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ONG ATUAÇÃO AJUDA A ELIMINAR RESÍDUOS DA NATUREZA

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ENSAIO FOTOGRÁFICO: CAVALGADA DA INCONFIDÊNCIA

Os cavaleiros percorreram a Estrada Real, no trecho entre Tiradentes e São João del-Rei. Confira!

ÍDOLOS DO FUTEBOL FRANCÊS COMANDAM PROJETO NO SOCIAL

A iniciativa visa atender crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Veja!

CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

Entre os problemas estão o estado de sujeira e o acúmulo de barro após período chuvoso. Confira!

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O vilão não é o tomate



A população brasileira está comendo mais, porém, com menos qualidade. Recentemente, o preço do tomate foi colocado em xeque, mas a sua qualidade não. Amostras de tomate e de diversos alimentos têm apresentado altos índices de “venenos agrícolas”, mostrando que está na hora de discutir a qualidade do que estamos comendo.

Devido à necessidade de venda, muitos agricultores passaram a utilizar “agrotóxicos” - nome dado a produtos químicos que têm como uma de suas funções melhorar a aparência dos alimentos. Porém, a boa aparência deixou de ser sinônimo de qualidade. De acordo com a nutricionista Regina Miranda, os alimentos produzidos com agrotóxicos não contêm os nutrientes essenciais à saúde humana. “Nós não comemos mais alimentos, nós comemos mercadorias”, completa a nutricionista. 

Aplicados também com a função de matar pragas e ervas daninhas, os agrotóxicos deixam nos alimentos resíduos que se acumulam no organismo humano. Um relatório do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostra que os agrotóxicos já são causa de diversas doenças, dentre elas o câncer, a esterilidade masculina, distúrbios do sistema nervoso e reações alérgicas. Em contraposição, o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem estrutura para prevenir tais problemas de saúde.

A estudante Geyani Macedo afirma saber sobre alguns dos riscos que corremos ao nos alimentar de tais produtos que possuem agrotóxicos, mas diz que não deixa de comê-los, pois, pela falta de tempo e espaço, não tem como produzir seus próprios produtos e não pode ficar sem os nutrientes fornecidos pelas verduras e legumes. “O principal responsável são os agricultores que fornecem esse tipo alimento. Eles deveriam encontrar uma solução plausível para o bem comum, pois sabem dos riscos que corremos ao ingerir esse tipo de alimento”, declara a estudante.

Questionada pela reportagem sobre tais danos, a BASF, empresa produtora de agrotóxicos, respondeu que seus produtos “são cuidadosamente avaliados e aprovados pelas autoridades competentes, considerando benefícios agronômicos, aspectos de segurança alimentar e impacto ao meio ambiente.” No entanto, essa declaração contradiz a notícia divulgada pelo site G1, que relata o fim de um processo judicial sofrido pela Shell e BASF sobre danos ao meio ambiente e à saúde física e psíquica de ex-trabalhadores. 

Este caso, que foi considerado um dos maiores processos trabalhistas da história brasileira, mostra que a população do país não está parada. Ao contrário, tem se organizado para evitar o uso abusivo de químicos nocivos nos alimentos e para buscar alternativas.


VAN/Rafaella Dotta e Samuel Rabay
Foto: Lis Maldos

Filmes geram discussões sobre diversidade sexual


O projeto de extensão Cineclube Homoerótico, idealizado e coordenado pelo professor Carlos Frederico Bustamante, ganha vida no Centro Cultural da Universidade Federal de São João del - Rei (UFSJ). Propondo a discussão sobre a homossexualidade através de filmes que retratam relações homoafetivas, o projeto procura a aceitação da homossexualidade e o fim do preconceito.

Durante o projeto, as temáticas foram dividas em módulos - aceitação social; repressão social; a revolução de costumes; a militância; a teatralidade e o documentário - para melhor orientação quanto à discussão gerada pelos filmes. Ao fim de cada apresentação, o professor Carlos Bustamante abre uma roda de discussão sobre a temática do filme.

O estudante João Vitor Santana, mestrando em Psicologia, compareceu às três exibições que ocorreram e afirma que o projeto surgiu em um momento importante de discussões sobre homossexualidade no cenário político/social. “Trazendo o cinema como ferramenta movimentadora dos temas, a homoafetividade pode ser desvelada e discutida. O que se percebe nos filmes exibidos no Cineclube é que tratam do tema em diversos momentos históricos. Esse espaço onde os participantes se posicionam confere ao projeto um aspecto de extrema importância: a criação de um discurso em que o preconceito e a homofobia possam ser combatidos”, explica.

Frederico Bustamante, idealizador do projeto, fala sobre a importância da discussão sobre a homossexualidade através de filmes. “A ideia de realização deste trabalho extensionista, a partir da criação de um cineclube homoerótico, é promover o debate e a consequente conscientização de importantes questões acerca da homossexualidade entre os participantes, tendo como mote a linguagem cinematográfica enquanto norteadora das discussões e temas pretendidos. O objetivo é abordar de forma estética e reflexiva, pelo viés do cinema, as dificuldades pessoais e os enfrentamentos relacionais e sociais nascidos da experiência homossexual masculina e feminina em sociedades heterocentradas desde o final do século XIX até os dias de hoje”.

Segundo ele, “o foco é a vivência individual através dos filmes, o compartilhamento das percepções sobre os mesmos por meio do debate e a elaboração das sensações acerca das questões vividas, em geral de forma solitária, pelos gays e lésbicas em nossa cultura. Romper o silêncio, o isolamento e a alienação, conduzindo o(a) participante a um maior amadurecimento pessoal e social, por meio da aceitação presente no olhar conjunto e acolhedor do grupo, em relação aos temas tratados.”

 Qualquer pessoa pode participar do Cineclube, a entrada é gratuita. As exibições acontecem todos os sábados às 16 horas, no Centro Cultural da UFSJ (Solar da Baronesa). Excepcionalmente no dia 7 de setembro não acontecerá a exibição, devido ao feriado.  No dia 14 de setembro, será exibido Saindo da Armário (1998), um adolescente se apaixona pelo atleta mais famoso da escola. Aos 16 anos, o jovem passa por problemas de aceitação e dificuldades em entender sua sexualidade.

 Durante as férias da universidade, o projeto entrará em recesso, retomando suas atividades no início de outubro. Para maiores informações, acesse a fanpage do projeto de extensão Cineclube Homoerótico (https://www.facebook.com/cineclube.UFSJ) e acompanhe todas as novidades sobre o projeto.

VAN/Paulo Carvalho
Foto:Reprodução

Moradores de Tiradentes criticam eventos locais


Moradores da cidade de Tiradentes (MG) afirmam se sentirem excluídos de grandes eventos da cidade, como o Festival de Cultura e Gastronomia, que acontecerá até 1º de setembro.

De acordo com Maria de Fátima Constantino dos Santos, auxiliar de serviços gerais, “o festival é bom porque traz muito turista para a cidade. Mas é tudo muito caro, não dá para ir e sentar naqueles bares. A única festa que participo é a da Santíssima e as daqui do bairro”, comenta ela.

A 16º edição do Festival Cultura e Gastronomia, que teve inicio sexta-feira, 23, trouxe para a cidade uma programação cultural intensa e diversificada. São vários festins (jantares, banquetes) produzidos por chefs renomados do Brasil e do exterior, além de shows, espetáculos teatrais, exposições, palestras, lançamentos de livros e cursos.

Todos os eventos de música e artes cênicas, bem como parte dos eventos especiais que estão na programação do festival, são gratuitos. Entretanto, Aparecida, que é moradora da zona rural e tem como algumas de suas atividades capinar lotes e cuidar de jardins, não participa do evento.

Aparecida conta que um dos poucos festivais a que gosta de ir é o Encontro de Motos, porque, segundo ela, “dá muita latinha, então eu fico os 3 dias até 4 horas da madrugada, catando latinha”. 

O artesão Marcus Geraldo Gomes, que faz suas obras em lata, alega apreciar o festival, embora não participe. Ele afirma: “eu vejo pela televisão, não tenho tempo para ir no centro. A comida é cara, mas tem muita coisa para ver. Acho que a gastronomia traz muito turista, isso é bom para a cidade. Ela fica conhecida”, declara Marcus Geraldo.

Fátima Moura, pintora moradora do centro da cidade, disse que participou de edições anteriores e que gostou muito dos cursos que fez. Entretanto, não tem ido mais. Isso porque “antes o festival interagia mais com a cidade. Hoje em dia, o festival não é mais para pessoas da cidade, mas apenas para turistas, donos de pousadas e bares. O festival é como se fizessem uma festa na sua casa e você não participasse”, critica Fátima Moura.


Os relatos destes moradores contribuem para a confirmação dos dados mostrados no Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Embora a cidade de Tiradentes apresente o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) alto (0,740), ocupe o 59º lugar em relação aos 853 outros municípios de Minas Gerais e tenha renda per capita de R$ 802,39, a cidade apresenta altos índices de desigualdade social. Dados indicam que 20% da população mais pobre do município detém apenas 3,89% da renda total, enquanto os 20% mais ricos detém 63,34%.

VAN/Sílvia Reis
Foto: José Paulo Guimarães

Vereadores aprovam criação de Conselho Municipal LGBT


Nesta terça-feira, 27, foi aprovado em 1º turno, por unanimidade, o projeto de Lei que visa a criação do Conselho Municipal LGBT na cidade de São João del - Rei. O objetivo é combater a homofobia, o preconceito e a exclusão social de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

Carlos Bem, membro da secretaria de Direitos Humanos e líder do Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), afirma que “o desafio é transformar a condição de vergonha, para a condição de orgulho e de emancipação enquanto sujeito”. Ele ressalta que “a população LGBT é um dos grupos mais vulneráveis à exclusão social e à violência física e mental causadas pelo preconceito e pela discriminação”.

“Humilhar, agredir, discriminar e espancar até a morte uma pessoa, pelo simples fato desta ser diferente em sua orientação sexual, é uma tragédia de qualquer ponto vista humanista. A cultura machista nega aos homossexuais direitos civis elementares e não há justificativa para tais atos de violência”, opina Dagoberto Arnaut, coordenador do grupo de pais de homossexuais da cidade.

Recentemente, o Governo Federal lançou o Sistema Nacional de Direitos Humanos LGBT, que em São João del-Rei está em fase de pactuação. Com a implantação do projeto, “a cidade será a primeira do estado de Minas Gerais a ter um Conselho Municipal LGBT. Isso mostra que estamos antenados e queremos construir uma cidade para todas as pessoas”, explica Carlos Bem. 

Discussão do Projeto de Lei

A criação do Conselho Municipal LGBT foi colocada em votação e obteve duas abstenções, referentes aos votos dos vereadores Flávio do Salgado e Cabo Zanola, ambos do Partido Democratas (DEM). 

O presidente da Câmara de vereadores Antônio Carlos Fuzatto (PT) ressalta a importância da defesa dos Direitos Humanos. “Nós temos os conselhos de vários outros grupos discriminados, como dos negros e dos idosos, então, nós entendemos que tem que existir o Conselho LGBT, como forma de amparar este grupo que também sofre discriminações”, afirma.

Segundo o vereador Fábio da Silva, a dignidade humana não pode estar vinculada à orientação sexual das pessoas. “Eu espero que o Conselho possa propor políticas públicas destinadas, sobretudo, ao respeito à comunidade LGBT”, opina. 

A presidente da Comissão de Direitos humanos e vereadora Lívia Guimarães (PT) afirma: “eu tenho a certeza de que esse vai ser um tema que acrescentará para toda a comunidade são-joanense. O preconceito está tão enraizado em nossa comunidade, a ponto de faltar emprego para a população LGBT”. 

VAN/Marina Ratton
Foto: Diego Meneses

A rede social mais acessada nos últimos tempos


Entre curtidas e compartilhamentos, cada vez mais brasileiros têm usado o Facebook. Segundo pesquisa da Socialbackers, empresa de estatística de mídia, o Brasil é o segundo país com maior número de usuários dessa rede social, estando logo atrás dos Estados Unidos. Apesar de a maioria dos usuários brasileiros ter de 18 a 24 anos, observa-se perfis de pessoas de todas as idades.

Ana Letícia Rodrigues Costa, 16, afirma que usa o Facebook desde 2011, de forma que vem acessando a rede social todos os dias. A estudante diz que o site a ajuda a ter acesso a conteúdos específicos, como a fotografia. "Pelo fato de ter a fotografia como hobby, o Facebook virou uma espécie de ponte, onde eu tenho acesso a novidades, entrevistas com fotógrafos, atualizações de blogs. Hoje, a rede social já é o meio de comunicação que eu mais utilizo para 'ficar por dentro' de notícias (não só relacionadas à fotografia) nacionais e internacionais", conta.

Já a estudante de Engenharia de Alimentos da UFSJ Anna Carolina Alves, que se cadastrou em 2011, afirma que utiliza o Facebook por diversão. “Uso o Facebook depois que chego da faculdade, no final do dia, como distração. Converso com meus amigos que não moram em São João del-Rei e 'fico por dentro' do calendário de festas da cidade”, ela diz.

O comerciante Luiz Carlos de Souza, 50, por outro lado, afirma que utiliza a rede como forma de interagir com outras pessoas. “Quando eu era jovem, não havia essas tecnologias. Era difícil manter contato com pessoas que moravam em outras cidades, por exemplo. Hoje, com o Facebook, consegui achar alguns amigos de escola. Gosto muito de usar a rede social”, afirma o comerciante.

Apesar de o Facebook ser uma ferramenta bastante útil, o nível de exposição dos usuários é um tema muito debatido atualmente. Ana Letícia conta que utiliza a rede social desde muito jovem, mas se preocupa com essa exposição. "Como as redes sociais já fazem parte de toda a minha adolescência, a exposição da minha vida já é um pouco normal. Mas eu sempre procuro analisar antes de postar algum conteúdo. Acho que a medida da exposição em redes sociais é algo individual”, ressalta.

Luiz também se preocupa com o excesso de postagens de cunho muito pessoal na rede. “Acredito que tudo tem um limite. A forma como usamos o Facebook pode nos ajudar, ou nos prejudicar. Não gosto de postar coisas muito pessoais”, declara.

VAN/ Barbara Barreto
Foto: Barbara Barreto

Comemorações marcam a beatificação e os 203 anos de batismo de Nhá Chica

Mayra Coimbra
Sarah Rios

Pia Batismal onde Nhá-Chica foi batizada 

Desde o dia 18 de abril, fiéis se reúnem para comemorar os 203 anos de batismo e beatificação de Nhá Chica. O evento acontece no Distrito do Rio das Mortes Pequeno, em São João del-Rei (MG), onde nasceu a beata.

Também conhecida como “mãe dos pobres”, Nhá Chica ficou órfã com apenas 10 anos e, desde então, passou a se dedicar à caridade e à fé. Reconhecida pelos inúmeros milagres, Francisca de Paula de Jesus é venerada pelos moradores de sua cidade natal, que creditam a ela inúmeras graças.

Maria de Lurdes de Carvalho viveu a experiência da cura de um câncer. Em novembro do ano passado, ao fazer a mamografia, foi constatado um nódulo maligno e a necessidade de retirada da mama. A fiel devota de Nhá Chica se rendeu a orações e pediu que a beata intercedesse sobre seu problema e a curasse.

Muito emocionada, ela relembra que contou com a intercessão de Nhá Chica no momento da cirurgia. “No caminho, enquanto estava na mesa de cirurgia, entreguei tudo nas mãos de Nhá Chica e pedi misericórdia. Desde que eu moro aqui, nesse Rio das Mortes, há 45 anos, eu venho nessa igreja. Eu pedi a ela para me ajudar, então, se fosse da vontade dela, que ela me curasse. Eu operei e veio o resultado dos exames: eu estou completamente curada. Não precisei fazer tratamento nenhum”, relata Maria de Lourdes.

Novena na Capela de Santo Antônio, Rio das Mortes

Joaquim Teodoro da Silva, o homem mais velho e respeitado do Distrito, diz se lembrar de um amigo do seu pai, Senhor Levindo, que falava sobre a santificação de Nhá Chica há 65 anos atrás.  “Por volta dos meus 15 anos, as notícias que a gente tinha de Nhá Chica vinham por meio das tropas. Elas saáam de Dores de Campos e faziam o último ponto lá em Baependi. Lembro do Senhor Levindo, que ficava na minha casa durante essas viagens, dizer: vocês ainda vão ter uma conterrânea que vai ser santa”, conta.

Na Matriz de Nossa Senhora do Pilar, encontra-se o livro de registro de Francisca de Paula de Jesus. Monsenhor Paiva, que está na paróquia desde 1954, conta uma história interessante sobre o registro de Nhá Chica: “Todas as paróquias têm um arquivo eclesiástico, de crisma, de óbito, de casamento e também têm o chamado livro de tombo, que narra os acontecimentos religiosos da igreja. O arquivo da paróquia do Pilar tinha falhas. Alguns dos livros estavam com particulares. Um dia, um menino veio até a mim com uma caixa de papelão e me entregou. Eu perguntei: 'quem que mandou isso?'. Mas o menino só disse que veio de Belo Horizonte. Quando abri a caixa, vi que eram livros nossos, de 1800 à 1820”.

Monsenhor Paiva conta que as freiras de Baependi vivenciaram a experiência de um milagre, no momento em que o próprio sacerdote encontrou a certidão de nascimento de Nhá Chica.
“Anos mais tarde, o Monsenhor José Patrocínio Lefor, de Baependi, me escreveu, pedindo que eu procurasse nos livros a certidão de nascimento de Nhá Chica, ou o processo de beatificação não poderia continuar. E foi aí que eu encontrei a certidão. As irmãs que cuidam de uma obra social de Nhá Chica ficaram muito satisfeitas e alegres. E disseram que era um milagre, pois ninguém achava esses livros e agora, justamente na hora em que estavam precisando, apareceu”, relata o Monsenhor Paiva.

Joaquim Teodoro da Silva - homem mais velho do Rio das Mortes e devoto de Nhá Chica

Os eventos em comemoração aos 203 anos de nascimento da beata Nhá Chica se estendem até o dia 28. Dentre os acontecimentos mais importantes está a recitação do terço, na capela de Santo Antônio.

“Esse terço é o mesmo que era rezado pela beata, que procurou fazê-lo de forma mais simples, para que até os mais humildes pudessem participar.” Todos os dias do evento contam com celebração eucarística e novena. Além disso, a celebração terá exposições culturais, apresentação do tricentenário grupo de Congada Nossa Senhora do Rosário, motociata e exposição cultural sobre a vida da beata” pontua Gilmara Maria Ferreira, uma das organizadoras da festa.

Gilmara Ferreira comenta ainda que a expectativa é de que milhares de pessoas participem dessa festa de Nhá Chica, sobretudo pela proximidade da Solenidade de Beatificação, que acontecerá no dia 4 de maio, na cidade de Baependi (MG), terra onde ela cresceu e viveu. 

A informação pode garantir sucesso na sua plástica

Diego Damasceno                        14 de Abril de 2013 | De São João del Rei
Rafaela Ramos
Tiago Santos

Foto: Reprodução
Formado pela UFMG, o sanjoanense e especialista em cirurgia plástica, Sérgio Leite explica que a escolha da clínica e dos profissionais é de grande importância para a obtenção de sucesso nestas cirurgias. Ele também explica que o acompanhamento familiar auxilia durante todo o processo. Confira a entrevista na íntegra com o Dr. Sérgio Leite: 

-Em sua experiência profissional, as cirurgias plásticas sempre tem o resultado desejado? Qual é a frequência disso ocorrer? 
SL: Em todas as cirurgias estéticas, há uma previsão de um determinado grau de percentual de resultado, na verdade nunca se pode esperar 100% do resultado, mas espera-se que o resultado seja bom suficiente para justificar aquele procedimento cirúrgico, no caso das cirurgias estéticas.

-Em sua opinião, a maioria dos casos, há a necessidade de se realizar a cirurgia plástica? 
SL: No caso da cirurgia estética, na maioria das vezes não tem um embasamento, não tem um sentido. Mas olhando pelo ponto de vista da pessoa parece ser necessário, por isso tem que colocar na situação de desconforto dela para poder entendê-la mesmo que olhando pelos olhos de alguém aquilo não é necessário. 

-Como a família deve participar desse processo? Como que ela deve acompanhar? 
SL: A família deve participar ativamente, apenas os familiares mais próximos, não deixando pessoas de fora da casa interferirem no assunto. De modo que possa estar sempre apoiando para que o paciente não precise lutar contra a família e ainda outras pessoas. 

-Como o paciente deve avaliar os profissionais antes de fazer a cirurgia plástica? 
SL: Ele deve pesquisar nos meios da sociedade para verificar a formação profissional. E também deve procurar o histórico dele para ver se existe algo caso de falha ou algo do tipo. É importante procurar também se existe um médico na família, alguém de confiança. 

-Quais são as causas de morte quando ocorre? 
SL: Podem ocorrer causas de morte por meio de erros do profissional ou por meio de saúde do paciente. 

-Qual é a média de quantas cirurgias ocorre em um ano? E quantos desses são jovens? 
Nessa clínica ocorrem 1 ou 2 cirurgias por dia, a maioria dos pacientes está na faixa de idade de 20 a 50 anos. No Brasil ocorrem aproximadamente 700 mil cirurgias estéticas por ano.

Novos Rumos da igreja Católica; Papa Latino alenta renovação dentro da igreja

Marlon Bruno de Paula            02 de  Abril de 2012 |  De São João del Rei

Primeiro pronunciamento do Papa Francisco/ Foto: blog.cancaonova 


No dia 13 de março, os fieis conheceram o novo Papa, o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, eleito com o nome de Francisco, sendo o primeiro jesuíta e latino americano a assumir o papado.

Em São João Del-Rei, cidade marcada por intensa religiosidade, a eleição do papa Francisco foi recebida com entusiasmo pelo Bispo da Diocese do municípío. Dom Frei Célio de Oliveira Goulart relata a reação positiva da igreja com a nomeação do novo pontífice. “Uma reação de alegria e de acolhimento muito grande com a pessoa do Papa Francisco. O primeiro momento de aparição do papa, assim que eleito, despertou em nós, que (Francisco) é uma pessoa acolhedora, alegre, feliz e comunicativa”, ele afirma.

O novo papado promete trazer novidade à frente de atuação da igreja, com a renovação da estrutura política, como acredita o católico e estudante de jornalismo Vinícius Borges Gomes. “A eleição de um papa latino-americano aponta para uma Igreja mais missionária e mais voltada para os pobres. É um sinal de que outras vozes devem ser ouvidas e que o povo católico do terceiro mundo será mais acolhido. Além disso, tem uma dimensão política, pois rompe com uma estrutura antiga, que sempre teve um europeu a frente da cúria romana.”
O Bispo Dom Frei Célio também concorda que haverá mudanças com a eleição do primeiro Papa não europeu, com mais participação e estreitamento das relações do Vaticano com a igreja no Brasil e na America Latina. “Creio que vai alterar muito, pois o papa Francisco certamente terá colaboradores e assessores que possa sair daqui dos países da America latina.” relata o Bispo.

Em 28 de fevereiro, o Papa Bento XVI deixava o Vaticano e se refugiava na residência de verão do chefe da Igreja Católica, na pequena comuna de Castel El Gandolfo. Foram 14 dias de sé vacante (sem papa) até a reunião do conclave e a votação do novo nome que iria assumir a frente da Igreja.

Semelhanças com João Paulo II

Existem especulações sobre algumas semelhanças do Papa Francisco com o Papa João Paulo II, um dos papas mais populares e carismáticos da história católica, segundo o jornalista do Departamento Diocesano de Comunicação, Alisson Reis. “Essa busca por semelhanças ao Papa João Paulo II se justifica pela grande saudade deixada pelo carisma e simpatia que ele despertou nos católicos. Acho que o Papa Francisco também demonstra um pouco desse carisma e alegria, mas ele terá um papado único, diferente de todos, até mesmo por sua origem latina americana e formação franciscana.” conta.

Segundo o Bispo Dom Célio, a associação existe pela forma que o atual papa se apresenta, já que o Papa João Paulo era um grande comunicador para grande parte da população por onde passava. Em relação a Francisco, o bispo ressalta: “percebemos que ele tem essa facilidade de comunicação e simplicidade de uma pessoa que está muito próxima do povo. A exemplo do papa João Paulo”.

ALUGAR OU COMPRAR: FAÇA SUA ESCOLHA


Saiba qual o melhor caminho para se resolver um problema imobiliário.

23 de março de 2013 |  De São João del Rei

“Em São João del Rei há uma intensa procura por imóveis. Entretanto, os preços são muito elevados, tanto para compra, quanto para venda”, é o que explica a corretora de imóveis Ivonete Silva. Segundo ela, os valores dos apartamentos de dois quartos variam entre 50 e 300 mil, de acordo com a localização do imóvel na cidade. Nos meses de fevereiro e junho, esse mercado fica aquecido. Em contrapartida, existe uma queda do movimento nos meses de novembro e dezembro.

Casas e apartamentos são os tipos de imóveis mais procurados para locação na cidade. De acordo com a secretária da imobiliária, Poliane Paiva, os imóveis são alugados, em sua maioria, para estudantes, o que explica o fato de as locações encarecerem no período entre semestres letivos. Os estabelecimentos comerciais são os menos procurados. Existem mais restrições para se locar os imóveis aos estudantes do que aos demais cidadãos. Entre os problemas mais comuns, estão o barulho fora do horário e o comportamento. “Há proprietários que, ao disponibilizarem imóveis para serem locados na imobiliária, deixam claro que não aceitam que eles sejam utilizados para fins de moradia estudantil”, conta a entrevistada. Nos últimos anos, houve um aumento no número de construções, principalmente nos bairros Fábricas, Dom Bosco e Centro, que ficam próximos aos campi da Universidade Federal de São João del Rei, sendo, consequentemente, mais procurados por estudantes.

É corriqueira a incidência de atritos entre locatários e imobiliária na devolução de apartamentos. Para evitar esses contratempos, o proprietário da imobiliária, Geraldo Campos, explica: “ao locar um imóvel, o inquilino deve ficar atento principalmente à vistoria feita pela imobiliária, conferir se tudo está de acordo, antes de assinar o contrato”. Ele ainda destaca que, com relação a defeitos ocorridos no imóvel alugado, a responsabilidade de reparos é do locatário, salvo algumas exceções que podem ser arcadas pelo proprietário do imóvel ou divido entre o mesmo e o inquilino. E, quando há quebra de contrato, o inquilino é passível de multa – que é definida com base proporcional ao valor do aluguel – podendo chegar à rescisão de contrato.

Segundo a locatária Paula Melo, existem imobiliárias que desrespeitam os clientes. Ela conta que, quando foi devolver o apartamento à certa imobiliária, foram cobrados defeitos que já estavam presentes no apartamento no ato da locação e que não foram notados pela inquilina e pelo vistoriador da imobiliária. Segundo a advogada Débora Paradela, os locatários devem ficar atentos. “A imobiliária agiu de má-fé, por saber das normas exigidas para se alugar um imóvel, e o locatário é leigo e muitas vezes não sabe dos procedimentos necessários ao se locar um imóvel”, afirma. Ela ainda explica que, nesta situação, o inquilino pode fazer uso de provas testemunhais para se defender contra as cobranças abusivas por parte da imobiliária.

Representantes de Rádios Comunitárias do Campo das Vertentes se reúnem em São João del- Rei

 21 de março de 2013| De São João del-Rei
Fernanda Rezende Pedro                             


Representantes de  Rádios Comunitárias do Campo das Vertentes / Foto: André N. P. Azevedo
A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO) promoveu, no sábado, 16 de março, das 9h30 às 12h, na Câmara Municipal de São João Del Rei, o Segundo Encontro das Rádios Comunitárias do Campo das Vertentes. O evento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de São João del Rei, Antônio Carlos Fuzatto, e dos radialistas Diego Santos, da rádio Sol, Raimundo Alves, da rádio Ecológica, Vicente Maia, da rádio Império de Tiradentes, Letícia Magalhães da rádio Comunitária de Ritapólis, dentre outros.

Segundo Ismar Capristrano, professor universitário e assessor de comunicação, em primeiro plano, a ideia do encontro é possibilitar que as rádios comunitárias compartilhem experiências e resgatem a história de cada uma delas. Na ocasião, também foi discutida a organização da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (ABRAÇO). “Minas Gerais tem o maior número de rádios Comunitárias do Brasil, é importante discutirmos o papel social dessas rádios.”, afirma.

O radialista da rádio Ecológica, Valdir Gomes, diz que é importante promover o evento para que as Rádios Comunitárias possam se conhecer melhor, discutir os problemas que enfrentam, mesmo que eles sejam diferentes. “As Rádios Comunitárias se caracterizam pela participação de todos os ramos da sociedade, sem interferência política. Assim, o ouvinte tem liberdade de participar dos nossos programas e os próprios locutores, de apresentá-los”, destaca.

São João del Rei, de acordo com Diego Santos, radialista da rádio Sol, possui sete rádios comunitárias, sendo cinco FM: Ecológica, Vertentes, Sol, Campos de Minas e Emboabas, e duas AM: Rádio São João del Rei e Emboabas. Para Diego, esse encontro serviu para que eles pudessem discutir as maiores dificuldades que as Rádios Comunitárias enfrentam atualmente. “Eu acredito que as rádios sejam a maior mídia de São João del-Rei”, completa.

Páscoa movimenta o comércio em São João del Rei



A Páscoa é uma das festas mais importantes do cristianismo, um momento em que os cristãos comemoraram a ressureição de Jesus Cristo. Porém, no Brasil, a Páscoa também é comemorada segundo a tradição pagã de presentear as pessoas com ovos de chocolate. Com isso, a data se tornou uma data promissora para o comércio. Os comerciantes de São João del Rei já iniciaram os preparativos para atrair e agradar os clientes.
Esse ano, de acordo com a vendedora Vanessa Rocha, a demanda e a expectativa são maiores. Eles pretendem alcançar metas e ultrapassar as vendas do ano anterior. Segundo ela, os clientes sempre procuram por melhores preços, “As pessoas sempre perguntam qual a vantagem de comprar aquele produto, quais são as promoções. E os mais procurados são os que vêm acompanhados por drinks, os trufados e os ovos infantis, no caso desse ano, o ovo da novela Carrosel.”
Apesar dos consumidores reclamarem do preço dos chocolates, eles acabam optando por comprá-los. “A Páscoa é uma data muito importante, é uma tradição. O ovo não é a parte principal, mas sempre dou para meu filho, porque ele espera por isso. Ele gosta dos ovos industrializados que tem algum brinquedo dentro.”, diz a comerciante Patrícia Souza, mãe de Pedro, de oito anos.
Segundo a estudante Cárites Miranda, em favor do preço dos ovos ter aumentado, ela prefere montar uma cesta com variados produtos, para presentear o namorado. “Sempre compro ovos e outros produtos caseiros, pois prefiro escolher o sabor, além de achar que eles possuem um preço mais acessível.”
Os comerciantes parecem ter apostado nas vendas desse ano, de acordo com Marcos Cirilo de Paiva, gerente de caixa do supermercado. Segundo ele, com o sistema de consignação, ficou mais fácil trazer mais produtos e com maior variedade. “Apostamos em vender mais esse ano. Os ovos que costumamos vender mais, são aqueles que têm o time de futebol como tema.”

Reportagem: Fernanda Rezende
Foto: divulgação

Palestra discute a temática da negatividade em Fernando Pessoa


Os grandes poetas nunca morrem, nem mesmo quando deixam de existir. Fernando Pessoa é um dos eternos poetas que a língua portuguesa já teve o privilégio de abrigar. Na quinta-feira (21), a obra e o trabalho do grandeportuguês foram apresentados pela professora Dr. Lélia Parreira Duarte, por meio do debate “Fernando Pessoa e o poder da negatividade”, realizado no Centro Cultural Yves Alves, em Tiradentes. Foi realizada também a exposição de quadros “Pintando Fernando Pessoa”, elaborada pela mesma palestrante. 
 
Fernando Pessoa e seus heterônimos, autores fictícios com personalidades próprias, foram a inspiração da professora na confecção dos quadros. Segundo Lélia Duarte, sua produção busca discutir elementos das obras fragmentadas e, por vezes, estilhaçadas de Fernando Pessoa.
 
A insatisfação do poeta teria transformado-o em uma personalidade multifacetada, o que contribuiu para a criação de seus heterônimos, que aplacavam parcialmente a angústia do poeta. Como descreve a professora, “os principais heterônimos criados por ele são: Ricardo Reis, que representa um ser mais contido; Álvares de Campos, de personalidade mais emotiva; e Alberto Caeiro, a face mais suave e tranquila que o poeta vestia.” Todas essas máscaras de Pessoa também foram retratadas nas pinturas da artista.
 
Após o término da palestra, a professora, que é também escritora, realizou sorteio de livros de sua autoria aos presentes. Enói Mendes, estudante de Letras, relata a importância da palestra e o enriquecimento do tema, principalmente nas maneiras de apresentação do autor, afirmando também sobre a exposição que “as cores são muito vivas, e a força das cores desenvolve todas as ideias dos heterônimos de Pessoa”. Algumas pessoas que não conheciam a obra do autor também estiveram presentes, como o aluno de Letras, Glauco de Resende, que descreve seu interesse na exposição, afirmando “eu gosto disso, quando um tipo de arte entra em intertextualidade com outras”.

A exposição permaneceu aberta ao público até o dia 24 de fevereiro, no Centro Cultural Yves Alves, em Tiradentes.


Texto de Marlon Bruno de Paula
Fotos: Delcimar Ribeiro

Segurança nas boates da cidade têm sido motivo de preocupação



A tragédia ocorrida na cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul na boate Kiss, vem alarmando muitos frequentadores de boates por todo país. A segurança que as casa de show oferecem a seus usuários nem sempre corresponde ao que se é exigido pela lei. Atualmente São João del-Rei tem quatro casas frequentadas por jovens em busca de descontração.
Questionados alguns desses frequentadores sobre o que acham das atuais acomodações e segurança oferecidos por essas casas de shows, a maioria acredita que há a necessidade de uma maior fiscalização e uma preocupação maior com a segurança.
Ana Luiza Macedo estudante de Engenharia destaca que até agora nunca tinha se preocupado com problemas que poderiam surgir pela falta de cuidados que esses lugares poderiam oferecer. “Eu sempre vou a festas aqui na cidade, mas nunca tinha me atentado para essas questões de segurança, mas depois que ocorreu a tragédia no sul, eu fiquei mais cautelosa porque as boates aqui não oferecem muita segurança. Tem uma que tem muita madeira e é bem apertada, se pegar fogo morre praticamente todo mundo, pois não tem uma saída de emergência, somente a porta de entrada."
De acordo com o aluno de segurança do trabalho Juan Freitas, esses lugares teriam de contar com um profissional para planejar e repensar toda a estrutura, de forma a dar segurança a seus usuários. “Eu como um futuro profissional em segurança do trabalho, me preocupo muito acontecimentos como esse de Santa Maria, pois todo o planejamento tem que ser pensado na segurança das pessoas e não somente no barateamento dos custos para os donos de boates. São João del-Rei a meu ver precisa urgentemente repensar suas casas de show, pois todas elas oferecem riscos a seus usuários"ressalta Juan.
Anderson Teixeira é um frequentador assíduo das casas de show da cidade, e para ele é importante que tenha sempre uma vistoria desses locais para assim garantir um pouco de tranquilidade não apenas para quem vai, mas as famílias de todos que vão a festas em lugares como esses. "Minha mãe esta tão preocupada que não quer me deixar sair mais, porém, acredito que isso é algo difícil de acontecer aqui na cidade porque todos os lugares são pequenos e até hoje nunca vi um show que tivessem usando alguma coisa com fogo."
A tragédia no Sul vem alertando as autoridades de todo país e foi marcada pelo número de mortes causado pelo incêndio da boate.

Reportagem: Eduardo Gaio 
Foto: Germano Roratto/Agência RBS

Capim do cerrado pode ser referência em nutrição animal



O Capim Echinolaena inflexa, mais conhecido como Capim Flexinha, pode ser referência em nutrição animal. A gramínea peculiar do bioma Cerrado é facilmente encontrada na Região do Campo das Vertentes, e atualmente está sendo estudada pela mestranda Sylvia Rocha e Silveira aluna da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e pode ser uma solução para manutenção desse importante ecossistema.
Após a expansão da pecuária sobre o bioma Cerrado, sérios impactos ambientais foram gerados sobre este ecossistema. Por conta da alta produtividade de forrageiras de espécies africanas, estabeleceu-se em todo o território nacional o uso destas gramíneas exóticas, no entanto essas espécies promovem o domínio sobre os diversos ecossistemas brasileiros bem como dependem do uso de fertilizantes.
Os estudos de forrageiras nativas podem contribuir para minimizar os impactos da produção animal principalmente em áreas onde as condições climáticas e de solo não favorecem o uso de espécies exóticas. A pesquisa ministrada pelo curso de pós-graduação em Bioengenharia Ambiental levantou dados importantes sobre o Capim Flexinha que podem colocar a gramínea como importante parceiro na manutenção de espécies de fauna e flora do bioma Cerrado.
A pesquisa é realizada no Sítio Arranca Estaca, proprietário João Dutra, Município de Coronel Xavier Chaves, Minas Gerais e as analises químicas são feitas no Laboratório de Análises Químicas em Biossistemas da UFSJ e no Laboratório de Microbiologia de Rúmen da Embrapa Gado de Leite. O Capim Flexinha foi avaliado ao longo de duas estações principais, seca e chuva,durante um ano agrícola. Foi observado um valor de proteína bem alto da gramínea nativa, sendo 75% de proteína contra 33% do Capim Braquiária brizanta.
Segundo a aluna de mestrado e pesquisadora do projeto, Sylvia Rocha e Silveira, observou-se uma estabilidade produtiva durante todas as estações avaliadas, não havendo diminuição significativa do seu valor nutricional no período da seca como ocorre com a maioria das gramíneas tropicais. Sendo assim pode ser considerada uma opção viável para utilização na nutrição de ruminantes como fonte proteica já que apresenta teores de Proteína Bruta superiores aos do Capim Braquiária que é a gramínea predominante na maior parte do território brasileiro.

Reportagem: Pedro Inácio Leonel

Em busca do cinema “Made in Brazil”



A internacionalização do cinema brasileiro foi um dos debates mais aguardados na 16ª mostra de cinema de Tiradentes. O seminário lotou o Cine-Teatro, nesta terça feira, dia 22, no centro cultural Yves Alves. O cinema nacional sobre a ótica estrangeira foi à temática central da narrativa do encontro, com produtores e programadores do cenário nacional e internacional com interesse de levar nosso cinema para fora do país.
O seminário foi mediado por Eduardo Valente, assessor internacional da ANCINE/RJ, este discutiu sobre a participação irregular do Brasil na participação dos festivais internacionais em tempos anteriores. O participante do debate José Roberto Rocha Filho, da divisão e promoção do audiovisual no ministério exterior, destacou ações do governo ciente de tal situação “A partir desse momento que permitimos que eles estivessem lá, maiores será o intercâmbio dos filmes, [Temos] que buscar uma experiência mais internacionalizada [...] O Brasil possui interesse particular em co-criações internacional” pontua. Ele anuncia alguns incentivos do governo nessa direção, como a criação do prêmio Itamarati, que promove a produção audiovisual dentro do país e ,as parcerias realizadas com mais diversos países, como Inglaterra, Índia, Portugal e Israel, em busca do acesso ao mercado estrangeiro.
André Sturm, presidente do Cinema Brasil, reforça também outro programa do governo, a fim de sanar essa dificuldade de mercado, segundo ele, o cenário de ausência da participação brasileira em festivais internacionais está se reduzindo com o incentivo a circulação dos produtores e formação de novas parcerias com as co-produções. “A gente percebe a penetração, o que não é uma invasão do cinema brasileiro em outros países” relata.
A Argentina é um importante parceiro brasileiro na co-produção, ano passado os números de produções dos dois países superam os que o Brasil detinha com Portugal. Essa parceria fez com que estreitassem a ligação dos dois países. Diego Marambió, coordenador do festival Ventana Sur e gerente de assuntos internacionais, relata da qualidade do cinema brasileiros, mas segundo ele, isso fica no país, falta incentivo para extrapolar as fronteiras. A programadora da Quinzena dos realizadores do Festival de Cannes, na França, relata que já participou de outras edições da Mostra de Tiradentes e descreve a multiplicidade do cinema Brasileiro na diversidade das produções cinematográficas, e concluiu a importância do incentivo ao debate sobre esse assunto.

O seminário apresentou as dificuldades e os projetos que se tem feito para a divulgação do cinema brasileiros no mundo. A soluções e os olhares estrangeiros sobre produção convergiram em uma solução para a internacionalização do nosso cinema, e fica evidente que o apoio mútuo de outros países é de grande importância como catalisador desse processo.
Reportagem: Marlon de Paula
Fotos: (CC-BY SA) Overmundo

Mulher motorista de ônibus é pioneira em São João Del-rei


 Quando perguntamos a uma criança o que ela quer ser quando crescer ninguém leva muito ao sério a resposta, nem deveria. Afinal, sonhamos em ser tanta coisa nessa fase: médico, astronauta, jornalista, bombeiro, enfim, sonhos e anseios nos primórdios da vida apelidada de infância. Em São João del-Rei no final da década de 80 uma garotinha respondendo a essa pergunta, afirmou que iria se tornar motorista, hoje, a então mulher de 33 anos, Sarita Passarelli, não só realizou seu sonho, como é pioneira. A primeira mulher motorista de ônibus da cidade.

“Tá vendo aquilo uma mulher no volante!” relembra Sarita rindo, quando escutava os perplexos passageiros quando a avistam dirigindo. Ela inicia os trabalhos oficialmente em janeiro do ano de vem, mas já anda fazendo algumas linhas pela cidade, como a IF/Ctan, motivo de surpresa na cidade. Ela é agora o assunto do momento, virou notícia pela cidade. Viúva e mãe de dois filhos, Sarita procura levar um vida tranqüila no bairro Fábricas. A família vem a apoiando nessa nova fase de sua vida. Segundo ela, quando seu pai soube na noticia, ficou emocionado. “Meu pai ficou bem orgulhoso, até chorou!” Já os filhos dizem estar orgulhosos da mãe. “Eles gostam muito de ver a mãe nesse emprego”.
Quem a vê trabalhando não imagina o caminho percorrido até o volante. Tudo começou em 2007, quando ela entrou na companhia como cobradora e já almejava o emprego de motorista. “Eu já dirigia, eu tinha carteira B. Quando perguntei para o meu patrão [sobre o emprego], o Mauro, ele disse que sim, teria oportunidade caso conseguisse tirar minha carteira D”. Com muita persistência Sarita começou a correr atrás da habilitação para veículos grandes. Ela aguardou quatro anos, até que conseguiu tirar a carteira D, foi nesse período que surgiu a vaga de manobrista na empresa. Onde permaneceu até dois anos e há dois meses surgiu a promoção. Segundo Rafael Felipe, eletricista da empresa e amigo da motorista. “Sarita dirige muito bem. Sempre teve determinação de mudar de função. O sonho dela sempre foi de ser realmente motorista.”
Com brilho nos olhos, de quem consegue realizar um antigo desejo, Sarita fala de seu amor pela profissão “Eu adoro dirigir, esse lance de ser a primeira é temporário, logo vai aparecer mais. Eu espero que apareça.” Quando chegamos para entrevista-lá, estava ocupada, manobrando um ônibus na garagem da empresa. Do começo ao fim da entrevista parecia não estar acreditando naquilo que estava passando na sua vida, ela estava mudando de cargo, agora era motorista, seu colega de serviço até brincou “Sarita merece ganhar um Honra ao Mérito na prefeitura!” Mesmo que ela não ganhe nenhuma condecoração, o maior prêmio foi o que Sarita já deixou na cidade, não apenas pelo fato de ser mulher, mas como dizia a música, ‘Quem acredita sempre alcança’ e hoje pode até existir barreiras e aquele velho preconceito no mercado de trabalho, mas Sarita é categórica em dizer “Eu Lutei muito para isso. E aceita quem quiser. O sonho é meu! Preconceito comigo realmente não rola!”.  

Reportagem: Marlon Bruno e Clara Varginha.


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Entrevista: Paula Carribe e seu blog "Made in Brechó"


      Paula Carribe, aluna do Curso de Comunicação Social – Jornalismo da UFSJ, tem atingido grande repercussão online com seu blog Made in Brechó, criado há pouco mais de duas semanas.  Em seu blog são postadas várias combinações de roupas e acessórios que Paula encontra pelos brechós de São João del-Rei.  Segundo Paula, a ideia surgiu devido ao seu interesse pela moda e por significar “uma possibilidade de criar um paralelo entre estar bem vestida com possibilidades mais acessíveis”.
         A blogueira conta as suas inspirações para as composições, “Eu sigo alguns blogs de moda de alguns famosos, busco referências no que elas usam e tento trazer para a minha realidade. Porque eu não tenho condições de usar grandes marcas e talvez eu encontre algumas coisas bem vintage nos brechós”. E completa sobre as descobertas dos brechós: “Eu saio andando, eu sou daqui de São joão. Eu ando, conheço algumas coisas, sempre vejo uma portinha aberta e já entro. Não faço uma pesquisa antes, porque brechó vem de muito tempo que eu já gosto, eu já conheço alguns ao longo da vida”.
       Paula conta ainda sobre as experiências de suas visitas: “Sempre tem alguma coisa bem peculiar, porque nem todo brechó é preparado, tem uma estrutura. Na verdade, eu falo no blog que são meus achados. Porque brechó é difícil, nem tudo ali se usa, uma coisa ou outra no meio de dez. Uma vez, inclusive fiz um post, eu estava olhando uma bolsa - eu gosto muito de bolsa em brechó, é um acessório que dá para usar com tudo, e é um acessório caro - eu olhei lá no Brechó do Carmo e encontrei dentro vários documentos de uma moça, tinha umas fotos, e fiquei pensando na história daquilo ali, esse é o mais interessante. Sem contar que a gente encontra muita coisa nada a ver, tem que ter paciência para conseguir algum achado”.
       Sobre as ideias de seu blog e a sustentabilidade Paula explica que “a ideia do meu blog é essa: a contramão da moda, mostrar que é possível não seguir uma tendência. Que sustentável não é só fechar uma torneira. Se pensar bem, se você for lá e comprar uma bolsa de couro, que não seja sintético, é o meio ambiente, está matando uma cobra, um jacaré, um animal. Eu acredito nessa possibilidade de renovação, de renovar seu vestuário com a ideia de algo que já esteja no mercado, que não necessite de um novo”.
         Em uma sociedade capitalista, há ainda muitos blogs de moda que incentivam o consumo desenfreado, sobre o assunto Paula avalia “Eu acho que eles são produtos dessa necessidade do mercado, dessa indústria cultural, a necessidade do consumo. Eu acho que são influenciados por essas novidades mercadológicas que, se você não tiver, está fora. Eu acho que elas [blogueiras] gostam de estar bem-vestidas e podem pagar por isso ou são patrocinadas, seria errado dizer que é errado, porque, quem não gostaria de um patrocínio? Talvez apenas acredite que essa necessidade de consumo o tempo todo não seja muito interessante, dentro de uma outra proposta da moda de você estar à vontade com você mesmo”.
          Sobre o retorno do público, para Paula “está sendo muito interessante para mim, porque eu acho que o brechó continua sendo um tabu, as pessoas ficam com medo de entrar em brechó por existir um paradigma de que é coisa de pobre. Estão enganadas, porque talvez você entre e encontre lá coisas de marca, que você não teria condição de comprar, e esse retorno do blog tem sido muito interessante. Eu estou há pouco tempo com o blog, está bombando, não tenho uma ideia, não fiz uma pesquisa para saber. Mas tem duas semanas e já tem doze meninas que todos os dias elas me perguntam como que estão os brechós da vida. Não apenas para mim, mas pude trazer uma possibilidade de estar bem-vestida para todo mundo. Avalio de forma positiva, que a gente pode estar bem-vestida e contente”.

           Reportagem: Bruna de Faria.

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Campanha “Papai Noel dos Correios” começa em São João del-Rei


Com a proximidade do Natal, começam a aparecer as decorações nas lojas e nas casas, aumenta a procura de presentes e a empolgação das crianças com as cartas para o Papai Noel.  Em São João del-Rei, crianças que estudam nas escolas selecionadas pela campanha “Papai Noel dos Correios” tiveram a oportunidade de escrever para o  “bom velhinho” e agora aguardam um padrinho para suas cartas.
A campanha, promovida pelos Correios, já acontece no Brasil há 22 anos. Foi criada pelos próprios funcionários da empresa, sensibilizados pelas mensagens das crianças endereçadas ao Senhor Noel. A partir de 1997, o movimento começou a ganhar apoio e adesão da população e a ideia se espalhou por todos os cantos do país. Há nove anos a iniciativa acontece em São João del-Rei. A cada ano, são escolhidas três instituições educacionais públicas para participar. Neste ano participam a Escola Estadual Deputado Mateus Salomé, Escola Estadual Inácio Passos e a Escola Municipal Menino Jesus.
Este esquema de contemplar apenas três instituições por ano foi pensado a partir de experiências de edições anteriores, para evitar situações que fugiam do propósito da ideia inicial. Segundo Maria Cristina Araújo, gerente dos Correios da cidade, não só crianças carentes escreviam cartas, o que tirava a oportunidade daqueles que esperavam através do projeto receberem, muitas vezes, seu único presente de Natal. Além disso, o acúmulo de cartas era muito grande, não sendo possível atender todas. No ano passado, cerca de 2000 cartas foram enviadas aos Correios e, apesar do grande número de padrinhos voluntários, nem todas as crianças foram atendidas.

Como ser um padrinho

 

Desde segunda-feira, 26, os interessados em apadrinhar uma criança neste Natal já podem escolher seus afilhados. Para isso, devem se dirigir à Agência dos Correios, que fica na Avenida Tiradentes, onde poderá ler todas as cartas enviadas ao Papai Noel. Cada padrinho receberá um número de cadastro correspondente à carta selecionada.  Os Correios ficam responsáveis por receber o presente, que deverá ser entregue na própria agência e encaminhá-lo às crianças enquanto ainda estiverem em período letivo. Os presentes entregues a partir do encerramento das aulas serão entregues nas próprias residências.

            Mariléa de Oliveira, supervisora da Escola Estadual Inácio Passos, conta que as crianças de 1º a 5º ano fizeram as cartas não só para pedir presentes ao Papai Noel, mas também como forma de aprendizagem sobre gêneros textuais. Uma aluna do 3º ano do Ensino Fundamental conta que não sonha apenas com o presente: “Quero também saúde e paz”.

Além de incentivar a escrita, a campanha também estimula a solidariedade da população, disseminando os valores natalinos, como o amor ao próximo. Apadrinhar uma carta é uma forma de tornar o Natal de uma criança mais feliz.


            Reportagem: Lis Maldos.
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Editais dos concursos do Festival Happy Hour já estão disponíveis no site


Estabelecimentos participantes, apoiadores, artistas e público interessado já podem conferir os editais dos concursos culturais e gastronômicos do Festival Happy Hour no site http://festivalhappyhour.com.br/index.php?corpo=editais. As inscrições para os concursos culturais ficam abertas até o dia 15 de dezembro e são gratuitas. A premiação oferecida é de R$ 100,00 reais.
Realizado pela Inovità Imagem e Produção, com patrocínio da Associação Comercial e Industrial de São João del-Rei (ACI del-Rei), Batata Croques e Cervejaria Tiradentes, o Festival de Cultura e Gastronomia Happy Hour acontece entre 1º de janeiro e 1º de fevereiro de 2013 em São João del-Rei e região.

Edital Gastronômico

Os bares, restaurantes e chopperias participantes do Festival Happy Hour irão concorrer em cinco modalidades: prato da casa, prato com ingrediente mineiro, temperatura da bebida, atendimento e higiene. Cabe ao estabelecimento decidir qual item de seu cardápio será o prato da casa. A organização do Happy Hour escolheu o Fubá de Moinho D’Água como o ingrediente mineiro do concurso gastronômico.
O Fubá foi escolhido por ser facilmente aplicado em diversas receitas, tanto que é ingrediente usado em culinárias das mais diferentes culturas do mundo. O grão de milho moído faz parte da receita de bolos, doces, tortas e tira-gostos.
A votação acontece durante os dias de janeiro, em cédulas e urnas distribuídas pela equipe do festival nos locais de degustação. O resultado será divulgado no dia 1º de Fevereiro de 2013, às 18 horas no prédio da ACI del-Rei.

Edital Cultural

Entre as modalidades do Edital Cultural, estão Música, Fotografia, Literatura e Artes Visuais. Serão selecionados 10 artistas ou duplas de voz e violão para compor a programação do festival, negociando o cachê junto aos estabelecimentos. O objetivo principal é difundir a arte regional e disponibilizar espaço para músicos novos e sem grande divulgação.
Para o concurso de fotografia, serão escolhidas 15 imagens com temática pertinente ao Festival Happy Hour, com exposição itinerante nos espaços de exposição. Em Literatura, há duas formas de participar: enviando histórias de bar e frases engraçadas. A última categoria é a Charge, também com limite de 15 inscrições. Todo o material recolhido fará parte do acervo do festival e as premiações são de 100 reais para cada vencedor.
As inscrições para os concursos culturais ficam abertas até o dia 15 de dezembro e são gratuitas. Mais detalhes no link: http://festivalhappyhour.com.br/index.php?corpo=editais.

Coquetel de lançamento

O Festival de Cultura e Gastronomia Happy Hour promove coquetel de lançamento oficial no auditório da Associação Comercial e Industrial de São João del-Rei no dia 22 de novembro, às 19 horas. Serão convidados jornalistas, autoridades, clientes, patrocinadores, apoiadores donos dos estabelecimentos participantes e formadores de opinião.
Na ocasião, os organizadores do evento irão apresentar parte do material de divulgação, fotografias promocionais e pratos concorrentes. A noite ainda conta com a apresentação do Samba na Praça (projeto apoiador) e cobertura do Guia das Vertentes.

Release (Assessoria de Imprensa: Marcelo Alves).
Foto: Íris Marinelli.

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Zuenir Ventura no 8º Felit


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