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#EVU - Número de alunos intercambistas em Humanas é quase 200 vezes inferior ao de Exatas


Todos os anos, cerca de 240 mil pessoas deixam o Brasil para frequentar algum curso no exterior. Na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), isso acontece através de programas como o Ciência Sem Fronteiras (CSF) e o Programa de Intercâmbio Acadêmico Internacional (PAINT), que oferecem bolsas de estudos aos graduandos que buscam qualificação fora do país. Aliás, falamos um pouquinho sobre os dois aqui.

Apesar das vantagens em ambos, um fato chama a atenção: o número de estudantes de Engenharias e Ciências Exatas que viajam pelos programas é consideravelmente maior que o número de alunos intercambistas representando áreas de Humanidades.

Nos anos de 2013 e 2014 na UFSJ, por exemplo, cerca de 640 universitários viajaram pelo Ciência Sem Fronteiras, que exclui cursos das Ciências Humanas e as Ciências Sociais Aplicadas. Pelo PAINT – programa que foi criado para atender também às demais áreas – viajaram, no mesmo período, somente 39 alunos. 

Reitoria

No programa Ciência Sem Fronteiras, que é uma iniciativa do Governo Federal, as bolsas são destinadas exclusivamente às áreas de Engenharias, Ciências Exatas e da Terra, Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde e Computação, entre outras tecnologias. Segundo a reitora da UFSJ, Valéria Kemp, isso acontece porque em um primeiro momento a ideia do governo era priorizar essas áreas. “Nós compreendemos que estrategicamente isso faz sentido no nosso país pensando nesse caminho do desenvolvimento tecnológico e da inovação. E acho que isso é importante”, comenta.

Mas a reitora também destaca a importância das Ciências Humanas e comentou sobre a iniciativa do PAINT, que surgiu para valorizar os estudantes de outros setores, complementando a iniciativa de incentivo ao intercâmbio. Kemp ainda explica sobre a possibilidade de um acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, a Fapemig, visando estender a iniciativa: “Temos a chance de negociar com uma agência de fomento que apoiou essa nossa ideia, ampliando possibilidades. Para mim, é exatamente isso que temos que fazer. Ao invés de negar que uma área tenha vantagens, precisamos tentar igualá-la às outras”.

Texto: Richardson Freitas

* #EVU - O Especial Vida Universitária é resultado de uma oficina de texto dada pela jornalista Mariane Fonseca para integrantes da Vertentes Agência de notícias e sairá às segundas-feiras até 16/02/2015.

#EVU - Gazeta de São João del Rei: além da capa


Em novembro do ano passado, uma manchete publicada pela Gazeta de São João del Rei ganhou repercussão nas redes sociais. Um furo de reportagem? Um escândalo? Um fato absurdo? Não. A atenção toda foi voltada a um erro de digitação.

Em letras destacadas, o veículo publicou “drogras” ao falar sobre uma grande apreensão de entorpecentes na região e movimentou a internet ganhando reações divididas: de um lado, houve quem atacasse o deslize. De outro, houve quem compreendesse o lado quase corriqueiro do “problema”, corrigido em Errata no veículo em edição posterior.

Ficou, porém, uma outra dúvida: se na web leitores debatem arduamente a questão, como os próprios repórteres lidam com ela em tempos de redes e compartilhamentos virtuais?  

Em busca das respostas, fomos atrás da editora do semanário, Carla Gomes, que também é apresentadora do programa Conversa Franca na TV Campos de Minas e assessora do SindiComércio local.

Carla Gomes, editora-chefe do jornal semanal Gazeta de São João del-Rei
Foto: Reprodução facebook

Há uma década à frente do veículo que circula em 16 municípios com 10 mil exemplares, a jornalista contou um pouco da rotina da redação e das dificuldades em se fechar um jornal semanal.

Vida Universitária – Como é a rotina da Gazeta? Como é o processo entre a produção da pauta e a distribuição para o leitor?
Carla Gomes – Por ser um jornal semanal, a rotina da Gazeta é um pouco diferenciada. Vou começar pela quinta, que é o dia do fechamento e quando damos os últimos retoques para mandar a edição para a gráfica. Depois fazemos uma reunião pré-pauta, para o próximo número. Na sexta-feira e no final de semana, o esquema é o de plantão de um dos jornalistas. Já na segunda-feira toda a equipe se reúne e discutimos a pauta final, definindo o que vai entrar no jornal. Aí começa todo o processo de apuração e levantamento de matérias até a quarta-feira, nosso deadline.

Vida Universitária – A Gazeta é um jornal semanal e é bem comum que, ao comparar com os jornais diários, as pessoas acreditem que a tarefa de se fechar uma edição assim é mais fácil. É um equívoco, não?
Carla Gomes – Sim. Digo isso pra todo mundo: já trabalhei em jornal diário. Considero o semanal mais complicado. Como a informação já foi dada no rádio e na TV, em tempo real, temos que procurar o diferencial. Falo frequentemente para os “meninos” [a jornalista sempre chama os colegas de trabalho dessa forma ou outros tratamentos informais e afetivos, além de se incluir em um grupo, mencionar o coletivo – quase nunca o ‘eu’] que considero as nossas matérias ‘especiais’. Como nossos textos são semanais, há essa característica e procuramos entrevistar mais pessoas, aprofundar o assunto. Achar o jornal semanal ‘mais fácil’ é uma ilusão.

Vida Universitária – Quantas pessoas são responsáveis pelo fechamento de cada edição?
Carla Gomes – No jornal de interior não há aquela divisão certinha de funções, com repórter, fotógrafo, revisor. Como eu falo sempre para os meninos: a gente faz de tudo um pouco. Mas na prática, para o expediente, eu estou como editora; a Mariane (Fonseca) como repórter; o Rodrigo (Antunes) como revisor de texto; e a Alicia (Fernandes) como estagiária. A responsabilidade maior fica entre a Mariane e eu; na parte da revisão todo mundo lê e o retoque é feito por mim.

Vida Universitária – Como esse processo ocorre exatamente?
Carla Gomes – O jornal passa por quatro pessoas. E mesmo assim podem sair muitos erros. Quando isso acontece, nos sentimos como se fôssemos morrer (risos). Recentemente saiu um na capa: a palavra “drogas” foi publicada com uma letra a mais. Mas como eu sempre falo – e não estou amenizando: o erro de digitação é menor do que o de informação. Não temos vergonha de assumi-lo e além disso o justificamos para o nosso leitor.

Vida Universitária – Houve uma polêmica no Facebook. Como vocês lidaram com isso?
Carla Gomes – A gente não entra nesse mérito. O Rodrigo, que trabalha aqui, acabou comentando o problema, respondendo uma das críticas. E não acho errado. Quem estava na redação sabe a dificuldade que tivemos. Foi uma semana atípica, estávamos com um repórter a menos e tivemos que fechar a edição um dia antes. Às vezes a gente tem esse ímpeto de desabafar. Mas o procedimento é sempre esse: errata na próxima edição.

Vida Universitária – Um erro desses pode gerar uma demissão? O que seria inconcebível?

Carla Gomes – Um erro desses, não. Mas se for algo recorrente, toda semana, precisamos avaliar. Na realidade, o erro absurdo é o de informação. E isso nunca aconteceu na Gazeta. Por exemplo: o repórter inventar a fala de uma pessoa ou um fato; tomar créditos de uma foto que não é dele. 

Texto: Cláudia Maria


* #EVU - O Especial Vida Universitária é resultado de uma oficina de texto dada pela jornalista Mariane Fonseca para integrantes da Vertentes Agência de notícias e sairá às segundas-feiras até 16/02/2015.


#EVU - Alunas da UFSJ comentam seleção para CSF e PAINT

Foto: Reprodução Facebook

Um ano e seis meses estudando em uma universidade dos Estados Unidos ou seis meses em Portugal. Tudo isso com apoio institucional, possibilidade de ajuda de custo e pagamento da passagem aérea. Um sonho? Não necessariamente.

Essas experiências estão sendo vividas por Aléssia Mendes e Tacyana Carvalho, alunas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e intercambistas pelos programas Ciência Sem Fronteiras (CSF) e Programa Acadêmico de Intercâmbio Internacional (Paint).

O CSF é válido para todo o Brasil, mas destinado à área de Ciência e Tecnologia. Exatamente por isso, nem todos os cursos de graduação são contemplados por ele. Ainda assim são oferecidas cerca de 13 mil vagas em 18 cursos de nove países. Já o Paint, mantido pela UFSJ, oferece vagas de acordo com a oferta das universidades conveniadas em 15 países, contemplando também a área de Humanas.

Em entrevistas via Facebook à reportagem do Vida Universitária, Aléssia e Tacyana conversaram sobre os processos seletivos que enfrentaram – uma pequena saga para chegar ao exterior.

Aluna de Engenharia estuda nos EUA pelo CSF

Graduanda em Engenharia de Produção, Aléssia Mendes hoje estuda na University of Wisconsin Milwaukee, nos Estados Unidos, pelo Ciências Sem Fronteiras.  Ela, que viajou em março de 2014 e fica até agosto de 2015, conta que participou de um processo de seleção com três fases que, para ela, foram principais.

O lançamento do edital de seleção pela universidade foi a primeira delas. No exame de que Aléssia participou, o critério central era ter Coeficiente de Rendimento (CR) acima de 7, permitindo realizar a inscrição no sistema. Já para passar à segunda etapa, a candidata teve que realizar o exame TOEFL ITP – de proficiência em língua inglesa – e tirar uma nota acima de 439.

Aproveitando a oportunidade,
Aléssia visitou o Grand Canyon no estado do Arizona
Foto: Reprodução Facebook

Por fim, a estudante respondeu a um formulário online chamado Common Application – que só é exigido nos EUA. “Ele é chato, mas se fizer tudo certinho não tem como ser eliminado do processo”, afirma.

A partir daí, a expectativa do aluno é de receber o Term Of Appointment (TOA), uma carta de aceitação confirmando a aprovação e o nome da universidade na qual será alocado.

Um ponto que diferencia o Ciência Sem Fronteiras de outros programas é que todo aluno selecionado recebe um auxílio-instalação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Esse dinheiro inicial cobre despesas com passagens, por exemplo. Aléssia ainda recebe uma bolsa de R$300 dólares por mês, o padrão para intercambistas no país. “Esse valor não é considerado alto, mas cada universidade aqui trabalha de um jeito diferente. O IIE (que seria a Capes dos EUA) paga à universidade a nossa alimentação. No meu caso, eu tenho todas as refeições lá. Ou seja, praticamente não gasto com comida. Mas isso varia de instituição para instituição”, finalizou.

Aluna de Economia está em Portugal pelo PAINT

Tacyana Carvalho é aluna do curso de Economia e está em intercâmbio  na Universidade de Coimbra, em Portugal, desde setembro de 2014 e fica até fevereiro de 2015. Ela conta que achou o processo seletivo difícil e teve que passar por uma maratona de avaliações, a começar pela análise de extrato escolar.

Depois houve provas escrita e oral – apresentando o plano de atividades a desenvolver na universidade anfitriã – e exigência de recomendação assinada por um professor. “Além disso, outro aspecto que é levado em consideração são as atividades que o aluno já desenvolveu na instituição de origem. Aí contam envolvimento em empresas ‘Junior’, monitorias, trabalhos de iniciação cientifica, participação em centros acadêmicos e outras ações inerentes ao curso”, ressaltou.

Tacyana com alunas intercambistas de outras universidades
brasileiras no pátio da universidade de Coimbra
Foto: Reprodução Facebook

No Paint, nem todos os alunos recebem bolsas de estudos. Depois de aprovado para uma das vagas oferecidas, o estudante tem que passar, ainda, por novo processo de seleção para bolsas, envolvendo uma avaliação socioeconômica. Para isso devem ser apresentados comprovantes de conta de luz, água, telefone, declaração de propriedade de imóveis e automóveis, apresentação da carteira de trabalho e documentos de identificação de todos os membros da família.

Uma resolução de 2011 define que o graduando selecionado para bolsa receberá 2,5 mil dólares ou euros, de acordo com o país de destino, pagos em cinco parcelas.

A intercambista ainda relata que a faculdade portuguesa oferece todo o tipo de auxílio aos estudantes em mobilidade, com órgão responsável para atender os alunos e esclarecer todas as dúvidas.

 “De início é normal chegar a um país ou a uma universidade diferente e sentir bastante as diferenças. Mas com pouco tempo consegui me adaptar e interagir. É uma experiência fantástica que nos engrandece não só em termos profissionais, mas também pessoalmente. Fiz amizades com pessoas de diferentes partes do mundo e além disso estou vivenciando uma cultura diferente, conhecendo lugares incríveis. Tenho certeza de que tudo tem sido extremamente enriquecedor. É um aprendizado para a vida”, acrescentou Tacyana.

Confira o último edital de seleção dos programas aqui e aqui.

* #EVU - O Especial Vida Universitária é resultado de uma oficina de texto dada pela jornalista Mariane Fonseca para integrantes da Vertentes Agência de notícias e sairá às segundas-feiras até 16/02/2015.


Ingresso em curso superior está mais próximo para estudantes


O sonho de ingressar em uma universidade federal já se aproxima para os 6.193.565 candidatos (71% do total de 8.721.946 inscritos), que realizaram  a última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

Os que se submeteram à avaliação podem  consultar, desde terça-feira (13), na internet (enem.inep.gov.br ou sistemasenem2.inep.gov.br/resultadosenem) o resultado das provas que foram realizadas nos dias 8 e 9 de novembro de 2014 para se inscrever nas mais de 205 mil vagas oferecidas pelo Sisu. Para ver sua nota, o candidato deverá inserir seu número de inscrição do Enem,  o número  do CPF e a senha de acesso. Em caso de dúvida o candidato pode ligar para o telefone de auxílio do Enem: 0800 61 61 61.

Segundo dados do site do Ministério da Educação (www.mec.gov.br), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2015 terá 205.514 vagas disponibilizadas, em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior. As inscrições serão abertas no dia 19 de janeiro no site sisu.mec.gov.br. O prazo de inscrições vai até às 23h59 do dia 22.

Na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), a Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) informa que serão ofertadas, nesse primeiro semestre, 1416 vagas pelo Sisu, divididas em 36 cursos presenciais espalhados nos seis campi: Campus Alto Paraopeba (Ouro Branco), Centro Oeste Dona Lindu (Divinópolis) e Sete Lagoas (Sete Lagoas),  além dos tres campi de São João del-Rei (Dom Bosco, Santo Antônio  e Tancredo Neves).

- “A expectativa de inscrições para o SISU 2015/1, tendo como base os anos anteriores, é em torno de 40 a 45 mil candidatos para concorrer às 1416 vagas”, conta José Trindade da Silva, coordenador geral da Copeve, sobre as inscrições dos cursos na UFSJ.

A candidata Ana Claúdia Rocha, 24, que realizou o exame em novembro está ansiosa para saber o resultado da prova. “Pretendo escolher Administração pela UFSJ e estou confiante de que vou garantir uma vaga. Agora com o Sisu o ingresso `a universidade foi facilitado e temos mais oportunidades para escolha dos cursos ”, conta a concorrente.

Adriana Souza, 22, também fez a prova e pretende escolher Engenharia de Produção ou Administração. Com o acesso `as universidades por meio do Sisu, o candidato tem a opção de escolher dois cursos diferentes em até duas faculdades diferentes; caso a sua nota seja aceita no sistema de classificação prevalece a primeira opção selecionada.

Para Souza, o Sisu propõe um modelo mais crítico de seleção dos candidatos, do que o antigo vestibular, em que os inscritos prestavam as provas de conhecimentos gerais e específicos, competindo somente com um determinado número de candidatos: 

 -  “O Enem não é só  um exame de conhecimentos, mas também de resistência e o prestador necessita de uma estrutura psicológica muito forte. O antigo vestibular que era adotado pela maioria das instituições era uma prova muito mais objetiva. A aceitação do Sisu pelos estudantes vem sendo a melhor maneira de seleção dos futuros universitários”.

Com o Enem todos os inscritos podem escolher uma das 58 universidades federais, além de institutos federais de educação e universidades estaduais, totalizando 128 instituições de ensino superior que optaram pelo Sistema Unificado, como sua via principal de ingresso. O candidato também deve definir se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência, às vagas reservadas de acordo com a Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas) ou às vagas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições. O resultado da primeira chamada regular será divulgado no dia 26 de janeiro.

Programa Universidade para Todos-Prouni

Outro prazo para o qual o estudante deve ficar atento é o das inscrições para o Prouni, que oferta algumas bolsas de estudos em universidades privadas. Este ano são mais de 190 mil vagas ofertadas. As inscrições estarão disponíveis a partir do dia 26 de janeiro, com o encerramento as 23h59 do dia 29 de janeiro. Para conseguir uma bolsa de estudos pelo Prouni, o candidato deve ter nota igual ou maior a 450 pontos no Enem e não ter zerado a redação.

Texto: VAN/Willian Carvalho
Foto: Divulgação

Senai oferece vagas para cursos gratuitos do PRONATEC


A Secretaria de Assistência Social de São João del-Rei, juntamente com o Senai, tem lançado oportunidades para pessoas interessadas em obter uma formação profissional. Os cursos de carpinteiro de telhado, aplicador de revestimento e pintor, estão oferecendo vagas para melhor qualificar quem estiver ingressando ou, até mesmo, dentro do mercado de trabalho. “O PRONATEC é uma porta de saída do Bolsa Família. Fazendo esses cursos, a gente tenta qualificar o aluno para que ele possa entrar de uma forma competitiva no mercado de trabalho”, apontou o Diretor de Programas Sociais sobre a importância de projetos como esse para a sociedade, Rodrigo dos Passos.

Pode fazer a pré-inscrição o candidato que tiver o Ensino Fundamental completo, idade acima de 16 anos, ser beneficiário titular ou dependente de programas federais para transferência de renda e pessoas inscritas no CADÚNICO. Os três cursos oferecem, ao todo, 24 vagas remanescentes. As inscrições podem ser feitas diretamente na Secretaria de Assistência Social e vão até que todas as vagas sejam preenchidas. As aulas começam entre a segunda e terceira semana de novembro.

“São João del-Rei e região tem deficiência de profissionais qualificados. A importância de projetos como esse e outros aqui no Senai é estar oferecendo ao mercado, profissionais de melhores qualidades”, comenta o professor de Construção Civil, do Senai, Geraldo Cesar Silva.

Silva ainda salienta que nos últimos anos, profissionais da área de construção têm se valorizado cada vez mais, portanto, essa é uma grande oportunidade para aqueles que querem ter um padrão de vida melhor. Quem já faz algum curso pelo PRONATEC mostra otimismo em relação ao futuro, como é o caso de Rodrigo Santos (16), que cursa Técnico em Eletrônica:

– “Apesar de essa não ser a área que pretendo atuar, eu espero que com esse curso eu possa conseguir um emprego e com o salário poder cursar gastronomia, que é o meu sonho”.

Como Rodrigo, todos os alunos matriculados terão direito a um auxilio estudantil no valor de R$7,50 por dia de aula, kit escolar e ainda uma oportunidade de ser um profissional melhor.

Texto: Thobias Vieira / VAN

Foto: Divulgação

ANPEd Sudeste favorece o diálogo entre professores



“As apresentações de trabalho constituem, num evento como esse, a principal potencialidade e o lócus privilegiado das trocas de experiências, do amadurecimento intelectual e, também, da possibilidade do questionamento e da crítica na construção do conhecimento na área”. Assim o vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Educação-Sudeste, Antônio Carlos Rodrigues de Amorim, sintetizou a importância de se produzir um evento que possa abrigar o encontro de pesquisadores.

No 11º Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sudeste, professores e pesquisadores puderam compartilhar informações sobre nove eixos de pesquisa. Segundo a organização do evento, mais de 900 trabalhos concluídos e 600 em andamento de mestrado e doutorado foram inscritos para apresentações nos quatro dias de evento.

A pesquisadora Luciana Ponce Belindo Geraldi, da UNESP Araraquara, afirmou entusiasmo sobre a apresentação de seu trabalho  e sobre a possibilidade de conhecer outras pesquisas.

– “É muito bom. Nós encontramos estudantes de pós-graduação, outros professores com temáticas interessantes. Mesmo não sendo assuntos próximos ou similares, eles ampliam a perspectiva para se pensar o processo educativo”.

Domênica Martínez (PUC-SP) e Luciana Batista Serafim (UFLA) trocaram informações sobre os resultados das suas pesquisas sobre a formação do professor.  “Um evento como esse, extenso, durante quatro dias, é importante para haver discussão, para que a gente consiga perceber temas em comum, questões em comum”, ressalta Martinez. “Com certeza, a gente vai conseguir cada vez mais avançar na pesquisa do nosso eixo que é formação de professores e que contribui muito para a educação”, complementou Serafim.


Veja como foi:




Texto: VAN/Camilla Silva e Leonardo Duque
Foto: Jederson

ANPEd Sudeste se despede da UFSJ

Professor Celso João Ferreti palestrou no anfiteatro do campus Dom Bosco-UFSJ

O 11º Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sudeste encerrou os trabalhos nessa quarta-feira (15), com os temas políticas públicas, direito à educação e formação do professor. “Um evento como esse deve ser considerado como algo que se deva repetir”, afirmou, ao fim de sua apresentação, o professor e pesquisador da PUC-São Paulo, Celso João Ferreti.

Educação e seus Fundamentos – O tema da mesa redonda, que ocupou a tenda principal neste último dia de evento, foi “Pesquisa, Educação e seus Fundamentos”. A coordenação da mesa ficou por conta da professora da UEMG, Vera Lúcia Nogueira, e teve como convidados os docentes Carlota Boto (USP), Mariane Campelo Koslinski (UFRJ) e Silvio Donizete de Oliveira Gallo (Unicamp).

A mesa abordou a importância da articulação entre as várias áreas do conhecimento que podem se completar, elevando o padrão das práticas educacionais. Boto explicou o paradigma do sistema pedagógico. Koslinski tratou das dicotomias relativas a qualidade de ensino, a despeito da expansão das pesquisas na educação. Gallo, por sua vez, defendeu que o professor pode ser um agente de mudança na forma de se ensinar.

Políticas Públicas e Direito à Educação – No anfiteatro da UFSJ, a mesa redonda que tinha como tema “Pesquisa, Políticas Públicas e Direito à Educação” teve como coordenadora Maria Auxiliadora Monteiro Oliveira e como convidados Maria Ciavatta (UFF/UFRJ), Celso João Ferreti (PUC-São Paulo) e Fernando Selmar Rocha Fidalgo (UFMG).

Os participantes da mesa abordaram temas como a educação integrada, políticas públicas e a interferência dessas políticas no sistema educacional brasileiro. Todos os palestrantes foram bem categóricos em suas críticas e elogios à educação tanto no âmbito estadual, quanto no federal. A educação do Ensino Médio e a Educação Integrada foram as mais comentadas por todos os palestrantes.

Formação de Professores – A mesa redonda do eixo 3, realizada no Teatro do Campus Dom Bosco, discutiu “Pesquisa, Formação de Professores e Trabalho Docente” e foi coordenada pelo professor Bruno Andrade Pinto Monteiro (UFLA), tendo como convidados as professoras Bernadete Angelina Gatti (Fundação Carlos Chagas), Marli Eliza Dalzamo Afonso de André (PUC-SP) e Samuel de Souza Neto (Unesp-Rio Claro). Gatti, comentou sobre a emergência dos professores que não são preparados para a sala de aula fora das áreas de licenciatura em outras áreas de conhecimento:

– “Nosso ensino não está recebendo a atenção que merece, muito menos os professores que estão em formação”.


Veja como foi:



Texto: Carolina Colombi, Cláudia Maria e Mariana Veríssimo
Foto: Jederson Lucas

Diversidade, mídia, arte e práticas educacionais são temas do ANPEd Sudeste


O 11º Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sudeste discutiu, em seu terceiro e penúltimo dia, diversidade, mídia, arte e práticas educacionais. Uma das três mesas-redondas contou com a pesquisadora e professora da UFMG, Inês Castro Teixeira, que ressaltou a importância de “educar como prática da liberdade, educar como ato de emancipação do sujeito”. No início da noite, houve um lançamento coletivo de livros.

Culturas e Diversidades – No teatro do Campus Dom Bosco, o Eixo 5 discutiu culturas e diversidades em debate coordenado pelo professor da UFOP Marco Antônio Torres, além de André Márcio Picanço Favacho, da UFMG, e Anderson Ferrari, da UFJF, que compuseram a mesa. Debateu-se muito sobre o aluno que se considera diferente na escola, e também sobre o papel do professor pesquisador nessa área. “Diferente tem a ver com alguma normalidade”, frisa Picanço. “Interessa-me o que acontece na sala de aula, mas também o que acontece para além do conteúdo”, enfatiza Ferrari. Após a colocação de cada convidado, a plateia apresentou suas questões aprofundando o tema abordado.

Políticas e práticas educacionais – A mesa-redonda do Eixo 2, que aconteceu no anfiteatro, abordou a temática “Políticas e práticas educacionais”. A coordenação do debate coube à Profa. Maria Rita Neto Sales de Oliveira, do CEFET-MG. Compuseram essa mesa Antônio Flávio Barbosa Moreira, da Universidade Católica De Petrópolis e UFRJ, Luiz Alberto Oliveira Gonçalves, da UFMG, e Helenice Maia Gonçalves, da Universidade Estácio de Sá. Durante a sua palestra, o professor Antônio Flávio, comentou sobre a grande importância desses estudos:

– “Não acredito que alguém possa não se interessar pelo currículo, é o coração da escola”.
O foco das discussões consistiu na relação de pesquisas e estudos acadêmicos com o desenvolvimento da educação.

Arte e mídia – A tenda principal da ANPED Sudeste foi agraciada com uma mesa redonda cujo tema era “Pesquisa, arte, mídia e educação”. Nilda Alves, ex-presidente da ANPED e atual docente da UERJ, apresentou seu último projeto sobre o que a pesquisadora chama de “os ‘mundos culturais’ dos docentes nas relações com imagens e sons de filmes”.

Ao discorrer sobre o projeto, Alves comparou o filme “Ao mestre com carinho” com as situações vividas atualmente nas escolas:

– “Antigamente os professores levavam ingredientes para ensinar receitas aos alunos e, com isso, diferenciar as aulas; hoje eles levam o IPhone para entretê-los”.

Compuseram essa mesa os professores Inês Teixeira (UFMG) e César Leite (UNESP), sob a coordenação da docente do curso de Pedagogia, da UFSJ, Giovana Scareli. Dentre as temáticas abordadas, Leite discutiu sobre como as crianças veem o mundo através de filmagens feitas por elas mesmas, enquanto Teixeira destacou que a mídia, a pesquisa, a educação e a arte possuem, cada uma, um modo de “olhar” diferente para a sociedade.


Veja como foi:




Texto: VAN/Andreza de Cácia, Rafaela Domingueti e Richardson Freitas

Foto: Jederson Lucas

ANPEd Sudeste discute leitura, memória e movimentos sociais



O segundo dia do 11º Encontro de Pesquisa em Educação concentrou as discussões em temas ligados à alfabetização, memória e movimentos sociais, segundo informações publicadas no site da ANPED (www.anpedsudeste2014.com.br). As três mesas realizadas na tarde de segunda (13), no Campus Dom Bosco, da UFSJ, reuniram especialistas e pesquisadores, com destaque para professora da UFMG, Magda Soares, que não teve problema em afirmar que a educação brasileira vem de anos de fracasso.

Memória e Patrimônio – A mesa redonda realizada na tenda principal foi mediada pelo Prof. Dr. Daniel Cavalcanti de Albuquerque Lemos (UFJF), com a presença dos professores convidados José Gonçalves Gondra (UERJ) e Sônia Regina Miranda (UFJF). O tema em questão foi “Pesquisa, Educação, Memória e Patrimônio” - eixo temático 8 – em que os pesquisadores estabelecem relações com o desenvolvimento educacional.

Gondra explica em sua tese como foi essencial o desenvolvimento educacional no séc. XIX para que a educação atingisse o atual estágio.  Miranda, por sua vez, relaciona a memória com o desenvolvimento, levando em consideração vivências pessoais e transmitidas pelos seus mestres.

Movimentos Sociais e Novos Protagonistas – No eixo 6, o tema colocado em discussão foi “Pesquisa, Educação, Movimentos Sociais e Novos Protagonistas”. Essa mesa redonda, realizada no anfiteatro e coordenada pela professora da UFV, Lourdes Helena da Silva, contou com a presença de mais três convidados: Ana Maria Rabelo Gomes (UFMG), Maria da Glória Marcondes Gohn (Unicamp), além do professor da UFF, Paulo César Rodrigues Carrano.

O debate destacou, principalmente, o ressurgimento da polifonia de vozes marginais por meio de protestos, ONGs, fóruns, conselhos, dentre outros tipos de organização, por meio dos quais buscam seus direitos, um governo melhor e uma sociedade igualitária. A pedagoga Virgínia Marino destaca a importância de  se discutir o tema, já que “os movimentos sociais fazem parte da formação da educação humana”.

O professor Carrano também comenta sobre a participação do jovem nos novos movimentos sociais:

– “Os jovens sempre estiveram ativos nos movimentos, porém agora estão unidos em uma ação coletiva, o que os fortalece”.

Leitura e escrita – A mesa redonda realizada no teatro do Campus Dom Bosco contou com a coordenação de Francisca Isabel (UFMG) e foi composta pelos professores José Francisco Soares (INEP), Ana Luiza Smolka (UNICAMP) e por uma das mais esperadas presenças do evento, a professora emérita da UFMG, Magda Soares. O tema em debate no eixo 7 foi “Pesquisa, leitura, escrita e educação”, com o foco principal na alfabetização brasileira e nas metas que devem ser traçadas para que o ensino seja melhorado.

Em sua palestra, o professor Chico Soares usou uma frase de Ziraldo como base para sua fala: “ler é melhor do que escrever”. A partir dessa proposição, descreveu seus métodos, como atual presidente do INEP, para buscar formas mais efetivas para a garantia do direito de aprender. Ana Luiza Smolka ressaltou pontos polêmicos, enquanto Magda Soares discorreu sobre a “Alfabetização: sempre uma questão”.

Veja como foi:



Texto: Ana Luiza Fonseca, Leonardo Duque e Nara Mendonça

Foto: José Eugênio

Luciano Faria abre o 11º Encontro de Pesquisa em Educação



O desafio da educação brasileira é garantir “que as crianças que estão na escola aprendam bem. De forma tranquila e, se possível, alegre”. Assim o palestrante do evento de abertura do 11º Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sudeste, Prof. Luciano Mendes de Faria Filho, convidou aos participantes a se engajarem nas atividades que estão se desenvolvendo no campus  Dom Bosco, da UFSJ, na cidade de São João del-Rei, até quarta-feira, dia 15.

Apesar de enfatizar os avanços dos últimos dez anos no campo da Educação, Faria Filho afirmou que ainda falta muito para que se disponibilize uma educação de qualidade para todos:

– “Nós construímos um sistema educativo que abrange quase todas as crianças em idade escolar e desenvolvemos políticas para que essas crianças permaneçam na escola. O nosso grande desafio é criar condições para que elas aprendam”.

O encontro promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação tem como tema “Culturas, Políticas e Práticas Educacionais e suas Relações com a Pesquisa”. Exibindo um novo formato, a  intenção  dessa iniciativa é valorizar os encontros regionais e garantir espaço de discussão para um maior número de pesquisadores, destaca a presidente nacional da ANPED, Profa. Maria Margarida Machado.

O evento tem programação até a próxima quarta-feira, com apresentações de trabalhos e mesas redondas. Carlos Eduardo Bizzocchi, mestrando em Educação da UNISANTOS, apresentará seu trabalho de pesquisa sobre a Escola Experimental da Lapa:

– “Um encontro de pesquisadores, ainda mais na área de educação, é sempre importante. É necessário a gente saber o que os colegas estão pesquisando. Esses encontros acabam trazendo informações preciosíssimas para o pesquisador”.

A reitora da UFSJ, Profa. Valéria Kemp, ressalta a importância de hospedar o evento:
– “Um congresso desta dimensão sendo realizado dentro da universidade faz com que tenhamos a comunidade acadêmica mais ligada e envolvida nos debates que irão acontecer durante esses dias”.




Veja mais fotos:
https://www.flickr.com/photos/van_imagens/sets/72157648291015419/


Acompanhe a cobertura do evento em tempo real:
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Texto: VAN/Camilla Silva
Foto: Marcius Barcelos

UFSJ sedia ANPED Sudeste



A UFSJ hospeda, de 12 a 15 de outubro, no campus Dom Bosco, o 11° Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sudeste. “A realização desse evento favorece o debate e o enriquecimento político-institucional em um espaço de adensamento e socialização da produção acadêmica”, informa a organização em seu site oficial. O evento reunirá os programas de Pós-graduação em Educação de toda a Região Sudeste e terá como tema “Culturas, Políticas e Práticas Educacionais e suas Relações com a Pesquisa”. O encontro é promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPED.

A abertura oficial será no dia 12, às 19h, no teatro do Dom Bosco, com a palestra de Luciano Mendes de Faria Filho, professor da UFMG, membro do Conselho Deliberativo do CNPq e da Câmara de Ciências Humanas, Sociais e Educação da FAPEMIG.

Também é presença confirmada o coordenador do INEP, José Francisco Soares. As inscrições poderão ser realizadas, por estudantes e professores, até o dia da abertura do evento.

A UFSJ ressalta a importância de sediar uma iniciativa desse porte. No site do evento, a instituição avalia:

– “O trabalho em redes de cooperação em diferentes campos do conhecimento artístico, científico e tecnológico projeta a UFSJ no cenário nacional. O grande número de eventos nacionais sediados nos últimos anos é um sinal evidente dessa inserção”.

A região sudeste conta com mais de 50 programas de Pós-graduação, 1.235 docentes e 5.885 discentes na área de ensino, segundo dados da ANPED. “O evento procura dar visibilidade a questões específicas da pesquisa na região e representa uma oportunidade coletiva de construção do conhecimento”, comenta.
Texto: VAN/Camilla Silva

Foto: Divulgação



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