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Mostra de Cinema movimenta economia e turismo de Tiradentes


Desde a última sexta-feira (24), a histórica Tiradentes (MG), está sendo palco da 17ª Mostra de Cinema, que se encerra amanhã (01). A boa notícia é que, de acordo com Bruno Sebastião, proprietário de quatro estabelecimentos comerciais na cidade, a repercussão do festival é ainda grande no pós-evento, que “atrai uma grande mídia espontânea”.

O comerciante explica que aqueles que não tiveram a oportunidade de visitar a cidade durante a Mostra de Cinema acabam se interessando posteriormente, na medida em que o evento cresce e torna a cidade de Tiradentes um referencial. Já em relação ao período de festival, Bruno Sebastião afirma que, “em comparação com o ano passado, o faturamento está sendo bem maior”.

Christian Bastos, proprietário do restaurante Nossa Terra, acompanha a Mostra desde as primeiras edições e aponta um amplo crescimento desde então. Segundo ele, os resultados positivos têm impacto direto nesse tipo de comércio, com o aumento considerável no fluxo de pessoas em bares e restaurantes. Bastos lembra, no entanto, que é necessário desenvolver “estratégias diferentes para atingir esse público - que é mais jovem e antenado - como músicas ao vivo e promoções”.

Guilherme Vilhena (22) está visitando a cidade pela primeira vez, e encantou-se pela proporção e iniciativa do festival. “Assisti a três filmes e gostei dos três. E acho que isso atrai muita gente para a região. É bom para o vendedor de pipoca na praça até o comerciante da farmácia. Por ser um evento público, ele disponibiliza um contato com grandes obras, e valoriza produções locais e regionais”. 

Entretanto, essa opinião não é compartilhada por todos os comerciantes. Produtores de artesanato afirmam que o faturamento durante o festival de cinema não é o esperado e, de acordo com um lojista, o evento propicia maiores benefícios “para os jovens, não para as lojas de artesanato. O nosso movimento é bem baixo”.

Para além das questões econômicas, a Mostra de Cinema de Tiradentes têm se tornado um evento cada vez mais conhecido e atualmente é um dos maiores do cinema brasileiro contemporâneo. O festival traz as peculiaridades do cinema nacional e internacional, com a proposta de criar algo novo, independente e inovador.  Sua programação conta com a exibição de mais de 100 filmes brasileiros em pré-estreias mundiais e nacionais.

VAN/Nara Nunes; Mayra Coimbra
Foto: Divulgação

Mostra de Cinema movimenta a cidade de Tiradentes


Começou nesta sexta-feira, 24 de janeiro, a 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que presta homenagem ao ator paulistano Marat Descartes.

A cerimônia de abertura teve início com a apresentação musical de Mauricio Tizumba. Em seguida, foi apresentada ao público a temática desta edição da Mostra, “Processos Audiovisuais de Criação”. A coordenadora geral do evento, Raquel Hallak, destacou a importância do festival dentro do cenário cinematográfico brasileiro, diante de vários representantes de patrocinadores e autoridades locais, como o prefeito da cidade Ralph Justino.

Entretanto, o destaque da noite foi a homenagem a Marat Descartes, prestada pelo ator e amigo Gero Camilo. Ele entrou cantando na sala de projeção ao final do vídeo, em que amigos de Marat apresentaram depoimentos sobre ele, emocionando a todos os presentes. 

Marat Descartes subiu ao palco acompanhado da família, amigos e colegas de trabalho, pois, segundo o ator -  que já passou por muitos festivais - a atmosfera daquele momento era única, “Já tive momentos de grandes emoções na minha carreira; já estive no tapete vermelho de Cannes, de Gramado, mas nenhuma foi como essa, porque aqui está reunido tudo que é importante pra mim: a minha família e os meus amigos”, declarou. O ator dedicou o Troféu Barroco `a sua família. Em seguida, foi exibido o longa de pré-estreia nacional, Quando Eu Era Vivo, protagonizado pelo homenageado da Mostra.

Após a sessão de cinema no Cine-tenda show, Maurício Tizumba comandou a noite de sexta-feira com muita música.

A noite de sábado, por sua vez, foi marcada pelo longa, Cidades de Deus 10 anos depois, documentário de Cavi Borges e Luciana Vidigal. O filme foi exibido no Cine BNDS na Praça e concorre ao prêmio do júri popular. 

Pessoas presentes no local disseram ter gostado muito do documentário, pois mostrou como estão os atores de Cidades de Deus, 10 anos após o lançamento do filme que ainda hoje é sucesso nacional e internacional.

Hoje `a noite, domingo, serão exibidos os longas, Riocorrente, Passarinho lá de Nova Iorque, Olho Nu e Amor, Plástico e Barulho. No Cine-tenda Bar Show , após a ultima sessão de cinema, Celinha Braga e Marina Machado fecham a noite, interpretando músicas de Carmen Miranda.

VAN/Silvia Cristina dos Reis
Foto: Silvia Cristina dos Reis

Tiradentes é palco para sétima arte


Nessa sexta, 24 de janeiro de 2014,  começa 17ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. A edição deste ano tem como homenageado o ator Marat Descartes, que protagoniza o filme, Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra, exibido na abertura da Mostra.

Conhecida em todo país, a Mostra de Cinema de Tiradentes, já faz parte do calendário de cinema brasileiro. Durante esta edição, que acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 1º de fevereiro, será mostrado ao público um recorte do retrato do panorama da produção cinematográfica independente do cinema brasileiro.

Ao todo serão exibidos 134 filmes, sendo 29 longas, quatro médias e 101 curtas, de 16 estados do país. As exibições dos filmes serão realizadas no Cine-Tenda, Cine BNDS na Praça e Cine-Teatro. Além das exibições, durante a semana acontecerão debates e seminários, oficinas, para o publico adulto e infanto-juvenil.

A 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes traz também em sua programação shows musicais, performances audiovisuais, exposições, lançamentos de livros e DVDs, além de espetáculos de circo e teatro.

A programação de shows musicais, que ocorrem todas as noites, no Cine Tenda Bar Show, após a ultima sessão de cinema, destaca encontros musicais de artistas mineiros.

Na noite de hoje (24), o Cine Tenda Bar Show ficará por conta dos atristas André Amparo e Chico de Paula, com participações de Dj Carou e Maurício Tizumba.

Toda a programação gratuita é aberta ao público. Os filmes exibidos no Cine-tenda tem limite de lotação.

Confira a programação no site: http://www.mostratiradentes.com.br/

VAN/Silvia Cristina dos Reis
Foto: Divulgação

Filmes geram discussões sobre diversidade sexual


O projeto de extensão Cineclube Homoerótico, idealizado e coordenado pelo professor Carlos Frederico Bustamante, ganha vida no Centro Cultural da Universidade Federal de São João del - Rei (UFSJ). Propondo a discussão sobre a homossexualidade através de filmes que retratam relações homoafetivas, o projeto procura a aceitação da homossexualidade e o fim do preconceito.

Durante o projeto, as temáticas foram dividas em módulos - aceitação social; repressão social; a revolução de costumes; a militância; a teatralidade e o documentário - para melhor orientação quanto à discussão gerada pelos filmes. Ao fim de cada apresentação, o professor Carlos Bustamante abre uma roda de discussão sobre a temática do filme.

O estudante João Vitor Santana, mestrando em Psicologia, compareceu às três exibições que ocorreram e afirma que o projeto surgiu em um momento importante de discussões sobre homossexualidade no cenário político/social. “Trazendo o cinema como ferramenta movimentadora dos temas, a homoafetividade pode ser desvelada e discutida. O que se percebe nos filmes exibidos no Cineclube é que tratam do tema em diversos momentos históricos. Esse espaço onde os participantes se posicionam confere ao projeto um aspecto de extrema importância: a criação de um discurso em que o preconceito e a homofobia possam ser combatidos”, explica.

Frederico Bustamante, idealizador do projeto, fala sobre a importância da discussão sobre a homossexualidade através de filmes. “A ideia de realização deste trabalho extensionista, a partir da criação de um cineclube homoerótico, é promover o debate e a consequente conscientização de importantes questões acerca da homossexualidade entre os participantes, tendo como mote a linguagem cinematográfica enquanto norteadora das discussões e temas pretendidos. O objetivo é abordar de forma estética e reflexiva, pelo viés do cinema, as dificuldades pessoais e os enfrentamentos relacionais e sociais nascidos da experiência homossexual masculina e feminina em sociedades heterocentradas desde o final do século XIX até os dias de hoje”.

Segundo ele, “o foco é a vivência individual através dos filmes, o compartilhamento das percepções sobre os mesmos por meio do debate e a elaboração das sensações acerca das questões vividas, em geral de forma solitária, pelos gays e lésbicas em nossa cultura. Romper o silêncio, o isolamento e a alienação, conduzindo o(a) participante a um maior amadurecimento pessoal e social, por meio da aceitação presente no olhar conjunto e acolhedor do grupo, em relação aos temas tratados.”

 Qualquer pessoa pode participar do Cineclube, a entrada é gratuita. As exibições acontecem todos os sábados às 16 horas, no Centro Cultural da UFSJ (Solar da Baronesa). Excepcionalmente no dia 7 de setembro não acontecerá a exibição, devido ao feriado.  No dia 14 de setembro, será exibido Saindo da Armário (1998), um adolescente se apaixona pelo atleta mais famoso da escola. Aos 16 anos, o jovem passa por problemas de aceitação e dificuldades em entender sua sexualidade.

 Durante as férias da universidade, o projeto entrará em recesso, retomando suas atividades no início de outubro. Para maiores informações, acesse a fanpage do projeto de extensão Cineclube Homoerótico (https://www.facebook.com/cineclube.UFSJ) e acompanhe todas as novidades sobre o projeto.

VAN/Paulo Carvalho
Foto:Reprodução

Helvécio Ratton: de espectador a cineasta


 
Nascido em 1949, na cidade de Divinópolis (MG), Helvécio Ratton é um dos importantes nomes do cinema brasileiro.  Sua estreia foi com o filme “A Dança dos Bonecos”, produzido em 1986, no qual atuou como diretor e roteirista. O longa foi premiado em Brasília, em Gramado e também em festivais internacionais na Alemanha, Itália e Portugal.

O cineasta também dirigiu, em 1995, o filme “Menino maluquinho”, seu segundo longa, inspirado no personagem do desenhista e cartunista mineiro, Ziraldo. Em 2002, Helvécio produziu “Uma onda no ar”, filme vencedor de dez prêmios nos EUA, Europa e Brasil. Já em 2006, a obra “Batismo de sangue” recebeu dois troféus Candango, de melhor diretor e de melhor fotografia, no Festival de Brasília.
 
A paixão por filmes vem desde a infância, por volta dos sete anos. Helvécio morava com a família em Peçanha, no norte de Minas, e conta que sua maior diversão era o cinema. “Em Peçanha tinha uma salinha de cinema, e nós ficávamos vendo os cartazes do filme que vinha para a sessão de domingo pela manhã, que a gente mais curtia. Desde pequeno eu tinha uma fascinação muito grande por todo o clima do cinema”, afirma.

A atração por obras cinematográficas continuou e, aos 16 anos, fazer cinema era o desejo de Helvécio Ratton. “Comecei a ver filmes brasileiros nessa época e percebi que os nossos filmes não eram como os norte-americanos, que pareciam tão distantes de nós, porque, obviamente, tinham que ser diferentes. Ainda assim, o cinema no Brasil era muito possível. E isso marcou muito a minha vontade de fazer filmes”, declara.

Segundo o diretor, a produção de um filme envolve milhões de detalhes, desde a construção da ideia, as imagens, o som e, por isso, seria difícil destacar um ou outro aspecto. Ele ressalta que “o filme é como se fosse uma constelação de detalhes e eu sou muito rigoroso, exatamente, com os detalhes. É uma construção muito grande, planejada desde o roteiro e que vai sendo executada ao longo do tempo de produção: em geral, de três a quatro anos”.

Uma característica forte da obra de Helvécio Ratton é a sua ligação com a cultura brasileira e de Minas Gerais. “O último filme que eu fiz, o documentário ‘O Mineiro e o Queijo’, é quase uma declaração de amor a Minas Gerais, ao povo da gente, à terra da gente. Eu tenho uma ligação forte com a nossa cultura. Talvez isso seja o que mais chame atenção em minha obra”, opina o cineasta.
 
Helvécio acredita ainda que o cinema brasileiro é muito carente de obras para o público infanto-juvenil. “Quase não se faz filmes para o público infantil e familiar, e é justamente assim que a gente cria público, forma espectadores e fazemos com que eles se interessem pelo cinema brasileiro desde pequenos”, diz.

 “O Segredo dos Diamantes” é o quarto filme do diretor voltado para o público infantil. “A ideia é lançá-lo no final deste ano, em época de férias”, revela Helvécio Ratton. Antes dirigiu os filmes “A Dança dos Bonecos” (1986), “Menino maluquinho” (1998) e “Pequenas Histórias” (2007).

O cineasta acredita que “o cinema brasileiro está vivendo um momento muito bom em termos de produção e apresenta cada vez mais um alto nível técnico”. Ainda assim, ele aponta que o principal desafio é alcançar o público. “Grande parte dos filmes nacionais que são lançados são ignorados, porque a competição com os estrangeiros é muito desigual. Os filmes norte-americanos chegam ao Brasil com um marketing e uma capacidade de divulgação enorme, e isso faz com que os filmes brasileiros desapareçam”, afirma.

Helvécio ainda destaca que noticiar na televisão sai caro e parte dos filmes nacionais não tem essa oportunidade. “Hoje ainda temos a internet para podermos chegar ao público, mas, ainda assim, é pouco, porque a gente tem que fazer um esforço muito grande de comunicação”, opina.

Confira os filmes de Helvécio Ratton no link:

http://www.filmeb.com.br/quemequem/html/QEQ_profissional.php?get_cd_profissional=PE195

VAN / Marina Ratton
Foto: Estevam Avellar



Zuenir Ventura no 8º Felit


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