PLANO DIRETOR É DISCUTIDO EM CARRANCAS

A cidade recebe visita técnica da Fundação João Pinheiro durante esta semana. Saiba mais!

ONG ATUAÇÃO AJUDA A ELIMINAR RESÍDUOS DA NATUREZA

Dentre os objetos recolhidos na cidade estão materiais escolares e de saúde bucal. Veja!

ENSAIO FOTOGRÁFICO: CAVALGADA DA INCONFIDÊNCIA

Os cavaleiros percorreram a Estrada Real, no trecho entre Tiradentes e São João del-Rei. Confira!

ÍDOLOS DO FUTEBOL FRANCÊS COMANDAM PROJETO NO SOCIAL

A iniciativa visa atender crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Veja!

CICLOVIA PARA O CTAN COLOCA ESTUDANTES EM RISCO

Entre os problemas estão o estado de sujeira e o acúmulo de barro após período chuvoso. Confira!

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Santa Cruz de Minas é palco de rock e motores


“O intuito do encontro é reunir os amigos, interagir com eles, e curtir o bom e velho Rock’n Roll”. Assim foi definido o objetivo do 2º Encontro de Motociclistas do Motoclube Aço Rider pelo organizador Carlos Alberto Peixoto, o Careca. O evento ocorreu no fim de semana, entre os dias 24 e 26 de abril, em Santa Cruz de Minas.

Os encontros de motociclistas na cidade trazem um legado de 12 anos, mas há dois o Motoclube Aço Rider conduz a festividade. O comerciante de 54 anos contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Santa Cruz de Minas e do comércio regional.
As expectativas eram muitas e foram concretizadas. O empresário Wallace Itaborahy, que participa há mais de um ano do encontro com seu grupo Benditos do Inferno, veio em busca de confraternização entre motociclistas e motoclubes, além de reencontrar os amigos 

O casal fundador do Fantasma da Estrada, Shina e Rosemairy Lopes Ferreira, ambos são-joanenses, já participam há sete anos e disseram que “o encontro com certeza vai encher” e que “em outros anos vieram pessoas de outros países da América Latina, como chilenos, por exemplo”. A participação de estrangeiros foi confirmada pelo Careca, que disse que peruanos também já vieram prestigiar o evento. O belo-horizontino Eduardo dos Santos Silva (43), hoje morador de São João del-Rei, fundador do Rota 494, já participa há três anos e desejou que esta edição “seja melhor de todas”.

Neste ano, 70 motoclubes se inscreveram, visto que no ano passado o dobro estava presente. Segundo o organizador, ocorreram mais três eventos do gênero em outras cidades, razão pela qual houve menos inscritos. Mas isso não impediu o sucesso: o comércio, o turismo e a economia local foram beneficiados com o 2º Encontro de Motociclistas do Motoclube Aço Rider, que no próximo ano promete voltar com o mesmo vigor.



Saiba como foi

A sexta-feira (24) foi marcada pelo show da banda AlieniiD, que trouxe clássicos do rock internacional para a menor cidade do país. No sábado (25) foi a vez das bandas Os-Jão Durock e Mais 80, que se apresentaram no palco da Praça São Sebastião, centro da cidade. Mais pilotos se inscreveram e encheram o local com suas motos e triciclos. Houve entrega de troféus para motoclubes de diversas cidades e sorteios de vários brindes para os participantes.

Na manhã de domingo (26), os que vieram de cidades mais distantes acamparam no Clube 15 de Novembro e tomaram um café fornecido pela prefeitura para depois “pegarem a estrada”.

O supervisor de 53 anos, Cláudio Carvalho, que acampou no clube e é integrante do Diveneta, veio do Rio de Janeiro e ressaltou seu carinho por Minas Gerais: 

– “Gosto de cidades pequenas, mas pensei que não fosse encher. Assim, a participação no evento superou as minhas expectativas. Ficou muito bom! Sou carioca, mas adoro Minas Gerais”.

A contadora Lúcia Rocha, residente de Três Corações e integrante do Rota 3, salientou: 
– “Já conhecia o evento; viajo bastante e achei excelente! A estrutura daqui é muito boa. O acolhimento e a organização também. A entrega dos troféus, para mim, foi um diferencial. O encontro foi além das minhas expectativas”. 

Texto: Emanuel Reis e Camilla Silva/VAN
Fotos: Emanuel Reis

Nazareno comemora 61 anos de emancipação política


“Nazareno é o que é: cidade pequena, muito procurada pelos devotos de Nossa Senhora de Nazaré, amada por seus filhos e por todos aqueles que nela aportam. Apesar de ser pequenina, bem no coração de Minas, é grande na fé e no amor de seus filhos. Como marco dessa grande fé, bem no centro da cidade, fica o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, antiga Matriz, que se tornou Santuário, graças aos esforços do saudoso padre Antônio dos Santos”. Nesse fragmento do livro “Nazareno minha terrinha querida”, de autoria de Ana Flausina Trindade Nacif, fica registrada sua luta em prol da preservação da história desse município. Filha da terra, Ana Flausina, diretora e professora, era mais conhecida como Dona Anita.

A cidade de Nazareno comemorou, no dia 12 de Dezembro, seu 61° aniversário de emancipação política. A programação ao longo do dia contou com a alvorada, ás 6 horas, pela banda Municipal de Nazareno, seguida de apresentação dos alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI); mais tarde,  foi a vez do teatro Caras e Formas, da cidade de Itutinga; apresentação do coral e dança,  pelos alunos do projeto Mais Educação, além da Roda de Capoeira, com o grupo Biriba de Ouro. À noite foi inaugurada a iluminação natalina na Praça Nossa Senhora de Nazaré. Shows com o cantor e violeiro nazarenense Caio Guilherme e a banda de rock Maria Joana, da cidade de Divinópolis, fecharam a comemoração.


Atualmente a cidade pacata tem como prefeito João Caetano Leite; conta com aproximadamente 8.000 habitantes e ao longo de sua história recebeu visitas ilustres, como a do ex-presidente Tancredo Neves, que visitou a cidade duas vezes nos anos de 1954 e 1984.

Outro nome de destaque a ser lembrado no que diz respeito á história e cultura nazarenense é do Sr. Modesto Silva Neto, pintor e exímio desenhista,  detentor de um vasto conhecimento sobre o município. Sua essência artística é visível em pinturas no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, onde ele realizou a representação da cena do batismo de Jesus Cristo; a Igreja de São Sebastião apresenta a pintura do Calvário também realizada por ele. Modesto Silva é músico e professor de violão, violino, guitarra e teclado. Segundo ele, o nome de Nazareno tornou-se sinônimo de respeito e hegemonia em toda a região graças ao futebol de elevada qualidade e arte praticado no município. 

Texto: Thays Andressa/ VAN
Fotos: Thays Andressa

Próxima semana começa com a mudança para o horário de verão

Mesmo com uma duração maior que as últimas edições, a economia de energia será menor que nos anos anteriores


Com o horário de verão este ano, o Governo espera uma economia menor em relação ao mesmo período de 2013, segundo informações do Ministério de Minas e Energia. A economia prevista nessa temporada será de R$ 278 milhões, com redução de 4,5% na demanda em todo o País durante o horário de maior consumo, ou seja, 2.595 MW.

No Brasil, esse procedimento de adiantar o relógio uma hora começou na década de 30, com o presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase meio ano, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Depois de 18 anos sem que entrasse em vigência, o horário de verão foi novamente adotado, devido à queda do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas, por volta de 1985/86. Após esse período, o horário de verão passou a ocorrer regularmente.

Em decorrência, tanto o nascer, quanto o pôr do sol vão acontecer mais tarde. Por isso milhões de brasileiros vão ter que adequar ao novo horário, a partir deste sábado (18), à meia noite.

Em pesquisas realizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a maioria da população aprova essa medida para favorecer a economia de energia. Isso significa que 74% aprovam o horário contra 24%. Um por cento das pessoas entrevistadas não souberam avaliar. Este ano, devido à significativa falta de chuvas que vem baixando o nível das águas nos reservatórios do país, este procedimento tende a ser mais valorizado.

Lisneide Santos é estudante e não aprova o horário de verão. Segundo ela, o corpo fica mais cansado. Por outro lado, Letícia Gonçalves, também estudante, aprova a medida, pois vê o benefício dos dias mais longos e por isso o seu tempo rende mais.

Para o advogado Júlio Passos, não acontecem grandes interferências na sua rotina:

– Bem, para ser sincero, para mim não muda nada; não interfere em questão de horário, sono, essas coisas. Gosto sim do horário de verão, principalmente em dias de folga quando temos mais tempo para aproveitar uma piscina, um passeio fora...

O maior desconforto da mudança de horário é ocasionado pelo relógio biológico que está associado a uma rotina. Essa alteração pode provocar desordem, tendo em vista o relógio biológico de algumas pessoas que podem apresentar mal-estar, dificuldades para dormir e sonolência durante o dia, bem como alterações de humor e de apetite.

Com término previsto para o dia 22 de fevereiro de 2015, o horário de verão deve atingir 10 estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e o Distrito Federal, que vão compartilhar 126 dias nesse novo esquema, ou seja, uma semana a mais que a última edição. A prorrogação ocorreu para evitar que o fim da medida acontecesse no carnaval.

Texto: VAN/Willian Carvalho
Arte: Willian Carvalho

Dores de Campos inaugura a coleta seletiva do lixo


Dores de Campos implementou a coleta seletiva em 02 de agosto, inaugurando a usina de triagem e compostagem. Porém, dois meses depois, ainda existem pessoas que não se adequaram à nova forma de coleta de lixo. A Secretaria de Obras e Turismo, da Prefeitura do município, afirmou que as mudanças na coleta de lixo foram amplamente divulgadas. As informações foram veiculadas na imprensa local, em stands no centro da cidade com distribuição de folhetos explicativos, além da visita de assistentes sociais nas casas.

A cidade sempre descartou o lixo a céu aberto, mas para se adequar à lei federal 12.305, de 02/08/2010, que instaura a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi iniciada a coleta seletiva na cidade. Segundo Alex de Melo, da Secretaria de Obras e Turismo, o lixo é recolhido nas casas e levado para a usina de triagem e compostagem; lá ele é separado e submetido a diversos tratamentos. O lixo reciclável é prensado e levado para empresas que fazem a coleta. O rejeito é enterrado, e com o lixo orgânico é feito o adubo, utilizado para a conservação das praças e árvores da cidade.

A coleta de cada resíduo é feita em dias específicos. Na área urbana, nos dias de segunda e quarta, é recolhido o lixo orgânico e rejeito, e na sexta é coletado o reciclável. Já na área rural, todos os tipos são recolhidos na quinta-feira.

Porém, é possível ver sacolas de lixo descartadas irregularmente em estradas e terrenos baldios, possivelmente por pessoas que ainda não se adequaram às novas regras. Se for identificado, quem faz descarte ilegal de lixo será notificado e, se reincidir, pode ser multado.

Antônio Cardoso Neto, gari, afirma que algumas pessoas ainda estão confundindo os dias e misturando os resíduos. Quando isso ocorre, o lixo não é recolhido.

Para Solange Marques, dona de casa, a nova forma de coleta é muito positiva. Ela demonstra facilidade em se adaptar às regras de separar o lixo. Além disso, ela que ia ao lixão para coletar material reciclável para ajudar na renda familiar, afirma que hoje está muito melhor, pois, como as pessoas têm que separar o lixo, aproveitam e entregam para ela.

A coleta seletiva é uma alternativa sustentável para o descarte do lixo, muito utilizada em cidades de pequeno porte.

Matéria: Aléxia Pinheiro / VAN

Foto: Divulgação

Pedestre é foco de campanha no Dia do Trânsito


No dia 25 de setembro comemorou-se nacionalmente o Dia do Trânsito. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), a data tem por objetivo debater questões essenciais para a melhoria de um dos principais problemas das cidades brasileiras: a mobilidade urbana. Por isso, o tema nacional para debate aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) para o ano de 2014 é: “Cidade para as pessoas: Proteção e Prioridade ao Pedestre”. 

Em São João del-Rei, os pedestres também enfrentam problemas diariamente. Segundo Círio Geraldo de Paulo, policial civil e representante do DETRAN, é,  de extrema importância a campanha abordar como tema a prioridade ao pedestre, pois as pessoas que utilizam as vias urbanas e rurais são mais vulneráveis e precisam de uma atenção maior. Para o taxista André Silva, falta uma boa sinalização nas ruas que garanta a segurança do pedestre. O motorista de táxi Lener de Andrade, também concorda com o colega, ressaltando que a falta fiscalização nas ruas, principalmente à noite,  "piora a situação cada vez mais". 

Para Maicon Robert, motorista de taxi, o aumento de problemas com a mobilidade urbana ligada ao pedestre gira em torno do significativo aumento dos carros nas ruas decorrentes das possibilidades de crédito imediato.  "Hoje em dia, é melhor para comprar um carro devido às facilidades encontradas nas formas de pagamento", declara. Essa afirmação pode ser comprovada pelos números. De acordo com dados do Departamento de Trânsito, existem, na cidade, aproximadamente 44000 placas de carros apenas de São João del-Rei. Além disso, somente no mês de agosto, foram habilitadas 537 pessoas, segundo o Detran são-joanense.  

A insatisfação não é exclusiva dos motoristas. A pedestre Rosa Mariléia afirma que falta educação tanto por parte dos  motoristas quanto dos próprios pedestres. "Falta respeito e conscientização dos dois lados", frisa.

Apesar disso, o ex-diretor do Departamento de Trânsito de São João del-Rei, Greyck Seixas, afirma que a situação tem melhorado, a despeito dos obstáculos. Seixas enfatiza que há poucas pessoas para muito trabalho. "São apenas oito pessoas trabalhando aqui", salienta. O ex-diretor ainda ressalta a necessidade de um engenheiro de trânsito na cidade, ideia compartilhada pelo taxista Lener de Andrade. "Seria bom. Tem que ter alguém para pensar, para fazer, para melhorar", pontua. O policial civil Círio de Paulo comenta que seria interessante se a educação do trânsito fosse implantada no currículo escolar desde as fases iniciais da formação do estudante. Se essa ideia fosse colocada em prática, aos 18 anos o cidadão estaria bem mais preparado para enfrentar o trânsito diário evitando acidentes. 

Texto: VAN/Leonardo Duque, Richardson Freitas e Thobias Vieira
Foto: Leonardo Duque

São João del-Rei comemora o Dia do Soldado


O 11º Batalhão de Infantaria de Montanha de São João Del-Rei (11º BI Mth), comemora neste mês de agosto o Dia do Soldado, com um evento especial para celebrar a data, cuja programação será entre os dias 25, 26 e 28 agosto.

O comandante do 11º BI Mth, Coronel Kanaan, comenta como serão as comemorações do Dia do soldado, que há 70 anos foram enviados para a Segunda Guerra:

– “No dia 25 agosto, às 18h30 vai acontecer a formatura dos militares, com entrega de medalhas aos que se destacaram. No dia 26, haverá exposição e venda de material de montanhismo. No dia 28, acontecerá o evento “Soldado por um dia”, realizado com os alunos da APAE.”

Para ser soldado, “é preciso ter amor à Pátria, ser camarada, ter disciplina e desprendimento”, afirma o Major Ivan Alves ressaltando que, além de vocação, o soldado deve se entregar a profissão. Isto significa ter em mente os princípios e valores a serem seguidos. Segundo o Coronel Kanaan, “é uma profissão muito gratificante e transparente. Quando entramos aqui, sabemos quais são as regras do jogo. Ser militar requer dedicação. Tenho muito orgulho de ser soldado”, completa.

Em 1920, com a fusão do 51º com o 54º Batalhões de Caçada, se formou o 11º BI Mth. Desde a sua criação, os soldados foram enviados para grandes ações, como: a Segunda Guerra Mundial, missões de paz e a Revolução de 1932, em São Paulo.

Depois do terremoto em 2012 no Haiti, soldados foram enviados em missão de Paz. O soldado Jorge, que esteve lá de novembro de 2012 a maio de 2013, conta como foi sua experiência:

- “Nós ficávamos em barracas de 12 militares. Todos os dias fazíamos a patrulha de três a quatro horas e uma ou duas vezes por semana realizávamos trabalho voluntário.”. Sobre sua estada no país, o soldado comenta:

- “Percebi que os haitianos têm um carinho especial pelos brasileiros. Talvez, por sermos alegres e sempre estarmos conversando com eles. Depois desse tempo no Haiti, vivendo uma realidade bem distinta da que vivemos, aprendi a dar mais valor ao que temos. Eles são um povo sofrido e, mesmo assim, não tiram o sorriso do rosto”.
O Major Ivan Alves, ex-combatente, também contou um pouco da experiência de ter participado da Segunda Guerra Mundial:

– “O que eu mais via ao meu redor era a miséria, tanto moral quanto material. Fui para a Itália lutar na Guerra em 20 de setembro de 1944 e retornei para o Brasil em 17 de setembro de 1945. Não foi fácil embarcar naquele navio no Rio de Janeiro. Confesso que me deu um nó na garganta, quando vi o navio se afastando da costa. Nós estávamos indo, sem saber se voltaríamos”.

Texto: VAN/ Barbara Barreto, Lays Vieira e Mariana Veríssimo
Foto: Bárbara Barreto

Garçons comemoram seu dia


Dia 11 de Agosto é comemorado o Dia do Garçom, profissão muito procurada, apesar da carência de mão-de-obra especializada

A despeito do curso de formação de garçons oferecido pelo SENAC local, “o mercado de trabalho em São João del-Rei tem pouquíssima mão de obra formada”, diz Deacir Eduardo de Carvalho Costa, maître profissional e professor do SENAC. “Há muita gente interessada no trabalho, porém poucos se interessam em se qualificar”, diz.

Dono da Churrascaria Ramon desde 1967, Geraldo Arcanjo afirma que na cidade não existem garçons. “Coisa mais difícil em São João é garçom. Até estou precisando de um, mas eu sou difícil, seleciono muito”, afirma. De acordo com ele, os garçons preferem trabalhar com as equipes em festas, do que nos restaurantes, “porque não querem trabalhar domingo, feriado... e lá ganham mais”, diz Arcanjo. Entretanto, para Deacir, o problema é outro: 
“ - Há uma falta de interesse das empresas nos garçons qualificados, já que assim eles exigiriam um salário maior, porque estudam para isso”.

Funcionário da UFSJ e garçom desde 1960, Wagner Tadeu Monteiro de Resende (69), também professor do curso de garçons do SENAC, garante que há uma desvalorização da classe e aponta para o mesmo problema: o salário baixo oferecido pelas empresas. “A própria casa não valoriza o garçom. Querem pagar apenas o salário mínimo, aí não dá”, reclama Monteiro. Daí acontece que o cliente é mal atendido e, por causa de um, todos pagam”, adverte.

De acordo com Deacir, que tem sua própria equipe de garçons e trabalha com eventos em São João del-Rei e Tiradentes, um garçom recebe em média 1100 reais por mês na região, mas alguns chegam a ganhar 1900. “Para mim, um salário justo seria de, pelo menos, dois salários mínimos”, atesta. 

Vaga de emprego na área não falta e sobra até para os universitários. “Eu gosto muito de trabalhar com eles, pois são de outra cidade e precisam do dinheiro para pagar o aluguel aqui em São João”, pontua Deacir. O maítre diz ainda que o universitário é mais dedicado, tem um pouco mais de educação e vivência que o garçom local, consegue dialogar melhor com o cliente e, em alguns casos, domina outros idiomas.

E quando o assunto é o cliente, a valorização da classe parece aumentar. “Em Tiradentes, por exemplo, os turistas perguntam o nome do garçom e o chamam pelo nome. Isso mostra certo respeito”, explica Deacir. “Sou muito bem quisto e muito solicitado. Dessa forma estou sempre trabalhando”, comenta Wagner.

Texto: VAN/João Victor Militani e Richardson Freitas
Foto: Reprodução Facebook/Porkaria Country Bar

Casa própria é realidade para são-joanenses

Moradores do Residencial I sofrem com problemas após a instalação de todas as famílias beneficiadas

O desejo de ter uma casa própria faz parte da vida de muitas famílias.  Segundo dados da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São João del-Rei, 440 delas concretizaram esse sonho por meio do Programa Minha Casa Minha Vida. Após o primeiro mês nas novas residências, os contemplados já começaram o processo de socialização e já conseguem ver as mudanças e alguns problemas da vida nova.

Os apartamentos tem 38 metros quadrados e o custo de cada um gira em torno de 42 mil reais.  Durante 120 meses, as famílias vão pagar o equivalente a 5% da renda declarada, no momento da inscrição no Programa. “Para mim foi muito gratificante; hoje eu estou tranquila morando no que é meu, vou poder tocar a minha vida sem aquele medo de não ter o dinheiro do aluguel no fim do mês. Eu estou muito feliz e acredito que todos aqui também estejam”, comentou Maria Aparecida, uma das contempladas do Programa, que vive com a sua filha.

O condomínio Residencial I está localizado no bairro do Tejuco, acima do Conjunto Dom Lucas Moreira Neves, também construído pela mesma iniciativa. Além dos apartamentos, possui uma área de lazer com uma quadra, um salão de festas e uma praça. Gustavo Garcia (11) conta que gosta mais da nova casa, pois já tem muitos amigos. O menino mora com sua mãe e mais três irmãos e está no quinto ano do ensino fundamental.

A ASP- Social foi licitada pela Caixa Econômica para auxiliar as famílias na organização, socialização, fiscalização e mediação de conflitos que são comuns no começo da convivência. Aline Figueiredo que é técnica da empresa comentou sobre esse período de adaptação:

- “Acredita-se que os seis primeiros meses são o período necessário para adaptação, quando estará consolidada a integração entre os beneficiários e o sentimento de pertencimento, que é condição fundamental na construção da identidade e da relação positiva com esse espaço”.

Problemas

Os moradores já identificaram algumas dificuldades. A demanda de transporte coletivo vem sendo alvo de reclamações, pois apenas uma linha de ônibus - em horários ainda desorganizados - atende as inúmeras famílias. Além disso, o recolhimento de lixo também vem sofrendo críticas, bem como a necessidade de mais pontos comerciais próximos aos apartamentos.


Porém é a questão da segurança nas novas moradias que encabeça a lista de reclamações. Uma beneficiária que pediu para não ser identificada relatou inclusive que o tráfico de drogas acontece livremente no local, o que é facilitado pela falta de iluminação e porteiros, deixando a entrada com livre acesso.

A secretária de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, Merilane Cardoso, comentou sobre os avanços futuros para o residencial:

- “Na saúde está sendo construída uma nova UBS e o aumento da equipe do Programa de Saúde da Família; está em processo de licitação a empresa que vai construir uma creche no entorno”.

Texto: VAN/João Henrique Castro
Foto: José Eugênio

O paradoxo entre o tradicional e a vida “moderna”


São João del-Rei, conhecida pelo seu acervo cultural e costumes tradicionais, é sede da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Recebe jovens estudantes das diversas regiões do país que trazem consigo diferentes bagagens culturais e costumes.

A cada ano, a UFSJ oferece aproximadamente 1500 vagas para cursos de graduação na cidade. Isso traz para o município um grande potencial de miscigenação culturológica. Porém, o aumento de jovens imigrantes tão diversificados pode causar certo desconforto para a população mais antiga, que testemunhou as vicissitudes que transformaram o cotidiano da cidade.

Regina Célia Nunes, que há 17 anos recebe estudantes como hóspedes em sua casa, sente-se honrada em ter criado seus filhos na cidade são joanense, mas diz ter notado que a cada geração que passa, percebe a diferença de comportamentos dessa nova juventude que vem pra cidade estudar e que, portanto, é preciso ter cautela. Regina afirma: “Tem que saber ‘curtir’ pois os valores morais são bem aguçados aqui. Em São João del-Rei acontecem coisas que até Deus duvida”.

Segundo Regina, o estilo de vida de estudantes é associado à boemia, inconscientemente justificado por estarem curtindo os prazeres permitidos pela fase adulta. Muitos estudantes em São João del-Rei, desfrutam da sensação de liberdade proporcionada pelo fato de viverem longe de seu lar, da família, sem ter que se preocupar com o comportamento exigido por estes, e acabam, porém, “extrapolando”. Antônio Carlos Maia (27), estudante de Engenharia Mecânica, defende: “todo mundo bebe uai, só que a gente bebe mais”, brinca.

Os estudantes ainda estabelecem entre si a política de trotes que, mesmo proibida por lei (Art 1º da Lei n° 4.779 de Maio de 2012), são praticadas nas vias públicas do município. Regina Reis de Carvalho (40) diz achar interessante passar por todas as fases da faculdade, e completa: “se fosse eu, também participaria”. Em relação às festas universitárias, Regina diz não se opor, mas admite que se vê pessoas passando mal na porta das casas e as vezes jogam “vasilhames” nas ruas, mas atribui a culpa deste à organização das festas e não aos estudantes. Ela ainda acredita que estes ajudaram na ampliação de maior variedade de serviços. Segundo ela, hoje existem mais opções de restaurantes, por exemplo, para atender a maior demanda de pessoas na cidade.

Nara Mendonça Resende (26), proprietária de uma sanduicheria na cidade, admite que os estudantes sejam um dos maiores contribuintes do seu negócio. Nara recorda a greve ocorrida em 2012, que durou quatro meses, e diz ter tido uma queda de 50% em suas vendas, que chegam a 400 sanduíches apenas nos finais de semana. Sobre trotes, ela diz não ser a favor: “é muito mais interessante fazer um trote solidário- como doar alimentos- do que qualquer prática que possa ferir a moral de uma pessoa”.

Luiz Guilherme Ambrósio (21), que estuda Química e mora em uma república da cidade, defende o trote como uma forma de se tornar mais íntimo de seus veteranos. Luiz Guilherme acredita que morar em república ainda ajuda a superar a distância de casa: “morando em república você sempre vai ter com quem conversar e, querendo ou não, o pessoal da república são os seus primeiros amigos”. Ele finaliza admitindo que a “bebedeira” pode causar uma má impressão dos estudantes na cidade, mas que isso não necessariamente influencia a formação moral de crianças ou adolescentes são-joanenses, porque “cabe aos pais a educação dos filhos”.

Texto: VAN/ Jederson Lucas
Foto: Marcinho Lima

Moradores do Residencial I sofrem problemas após mudança

Sair do aluguel é o sonho de muitas pessoas em todo o Brasil. Em parceria com a Caixa Econômica, o Governo Federal constrói as famosas casas populares, que integram o programa social "Minha Casa Minha Vida". 
O novo conjunto habitacional da cidade são-joanense, já está com seus moradores, mas alguns problemas foram encontrados após a instalação das famílias.


Texto: VAN-UFSJ
Vídeo: Sávio Souza

ONG são-joanense trabalha em favor dos animais da cidade


A Sociedade Protetora dos Animais São Francisco, atua em São João del-Rei ajudando e protegendo os cães e gatos. A entidade realiza um trabalho com doações e sem fins lucrativos. As principais atividades são alimentação, castração e vacinação. Além de dar carinho e atenção a Sociedade procura um lar aos animais encontrados nas ruas da cidade. 

Assista esse vídeo para conhecer um pouco do trabalho em prol desses animais!

Texto: VAN-UFSJ
Vídeo: Isabela Fonseca, Lis Maldos e Thayanne Nascimento

Tiradentes não quer ser alojamento de trabalhadores da Mendes Junior


O prefeito da cidade de Tiradentes (MG), Ralph Justino, nega a participação do executivo no abaixo-assinado que foi postado recentemente na página eletrônica da prefeitura contra a chegada de 400 trabalhadores da empresa Mendes Junior a serem alojados no municipio. Segundo Justino, o documento foi elaborado pelo Conselho de Turismo (COMTUR) e  outras entidades locais e que, tanto o nome da prefeitura, quanto a postagem no site, foi um equívoco. 

Esse abaixo-assinado surgiu de  uma mobilização de entidades civis da localidade contra a decisão da Mendes Junior de alojar seus funcionarios em Tiradentes, até dezembro deste ano. Contratada pela Holcim para expansão de sua unidade em Barroso, a Mendes Junior mudara a hospedagem dos  seus funcionarios, devido a problemas nos alojamentos originais da empresa. Entretanto, várias entidades representantes da sociedade, juntamente com o (COMTUR) e o executivo, se opuseram à instalação dessas pessoas e, em reunião,  decidiram pela criação do abaixo-assinado. 

A ex-presidente do COMTUR, Mariana Cavalcanti, disse que foram realizadas três reuniões sobre o assunto, acrescentando que “a empresa Mendes Junior agiu de má fé, não comunicando que os 400 trabalhadores ficariam alojados em Tiradentes”.

Adicionalmente, o prefeito Justino relata que, em reunião com as entidades e o representante da Holcim, 
Pedro Luck, foi decidido que os trabalhadores seriam realocados em outra cidade, já que Tiradentes não teria estrutura para comportar um aumento populacional de 10%. 

Apesar disso, alguns trabalhadores da Mendes Junior afirmam que o abaixo-assinado foi criado porque as entidades temiam danos ao turismo regional, razão pela qual os comerciantes tiradentinos agiram de maneira preconceituosa. 

O Instituto Estrada Real e a Trilha dos Inconfidentes, cujos nomes constam do documento postado, alegam não terem participado de nenhuma reunião para discutir a questão da elaboração do abaixo-assinado contra a permanência dos trabalhadores na cidade. A Associação Empresarial de Tiradentes (ASSET) alega que o documento não foi postado pela associação, mas não afirma e nem nega a sua participação.

Em contrapartida, um morador, que não quis se identificar,  afirma que as justificativas do documento são frageis e sem cabimento, visto que a cidade não tem problemas em receber 400 turistas em finais de semana. Pondera ainda que o “problema é por que são peões, pois se fossem engenheiros a história seria outra”.

Questionada sobre o assunto, a empresa Holcim afirmou que a “contratação e alocação de colaboradores da obra de expansão de sua unidade em Barroso são de responsabilidade da empresa Mendes Junior” que, até o fechamento dessa matéria, não tinha se pronunciado sobre o assunto. 

VAN/Sílvia Cristina dos Reis e Willian Carvalho
Foto: Redes Sociais

Barroso comemora 60 anos de emancipação


Neste mês dezembro, a cidade de Barroso comemora nada mais que 60 anos de emancipação. Por isso, presenteia a população com uma série de festividades natalinas, culturais e homenagens na programação de fim de ano.  

As comemorações começaram no início do mês com apresentações teatrais, muita música e atividades recreativas. O projeto “Alegria na Praça, o teatro chegou!” apresentou o espetáculo “Um lugar para ser feliz!”, além do show natalino dirigido por Tatá Sympa. A chegada do Papai Noel abrilhantou ainda mais o encerramento do evento, fazendo a alegria de crianças e adultos.

Ocorreu também a cerimônia de entronização do quadro do ex-prefeito da cidade Arnaud Baldonero Napoleão (falecido em maio do ano passado) na Prefeitura Municipal de Barroso. Arnaud, popularmente apelidado de Arnô, governou a cidade entre os anos de 2005 a 2008, tornando-se um dos mais importantes e amados prefeitos da história do município. O cerimonial contou com as presenças da atual prefeita da cidade Eika Oka de Melo, seu vice o Dr. João Pinto, além da vereadora Wanderléia Napoleão (viúva de Arnô) e demais familiares e admiradores. 

As honrarias continuaram desta vez tendo como enfoque os cidadãos. Os títulos de cidadãos honorários, honra ao mérito e a comenda Mário Braz de Souza foram os prêmios distribuídos.
Os fundadores da página Curto a Memória de Barroso, receberam o título de honra ao mérito. Quanto ao de cidadão honorário, foi concedido ao prestador de serviços da Holcim, Alecsandro Araújo..

A comenda  “Mário Braz de Souza” foi entregue a Moacir Ferreira e aos padres Geraldo Magela e João Rodrigues. Troféus e medalhas também foram distribuídos entre os vencedores do  concurso “Jovem legislador 2013” e aos vereadores mirins. A celebração reuniu diversos cidadãos para comemorar não apenas os projetos concretizados em 2013, mas também as seis décadas de história da cidade. 

Desde o dia 12 de Dezembro de 1953, Barroso figura entre os municípios presentes na região Campo das Vertentes, no estado de Minas Gerais. Contando atualmente com uma população de 20 mil habitantes, a cidade se destaca por sediar uma das maiores indústrias do estado, a Holcim, o que lhe confere significativa notoriedade como um município em expansão. 

VAN/Douglas Gonçalves

Dores e Prados comemoram lucros nas vendas de final de ano


Natal é  tempo de festa,  época de celebrar a paz, o amor, alegria, e, é claro ir às compras. Dores de Campos e Prados reforçam esta tradiçao nesta época. Segundo a Associação Comercial e Industrial da região (ACIDEC), as vendas aumentam significativamente e os comerciantes conseguem obter lucros de 20%, 30%, 40% e até 50% acima dos meses anteriores do ano.

Em Prados, as vendas melhoraram ou se mantiveram iguais sem perdas e ganhos, em comparação com o ano passado. Algumas lojas se ampliaram e fizeram at é o uso de promoções para chamar a atenção dos clientes. Como a cidade é considerada turística, o comércio recebe frequentemente a visita de várias pessoas, principalmente nas lojas de artesanato. 

Segundo a comerciante de Dores de Campos, Maria Malta, nesta época os produtos mais procurados são também os mais caros; tais como celulares caros, tênis de marca, carrinhos de marca e bonecos Max Still e Barbie. 

Para estimular as vendas, as lojas estão praticamente dobrando o horário de atendimento. Prova disso é  que algumas ficaram abertas de segunda a sábado, das 8 da manhã `as 10 da noite. Com isso, os comerciantes, em sua maioria, tiveram que contratar funcionários temporários para este período do ano.

Adicionalmente,  o dorense, Valdecir Lopes acredita que o Natal seja tempo de solidariedade, em que as pessoas se preocupam com o próximo. Já para Iasmim Silva, as festividades natalinas são os melhores atrativos dessa época: a ceia, os corais da igreja, a missa do galo, os enfeites, enfim, tudo que esteja ligado `a comemoracao do Natal.

Para a aposentada Maria da Penha, de Dores de Campos, o bom mesmo do Natal é reunir todos os filhos e netos que vivem em outras cidades. É o momento  de contar os “causos”, matar as saudades e de ficar juntos ao redor da mesa.

VAN/Tailerson Olímpio e Juliana Sousa


Foto: Juliana Sousa

DAMAE esclarece problemas no abastecimento de água


Ex-prefeito de Prados, Gustavo Cardoso é o atual dirigente do DAMAE (Departamento Autônomo Municipal de Água e Esgoto), cujas dificuldades na distribuição de água recentemente causaram transtorno por vários dias a moradores de São João del - Rei. Diante dos problemas, a Vertentes Agência de Notícias buscou maiores informações do dirigente do Departamento.

Vertentes Agência de Notícias: Como você explica os problemas com o abastecimento de água, em especial em bairros periféricos, como o Bela Vista, Dom Bosco e Lava Pés?

Gustavo Cardoso: Esse problema existe há muito tempo. Foi feita pela gestão passada a perfuração de um poço artesiano no Bela Vista, mas ele demorou muito tempo para ser eletrificado. Recentemente, uma empresa que atua no Bairro Bela Vista eletrificou o poço, então, agora nós licitamos a bomba, o painel e o padrão e iremos o mais tardar no início de dezembro implementar esse serviço lá.

VAN: Uma queixa frequente da população é a dificuldade de se conseguir o atendimento de um caminhão pipa para melhorar temporariamente a situação. Por que isso acontece?

Cardoso: O problema é que nós temos somente um caminhão adaptado, que não é registrado no INMETRO. E, com o período da seca, o Ribeirão Xavier estava com o nível muito baixo. Agora nós contratamos um novo caminhão pipa em caráter de urgência e estamos fazendo a licitação para compra de outro caminhão. Estamos, portanto, trabalhando com dois, tentando atender à demanda, que estava muito grande. Estamos investindo com recursos próprios na compra de um caminhão pipa novo. 

VAN: O DAMAE vem sofrendo com problemas estruturais há muito tempo. Qual a situação do DAMAE hoje?

Cardoso: Nós pegamos o DAMAE com uma dívida real muito grande. Tem uma dívida com a CEMIG na ordem de 8,5 milhões original e depois passou a 16 milhões com os juros e multas. Nós temos também 11 milhões, aproximadamente, de dívida ativa, de contas a receber da população. Então, a situação financeira é preocupante. Mas no cotidiano nós conseguimos fazer um saneamento. Pagamos todos os nossos fornecedores de cloro, de química, de materiais hidráulicos, todos os pagamentos estão em dia e a gente tem mais ou menos 150 mil de reserva mensal. Tanto que nós estamos fazendo um investimento grande agora no fim do ano, comprando logística, retro escavadeira, moto e carro. Furamos poços artesianos e reformamos estações de tratamento com recursos próprios.

VAN: Apesar dos investimentos que estão sendo feitos, qual a situação em que se encontra atualmente a rede de distribuição e de captação de esgoto do município?

Cardoso: A rede de distribuição de água da cidade é muito antiga, de um modo geral as estações também são muito antigas. Muitas não tiveram investimento ao longo dos anos e, volta e meia, a população convive com buracos na rua devido a entupimentos ou vazamentos causados por mau estado da rede. Temos ainda tubos de ferro muito antigos, que estão oxidados e que, com facilidade, enferrujam, causam buracos e vazamentos. Quando o vazamento é percebido, a gente tem que arrebentar o asfalto para corrigir o problema. 

VAN: Quanto aos vazamentos, são ouvidas muitas reclamações de que, após as chuvas, as ruas são tomadas por um forte mau cheiro. Qual a relação entre o período chuvoso e esse problema?

Cardoso: O que muitas vezes acontece é a rede de água pluvial receber a rede de esgoto. Aí o pessoal vai ao DAMAE, mas a água pluvial é responsabilidade da Secretaria de Obras. O DAMAE só cuida de água e esgoto. É um problema grave esse. Isso tem de ser resolvido através de um projeto de saneamento para separar a rede pluvial da rede de esgoto. 

VAN: Em relação aos investimentos futuros, quais os benefícios e metas a serem alcançados pelo anúncio do prefeito Helvécio Reis, realizado no mês de novembro?

Cardoso: O programa lançado é um investimento de 42,8 milhões de reais vindos do Governo Federal, sendo 42,4 milhões para o projeto de saneamento. Este é um projeto que prevê a capitação do esgoto que é jogado nos cursos d´agua da área urbana e levá-lo até uma estação elevatória que bombeará para uma estação de tratamento de esgoto. Nós vamos tratar 100% do esgoto. Essa é a meta, esse é o objetivo desse projeto. O projeto está em uma fase adiantada, porque o Deputado Reginaldo Lopes conseguiu, ainda na gestão passada, recursos na ordem de um milhão de reais para que a prefeitura contratasse uma empresa para fazer um projeto executivo para a rede de esgoto. Diante dessa realidade, conseguimos colocar São João del-Rei nesse plano de investimento do Governo Federal, no PAC II, porque entenderam que a cidade estava apta a receber investimentos por conta desse projeto, por isso fomos contemplados com investimentos. Como não tínhamos projeto para água, o deputado conseguiu a verba de 400 mil reais para contratar uma empresa para fazer um projeto que analise os mananciais, a captação, que determine as necessidades de investimento. 

VAN: Quando efetivamente a população verá o início dessas obras e qual o prazo para o término delas?

Cardoso: Quanto ao prazo, a gente não pode precisar muito, porque o projeto esta na Caixa Econômica Federal sendo analisado ainda. A última etapa do projeto, feito por uma empresa de Belo Horizonte contratada pela prefeitura, já foi encaminhada junto com todos os relatórios para a Caixa Econômica Federal. Depois disso, a Caixa libera para a licitação do projeto. Então temos de esperar a conclusão da análise da Caixa para que a gente possa licitar o projeto. É uma licitação complexa, uma obra gigantesca, que será feita pela prefeitura e a gente imagina que isso não aconteça de forma rápida. Não vou fixar uma data, porque podem acontecer várias coisas. Recursos e outros entraves burocráticos. A gente tem esperança de que até metade do ano que vem a gente já tenha a possibilidade de iniciar a obra. 

VAN: E esse projeto vai resolver o problema de esgoto da cidade inteira e também vai permitir a separação do esgoto e da rede de água pluvial?

Cardoso: O projeto prevê a construção de coletores de esgoto e da estação de tratamento. Esse trabalho de separar as redes, de melhorar a rede de esgoto, é investimento próprio do DAMAE. Mas a construção da coletora é para a cidade toda, e inclusive a COHAB, que é área de responsabilidade da COPASA, vai estar incluída. Então, vamos fazer um projeto também da COHAB. E vamos também fazer investimentos paralelos à construção. Independente da construção, nós temos de continuar fazendo investimentos. 

VAN: Como se dará a organização desses recursos por parte do DAMAE e quais outras melhorias previstas?

Cardoso: Então, estamos agora correndo atrás de recursos. Serão investidos 45 milhões em esgoto e é previsto também investimento em água. Tomamos medidas internas de controle, todos os processos licitatórios são feitos com a participação da comissão. Noventa por cento deles são feitos através de pregão, coisa que não tinha antes. Então estamos estimulando a competição, comprando o que é mais barato, dando transparência para a gestão pública e o resultado está aparecendo. Nós temos dinheiro em caixa, 13º já esta em caixa, vamos fazer vários investimentos com recursos próprios e muitos investimentos na linha de organizar o DAMAE. Vamos organizar melhor o setor operacional e o serviço de tapa buraco -  este que antes era terceirizado e parcialmente realizado pela prefeitura -, que agora estamos trazendo todo para o DAMAE. Já estamos com uma equipe pronta, temos hoje brita e asfalto, processando esse material na usina. Então nós estamos fazendo vários projetos para melhorar a operação do DAMAE.

VAN/André Frigo 
Foto: Fabricio Nascimento

Lotérica é alvo do segundo assalto em menos de um mês


“Chamaram a polícia, mas não estavam presentes, como da outra vez. A polícia nunca está por perto. É óbvio que tem gente ajudando esses bandidos, avisando a hora certa”, relata uma testemunha, que prefere não ser identificada. O assalto a uma lotérica de Conceição da Barra de Minas ocorreu hoje (18) pela manhã e já é o segundo só no mês de dezembro. A localidade, até então conhecida pela segurança e tranquilidade, vive momentos de tensão.

Testemunhas alegam que um motoqueiro desconhecido rondava pela cidade horas antes, tendo sido visto por um comerciante que se encontrava próximo à lotérica no momento da abordagem. 

O caso tem gerado especulações pela estreita relação com o roubo do último dia 4 do mesmo estabelecimento. De acordo com moradores, ambos se deram exatamente às 11h20 - horário de grande movimento -, também em uma quarta-feira - quando são realizados os pagamentos - e nas duas vezes a polícia local foi imediatamente acionada, mas nenhuma unidade se encontrava na cidade.

No dia 4, funcionários foram agredidos e tiros foram ouvidos, porém a ação realizada hoje foi rápida e não houve feridos, segundo as testemunhas. Com cerca de 4 mil habitantes, Conceição da Barra tem se tornado alvo de atos de violência, como ressalta a servidora pública Francimara Machado, que atribui o fato ao policiamento deficiente. Ela afirma ainda que “os moradores e os comerciantes estão ficando com medo. Já não há muita movimentação de dinheiro e o pouco que tem é ameaçado por roubo”.

Foram registradas ações semelhantes nas cidades vizinhas São Tiago e São Sebastião da Vitória, havendo a suspeita de que os assaltos são atuações de uma quadrilha. A lotérica de Conceição da Barra de Minas se manterá fechada até o fim das investigações.

VAN/Tawane Cruz
Foto: Tawane Cruz 

Chuvas causam transtornos em Prados


Foram detectadas várias áreas de risco na cidade de Prados, de acordo com o secretário municipal de Obras e Abastecimento César Murilo da Trindade Velho, integrante da comissão de defesa civil municipal. Ele afirma que foram encaminhadas ao Executivo “todas as demandas sobre essas áreas afetadas”, mas a realização de obras de contenção depende da liberação de recursos do Governo Federal.

A comissão de defesa civil acompanha diariamente as zonas de risco do município, tendo sido já tomadas as providências junto à Defesa Civil Estadual e Federal, segundo relato do secretário municipal César Murilo. Dentre as áreas de risco identificadas, se encontra a rua Antônio Cardoso Vale que, há cerca de dois anos, foi parcialmente interditada devido a um desbarrancamento. Desde então, a área tem causado muitos acidentes, que se tornaram mais frequentes devido ao aumento do trânsito após o asfaltamento da estrada que liga a cidade a Dores de Campos.

Moradores do bairro reclamam do desmoronamento, que interfere na passagem de pedestres e veículos, além do aspecto descuidado do trecho, que é o principal de passagem da cidade e também de comércio de artesanato. A situação se estende já “por um bom tempo e nada foi feito”, como conta Gabriel Rufo, que reside na rua Pinheiro Chagas. De acordo com ele, na época das chuvas, o transtorno é ainda maior.

O chefe de gabinete Reginaldo Nascimento alega que a prefeitura não possui recursos para arcar integralmente com o custo das obras. Por esse motivo, foi feito um levantamento, enviado para o Ministério da Integração, que analisa e verifica os riscos e condições dos municípios e envia verbas para a recuperação dessas localidades. De acordo com o chefe de gabinete, a verba de mais de R$ 1 milhão “deve sair no começo do ano, mais especificamente no mês de janeiro, para a recuperação das áreas afetadas de Pinheiro Chagas, Alto Cruzeirinho e Banheira”, declara.

VAN/ Juliana Sousa
Foto: Juliana Sousa

Falta de água exibe crise no DAMAE


O problema de falta de água em 18 bairros, vazamentos em diversas ruas e queixas constantes dos consumidores deve perdurar por mais duas semanas. Esta é uma afirmação do  Diretor do DAMAE, Gustavo Cardoso, em entrevista recente. Com mais de cem anos, 230 funcionários, o DAMAE enfrenta grave crise, com dívidas que ultrapassam os 15 milhões de reais, inadimplência superior aos 10 milhões de reais, suspeitas de fraudes, com as redes de distribuição de água e captação de esgoto no limite.

Segundo Cardoso,“o problema é que nós temos somente um caminhão adaptado, que não é registrado no Inmetro. Agora nós contratamos um, em caráter de urgência, e estamos fazendo a licitação de outro caminhão pipa”. Isso exemplifica a falta de investimentos em captação de água, somada ao desperdício (em torno de 30 a 40% da água tratada), o que provocou a crise no abastecimento.

De acordo com o diretor do DAMAE, a solução virá somente após a instalação de uma bomba no poço artesiano localizado no São Dimas. A demora na solução do problema se deveu a entraves burocráticos, acrescenta. Apesar de reconhecer que o passivo (16 milhões de dívida com a Cemig e 11 milhões de reais de dívida ativa) do órgão é preocupante, Cardoso esbanja otimismo ao afirmar: “o DAMAE hoje é viável, tomamos medidas internas de controle, todos os processos licitatórios são feitos com a participação da comissão. Noventa por cento deles são feitos através de pregão, coisa que não tinha antes. Todos os pagamentos estão em dia e a gente tem mais ou menos 150 mil de reserva mensal. Nós temos dinheiro em caixa, 13º já esta garantido, vamos fazer vários investimentos com recursos próprios”.

Entretanto, Pedro Leonel, morador do bairro Dom Bosco, afirma que a falta de água começou no dia 06 de novembro, mas se agravou a partir do dia 11. Leonel reclama ainda da dificuldade em se conseguir que o DAMAE envie caminhão pipa para amenizar o problema. Cansados de esperar por uma solução, muitos moradores têm optado por construir cisternas para não ficarem sem água em suas residências.

VAN/ André Frigo
Foto: Divulgação

Trânsito são joanense cresce desordenado


Os são joanenses vêm enfrentando problemas frequentes com o trânsito, em especial devido ao crescimento repentino de automóveis em circulação. Atualmente, percebe-se um crescimento desordenado  e falta de planejamento, uma vez que essa nova situação se deu muito rapidamente, devido às facilidades de compra de veículos, como a redução de IPI.

A mobilidade urbana tem sido objeto de estudo, a fim de que o trânsito possa ser planejado de forma que os deslocamentos ocorram em um razoável intervalo de tempo, de modo confortável e sustentável.

Robson Oliveira, profissional autônomo, considera o mau planejamento urbano um dos fatores responsáveis pela situação atual do trânsito são joanense. Ele ressalta que a atual gestão da cidade não tem tomado medidas que visem à melhoria do trânsito.  

A superintendente de indústria, comércio, trabalho e renda da prefeitura Luciana das Mercês Silva afirma, no entanto, que é uma preocupação da prefeitura de São João del - Rei municipalizar o trânsito, isto é, contar com a ajuda de uma guarda municipal responsável por fiscalizá-lo.

Dessa forma, o município precisará se adequar a vinte e uma atribuições do Sistema Nacional de Trânsito (SNC), tornando-se basicamente responsável por fiscalizar, aplicar multas, sinalizar, educar a população quanto ao trânsito, integrando a cidade ao SNC.

De acordo com o Departamento de Trânsito de São João del-Rei, consta que a cidade possui de 40.500 a 41.000 veículos, o que representa cerca de dois carros por habitante. Os valores mostram que atualmente não só nossas capitais estão sofrendo superlotação no trânsito, sendo este um efeito que se estendeu também ao interior.

VAN/ Gisele Puygcerver Pereira e Thaís Lacaz
Foto: Arquivo pessoal

São Tiago sedia o 41º Encontro Intermunicipal de Conselheiros Tutelares




Na última sexta-feira, 25, foi realizado o 41º Encontro Intermunicipal de Conselheiros Tutelares, na cidade de São Tiago. O evento é realizado mensalmente em várias regiões do Brasil, com o objetivo de promover discussões e propostas que tenham como foco a garantia dos Direitos das Crianças e Adolescentes, além de buscar meios para fortalecer suas ações e identificar questões sociais, visando alternativas para resolvê-las e buscando um melhor  atendimento por parte dos Conselhos Tutelares.

O encontro deste mês foi promovido pela Prefeitura Municipal, em parceira com o CMDCA – Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente e Conselho Tutelar da cidade. Além de autoridades locais, houve a presença de alunos líderes de turmas da Escola Estadual “Afonso Pena Júnior” e de outras entidades locais, a fim de observarem os trabalhos do conselho e se inteirarem das ações no município.

 O evento recebeu conselheiros tutelares das cidades que fazem parte da Comarca de São João del-Rei/MG. O intercâmbio entre as cidades com seus respectivos conselhos é uma maneira de haver uma troca de experiências e formação através de palestras, capacitação, partilha e estudos, com o objetivo de colaborarem entre si.

 Segundo o presidente do Conselho Tutelar de São Tiago Werekson Pablo, “o encontro intermunicipal dos Conselheiros Tutelares tem a função de reunir conselheiros, com o objetivo de trocar experiências através de estudo de vários temas da atualidade. Neste encontro, foi discutido o filme 'Cristiane F., 13 anos drogada e prostituída', sendo este o 'retrato da juventude moderna'. Foi discutido também o tema Bolsa Família”, conclui Werekson.

A conselheira tutelar Maria Helena Vieira Santos registra também a relevância do CMDCA de São Tiago junto ao conselho. “O CMDCA é um parceiro do Conselho Tutelar, sem ele não existiria o conselho. A relação entre ambos é criar políticas públicas, sempre em favor das crianças e dos adolescentes”, afirma. “A relação do Conselho Tutelar com a Vara da Infância e Juventude é aplicar medidas de proteção e medidas sócio-educativas aos menores infratores. Uma vez que não cabe mais ao conselho tutelar aplicar medidas aos violadores dos direitos da criança e do adolescente, estes casos são encaminhados ao juizado para as devidas providências”, conclui Maria Helena. 


VAN/Marcus Santiago
Foto: Marcus Santiago



Zuenir Ventura no 8º Felit


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