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São Tiago realiza Encontro de Folias de Reis


“Hoje em dia, com a cultura midiática na qual estamos vivendo, eventos e resgates culturais como [Folias de Reis] às vezes têm se perdido, quando não há essa valorização dos grupos ainda existentes”, afirma Luciane Lopes, ex-diretora do Centro Artístico e Cultural, que participou por diversas vezes na organização do Encontro de Folias de Reis, em São Tiago.

Recentemente foi realizado o 5º Encontro de Folias de Reis de São Tiago, organizado pela Prefeitura Municipal e Cultural, com o apoio da Câmara de Vereadores, Centro Cultural Artístico e Cultural, Paróquia de São Tiago e Sicoob Credivertentes. Luciane Lopes enfatiza que é realmente “preciso fomentar esse lado cultural que todas as cidades pequenas ou interioranas ainda possuem e buscar por financiamento, através de projetos, para que grupos como esses não se acabem. E que seja aí uma forma de ensinar esse tipo de arte a outros”.

No início do ano, em todo o país, são comemoradas diversas atividades culturais envolvendo os tradicionais grupos de Folias de Reis. Essa manifestação cultural e folclórica inicia suas atividades após o natal, indo até o dia dos Santos Reis, visitando igrejas, residências, fazendo apresentações e encontros entre as demais folias.  

A Folia de Reis tem sua origem na Europa, tendo sido trazida para o Brasil com os primeiros colonizadores e, em São Tiago, foi representada no final da década de 1930 e início de 1940. 

Dona Antônia Santiago, umas das participantes dos grupos de Folia de Reis, lembra, porém, que, alguns anos atrás, a movimentação na cidade era maior.   “Quando comecei a participar da Folia de Reis, tocava bandolim e, vez ou outra, cavaquinho. Começávamos a nos apresentar na noite de natal (25/12). Na época do saudoso Monsenhor Eloi, após a missa de passagem de natal, quando íamos até o presépio e com a folia, cantávamos cantos de alegria pelo nascimento do menino Jesus. Noutra época,  fui pastorinha e, tempos depois, quis também criar um grupo de pastorinhas e Folia de Reis para crianças do bairro. Daí, os acompanhava pelas ruas da cidade, tocando o instrumento e eles cantavam. Infelizmente, hoje não temos mais grupos como esses”, comenta. Disse também que o que é arrecadado em “esmolas” que são pedidas nas casas são doadas a igrejas e entidades assistenciais.

A abertura oficial do evento foi feita pelo prefeito Sr. Irimar Mendes e demais autoridades municipais. Durante o momento, foi dada a bênção a todos os presentes pelo pároco Pe. Robson Rosa Cardoso. Dando continuidade à programação, houve as apresentações das Folias de Reis no palco, seguidas de entrega dos certificados aos senhores embaixadores das Folias de Reis.

As apresentações e certificações dos grupos de Folias de Reis foram apreciadas por grande número de pessoas presentes no evento.

VAN/Marcus Santiago

Foto: Marcus Santiago

Vó Marta: uma história de dedicação aos recém-nascidos de Morro do Ferro


No pequeno distrito de Morro do Ferro, pertencente ao município de Oliveira, existe uma figura que se destaca: Dona Marta Maria da Anunciação ou, como é carinhosamente conhecida, Vó Marta. A dedicação dessa senhorinha simpática de 80 anos foi além dos nove filhos, 15 netos e três bisnetos, e se estendeu a todos os recém-nascidos do distrito. Hoje, Vó Marta é parte da história de muitos da localidade.

Quando nascia uma criança em Morro do Ferro, logo dona Marta era chamada para dar os banhos e cuidar dos recém-nascidos nos primeiros dias de vida, o que para ela era uma grande honra e prazer. Há cinco anos, Dona Marta deixou de acompanhar as crianças, como fazia, mas ainda registra o contentamento que tinha nessa missão. “Quando nasciam as crianças, era eu quem cuidava delas junto às mães por um período de 15 dias. Fiz isso com amor e carinho, por mais de 60 anos. Quando as crianças chegavam do hospital, logo as mães me chamavam, e eu ia todos os dias em suas casas”, conta.

Vó Marta aprendeu a cuidar de recém-nascidos com a mãe, que também tinha o costume de acompanhar os  bebês.  Hoje, ser reconhecida como avó por muitos deles é motivo de contentamento. “Aqui em Morro do Ferro, todos são meus netos. Há poucos dias, recebi inúmeros convites para formaturas, como demonstração de carinho dos meus netos do coração. Muitos desses netos cresceram ou se mudaram, mas, quando estão em Morro do Ferro, passam em minha casa para me ver, tomar bênção e apresentar os seus filhos”, diz orgulhosa.

A professora Elena Silva Moura, 43, confirma que os cuidados e o carinho dedicados não podem ser esquecidos, relembrando o momento em que Vó Marta ia até sua casa: “Sob o olhar atento e as cuidadosas mãos de dona Marta, minhas três filhas tiveram o cuidado carinhoso dela em seus primeiros dias. Conhecida por todos em Morro do Ferro por dar banhos nas crianças recém-nascidas até o “umbigo cair”, não tive dúvidas de que a chamaria também. Todos os dias, sempre no mesmo horário e sem faltar, ela chegava a minha casa. Ela ia de uma casa para a outra, deixando até os próprios afazeres para cuidar dos pequeninos. Esse amor pelo que fazia era tão grande, que dona Marta virou a Vó Marta; vó das minhas filhas, que a chamam assim e pedem benção até hoje, como muitas crianças de Morro do Ferro”.

VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago

Projeto divulga a arte circense na Praça do bairro Matosinhos


Estudantes de Teatro divulgam o saber circense na Praça Senhor Bom Jesus, no bairro Matosinhos, todas as quartas-feiras, às 14h. Resultado do projeto Circo e Teatro Para Todos, as interações dão ao lugar um tom circense em meio à movimentação dos transeuntes, transformando a praça em espaço livre para aqueles que querem aprender ou apreciar a arte tão antiga do circo. 

Para Cláudio Alberto do Santos, professor do curso de Teatro da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e coordenador  do projeto,  iniciativas como esta visam a  democratização do acesso à arte. “O espaço em que o projeto circense se desenvolve é a rua e, nela, convivem pessoas de diferentes grupos sociais. E, com tempo, a praça vem se transformando em ponto de referência para aqueles querem trocar conhecimentos sobre as artes circenses. Aqui – na praça - é onde o conhecimento universitário encontra-se com a comunidade, superando o muro que existe entre a Universidade e a população em que ela está inserida”, afirma o coordenador. 

Segundo a monitora do projeto Ingrid Medina, é oferecida a oportunidade de contato com a arte circense de forma natural e para pessoas de todas as idades. “Algumas pessoas criaram o hábito de vir aqui todas as quartas-feiras. É variável nosso público. Nós não buscamos as pessoas, elas vêm até nós”, explica Ingrid. 

A estudante Jeniffer Vivas Correia, 14, frequenta o projeto há vários meses. Ela conta que conheceu o projeto quando estava passando pela Praça de Matosinhos e viu pessoas fazendo alguns exercícios circenses, como atravessar a slackline – fita de cerca de 6 metros de comprimento e 10 centímetros de largura. “Faço os exercícios circenses apenas por hobby. Mas, quando tiver mais tempo, pretendo aperfeiçoar meu desempenho nos aparelhos circenses”, comenta a estudante.

VAN/Antonio M. Ferreira
Foto: Antonio M. Ferreira


Grupo de “Serviço de Proteção Social Básica do Idoso" celebra formatura


No último domingo, 27, foi realizada, em Piedade do Rio Grande, a formatura do Grupo que faz parte do “Serviço de Proteção Social Básica do Idoso”. Na ocasião, estiveram presentes familiares, amigos, funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o representante da câmara dos vereadores Rildo Lucinda Fagundes, e também o prefeito municipal Mauro Fernandes do Vale .
Existe na cidade a “Associação Sol Nascente” que, há mais de 10 anos, trabalha para que o idoso conquiste seu espaço na sociedade e também para proporcionar momentos de descontração. De acordo com a professora Maria da Piedade Gonçalves, presidente da associação, são 80 integrantes e, dentre eles, 26 têm mais de 60 anos e, por isso, fazem parte do Serviço de Proteção Social Básica do Idoso.
São oferecidas oficinas de alfabetização, de artesanato, de sucata teca, de dança, jogos, que contam com o apoio de voluntários e da Cia Teatral Manicômicos para a realização das atividades. “Muitas vezes, precisamos adaptar os trabalhos às limitações dos idosos e é visível uma melhoria da saúde física e mental destes idosos ao participarem dessas atividades”, explica a presidente.
A assistente social do município Maria Tereza Monteiro de Andrade Ribeiro explica que esse trabalho existe há três anos e que, através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (SEDESE), disponibiliza recursos para que sejam fortalecidos os vínculos dos idosos. “Esse serviço faz parte da política de Assistência Social, é um serviço de convivência e fortalecimento dos idosos. A verba é destinada para o trabalho com 50 idosos e, como aqui em Piedade havia um grupo anterior a este projeto, não foi preciso formar um novo grupo. Apenas selecionamos os que possuem 60 anos ou mais”, declara.

Há dois anos participando do grupo, Maria Cleuza Teixeira ressalta a importância dos trabalhos realizados para os idosos da cidade. “Eu adoro os momentos em que estamos juntos! Fazemos artesanatos, dançamos, viajamos, rezamos e somos muito felizes. Trabalhamos o corpo e a mente e agradeço o apoio de todos os funcionários do CRAS - que tanto nos ajuda -, da Maria da Piedade Gonçalves - que há muito tempo faz esse belo trabalho -, do professor Anderson Rail do grupo Manicômicos e também da prefeitura municipal - que está sempre de portas abertas para nós”, ressalta. 

VAN/Edilene Ribeiro
Foto :Edilene Ribeiro

Donos do Pedaço


Como se sabe, na sociedade o lugar que não é público é privado. De pessoas, de empresas, da igreja, do governo, etc.


No país, existe a possibilidade de se criar empresas de níveis diversos para atender à demanda de determinada prestação de serviço comercial, industrial, educacional, religioso ou de representatividade de um grupo, associação, entre outros. Isso pode partir de pessoas físicas que se tornam jurídicas e acabam se tornando empresários, diretores, gerentes, presidentes.


Há também os concursos públicos. Quantas pessoas estão em busca de estabilidade?  Quantas já foram aprovadas e nomeadas para o serviço público?


No serviço público, os trabalhadores devem se enquadrar às normas e regimentos estabelecidos. O espaço é público, então necessita de ética, de responsabilidade social e de transparência nas funções do cargo em que foi investido, seja numa cidade do interior ou numa metrópole.  Ninguém é dono de nada, todos são servidores, porém alguns ocupam funções comissionadas. Pessoas são nomeadas ou designadas para ocupar cargos nessas instituições pelo mérito da aprovação no concurso ou por ter alguma qualificação especial, para substituir outro funcionário que não tinha.


Muitas vezes, novos servidores assumem a vaga motivados e felizes, mas, em determinados locais, acabam se sentindo sem apoio e desmotivados. Dirigentes querem impor um ritmo de trabalho mais acelerado ao funcionário que está chegando, como forma de punição. Quantas pessoas começando a carreira desanimam de continuar? Falta apoio, caridade em ensinar o serviço. Ouve-se conversa atravessada, julgamento, comparação, má vontade de ajudar, exigências acima do padrão. Mas, perante a lei, a nomeação ou contratação é justa, mesmo que a pessoa veio de outra cidade para ocupar tal função.


Os “donos do pedaço” estão por todo lado. Mas, se é direito seu de estar ali, lute por ele. Na esfera do que é público e da coletividade, façamos nossa parte em cumprir os direitos e obrigações. Ninguém toma posse ou assume algo sem que tenha as devidas atribuições para tal.


Em igrejas, quantas pessoas não atrapalham que outras ingressem no voluntariado? As igrejas, em sua maioria, vivem da boa vontade de leigos que doam parte de seu tempo à comunidade religiosa. Há pessoas que já estão ali há tantos anos que se sentem “donas”. Coloca-se uma “capa de religiosidade”, muda-se o jeito de ser, vive-se com uma máscara. Nota-se uma má vontade de funcionários em prestar informações ou deixar que outros entrem para ajudar. Parece que existe um certo receio de serem substituídas.

Estamos aí para ajudar, inovar e crescer. A vida é muito curta para se ficar perseguindo, colocando dificuldades no caminho daqueles que querem começar, servir, ter uma experiência e lutar pela sua sobrevivência.


VAN/Marcus Santiago
Foto: Reprodução 

O Consumismo Moderno atinge a sociedade


Atualmente percebe-se que há uma necessidade do indivíduo de estar inserido na sociedade de consumo. Em São João del-Rei, não seria diferente. É possível observar que os comerciantes buscam trazer cada vez mais produtos que são novidade no mercado.

A estudante de Moda, Iasmim Leão, faz a seguinte colocação sobre a relação dela com o consumo: “acredito que todos nós, independente do nível de apego material, somos instigados a consumir, diariamente. O mercado tem seus artifícios e apelos psicológicos pra produzir desejos em nós, consumidores. Costumo consumir, justamente, quando estou vivendo um momento de fragilidade, onde obter alguma coisa material poderá trazer a falsa e instantânea sensação de satisfação."

O sociólogo polonês Zigmunt Bauman criou o conceito de Modernidade Líquida que pauta-se pela fluidez da vida moderna, onde os processos são rápidos e os reinícios urgentes. Em função dessa volatilidade, nada pode ser consolidado nesse ambiente e tudo se torna raso e incipiente. A identidade é definida pelo o que se adquire enquanto bens palpáveis e temporários. É preciso fazer a substituição imediata dos produtos recentemente comprados (ultrapassados) pelos novos, para garantir a inserção nesse espaço, e é por isso que o consumo é a expressão exata da Modernidade líquida de Bauman.

Segundo a estudante de Engenharia de Produção da UFSJ, Raphaela Garcia, é notório o aumento do consumismo nos últimos anos. “O alto índice de produtos novos que vêm sendo lançados no mercado quase que diariamente, e a praticidade que eles oferecem, faz com que queiramos sempre estar ‘atualizados’, buscando pelo que há de mais novo no mercado. Em São João, é quase impossível ver um estudante que não tenha um dos modelos mais novos de celulares ou de notebooks, por exemplo. É cada vez maior o consumismo”, declara a estudante.

O estudante de Administração, João Pedro Rodrigues, diz que é instigado a consumir através da publicidade, mas sempre procura escolher produtos que lhe acrescentem algo, sejam essas aquisições feitas por impulso ou não. Considera também o sistema de consumo válido quando utilizado de maneira correta.


VAN/Thais Matias

Foto: Marina Ratton

Mês de maio não é mais o favorito das noivas



Durante o mês de maio, por influência da religião católica, comemora-se a consagração de Maria, mãe de Jesus, e o Dia das Mães. Por isso, tornou-se tradição este mês ser também considerado o mês das noivas. 

Segundo Cláudia Vitor, proprietária de uma loja de noivas em São João del-Rei, “o movimento em maio sempre foi bom, porque é o mês considerado das noivas e muitas delas gostam de casar neste período. A gente tem de quatro a cinco noivas, por fim de semana, neste mês”, afirma. 

A comerciante ainda declara que, por causa das superstições relativas ao mês de agosto, considerado o “mês do desgosto”, esta é a época de pior movimento. “O mês de agosto e o período da quaresma são as épocas de movimento mais fraco”, ressalta.

Já a cerimonialista Cláudia Simões afirma que os casamentos estão acontecendo muito mais no segundo semestre do ano e considera uma “bobagem” a superstição. “Eu falo para as noivas que agosto é um mês ótimo para conseguir uma redução de custos, porque a maioria ainda tem certo receio e considera um mês de mau agouro, o que, para mim, é a maior bobagem”, opina.

Segundo ela, “agosto é um mês ótimo, porque dá para conseguir os profissionais mais liberados. Tanto em agosto quanto em fevereiro, próximo ao carnaval, que não tem tantos casamentos e nem igrejas tão lotadas. Em março, por causa da quaresma, muitas igrejas de São João del-Rei não abrem para casamentos”, assegura Cláudia Simões.

A noiva Rosana Carvalho, que está com o casamento marcado para julho deste ano, acredita que não existe uma fórmula para se preparar o casamento. “É só juntar os sonhos de uma vida e tentar fazê-los acontecer”, declara. 

É muito comum as noivas se prepararem para a celebração pensando em cada detalhe. Rosana afirma que, mesmo sendo “uma experiência maravilhosa, planejar o casamento também cansa”. Por isso, ela programou o dia da noiva para relaxar.

Dentre os preparativos, muitas noivas buscam analisar as tendências do momento, tanto relativas à moda quanto às inovações para a cerimônia. “A moda entre as noivas, agora, é usar o sapato colorido, combinando com o buquê”, ressalta a comerciante Cláudia Vitor. 

Ela diz ainda que “outra tendência é colocar o buquê em uma caixa de vidro trancada com cadeado e dar uma chave para cada convidada solteira ou amarrar várias fitas coloridas no buquê e ir cortando até a penúltima fita. Assim, a convidada que tiver a última fita sem cortar fica com o buquê”.

Outro fator moderno das celebrações é a necessidade de se registrar cada detalhe por fotografia. “É um dos maiores exageros do setor, pois tudo tem que ser fotografado e, às vezes, filmado nos mínimos detalhes. Hoje, existe um sofisticado pacote de casamento, que inclui equipe de fotógrafos, que farão o registro dos noivos em diversos momentos - antes, durante e até depois do casamento”, afirma Cláudia Simões. 

“Existem profissionais especializados em fotografar noivos em viagem ao exterior. Por exemplo, um casal são-joanense em lua de mel em Paris contratou esse serviço e foi fotografado em trajes de casamento pelas ruas da capital francesa”, declara a cerimonialista.


VAN/Marina Ratton
Foto: Reprodução



Zuenir Ventura no 8º Felit


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