu 4 a 0, no domingo (7), em casa. Destaque para o atacante Véio, que fez barba, cabelo e bigode, marcando três gols, e Lucas, que abriu o placar e participou dos outros lances. Com a vantagem, o alvinegro pode perder até por quatro gols de diferença, que segue para a final da competição devido a melhor campanha na primeira fase.

“A gente vem batalhando muito para tentar esse título. Chegamos no campeonato como juvenil. Algumas pessoas falavam que nós não chegaríamos a lugar nenhum, que éramos apenas moleques. Mas nós estamos mostrando dentro de campo que somos capazes”, desabafou Lucas, atacante do Athletic. 

Jogando em seus domínios, o Athletic entrou com o time base do primeiro turno. A única mudança foi a entrada do treinador/jogador Beto no lugar de Passarinho. O esquema deu certo e o camisa 10, junto com M. Aurélio, comandou o meio-campo do jogo. 

O Nacional até que estava bem postado em campo, até aparecer algumas falhas individuais. No fim do primeiro tempo, o zagueiro Newton cortou mal um cruzamento de Denner, a bola sobrou livre para Lucas bater rasteiro e abrir o placar no Joaquin Portugal. 

Na etapa complementar, o Nacional não se encontrava em campo e acabou levando mais três gols, todos do atacante Véio. O segundo foi marcado aos 13, curiosamente o mesmo número de sua camisa. O atacante ainda marcou um dos gols mais bonitos da competição. O centroavante chamou Newton para dançar quatro vezes de um lado para o outro. Quando chegou de frente para o gol, teve a frieza de bater no canto sem chances para o goleiro Douglas, do Nacional. 

Apesar de ter feito um jogo muito a baixo da crítica, o Nacional promete lutar com todas as forças para tentar conseguir reverter o placar de 4 a 0. “Hoje não tem explicação. Faltou vontade, raça, determinação e união”, reclamou o goleiro reserva Marcelo, que entrou no decorrer da partida.  

Os Jovens

Com um time formado praticamente por garotos, o Athletic acabou surpreendendo na competição. Em todos as posições do Galo tem algum garoto. Na zaga, Canela e Fabricio fazem uma defesa muito sólida. O meio de campo conta com a dupla eficiente Broa e Careca. Na lateral Miranda e Denner são responsáveis pela titularidade. Já no ataque, o veloz Lucas vem fazendo um campeonato muito regular. Fora outros jogadores que são opções no banco de reservas. Esses atletas, junto com alguns experientes, são responsáveis por uma campanha que lhes credenciam a um dos favoritos ao título.

Outro Jogo

A primeira partida das semifinais entre Social e São Caetano não teve vencedor, nem bola na rede no campo do Xavantes do Matosinhos. Apesar do 0 a 0 no domingo (7), a partida teve um bom nível técnico e o empate sem gols acabou sendo uma injustiça para Fera Tijucana que acabou criando várias oportunidades principalmente no segundo tempo. Baratinha, o artilheiro da Pantera na competição, teve as melhores oportunidades, mas esbarrou na falta de pontaria.

Texto: Diego Cabral/ VAN
Foto: Diego Cabral

Social acaba com dúvida em vitória apertada


Em um jogo que começou cheio de dúvidas, o XV de Novembro e o Social fizeram uma partida muito disputada no Joaquim Portugal. Com um gol no segundo tempo, o Xavante do Matozinhos terminou com a interrogação que estava em cima da sua classificação para as semifinais.

A questão era por conta da possível perda de pontos do Social devido a escalação de um jogador que estava suspenso. Diante disso, o XV, que era o quinto colocado, poderia se classificar, caso vencesse o Social, e se o time do Matozinhos fosse punido com a perda de seis pontos.

Com essa possível chance de classificação, o XV de Novembro foi para cima do Social. Tentaram marcar a qualquer custo, chegando muito perto da meta azul e amarela, mas o que se viu foi uma série de chances desperdiçadas por parte do time da menor cidade do Brasil. 

“Dava para sair com a vitória, mas infelizmente a bola não entrou, ela bateu na trave. Nós criamos muitas chances de gols, mas no contra-ataque eles mataram o jogo. Futebol é assim mesmo”, afirmou Dani, presidente do XV.

O Social tentava igualar a partida, mas esbarrava na atuação segura da zaga do XV. Diante dessa falta de agressividade, Eudes, treinador do Xavante, modificou a equipe no decorrer do segundo tempo. Com as substituições de Evanildo e Bocão por Pablo e Juninho, o time ficou um pouco mais agressivo.

O XV assustava, mas como diz Muricy Ramalho, “a bola pune”. Essa é a frase que resume o gol do Social. Aos 32 minutos do segundo tempo, Caio, atacante do XV de Novembro, tira o zagueiro Zezão, do Social, para dançar e bate firme na bola, que pega no travessão após defesa de Daniel.

Na sequência da jogada, Pablo lança para Leandro Gambá na ponta esquerda. O meia atacante dribla e bate forte; a zaga se joga na frente da bola, que cai nos pés de Mineiro. O centroavante bate forte e Juninho aproveita o rebote para abrir o placar.

O gol de Juninho decretou a vitória do Social. Rafael, zagueiro do Xavante do Matozinhos, ressaltou:
– “Essa vitória foi para acabar com qualquer dúvida sobre nossa classificação. Foi difícil, mas graças a Deus saímos vencedores. Agora é trabalhar para a semifinais, porque temos outro campeonato”.
Assim, o XV termina o campeonato em quinto, enquanto o Social ainda aguarda o julgamento que vai determinar sua colocação de segundo ou quarto lugar.

Texto: Rafael Silveira / VAN
Ilustração: Liga Municipal de  Desportos 

XV de Novembro vence Athletic no amador


Mesmo só cumprindo tabela, o XV de Novembro entrou determinado e venceu a equipe do Athletic por 2 a 1, no domingo (24), em partida realizada no Estádio Ney Panzera, em Santa Cruz de Minas, válida pela 6ª rodada do Campeonato Amador de São João del-Rei. Victor e Simar marcaram para o Verdão. Beto descontou para o Galo são-joanense. Com a vitória, o XV é o quinto colocado, com 11 pontos. A equipe do Athletic se manteve na terceira colocação, com 18 pontos. 

Quem esperava um XV desmotivado se enganou.  A equipe de Santa Cruz de Minas entrou ligada no jogo e aos oito minutos viu Simar ser derrubado na área. Victor chutou forte no canto do goleiro e abriu o placar para o Verdão. O camisa sete comentou sobre o gol marcado:

– “Foi importante, pois ainda não tinha feito gol. Vou oferecer pra minha mãe; é aniversário dela”. 

No segundo tempo, a entrada de Lucas no lugar de Edivaldo deu mais movimentação ao Galo.   Logo aos quatro minutos, Beto levou perigo em cobrança de falta. A resposta do XV veio aos 20; após grande passe de Lúcio, Simar tocou na saída do goleiro e fez 2 a 0 para o Verdão.  O Athletic continuou tentando furar a defesa do time de Santa Cruz de Minas e quase marcou em duas cobranças de falta de Beto. Após pressão, aos 46 minutos, o árbitro viu toque de mão de Lúcio e marcou pênalti para o Galo. Beto bateu no canto e deu números finais à partida. O resultado foi muito comemorado pelos jogadores da equipe da casa.

O técnico do XV, Cleudes, ressaltou sobre a motivação da equipe na partida e a participação na competição:

– “Conversamos que até para encerrar uma competição, a gente tem que encerrar de cabeça erguida. Nosso grupo mostrou que tem qualidade, mas não fizemos por merecer desde o início da competição”.

Para o treinador Magno, do Athletic, o campo irregular atrapalhou. “Nosso time é  de toque de bola; esse campo aqui é muito ruim para jogar”, afirmou o treinador.

Segundo o jogador Beto, apesar da derrota, o time foi melhor em campo. “Infelizmente nos dois últimos jogos nós jogamos melhor, mas perdemos. A gente não pode aceitar. Temos que decidir se somos um grupo vencedor ou que só joga bem”, enfatizou o jogador.

Na última rodada da fase de grupos, o XV de Novembro vai encerrar sua participação contra o Social, no estádio do Athletic, no domingo (30), às 10h30. O Galo são-joanense joga contra o Nacional em casa, no mesmo dia, às 15h30.

Outros jogos

Abrindo a 6ª rodada, o Minas venceu o Nacional por 2 a 1 na partida preliminar, no Estádio Ney Panzera. Nandinho e Felipe marcaram para o Leão da Biquinha. Carazza descontou para o time da Colônia. Na segunda (25), às 19h, o Social perdeu para o Figueirense por 1 a 0 com gol de Diego, finalizando a rodada. 

Texto: Richardson Freitas / VAN
Foto: Leonardo Duque

XV e Nacional empatam com gol nos acréscimos


Apesar da diferença de seis pontos na competição, o Nacional não conseguiu vencer o XV no campo do Social. O empate de 2 a 2 contou com um gol nos acréscimos do Verdão de Santa Cruz de Minas.  Os destaques da partida do domingo (9) foram a polêmica com a arbitragem e o belo chute de primeira de Igor. Com o tento, o lateral é o vice artilheiro do time no campeonato, com três anotados.

“Vacilamos, porque a gente estava com o resultado a favor. O juiz pediu para ele (Nem) sair do outro lado, ele não foi e acabou expulso. Prejudicou o time, porque a gente abdicou de atacar para defender e eles acabaram aproveitando um vacilo nosso e fazendo o gol”, comentou o lateral Igor, que ainda explicou o lance que abriu o placar:

– “Eu não esperava o cruzamento do Edson. Levantei a mão para dar opção. Ele me enxergou do outro lado e eu entrei batendo direto”. 

Mesmo vindo de duas partidas ruins, o XV não se deixou abater e começou a partida marcando muito forte. A dupla de zaga formada por Dárcio Ferrugem e Douglas não dava espaço para os perigosos Nem, Téo e Edson. Com um primeiro tempo amarrado, o jogo não saiu o zero.

Na volta do intervalo as coisas foram diferentes. Igor abriu o placar logo aos seis minutos, mas Simar empatou aos 15. Lí, que tinha acabado de entrar, fez o segundo aos 17, depois de uma confusão na área. Quando parecia que o Nacional sairia com mais uma vitória e encostaria nos líderes, Luan, nos acréscimos, de pênalti deixou tudo igual, colocando números finais na partida.

Apesar da chuva de gols no segundo tempo, o que chamou atenção foi a expulsão de Nem, do Nacional, aos 28 minutos. O jogador estava saindo para dar entrada a Pedro Carazza quando começou a discutir com o juiz Denilson de Simões por causa do lugar de onde deixaria o campo. O atacante não saiu pelo lado oposto, onde são realizadas as substituições, como queria o árbitro; assim, levou o segundo amarelo e foi para o chuveiro mais cedo. “Incompetência do árbitro Denilson, porque o jogador pode sair onde ele quiser, não retardando a partida. Eu sai correndo aqui para dar o lugar para o meu companheiro de equipe”, lamentou Nem. 

Com o empate, o Nacional chegou aos 14 pontos ganhos, ficando bem perto da classificação. Semana que vem o time da Colônia enfrenta o Figueirense. Já o Verdão pega o Athletic, dia 23, em seus domínios.

Campanha fraca

Com oito pontos em 30 disputados, o XV está praticamente fora. Dárcio, um dos líderes do time, reconheceu que a equipe não está fazendo uma boa campanha e que não soube aproveitar as partidas em Santa Cruz de Minas. Ainda segundo o zagueiro, o Verdão foi muito prejudicado na competição e espera uma reciclagem nas próximas competições.

Outros jogos

A rodada tripla no Campo do Social ainda contou com a vitória do São Caetano e o empate entre Minas e Figueira. O Rubro Negro do Tijuco arrancou os três pontos, vencendo por 2 a 0 o Athletic com gols de Baratinha e Binha, encostando na parte de cima da tabela. Com a derrota, o Galo São-joanense, que tinha um jogo a menos que o Social, perdeu a oportunidade de assumir a liderança.
No terceiro jogo do dia, o Leão da Biquinha e o Alvinegro do Bom Pastor empataram em 3 a 3 e ficaram mais distantes da classificação para a próxima fase. Os gols do Figueira foram de Chumbão, Diego e Éssio. Gominha, Nandinho e Nem marcaram pelo Minas.

Texto: Diego Cabral / VAN

Foto: Diego Cabral



Zuenir Ventura no 8º Felit


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