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Evento resgata a história de Piedade do Rio Grande


Nos dias 14, 15, 16 e 17 de novembro, no município de Piedade do Rio Grande, será realizada a 5ª edição da “Cidade em Ação – Piedade no Coração”. Ações de saúde, educação e assistência social, assim como encontro de Bandas, de Congadas e Folias de Reis fazem parte das atrações desse evento, que resgata a cultura piedense e atrai, todos os anos, milhares de pessoas.

Sendo as atividades econômicas do município baseadas na agricultura, na pecuária e no comércio, nos dias de evento os setores de hotelaria, gastronomia e o próprio comércio comemoram, pois são essas festas de rua que alavancam a economia local. 


Toda a organização e o custeio são realizados pelos próprios moradores da cidade que, juntos com o Patrimônio Cultural e Turístico e com a Prefeitura Municipal, proporcionam momentos de descontração, lazer e cultura para os presentes. Um evento inteiramente gratuito que encanta os piedenses e os visitantes.

No dia 14, a Cia Teatral Manicômicos apresentará a peça "Terno". Haverá também premiações de concursos de poesias das escolas, dos campeonatos municipais e também diversas atrações de cunho cultural.

O II Encontro de Congadas e Folias de Reis da região acontecerá no dia 16, contando com a presença de 10 grupos.  Já o V Encontro de Bandas de Música será no domingo, 17, sendo que várias Corporações Musicais estarão presentes.

Serão realizadas exposições dos artesanatos feitos pelo grupo da melhor idade e também pelos pacientes do Programa Bem Viver. Assim como o tradicional Festival da Canção, que existe há 27 anos, haverá o festival infanto-juvenil e, no sábado, às 23 horas, show com a Banda Pholhas, de sucesso internacional.

O principal objetivo da Cidade em Ação – Piedade no Coração é a busca da conscientização e a valorização da história do povo piedense, história essa que é mantida viva na cultura.

VAN/Di Ribeiro
Foto: Reprodução

Grupo de “Serviço de Proteção Social Básica do Idoso" celebra formatura


No último domingo, 27, foi realizada, em Piedade do Rio Grande, a formatura do Grupo que faz parte do “Serviço de Proteção Social Básica do Idoso”. Na ocasião, estiveram presentes familiares, amigos, funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o representante da câmara dos vereadores Rildo Lucinda Fagundes, e também o prefeito municipal Mauro Fernandes do Vale .
Existe na cidade a “Associação Sol Nascente” que, há mais de 10 anos, trabalha para que o idoso conquiste seu espaço na sociedade e também para proporcionar momentos de descontração. De acordo com a professora Maria da Piedade Gonçalves, presidente da associação, são 80 integrantes e, dentre eles, 26 têm mais de 60 anos e, por isso, fazem parte do Serviço de Proteção Social Básica do Idoso.
São oferecidas oficinas de alfabetização, de artesanato, de sucata teca, de dança, jogos, que contam com o apoio de voluntários e da Cia Teatral Manicômicos para a realização das atividades. “Muitas vezes, precisamos adaptar os trabalhos às limitações dos idosos e é visível uma melhoria da saúde física e mental destes idosos ao participarem dessas atividades”, explica a presidente.
A assistente social do município Maria Tereza Monteiro de Andrade Ribeiro explica que esse trabalho existe há três anos e que, através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (SEDESE), disponibiliza recursos para que sejam fortalecidos os vínculos dos idosos. “Esse serviço faz parte da política de Assistência Social, é um serviço de convivência e fortalecimento dos idosos. A verba é destinada para o trabalho com 50 idosos e, como aqui em Piedade havia um grupo anterior a este projeto, não foi preciso formar um novo grupo. Apenas selecionamos os que possuem 60 anos ou mais”, declara.

Há dois anos participando do grupo, Maria Cleuza Teixeira ressalta a importância dos trabalhos realizados para os idosos da cidade. “Eu adoro os momentos em que estamos juntos! Fazemos artesanatos, dançamos, viajamos, rezamos e somos muito felizes. Trabalhamos o corpo e a mente e agradeço o apoio de todos os funcionários do CRAS - que tanto nos ajuda -, da Maria da Piedade Gonçalves - que há muito tempo faz esse belo trabalho -, do professor Anderson Rail do grupo Manicômicos e também da prefeitura municipal - que está sempre de portas abertas para nós”, ressalta. 

VAN/Edilene Ribeiro
Foto :Edilene Ribeiro

Hildebrando Teixeira 60 anos de amor e dedicação ao futuro dos piedadenses

Di Ribeiro

Foto: Rui Ernani

No último dia 28, a cidade de Piedade do Rio Grande esteve em festa com a comemoração dos 60 anos da Escola Municipal Hildebrando Teixeira. O evento foi marcado por reencontros de velhos amigos e homenagens aos professores, servidores e alunos da instituição.

Durante seus 60 anos de existência, a escola foi palco de muitas transformações, tanto em sua estrutura física quanto na vida de alunos e funcionários. As dificuldades encontradas no caminho dessa história foram superadas com a união de uma comunidade que via e ainda vê a importância da educação.

A diretora da escola, Eliane do Socorro Silva, disse estar muito feliz com o resultado do trabalho, sempre realizado em equipe. “O evento só deu certo por causa do amor e da dedicação que todos os funcionários depositaram nesta comemoração”, avaliou a diretora. 

Foto: Rui Ernani

Estiveram presentes, comemorando e prestigiando o evento, vários ex-alunos e ex-funcionários da escola. “Essa instituição, ao longo de seus 60 anos, vem brilhantemente propiciando a liberdade do povo piedadense, dando aos seus alunos uma formação básica, formando o alicerce para voos mais altos e sequência em seus estudos. Este é um evento muito importante porque resgata a memória e a história do nosso povo. Tenho imenso orgulho de ter feito parte desse seleto quadro de alunos e professores dessa escola”, declarou Mauro Fernandes do Vale, prefeito de Piedade do Rio Grande.

Os 60 anos da escola emocionaram também ex-alunos que, mesmo naturais de outras cidades, passaram boa parte da juventude por lá. A ex-aluna Maria Célia de Alcântara Dias “Celinha”, como é chamada pelos amigos, veio de Barbacena para prestigiar o evento. “Quando cheguei para essa homenagem, temia me emocionar, mas não pude imaginar que seria tanto, porque tão logo eu cheguei me deparando com essa nova estrutura, eu voltei à minha infância e o melhor que tive da minha vida. Foi graças ao que aprendi aqui, aos esforços dos meus primeiros professores, eu devo a eles a escolha da minha profissão”, contou.

Também esteve presente na ocasião o Sr. Darinho de Andrade, filho do próprio Hildebrando Teixeira. Vindo de Sete Lagoas especialmente para o evento, Darinho fez questão de ressaltar sua felicidade por poder rever parentes e conhecidos. “Quando a banda tocou o hino da escola, meu coração doeu”, disse, emocionado. 

Foto: Rui Ernani

A identidade cultural como exercício da memória e da cidadania

Di Ribeiro                       02 de  abril de 2013 | De Piedade do Rio Grande

Cachoeira do município / Foto: rosanabello.blogspot.com

Há dez anos, foi criado, pela Lei nº 1031, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Piedade do Rio Grande, órgão de assessoramento ao executivo, no que diz respeito à preservação dos bens de valor cultural. Esse Conselho vem trabalhando para que os bens culturais dos piedadenses sejam respeitados, valorizados e, acima de tudo, preservados.


Composto por quatorze membros, entre suplentes e efetivos, o trabalho do conselho é realizado de forma voluntária. Mesmo com pouca disponibilidade, suas tarefas foram e são realizadas com base em entrevistas de pessoas da comunidade que detêm conhecimento de assuntos de diversas naturezas e que são de interesse do Patrimônio Cultural do Município.

Outros trabalhos, também de grande importância, são realizados, como o acompanhamento da execução dos serviços realizados nos bens tombados e registrados; levantamento de outros bens que poderão vir a ser registrados ou tombados; envio de documentos para a empresa que presta consultoria; atualização de dados históricos e outros acontecimentos durante o ano civil, tais como palestras para esclarecimento à comunidade sobre o funcionamento do CMPC (Conselho Municipal do Patrimônio Cultural) e, também, a divulgação de trabalhos que estão sendo realizados.

Mesmo com toda a sensibilização que vem sendo feita à população, desde que o órgão foi criado, em 2003, a comunidade ainda não se habituou à responsabilidade de preservar os bens patrimoniais. “Há muito ainda o que fazer. É um trabalho árduo, porque envolve uma série de fatores culturais e, em certos casos, há quebra de paradigmas que estão arraigados na população”, afirma o presidente do Conselho Municipal, Sr. José de Araceli Alves.

Sensibilizar os moradores proprietários de bens que poderiam ser preservados para um futuro tombamento é uma meta que ainda não foi possível realizar. Existem bens imóveis de valor histórico para o município que estão sendo descaracterizados e até mesmo destruídos. É necessário que toda população se conscientize da importância do patrimônio histórico e cultural da cidade e comece a valorizá-lo e a contribuir para a sua preservação.

A melhoria da qualidade de vida e a garantia da preservação da identidade cultural de uma comunidade estão ancoradas na preservação de todos os seus bens materiais, imateriais e naturais. A continuidade das manifestações culturais é fundamental, tanto nas pequenas quanto nas grandes cidades, para que as pessoas conheçam os seus antepassados e garantam o exercício da memória e da cidadania.



Zuenir Ventura no 8º Felit


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